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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Secretários de Kassab defendem pedágio urbano em São Paulo


Eduardo Jorge, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, e Marcelo Cardinale Branco, da Secretaria Municipal de Transportes, falaram sobre o tema durante o Seminário Internacional Andar a Pé nas Cidades
SÃO PAULO - Dois secretários da gestão Gilberto Kassab (PSD) disseram na manhã desta sexta-feira, 21, serem favoráveis à implantação do pedágio urbano. As afirmações foram feitas por Eduardo Jorge, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, e Marcelo Cardinale Branco, da Secretaria Municipal de Transportes, durante o Seminário Internacional Andar a Pé nas Cidades, na Avenida Paulista.
Ambos os dirigentes falaram na abertura do evento, voltado à discussão de medidas para melhorar a mobilidade dos pedestres na cidade. O primeiro a defender o pedágio urbano foi Jorge. "Eu insisto: nessa cesta de ações para melhorar a mobilidade, limpar a cidade, melhorar a saúde das pessoas e salvar vidas, tem uma questão de que as cidades não podem fugir, que é a restrição ao uso abusivo do automóvel e da moto. Não tem saída." Mas Jorge disse que as autoridades, inclusive as do Judiciário e as do Legislativo, "fogem disso como o diabo da cruz". "A medida que hoje está sendo usada com sucesso em outros países é o pedágio urbano. Ele é necessário. Ele vai melhorar imediatamente os congestionamentos." .
De acordo com o secretário, o pedágio "vai gerar um fundo adicional que vai ser somado ao orçamento dele para investir mais no metrô e no ônibus e nas calçadas". Jorge disse, no entanto, que o prefeito Kassab é contrário a essa ideia e que a sua opinião "é um ponto de vista pessoal"..
Em seguida, Jorge passou a palavra para Cardinale Branco, que acumula a presidência da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), empresa municipal responsável por gerenciar o trânsito na capital. O dirigente afirmou que, assim como Jorge, é "favorável" ao pedágio urbano. .
A restrição à circulação de veículos nas áreas mais centrais de São Paulo é um assunto polêmico. Alguns especialistas em mobilidade urbana defendem a implantação da medida imediatamente, argumentando que a saturação viária já atingiu um ponto crítico. Outros, no entanto, entendem que a ação só pode ser tomada após a ampliação do transporte público, em especial o metrô. .
Mas a medida, que pode gerar desgaste político, é tratada com muita delicadeza pela Prefeitura, que oficialmente sempre reiterou que não adotará o pedágio urbano. A grande maioria dos candidatos a prefeito também nega que tenha intenção de implantá-lo. .
No início da noite, a Prefeitura enviou uma nota em que informa que "respeita as opiniões pessoais" dos dois secretários, mas não cogita mudar a sua posição "firmemente contrária" ao pedágio urbano. .
Fonte: SP | Estadão
 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Caminhões lotam Castelo à espera de fim de horário de restrição na Marginal


Trânsito antes diluído durante toda a manhã agora se concentra na estrada a partir das 9 horas; congestionamento já chega ao km 41
SP | O Estado de São Paulo
A restrição ao tráfego de caminhões na Marginal do Tietê agravou os congestionamentos e tornou mais difícil a chegada a São Paulo para quem segue do interior pela Rodovia Castelo Branco. Com a proibição do trânsito de veículos pesados na via paulistana entre as 5h e as 9h e das 17h às 22h nos dias da semana, desde março deste ano os caminhões permanecem na rodovia à espera do horário liberado e seguem em comboios para a capital.

Os congestionamentos diários, que antes não se estendiam além do km 28, já chegam ao km 41, perto de Araçariguama. Motoristas perdem até uma hora para percorrer um trecho de apenas 25 quilômetros de estrada. A restrição vale desde o dia 5 de março para a Marginal e outras 25 vias da cidade.

Na tentativa de avançar em direção a São Paulo, os caminhoneiros usam até a faixa da esquerda, exclusiva para veículos leves. O que muitos não sabem é que a Polícia Rodoviária Estadual está usando as imagens das câmeras de monitoramento da concessionária CCR ViaOeste para aplicar multas. Já são autuados mais de 500 veículos por mês.

O motorista autônomo Rafael Carlos de Moura recebeu notificação de multa no valor de R$ 85,12 e quatro pontos na carteira de habilitação. O documento tem a foto do veículo na faixa da esquerda. Ele disse que fez a manobra para evitar uma colisão, mas não entrou com recurso, pois não tinha como provar a alegação. "Está cheio de carro na estrada, mas é sempre o caminhão que paga o pato", disse.

O engenheiro Ângelo Vargas, que se desloca diariamente de Sorocaba para São Paulo, diz que a restrição aos veículos pesados melhorou um pouco o trânsito na Marginal, mas criou um gargalo na rodovia. "Já se anda um pouco melhor na Marginal do Tietê, mas chegar até lá passou a ser um problema."

Na segunda-feira da semana passada, dia 13, o trânsito na Castelo Branco parava na altura do km 38, em Santana de Parnaíba. O carro da reportagem levou 55 minutos para chegar até o Cebolão, no km 13. Na quarta-feira, o fim da fila estava no km 41 e foi possível percorrer apenas oito quilômetros em 30 minutos. O trânsito melhorava um pouco após o km 25.

Quarta faixa. A CCR ViaOeste está construindo a quarta faixa na Castelo, no sentido São Paulo, na tentativa de melhorar o fluxo de veículos, mas o projeto esbarrou na questão ambiental. Na altura do km 26, em Barueri, seria preciso cortar algumas árvores para o alargamento da pista e a obra, que vai do km 24 ao 28, pulou esse trecho, que permanece mais estreito.

De acordo com o gestor de Operações Renato Caldo, a eliminação do gargalo depende de uma licença ambiental que está em vias de ser concedida. A empresa espera retomar a obra até o início de novembro e conclui-la em 90 dias.

Enquanto a quarta faixa não é concluída, a Viaoeste negocia com a Polícia Rodoviária o uso do acostamento para o tráfego nos horários de pico. Segundo Caldo, com a restrição na Marginal do Tietê, o tráfego de caminhões que se diluía ao longo da manhã agora fica concentrado no período que antecede a liberação de entrada na via paulistana.

Para conter os abusos, a concessionária franqueou à polícia as imagens das câmeras de monitoramento transmitidas para o Centro de Controle Operacional. Os policiais rodoviários veem o filme e, quando flagram caminhão ou ônibus na faixa da esquerda, congelam a imagem e usam a foto para emitir a multa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Carro toma quase toda a rua sem transportar nem 1/3 dos paulistanos


Foto: Divulgação
Quanto espaço das ruas os 3,8 milhões de carros que circulam pela cidade tomam? Nos horários de pico, 78% das principais vias são dominadas pelos automóveis -dentro deles, são transportados apenas 28% dos paulistanos que optam pela locomoção sobre rodas. Enquanto isso, os ônibus de linha e fretados, com ocupação de 8% do asfalto, levam 68% das pessoas.
“Quem quer que seja o próximo prefeito, terá de olhar para esse dado, fazer uma política inteligente e tentar reduzir a desigualdade no uso das vias”, diz Thiago Guimarães, especialista em mobilidade e professor da Universidade Técnica de Hamburgo, na Alemanha.
O levantamento foi feito pela reportagem com base em dados inéditos da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), obtidos com exclusividade.
No quadro abaixo, é possível visualizar um retrato do trânsito na hora do rush. Trata-se da média da contagem de circulação ao longo de uma extensão total de 255 km.
São as 32 rotas principais da cidade -algumas delas, com corredores de ônibus, caso das avenidas Rebouças e Santo Amaro. Depois, os veículos foram dispostos de acordo com o padrão adotado pelos engenheiros de trânsito (1 ônibus = 2 carros = 4 motos).

Segundo pesquisa do IBGE encomendada pela Rede Nossa São Paulo, no ano passado 82% dos paulistanos afirmaram que deixariam de usar o carro se tivessem uma boa alternativa de transporte público.
A Lei de Mobilidade Urbana, política federal para os transportes que entrou em vigor em abril, coloca a equidade no uso do espaço público como uma das diretrizes do planejamento. Para especialistas, criar dificuldades para os carros e facilidades para o transporte coletivo é a receita para resolver o problema crônico de trânsito da cidade.
Uma dessas dificuldades é restringir a circulação, lançando mão de medidas como o pedágio urbano e a redução de estacionamentos. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) já declarou que São Paulo só pode aumentar as restrições aos veículos quando tiver linhas suficientes de metrô. Ao mesmo tempo, tramita na Câmara dos Vereadores um projeto de lei que cria a cobrança.
Preconceito
Por isso, embora a solução pareça tecnicamente simples, ela se mostra mais complicada política e culturalmente. “São Paulo tem classes média e alta elitizadas que acham que o ônibus não é para elas. Que é coisa de ralé”, afirma Thiago Guimarães.
Por outro lado, o serviço oferecido pelos ônibus não tem nem qualidade nem velocidade suficiente para atrair mais pessoas, afirma. A velocidade média dos ônibus nos corredores da cidade foi de cerca de 15 km/h no horário de pico em 2011.
Para Flamínio Fichmann, urbanista especializado em transportes, “diminuir, com corredores bem projetados, o tempo de viagem dos ônibus pela metade teria o mesmo efeito que dobrar a frota”. Com mais eficiência, o mesmo ônibus poderia fazer mais viagens por dia, levando mais gente.
Os corredores eficientes e velozes de que falam os especialistas tomariam parte do espaço dos carros por possuírem características que atualmente não são aplicadas em conjunto na cidade: têm espaço na pista para ultrapassagem nos terminais, pagamento do bilhete antes do embarque e parte dos cruzamentos com passagem sob a pista.
Para a gerente de planejamento da CET, Daphne Savoy, “incomodidades” do transporte coletivo, como o tempo de espera pelos ônibus e as trocas de veículos nos terminais, levam à opção pelo carro, que é um transporte “porta a porta”.
“O transporte coletivo nunca vai lhe pegar em casa e deixá-lo onde você quer.” Além disso, diz a gerente, “em qualquer país do mundo, você não tira o carro da pessoa. É uma coisa intrínseca, um objeto de desejo de qualquer ser humano”.
Fonte: Folha de São Paulo, Por Vanessa Correa

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Transporte clandestino funciona perto do metrô


A poucos metros da Estação Armênia, vans e carros de passeio oferecem viagens para cidades vizinhas de SPFERNANDO GRANATO
fernando.granato@diariosp.com.br
Van clandestina pega passageiros nas proximidades da Estação Armênia do MetrôRicardo Oliveira/Diário SPVan clandestina pega passageiros nas proximidades da Estação Armênia do Metrô
Na calçada de uma pacata rua, a poucos metros da Estação Armênia do Metrô, na região central de São Paulo, funciona um miniterminal pirata de transporte clandestino. Ali, vans e carros de passeio encostam para levar passageiros para municípios vizinhos à capital como Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos. 
Os passageiros fazem fila e uma mulher, com um telefone celular, chama o carro quando a lotação está completa. Enquanto isso, outro homem fiscaliza as ruas em volta, com uma moto, para certificar de que não há fiscalização por perto. 

O movimento começa perto das 17h e vai até as 20h. Grupinhos vão se formando e carros param a todo o instante.  “Isso aqui virou um terminal pirata a céu aberto”, disse Joilson Dias, que trabalha em um depósito de materiais de construção próximo ao “ponto”.

José Martins, que utiliza os serviços mesmo sabendo da ilegalidade, afirma que essa é a única opção de transporte para onde vai, Mogi das Cruzes. “Eles trabalham de maneira correta. Sem  os clandestinos a gente não teria ônibus para viajar”, afirma. Na verdade, há serviços regulares de ônibus para Mogi na Rodoviária do Tietê, no Brás e na própria Armênia, além dos  trens da CPTM. 

A Prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Transportes, por meio do DTP (Departamento de Transportes Públicos) e da SPTrans,  realiza constantes fiscalizações com o objetivo de coibir o transporte irregular de passageiros por veículos clandestinos. “De janeiro a abril de 2012, o trabalho de fiscalização a veículos das modalidades escolar, fretamento, táxi e lotação resultou em 35.523 fiscalizações, sendo apreendidos 336 clandestinos”, diz a nota.

O principal risco para o usuário desse tipo de transporte é a falta de segurança. Como o motorista não possui qualquer registro ou autorização pública para transportar passageiros, não é possível identificá-lo para prestar  queixas, além de colaborar com uma pessoa que está burlando o sistema. O outro problema pesa no bolso do consumidor, uma vez que o transporte clandestino não possuiu o validador do Bilhete Único, que permite a integração em até quatro ônibus pagando somente uma passagem e a integração com a rede metroferroviária. 

Vans foram legalizadas
A partir de 2003, o serviço de “lotação”, antes clandestino, passou a ser feito por cooperativas que participaram de uma  licitação  e viraram permissionárias do sistema de transporte coletivo. Agora elas atendem as linhas locais com micro-ônibus.
Para aumentar a oferta de lugares, a partir de 2008 as cooperativas  trocaram os veículos menores por mini e micro-ônibus, que têm maior capacidade de transporte. Na periferia da cidade eles fazem a ligação entre os bairros mais distantes e os terminais de ônibus.
Izabel Gabriel, que é diarista, viaja todos os dias duas horas na linha Terminal Bandeira/Terminal Varginha, na Zona Sul. Quando chega, pega um micro-ônibus, que vai deixá-la 25 minutos depois onde mora, no Jardim São Norberto.
“Se não fosse o micro-ônibus, teria de ir a pé”, disse ela, enquanto esperava uma pequena multidão entrar no veículo .

terça-feira, 26 de junho de 2012

Pistas expressas da Via Dutra ganham faixa adicional entre SP e Guarulhos

Acesso à pista local ocorre a partir do km 209 e retorno somente após o pedágio de Arujá (do jornal O Estado de S.Paulo)

A partir de agora o motorista que estiver no sentido Ayrton Senna da Marginal do Tietê e pretende chegar à Rodovia Hélio Smidt - que leva até o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos - e às vias internas da cidade de Guarulhos deve se manter na pista local da Marginal já nas proximidades da Avenida Salim Farah Maluf, região do Tatuapé, na zona leste, para entrar diretamente na pista local da Rodovia Presidente Dutra, pois a pista expressa não terá mais acesso à via local antes do quilômetro 209.


Caso contrário, o veículo que estiver na pista expressa da Marginal irá cair na expressa da Rodovia Presidente Dutra e será obrigado a trafegar por ela desde o quilômetro 230, no início, na região da Vila Maria, zona norte, até o quilômetro 209, onde há o primeiro acesso à pista local da rodovia, porém já depois do trevo de Bonsucesso, o que permitirá o usuário da rodovia fazer o retorno somente após o pedágio de Arujá, localizado no quilômetro 204 e cujo valor é de R$ 2,30 (para veículos de passeio).

Esse cuidado deve ser tomado pelos motoristas pois, desde as 17 horas desta segunda-feira, 25, a concessionária NovaDutra liberou a faixa adicional em cada sentido da rodovia, somente nas pistas expressas, ampliando-as, justamente para melhorar a fluidez do tráfego e beneficiar quem realiza viagens de longa distância, entre elas a que leva até a cidade do Rio de Janeiro. A faixa adicional no sentido Rio tem início no quilômetro 230, na capital paulista, e se estende até o quilômetro 211, em Guarulhos. Já no sentido São Paulo, a faixa adicional começa no quilômetro 215, em Guarulhos, e segue até a chegada à capital paulista, no quilômetro 230.

A concessionária NovaDutra informou que as placas de sinalização e orientação ao motorista foram colocadas na Marginal para evitar que o usuário que pretende utilizar a pista local da rodovia não acesse a via expressa da estrada e aí seja obrigado a seguir até Arujá, tendo que pagar o pedágio, para poder fazer o retorno e somente assim acessar a região interna de Guarulhos e a rodovia Hélio Smidt, que leva até o Aeroporto Internacional.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Estacionar já custa até R$ 650 por mês

Nas regiões da Paulista, Faria Lima e Berrini, alguns motoristas têm de desembolsar mais do que um salário mínimo por vaga de mensalista

por NATALY COSTA e BRUNO RIBEIRO - O Estado de S.Paulo

Não há mais limite para o preço dos estacionamentos nos maiores polos empresariais da cidade de São Paulo. Em regiões como as das Avenidas Paulista, Engenheiro Luís Carlos Berrini e Brigadeiro Faria Lima, as vagas mensais já chegam a custar mais do que um salário mínimo (R$ 622). Algumas encontradas pela reportagem cobram R$ 650 dos mensalistas.

Apesar dos preços mais do que salgados, continua difícil encontrar vagas. Grande parte das empresas que atuam nesses endereços trabalha com fila de espera por uma vaga mensal. E ainda tem o horário: por mais caros que sejam, os estacionamentos têm hora para fechar, o que obriga os clientes que fazem hora extra no trabalho a ter de retirar o carro até as 21 horas, para então voltar ao serviço.

Na Faria Lima, o valor da vaga vai aumentando quanto mais distante o estacionamento está do Largo da Batata, onde funciona a Estação Faria Lima da Linha 4-Amarela do Metrô. O estacionamento mais caro de lá, na altura do número 1.884 da via, custava R$ 500 há dois meses.

"Hoje mesmo já vieram uns três procurar vaga. Só tem se for para um carro só. Tem uns que se espantam com o preço, outros querem mesmo assim", disse um funcionário do estabelecimento que só concordou em dar entrevista se não tivesse o nome publicado. O gerente do estabelecimento não quis falar com a reportagem.

Shopping como opção. Uma dica de quem frequenta a região da Faria Lima apenas esporadicamente é parar nos shoppings - Iguatemi ou Eldorado. Apesar de caros - duas horas custam R$ 12 -, os valores são menores do que os R$ 15 cobrados pela primeira hora, em média, nas garagens dos prédios vizinhos.

Já quem não tem opção, exceto parar o carro por ali, tenta achar explicações para valores tão altos. "Eles enfrentam um aluguel muito alto e a gente paga o preço do aluguel deles", diz o engenheiro civil Marcos Ozores, de 57 anos, que estacionou seu automóvel por duas horas e pagou R$ 25 - o preço de uma refeição. No entanto, há quem ache que não está levando um prejuízo tão grande, como afirma a bancária Sara Portela, de 44 anos, cliente mensalista do estacionamento mais caro da avenida. "Por causa do convênio do estacionamento com minha empresa, desembolso R$ 270. Caro, né? Mas dizem que na Paulista é pior!"

As garagens da Avenida Paulista, que tem três estações de Metrô, não são mais baratas do que as da Faria Lima. Lá, a vaga mensal chega a R$ 450. Mas é possível encontrar locais cobrando até a metade disso. Em um estacionamento ao lado do Museu de Arte de São Paulo (Masp), o valor é de R$ 280. "Só está esse preço porque ainda tem vaga", revela um funcionário.

No caso de lugares avulsos, os valores mais caros encontrados pela reportagem estão na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul da cidade: R$ 52 a diária. "É caro. Mas não tem jeito, não tem opção. É o preço dessa região mesmo", conforma-se a consultora em Tecnologia da Informação Fernanda Frolini, de 38 anos.

Saída pela CPTM. O transporte público de alta capacidade mais próximo da Faria Lima e da Berrini é a Linha 9-Esmeralda da CPTM. Do ano passado para cá, a linha dobrou o número de usuários e hoje bate na casa dos 600 mil usuários por dia. Esse ramal tem ficado conhecido, entretanto, pela série de panes que deixam as plataformas lotadas no horário de pico. Foram cinco casos neste ano, classificados pela companhia como "ocorrências notáveis" que afetaram a operação por mais de uma hora.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tucanagem - Crimes desaparecem das estatísticas

Imprensa PT ALESP

Centenas de roubos de veículos desaparecem das estatísticas do Estado

As estatísticas sobre violência divulgadas pelo governo de São Paulo, nesta segunda (27/3), omitem ao menos 323 roubos de veículos na capital paulista em janeiro e fevereiro deste ano.
Segundo os dados apresentados pela Secretaria da Segurança Pública, no primeiro bimestre, foram 6.957 roubos de veículos na cidade. Mas em um mapeamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, e publicado em reportagem no último dia 19/3, rastreou 7.280 boletins de ocorrência feitos pela polícia.

Pelos dados do governo, os roubos de veículos subiram 17,8% na cidade; já pelos números da reportagem - que o governo nunca contestou, o aumento chegou a 23,5%.

O jornal também revelou que, dos 40 boletins de ocorrência registrados como "roubo a banco" na cidade, entre 1º de janeiro e 15 de março, nove (22,5%) foram crimes contra mercadinhos, lojas de material de construção e outros tipos de comércios com caixas eletrônicos em suas dependências.

Casos de clientes que foram roubados após sacarem dinheiro - a chamada "saidinha de banco"- também foram erroneamente classificados como "roubo a banco".

Aumentam os casos de homicídios, latrocínios e estupros

Em fevereiro, os municípios do interior foram na contramão do restante do Estado e tiveram aumento de 8,23% nos casos de homicídios dolosos (intencionais). Foram 171 casos, com 179 mortes.

Outros dados negativos para a segurança pública no Estado foram o aumento em 12,5% dos casos de latrocínio (roubos seguidos de morte) e a alta de estupros (10,4%).

Queda nas estatísticas foram apresentadas em homicídios na capital e nos 38 municípios da região metropolitana, respectiviamente 4,8% e 17,6%.

*com informações da Folha de S. Paulo

terça-feira, 27 de março de 2012

Não há obra que resolva o apagão diário do trânsito em São Paulo


Editorial Rodoviário

Apagão diário no trânsito de São Paulo

Matéria da Folha de São Paulo (22/3/12) emite juízo de que indecisão emperra obras para melhorar o trânsito de São Paulo. A matéria critica a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ao afirmar que apenas uma das 15 obras prometidas em pontos de “congestionamento crônico” de São Paulo foi concluída.

Como temos dito aqui, reiteradamente, o apagão diário do trânsito da capital se deve, fundamentalmente, à enorme presença de automóveis particulares em circulação na cidade.

Temos escrito que outras metrópoles, como Londres, resolveram encarar de frente esse problema e instituíram o pedágio urbano, levando a um decréscimo da ordem de 30% de veículos circulando nas áreas de maior tráfego. Outra medida coerente com essa é a de restringir o estacionamento de automóveis particulares nas áreas de maior fluxo.

A receita do pedágio urbano, em São Paulo, financiaria a melhoria e expansão dos corredores de ônibus, medida de curto/médio prazo de impacto positivo no enfrentamento do apagão diário do trânsito da capital.

Obras em “pontos de congestionamento crônico” é jogar dinheiro fora, se medidas rigorosas de restrição à circulação de automóveis não forem implementadas simultaneamente.

Não só não resolve como gerará novos pontos de congestionamento crônico, após a sua execução, já que o problema é sistêmico e não pontual.

José Augusto Valente – Diretor Executivo da T1 e da TVT1

segunda-feira, 26 de março de 2012

Que carro você tem?



Do Blog São Paulo Trem Jeito

A quarta parte do espaço público da cidade de São Paulo é ocupada por veículos particulares. Isso, sem dúvida, ocorre em detrimento da utilização desse mesmo espaço para finalidades mais socializadoras e menos individualistas. Contudo, a expectativa de que esse quadro possa mudar parece estar na dependência de fatores pouco discutidos. Não se trata apenas de criar regras que forcem a socialização dessa porção física da maior cidade do Brasil; trata-se de mudar uma mentalidade que reserva ao automóvel um espaço no imaginário talvez até bem maior do que esses 25%.


Carro simboliza liberdade, independência; ele confere, ao seu feliz proprietário, atributos altamente desejáveis. Não obstante tratar-se de um bem indispensável ao desempenho das atividades profissionais de boa parte da população, ser dono de um automóvel é um objetivo a ser alcançado na vida, uma conquista não menos almejada que a casa própria ou o diploma. Quanto mais sofisticado é o carro, maior o ganho social. Ter um automóvel atesta competência, inteligência, sagacidade, dá status e faz crer que seu possuidor é até mais atraente, mais bonito, mais desejável. “Que carro você tem?” – é uma pergunta que muita gente faz aos outros, e até a si mesmo, simplesmente porque o automóvel exerce fascínio, atrai, conquista, encanta, é fetiche. Seu carro define quem você é. É, pois, objeto de desejo e, como tal, integra a própria personalidade do adquirente. Aquele que se torna dono de um carro adquire um diferencial social, cresce aos seus próprios olhos e aos olhos dos outros. O carro desfruta, faz tempo, de uma personalidade. Tornou-se membro da família e reclama espaço, espaço este que vem conquistando cada vez mais, até chegar a esta quarta parte de São Paulo da qual estamos falando.


Pensar em fazer recuar essa conquista espacial do automóvel implica em mudar uma mentalidade. Até lá, os 25% permanecem ou mesmo avançam, visto que refletem tão-só um espaço imaginário, simbólico, que tem a ver com a própria imagem social incansavelmente procurada em uma sociedade voltada ao consumo, uma sociedade onde não ter carro expõe até mesmo à discriminação. Não ter casa própria ou diploma é compreensível, mas não ter nem mesmo um carrinho usado é imperdoável. Não dispor de uma Brasília amarela e, naturalmente, a mina para levar à praia, é ser muito, mas muito pobre, é algo que faz mal para a saúde social do sujeito: sua imagem e sua autoimagem sofrem com isso. Daí as coisas serem como são: a quarta parte do espaço urbano toda ela reservada para eles, os automóveis, e seus felizes proprietários.


Tentador especular sobre isso. Mentalidades mudam, ora. É complicado, mas mudam. Vejamos um caso. Com o cigarro aconteceu uma mudança bastante significativa, mudança que se refletiu na diminuição do espaço urbano reservado ao fumo. A lei ajudou, ao editar as proibições e ao atribuir pesadas multas aos infratores. Contudo, lei é reforço, não resolve nada sozinha, apenas pelo fato de vigorar, ou não haveria mais crimes, para os quais ela reserva as penas mais graves. A lei ajuda, reforça, mas não transforma mentalidades. O que mudou então em relação ao cigarro? A edição de leis somente? Não. Mudou a mentalidade. Esta nova mentalidade trouxe com ela uma considerável diminuição no status social do fumante. Ele perdeu charme, perdeu encanto, deixou de ser desejável, quando os atributos de elegância e de refinamento associados ao hábito de fumar foram sendo, pouco a pouco, alterados. Não demorou tanto tempo assim para que isso viesse a se refletir justamente no espaço urbano reservado aos fumantes e aos seus cigarros, uma vez que, até então, não se concebia um sem o outro, assim como hoje não se concebe o proprietário sem o equivalente espaço para seu automóvel. Ambos são como se fossem um, definindo-se reciprocamente: o carro que você tem diz quem você é.


Assim como o automóvel desfruta hoje de um verdadeiro culto, o cigarro também teve os seus dias de glória. Havia cinzeiros em aviões, em restaurantes, havia refinadas cigarreiras, piteiras, designers sofisticados para embalagens e mesmo cigarros 120 mm, coloridos, envoltos em anéis dourados. Fumar era muito chique. Fumar fazia diferença: era coisa de adulto, de gente grande, decidida, independente, que se impunha socialmente. Fumar passava uma mensagem de firmeza, decisão e determinação. Até o inesquecível 007 fumava antigamente. Que fim levou tudo isso? Nem mesmo o saudosismo conseguiu restaurar o velho charme de fumantes tão encantadores quanto os mais famosos astros de cinema. Acabou. No máximo, a sociedade tolera os fumantes, esses infelizes, coitados. A mentalidade mudou. Não fumantes continuaram assim depois de adultos, e adultos fumantes abandonaram o triste vício, tornando-se os heróis que conseguiram “vencer” o hábito. Como todos os heróis, passaram a ser imitados. A imitação se propagou, as campanhas publicitárias fizeram outra vez o seu papel, agora na contramão, e finalmente a lei veio como reforço, para dar um basta frente aos resistentes e aos recalcitrantes, os que ainda insistem em desfrutar desse pequeno prazer. E a indústria? Simples. Foi confrontada com o prejuízo que o cigarro causava. Parece que funcionou. Ela sobrevive ainda, é verdade, mas onerada com impostos, assediada com processos indenizatórios e ainda pagando bem caro para publicar aquelas fotos nada atraentes nas embalagens do produto que fabrica.


Ora, o cigarro, de solução que era, virou problema. Até então, socializava-se o seu ônus. Contudo, uma vez a população persuadida de que os inocentes não fumantes eram prejudicados pelos ora demonizados fumantes, tudo mudou. A mentalidade vigente aos tempos áureos do cigarro levava a pensar que um belo dia todos seriam fumantes, porque era elegante ser assim. Com isso, o custo social do cigarro era absorvido. Ninguém reclamava, e os espaços se abriam. O automóvel particular, no entanto, permanece como uma solução, e uma solução altamente desejável. Quem não tem carro, um belo dia, espera ter um, concentra nisso os seus esforços, porque é altamente desejável que seja assim. Ora, como todas as coisas que se tornam objeto de desejo, existe nesta escolha um ônus significativo, só que, no caso, um ônus que toda a sociedade se mostra pronta a assumir, tanto que assume, cedendo a quarta parte de seu espaço urbano ao automóvel.


Em se tratando de São Paulo, seria interessante que alguém mais afeito às matemáticas mostrasse, em reais, o valor de todos esses metros quadrados, fora o custo da poluição e seu reflexo na saúde. Não seria mesmo difícil demonstrar onde está o ônus implicado na adoção desse modelo de desenvolvimento. Nossa sociedade de consumo, porém, é toda voltada ao automóvel e à satisfação de seus felizes possuidores. Quanto mais um bairro é nobre, menos os moradores dependem do transporte público. O acesso aos melhores restaurantes, às melhores lojas, aos mais requintados locais onde existe apelo ao consumo, passa pelo automóvel, pois normalmente tudo isso funciona em lugares aonde só se vai de carro. Quem não tem carro simplesmente não vai. Há nisso uma seleção de públicos, e o exercício de uma sofisticada discriminação. Quem não tem carro conta menos, e faz parte do grupo que depende do transporte público. Essa condição, no entanto, é imaginada e vivida como provisória, na medida em que se estimula o sonho de todo mundo, um dia, ter um carro e, enfim, vir a ser feliz. Enquanto isso, o custo social desse modelo econômico toma ares democráticos e vai sendo tolerado.


Como esperar, dentro de tal mentalidade, que alguma coisa mude? Será possível algum dia pensar o transporte coletivo como desejável, e ver o carro como algo que, afinal, não faz tanta falta assim? Optou-se por um modelo econômico que gera essa mentalidade, alimentando o imaginário popular que, por sua vez, atua no sentido de perpetuar o modelo matriz. Diante dessa conjuntura, porém, seria muito difícil vencer as implicações econômicas que atuam em prol de sua manutenção. No caso do cigarro, não eram tantas; no caso da indústria automobilística, são implicações bem mais complexas. De um jeito ou de outro, sabe-se que a cidade não tem mais para onde se expandir. Um colapso é previsível e bastante provável, tudo indicando que alguma coisa terá de mudar nessa disputa por espaço vital. Em todo caso, enquanto isso tudo não muda, afinal, que carro você tem?


Maristela Bleggi Tomasini

quarta-feira, 21 de março de 2012

SP: 1/4 da área construída é dos carros



Mais notícias Rodoviário

Pesquisa da Poli-USP, porém, mostra que essa proporção vem caindo: em 2001, eram 29%; média na cidade é de 1,39 vaga por apartamento.


Foto: Tiago Queiroz/AE

Uma óbvia consequência de São Paulo ser a cidade do carro e ter hoje exatos 7.222.769 veículos licenciados é o alto índice de congestionamentos.

Outra igualmente importante, mas pouco lembrada, é que São Paulo também pode ser chamada de a capital dos estacionamentos.

De acordo com uma pesquisa inédita da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli), com base em dados do mercado imobiliário desde 1930, cerca de 25% – ou um quarto – de toda a área construída no Município são usados para garagens.

O levantamento analisou os empreendimentos comerciais e residenciais da capital ano a ano e a destinação de vagas de garagem.

Até 1930, para se ter ideia, vagas de garagem praticamente não existiam – nessa época, a capital tinha 22,5 mil carros, o equivalente a um veículo para cada grupo de 39 habitantes. A partir daí, o aumento da motorização foi acompanhado de um apetite incontrolável do mercado imobiliário por áreas para estacionamento.

Em 1960, quando os prédios residenciais começaram a pipocar em todo o centro expandido, 13% da área construída era de estacionamento.

Em 1985, essa proporção pula para 22,5%; em 1995, vai para 28%; em 2001, atinge o patamar máximo de 29,59% em relação a toda a área construída sendo destinada para guardar carros e motos. De 2002 até hoje, segundo a pesquisa, o número vem oscilando em torno de 25%.

“Isso mostra que estamos muito atrasados, temos problemas de legislação e de mobilidade”, diz Hamilton França Leite Júnior, administrador de empresas, diretor do sindicato da habitação (Secovi) e responsável pela pesquisa da Poli.

“Primeiramente, vaga custa caro, aumenta o preço do imóvel. Além disso, o estacionamento ocupa espaço que poderia ser destinado a espaços públicos. Mas é a nossa própria lei que cria essa situação, aqui temos até a obrigação de construir garagens. Em grandes empreendimentos comerciais, por exemplo, o incorporador é obrigado a fazer uma vaga para cada 35 metros quadrados de área privativa, o que, na prática, é muito mais do que precisa. Assim, fazemos mais estacionamentos do que precisamos.”

Um exemplo no exterior de como os estacionamentos ocupam áreas que poderiam melhorar o urbanismo e a qualidade de vida é o centro de exposições de Los Angeles, que tem o mesmo tamanho que o do Anhembi e nenhuma vaga para carros – aqui, são 7,5 mil vagas de estacionamento.

“Ou seja, as áreas no entorno são ocupadas por lojas, por parques, as pessoas andam por ali, o que cria uma região muito mais agradável”, diz o pesquisador.

“Outro exemplo é o conjunto de prédios que estão sendo construídos no local do World Trade Center, em Nova York. São oito torres, um monstro, mas há apenas 200 vagas de estacionamento, até para o pessoal usar o transporte público. Isso seria impossível em São Paulo, justamente por causa da nossa legislação.”

Menos vagas

Para não ficar apenas com más notícias, São Paulo ao menos vem diminuindo aos poucos – bem aos poucos – essa relação com os estacionamentos.

Hoje, o índice está bem abaixo do teto alcançado em 2001, e a projeção até 2020 mostra que o índice poderá ser de 22,95%, próximo do patamar praticado pelo mercado imobiliário em 1985.

“Essa possibilidade evidenciaria um avanço qualitativo na mobilidade do habitante da cidade nos próximos dez anos”, afirma Leite Júnior.

De acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o número médio de vagas de automóveis por apartamento vem caindo – de 1,94, em 2006, para 1,68 em 2008 e 1,39 em 2010.

“Precisamos discutir mais a ocupação do território, investir para que haja um mix de lazer, trabalho, educação e moradia nos bairros, para diminuir os deslocamentos”, diz Leite Júnior. “Assim, não seriam mais necessárias tantas vagas, muito menos tantos carros.”

Fonte: O Estado de S.Paulo, Por Rodrigo Brancatelli

Estado de São Paulo poderá ganhar novo tributo para carros movidos a gasolina


Os donos de automóveis movidos a gasolina de São Paulo poderão ganhar mais uma taxa anual. Isso porque o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, e outros 18 representantes do governo propuseram a implantação de uma “ciclotaxa” no Estado.

De acordo com uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, o novo tributo seria cobrado àqueles que possuem veículos a gasolina (mais poluentes que o etanol) e a verba investida em ações que estimulem o uso da bicicleta como meio de transporte.

A taxa, que poderá variar de R$15,00 a R$25,00 ao ano a depender do modelo do veículo, poderá ser cobrada junto com o IPVA dos 4,2 milhões de carros movidos a gasolina do Estado. A receita, que poderá chegar aos R$ 105 milhões anuais, seria totalmente destinada ao Probici (Programa de Incentivo à Bicicleta).

A proposta, que foi aprovada no último mês em reunião do Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), precisa passar pelo aval do governador Geraldo Alckmin para seguir para a Assembleia Legislativa.

Apesar disso, o governador negou, em nota, a criação da taxa, que seria “assunto interno do Consema, que não foi discutido pelo governo”. Segundo Alckmin, o esforço da gestão tem sido para reduzir a carga tributária e melhorar o gasto público

Fonte: EcoDesenvolvimento.org

Foto: Sxc.hu

segunda-feira, 12 de março de 2012

vilão do trânsito em São Paulo é o automóvel e não o caminhão


Análise do Valente Mobilidade Urbana


Automóvel é o vilão do apagão diário do trânsito em São Paulo

Em todo o ano eleitoral, a prefeitura de São Paulo aumenta o rigor das restrições à circulação dos caminhões na cidade. O objetivo é claro: passar a idéia de que está atuando sobre o problema do caos diário no trânsito e que este melhorará com a retirada dos caminhões das ruas e avenidas.

Essa política não provem dos órgãos de trânsito, nem das universidades. Ela é orientada pela equipe de imagem da campanha eleitoral, já que o caos diário do trânsito de São Paulo é insuportável para todos. Não interessa o diagnóstico técnico e sim fazer de conta que está atacando o problema, para evitar desgaste eleitoral.

O prefeito Kassab esteve presente num evento de prefeitos de grandes cidades, há uns poucos anos atrás, em que ficou patente o diagnóstico de que os automóveis são os grandes vilões dos congestionamentos diários nas metrópoles. E mais, ficou claro que a política a ser efetivada é a de restringir a circulação e estacionamento dos automóveis, nas áreas de grande volume de tráfego, combinada com uma substancial melhoria no transporte coletivo e de massas (trem e metrô).

Cidades como Londres tiveram a coragem – e o bom senso – de implantar o pedágio urbano nas áreas centrais. Com isso, houve uma redução da ordem de 30% na circulação de automóveis e todos ficaram felizes, inclusive aqueles que pagam o pedágio. Lá essa medida foi necessária, apesar do transporte coletivo e de massas ser de alta qualidade.

Venho propondo, há anos, que o pedágio urbano seja implantado em São Paulo. Seria uma medida de eficácia garantida no médio prazo, desde que a receita desse pedágio seja, unicamente, destinada a melhorias no transporte coletivo de ônibus e em ciclovias. Com isso, não seria necessário esperar por décadas a melhoria do transporte de massas. Acrescentaria a isso, a necessidade de política de estímulo ao uso dos táxis, elemento central para que o usuário contumaz de automóvel deixe de sê-lo.

O caminhão tem um papel fundamental na vida das cidades e, por isso, jamais pode ser tratado como vilão. Ao contrário, deve-se garantir fluidez das cargas por ele transportadas, visando reduzir tempos e custos. Os(as) cidadãos(ãs) têm que ter seus interesses atendidos, enquanto consumidores/produtores das cargas que chegam e saem das cidades.

Restringir a circulação dos caminhões, da forma como está sendo feita em São Paulo, é atentar contra os interesses dos consumidores/produtores, por mais que estas mesmas pessoas se sintam felizes como usuárias de automóveis, por não ter que compartilhar as ruas e avenidas com os caminhões. Para esses usuários, os caminhões só atrapalham o trânsito e a vida sem eles seria melhor.

Essa é a contradição “brilhantemente” (?) explorada pelas equipes de imagem que atuam nas campanhas eleitorais.

Por incrível que pareça, ninguém verifica os custos dessa medida da prefeitura. Ninguém se importa com o inferno em que se transforma a vida dos caminhoneiros autônomos e das empresas.

Finalmente, ninguém constata que o caos diário do trânsito em São Paulo permanece o mesmo e, portanto, de nada adiantaram as exageradas restrições aos caminhões. O que é óbvio, já que o vilão, que precisa sofrer restrições, é o automóvel e não o caminhão.

José Augusto Valente – Diretor Executivo do portal T1 de logística e transportes e da TV T1

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Carnaval teve 1.155 acidentes e 31 mortos nas estradas de SP


O número de acidentes nas rodovias que cortam o Estado de São Paulo caiu 22,5% durante o Carnaval de 2012, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em números absolutos, foram registrados 1.155 acidentes e 31 mortes. Os dados são da Secretaria Estadual de Logística e Transportes.

Durante o feriado de Carnaval, houve um aumento de 30% no movimento de veículos nas rodovias de São Paulo, em relação ao ano passado. Entre os dias 18 e 22 de fevereiro, mais de 540 mil veículos utilizaram as principais rodovias do Estado. O número representa aumento de 24% no movimento, comparado ao Carnaval 2011, marcado por chuvas.

O índice de acidentes nas estradas paulistas caiu 29%, em relação a 2011, de 0,86 para 0,61. O índice de feridos apresentou redução de 8,3%, em 2012. Saindo de 37,78 para 34,65. Já o índice de mortes foi de 1,32 contra 1,31, em 2012, o que representa uma queda de 0,3%.

De acordo com o órgão, os dados são calculados levando-se em consideração, além dos dados quantitativos, a extensão das rodovias, o volume diário médio de veículos (VDM) nas estradas e o período analisado.

A Operação Carnaval 2012 também traz redução de 22,5% no número de acidentes, em relação a 2011. Em números absolutos, foram registrados 1.155 acidentes frente a 1.491 (2011) e 1.315 (2010).

O número de vítimas fatais também foi 22% menor do que o registrado em 2010. Em números absolutos foram 31 mortes em 2012, frente as 41 vitimas fatais em 2010. Durante o carnaval de 2011, os dados do DER apontaram 24 mortes nas estradas paulistas.

De acordo com informações da Policia Rodoviária Estadual, atos de imprudência ao volante foram responsáveis por 60% dos acidentes com vítimas. As ocorrências com maior incidência são atropelamento, colisão frontal e acidentes com motocicletas.


Fonte: Folha.com

Mortes em estradas federais caem 18% no país durante carnaval, diz PRF

Três morreram em acidente na manhã de terça (21), na BR-116, em Manhuaçu, na Zona da Mata de Minas (Foto: Jaílton Pereira/PortalCaparao)


Número é comparado com o mesmo período de 2011.

Balanço foi divulgado nesta quinta-feira (23) em Contagem.

O número de mortes nas estradas federais de todo o Brasil caiu 18,1% durante o carnaval de 2012, em relação ao mesmo período de 2011. Os números foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta quinta-feira (23) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2012, foram 176 mortes contra 216 do ano passado.

De acordo com os dados da PRF, o número de acidentes e feridos também diminuiu em relação a 2011. Foram 3.346 acidentes em 2012 contra 4.312 no ano passado. Ainda de acordo com o balanço nacional, 2.001 pessoas ficaram feridas neste ano contra 2.690 em 2011.

Neste carnaval, 154 mil veículos foram fiscalizados, quase o dobro do ano passado, 81 mil. Mesmo com o aumento das fiscalizações, o número de autuações e prisões não aumentou na mesma proporção. Em 2012, foram 1.319 autuações e 494 prisões contra 1.049 e 479, consecutivamente, em 2011.

Santa Catarina é o estado que teve a maior redução do número de mortes, foram 36 no ano passado e sete neste ano. Segundo a PRF, o aumento na fiscalização, o deslocamento de policiais de áreas de menor movimento para as mais movimentadas e campanhas de trânsito contribuíram para a redução dos números.

Minas Gerais é o estado que registrou a maior redução no número de acidentes, tendo a maior malha viária do país. Foram 495 ocorrências em 2012, contra 905 no ano passado. No estado, 24 pessoas morreram nas estradas federais neste carnaval. Em 2011, a PRF registrou 30 mortes. O número de feridos também diminuiu, passando de 574 no ano passado para 307 neste ano.

Minas Gerais

Foram fiscalizados no estado, 21.183 veículos. Este número é 50% maior que o do ano passado. A PRF realizou 4.304 testes de bafômetro e autuou 113 motoristas. A conscientização dos motoristas mineiros foi apontada pela polícia como um fator que ajudou na diminuição dos índices no estado.


Pedro Triginelli e Pedro Cunha

Do G1 MG