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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Obra no Tietê é 1º passo para o hidroanel


Governo deve abrir este ano licitação para eclusa na Penha, que vai permitir a navegação em mais 14 km do rio
Anel hidroviário de 170 km nos rios Pinheiros e Tietê e duas represas irá viabilizar o transporte de passageiros e cargas

Adriano Vizoni - 24.ago.2012/Folhapress
Vista da barragem da Penha, no rio Tietê
Vista da barragem da Penha, no rio Tietê
EDUARDO GERAQUE
EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO
O governo de SP pediu a licença ambiental prévia para iniciar as obras da eclusa da barragem da Penha, no rio Tietê (zona leste da capital), primeiro passo para viabilizar antigo projeto do Estado: o hidroanel metropolitano.
Eclusa é uma obra de engenharia hidráulica que possibilita navegar em locais onde há desnível no leito do rio -ela permite ao barco subir ou descer, conforme o caso.
A licença prévia foi pedida à Cetesb (agência ambiental paulista) e pode ser concedida dentro de um mês.
A eclusa tornaria navegável um trecho de 14 km do rio, até São Miguel Paulista, no extremo leste da cidade. Hoje, o Tietê tem 41 km navegáveis, entre a Penha e a cidade de Santana do Parnaíba.
O projeto do governo é construir um hidroanel de 170 km ao redor da capital, que incluiria os rios Tietê e Pinheiros e as represas Billings (zona sul e ABC) e Taiaçupeba (Suzano). Um canal artificial de 18 km precisará ser feito para ligar as duas represas.
Embora o projeto contemple o transporte de passageiros (principalmente nas represas), a prioridade é transportar lixo, entulhos, material de dragagem do rio, resíduos da construção civil e lodo retirado das estações de tratamento, além de produtos hortifrutigranjeiros.
"É viável a construção do hidroanel. O projeto, se realmente for feito, já se justifica só pelo transporte de material de dragagem e lodo", diz Alexandre Delijaicov, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Ele é um dos pesquisadores que ajudou a elaborar os projetos iniciais -a faculdade venceu uma licitação.
O horizonte para concluir o hidroanel é 2045. Mas há obras de curto prazo, que podem terminar em cinco anos.
A licitação da eclusa será aberta em breve, segundo Casemiro Tércio Carvalho, diretor do Departamento Hidroviário de SP. "Estamos terminando os orçamentos."
No total, a implantação do hidroanel deve custar algo em torno de R$ 4 bilhões.
Ao longo da hidrovia estão previstas a construção de 60 ecoportos (que recebem material já triado), 11 eclusas e 3 portos de destino. "São locais que vão promover a interligação do barco, do trem e do caminhão", diz Delijaicov.
A principal vantagem do hidroanel, dizem os técnicos, é retirar das ruas caminhões que transportam resíduos.
Em alguns casos, será possível usar os rios como uma espécie de piscinão. "É uma alternativa contra as enchentes, que poderá ficar mais barata", afirma Delijaicov.

LIXO DOMÉSTICO
O ponto negativo: como os barcos vão transportar também lixo doméstico, por exemplo, existe sempre risco de contaminação das águas.
Se o Tietê e o Pinheiros não vão sentir muita diferença, a parte limpa da Billings, onde existe inclusive a captação de água para consumo humano, pode sentir bastante qualquer tipo de incidente.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Caminhões lotam Castelo à espera de fim de horário de restrição na Marginal


Trânsito antes diluído durante toda a manhã agora se concentra na estrada a partir das 9 horas; congestionamento já chega ao km 41
SP | O Estado de São Paulo
A restrição ao tráfego de caminhões na Marginal do Tietê agravou os congestionamentos e tornou mais difícil a chegada a São Paulo para quem segue do interior pela Rodovia Castelo Branco. Com a proibição do trânsito de veículos pesados na via paulistana entre as 5h e as 9h e das 17h às 22h nos dias da semana, desde março deste ano os caminhões permanecem na rodovia à espera do horário liberado e seguem em comboios para a capital.

Os congestionamentos diários, que antes não se estendiam além do km 28, já chegam ao km 41, perto de Araçariguama. Motoristas perdem até uma hora para percorrer um trecho de apenas 25 quilômetros de estrada. A restrição vale desde o dia 5 de março para a Marginal e outras 25 vias da cidade.

Na tentativa de avançar em direção a São Paulo, os caminhoneiros usam até a faixa da esquerda, exclusiva para veículos leves. O que muitos não sabem é que a Polícia Rodoviária Estadual está usando as imagens das câmeras de monitoramento da concessionária CCR ViaOeste para aplicar multas. Já são autuados mais de 500 veículos por mês.

O motorista autônomo Rafael Carlos de Moura recebeu notificação de multa no valor de R$ 85,12 e quatro pontos na carteira de habilitação. O documento tem a foto do veículo na faixa da esquerda. Ele disse que fez a manobra para evitar uma colisão, mas não entrou com recurso, pois não tinha como provar a alegação. "Está cheio de carro na estrada, mas é sempre o caminhão que paga o pato", disse.

O engenheiro Ângelo Vargas, que se desloca diariamente de Sorocaba para São Paulo, diz que a restrição aos veículos pesados melhorou um pouco o trânsito na Marginal, mas criou um gargalo na rodovia. "Já se anda um pouco melhor na Marginal do Tietê, mas chegar até lá passou a ser um problema."

Na segunda-feira da semana passada, dia 13, o trânsito na Castelo Branco parava na altura do km 38, em Santana de Parnaíba. O carro da reportagem levou 55 minutos para chegar até o Cebolão, no km 13. Na quarta-feira, o fim da fila estava no km 41 e foi possível percorrer apenas oito quilômetros em 30 minutos. O trânsito melhorava um pouco após o km 25.

Quarta faixa. A CCR ViaOeste está construindo a quarta faixa na Castelo, no sentido São Paulo, na tentativa de melhorar o fluxo de veículos, mas o projeto esbarrou na questão ambiental. Na altura do km 26, em Barueri, seria preciso cortar algumas árvores para o alargamento da pista e a obra, que vai do km 24 ao 28, pulou esse trecho, que permanece mais estreito.

De acordo com o gestor de Operações Renato Caldo, a eliminação do gargalo depende de uma licença ambiental que está em vias de ser concedida. A empresa espera retomar a obra até o início de novembro e conclui-la em 90 dias.

Enquanto a quarta faixa não é concluída, a Viaoeste negocia com a Polícia Rodoviária o uso do acostamento para o tráfego nos horários de pico. Segundo Caldo, com a restrição na Marginal do Tietê, o tráfego de caminhões que se diluía ao longo da manhã agora fica concentrado no período que antecede a liberação de entrada na via paulistana.

Para conter os abusos, a concessionária franqueou à polícia as imagens das câmeras de monitoramento transmitidas para o Centro de Controle Operacional. Os policiais rodoviários veem o filme e, quando flagram caminhão ou ônibus na faixa da esquerda, congelam a imagem e usam a foto para emitir a multa.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quem era contra os aditivos, Serra?


Semana passada a gente apontou aqui o oportunismo do Sr. José Serra, que usou um texto do autor do projeto de lei que resultou na atual lei de licitações, o ex-deputado Luís Roberto Ponte, alguém que ele apresenta como “homem de espírito público e conhecedor do assunto”.


Não se pode mesmo duvidar deste conhecimento porque, Serra esqueceu de citar, o sr. Ponte foi presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil, órgão que reúne 62 sindicatos e associações patronais do setor da construção. Ou seja, das empreiteiras de obras.

Um dos argumentos de Serra eram os custos astronômicos que as obras atingiam, muito além dos valores orçados.

Hoje, alerta-nos o comentário do Thiago Silva, a Agência Estado publica uma matéria sobre os acréscimos na obra de ampliação da Marginal Tietê, feita em cooperação entre o Governo Serra e a Prefeitura de Kassab. O texto dispensa comentários:

“Apesar de as novas pistas da Marginal do Tietê terem sido abertas há quase um ano e meio, as obras de ampliação continuam consumindo dinheiro dos cofres públicos. Uma nova atualização no valor do convênio firmado entre Prefeitura de São Paulo e governo do Estado colocou mais R$ 200 milhões na obra no fim de junho. O custo da Nova Marginal chega a R$ 1,75 bilhão – 75% acima do estimado no primeiro orçamento, de 2008.

No total, seria possível construir 300 escolas ou 7 hospitais de 200 leitos cada com os R$ 750 milhões extras que já foram gastos com a avenida. O aumento de custos é resultado da inclusão de serviços que não estavam previstos pela Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), empresa responsável pela obra.

A Dersa, para quem não se lembra, tinha como diretor o sr. Paulo Preto, pivô de um escândalo sobre desvio de “recursos não-declarados” para a campanha serrista.


Do Tijolaço - O Blog do Brizola Neto

terça-feira, 29 de março de 2011

Um ano após inauguração da pista central, motorista ainda enfrenta falta de sinalização na marginal Tietê

Em fevereiro, Justiça determinou que Dersa pague multa diária de R$ 100 mil



Pista central da marginal Tietê foi inaugurada em março do ano passado. Ministério Público disse que a via ainda apresenta falhas na sinalização


Os motoristas que dirigem pela marginal Tietê continuam enfrentando problemas com a sinalização da via um ano após a inauguração da pista central. O último relatório feito por uma equipe técnica do Ministério Público de São Paulo, concluído em fevereiro, apontou irregularidades na sinalização em mais de um ponto da via, segundo a promotora Cinthia Gonçalves Pereira.


CET afirma que obra melhorou trânsito na marginal Tietê

A falta de placas e pintura na pista causou confusão entre os motoristas já na estreia da obra e obrigou o DSV (Departamento de Operação do Sistema Viário) a reavaliar as multas aplicadas até agosto de 2010. A Dersa (Companhia de Desenvolvimento Rodoviário) havia se comprometido a regularizar a situação da sinalização da pista até 31 de agosto. Como o acordo com o Ministério Público foi descumprido, a empresa poderá pagar multa diária de R$ 100 mil.

No final de março do ano passado, a nova pista central da marginal Tietê foi inaugurada com trechos sem a sinalização prevista pelo Código Nacional de Trânsito. Na época, a falta de iluminação, de placas e de pintura na pista, aliada à imprudência de alguns motoristas, fizeram com que a reportagem do R7 presenciasse barbeiragens e pessoas irritadas por ainda não entender a nova configuração da via.

As falhas na sinalização na marginal Tietê também fizeram com que, a pedido do Ministério Público de São Paulo, o DSV anulasse 2.523 multas dadas entre 24 de março (mês de inauguração da nova pista) e 31 de agosto de 2010. Parte dessas punições foi aplicada aos motoristas que rodaram sobre as demarcações que dividiam as pistas.


Prazos não cumpridos

Três dias após a estreia da pista central da marginal Tietê, a Dersa informou que a sinalização deveria ser concluída até o final de abril de 2010. Já a iluminação seria instalada até o final de julho do ano passado.

A promessa não foi cumprida. Para tentar estabelecer um novo prazo final para a conclusão dos trabalhos, o diretor-presidente da Dersa, José Max Reis Alves, e representantes de outras concessionárias que participaram da construção da pista central se reuniram, no dia 3 de agosto, com a promotora Maria Amelia Nardy Pereira para assinar um acordo.

Foi determinado então que a Dersa entregaria um relatório com as intervenções que seriam feitas nas pistas, nos dias 4, 11, 18 e 25 de agosto. Esta promessa foi cumprida, mas as obras de sinalização não foram concluídas até o dia 31 do mesmo mês.

Também em agosto, a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo recebeu o relatório com a avaliação da marginal Tietê feita por equipe técnica do Ministério Público. O estudo constatou que a falta de pintura sinalizadora na pista gerava insegurança entre os motoristas. O caso passou a ser responsabilidade da promotora Cintia Gonçalves Pereira, que determinou que fossem feitas vistorias mensais na marginal. O estudo de março ainda não foi divulgado.

Apesar de o prazo dado à Dersa ter se esgotado em setembro, o Ministério Público entrou na Justiça com o pedido de execução da multa em dezembro passado. O juiz Jayme Martins de Oliveira Neto acatou o pedido da promotoria no início de fevereiro.


Outro lado

Em nota, a Dersa informou que foi oficialmente notificada sobre o parecer do magistrado em 28 de fevereiro e o prazo para a apresentação recursos da decisão judicial ainda não foi estipulado. A companhia disse estar “preparando os embargos e os apresentará dentro do prazo legal”.

Ainda de acordo com a Dersa, para conclusão da obra, faltam ser feitos ajustes no complexo Bandeiras, com o término da ponte Estaiada (que fará a interligação direta da avenida do Estado para a marginal Tietê, no sentido rodovia Castello Branco), o que está previsto para ocorrer no final deste semestre.

Fonte: IG