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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cumbica: trem ficará longe de terminais


Estação será construída a 300 metros do 'puxadão', com uma estrada no meio, e a 2 km das áreas mais movimentadas do aeroporto



Esperado há anos por passageiros e funcionários do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o trem que servirá o local não atenderá os principais pontos de embarque aéreo. A estação final da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) será construída na frente do chamado Terminal 4 do aeroporto (o 'puxadão'), que responde por apenas 1,3% do movimento de viajantes e está a cerca de dois quilômetros dos terminais mais antigos e movimentados, o 1 e o 2.
Não há integração física entre eles: hoje, os deslocamentos são feitos com ônibus gratuitos. Apesar disso, o governo do Estado colocou a obra em sua lista de prioridades para a Copa de 2014, cuja abertura ocorrerá em São Paulo. Também não está definido, conforme informou a CPTM, como será a ligação entre a estação de trem e o Terminal 4 do aeroporto. Eles deverão ficar a cerca de 300 metros de distância um do outro, com uma estrada de duas pistas no meio.
As informações foram passadas pelo diretor de Planejamento e Projeto da CPTM, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro. "Vamos ficar perto do que chamam de Terminal 4. O deslocamento a partir dali vai ser (responsabilidade) da própria concessionária aeroportuária." A construção desse ramal, que sairá da Estação Engenheiro Goulart, já existente na Linha 12-Safira, na capital, está prevista para começar no primeiro semestre de 2013, faltando quase um ano para o mundial de futebol.
Procurada pela reportagem, a Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. divulgou que ainda não definiu como pretende fazer o transporte dos passageiros entre os terminais, uma vez que depende da conclusão do projeto da CPTM, prevista para ser entregue em dezembro. Em grandes aeroportos do mundo, como o Heathrow, em Londres, existem sistemas metroviários subterrâneos ligando cada terminal. No Fiumicino, que atende Roma, a conexão é feita por um monotrilho.
O engenheiro aeronáutico Jorge Leal Medeiros, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), diz que "é ruim" a solução de levar a Linha 13 só até o Terminal 4. "É preciso fazer a integração com os terminais maiores, senão haverá incômodo para os passageiros, que precisarão de três modais: metrô, trem e ônibus. É um desconforto a mais."
Os oito trens para compor a frota desse ramal ainda não foram comprados. Mas, caso a linha fique pronta antes da chegada deles, composições de outras linhas poderão ser deslocadas. Rocha Ribeiro diz que ainda está avaliando a possibilidade de incluir bagageiros nesses trens, para facilitar o deslocamento das pessoas com malas, a exemplo do que ocorre na Europa.
Plataforma elevada. A Linha 13-Jade, que deve transportar 120 mil passageiros nos dias úteis, custará R$ 1,2 bilhão. A estação que atenderá Cumbica terá plataforma central elevada e será erguida em uma faixa de grama entre o Rio Baquirivu-Guaçu e a Rodovia Hélio Smidt. A parada deverá receber cerca de 20 mil passageiros por dia, conforme aponta uma projeção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Esse é o número médio de usuários que embarcam mensalmente no Terminal 4, que hoje oferece voos somente da Webjet.
A Linha 13-Jade, em sua extensão entre a Estação Engenheiro Goulart e o Aeroporto de Cumbica, será construída em via elevada na maior parte do traçado. O bairro residencial Cecap, em Guarulhos, que fica no meio do caminho, também ganhará uma estação. Mas ela deverá ser concluída só depois que o ramal for entregue, uma vez que não é vista como prioridade para a Copa pelo governo do Estado. Embora seja a segunda maior cidade paulista, Guarulhos não tem nenhuma ligação ferroviária.
Fonte: Jornal da Tarde - O Estado de S.Paulo

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Panes no Metrô e da CPTM não podem ser consideradas normais

Hoje a pane foi na linha 2 – Verde do Metrô. Ontem foi na Linha 8 da CPTM. Amanhã, os milhares de usuários do sistema de transporte coletivo da capital já “têm certeza” que alguma pane irá acontecer para prejudicar a sua mobilidade dentro da Região Metropolitana. Estas ocorrências não podem passar a ser consideradas como “normais”, porque não o são. Têm causas, provocam consequências e é de responsabilidade do governo do Estado resolvê-las.

A CPTM já contabilizou mais de 100 panes este ano, segundo relatório da própria companhia. O Metrô também soma mais de uma centena de problemas.

Governo federal anunciou mais R$ 10 bi em recursos para SP

Com o anúncio do ministro da Economia, Guido Mantega, no último mês, da ampliação do limite fiscal do estado de São Paulo em R$ 10 bilhões para este ano, o governador Geraldo Alckmin não poderá mais usar como “desculpa” o Programa de Ajuste Fiscal para a paralisia nos investimentos em infraestrutura e o não cumprimento dos seguidos Planos Plurianuais (PPA) elaborados pelos seguidos governos tucanos em São Paulo há mais de vinte anos.

Essa falta de investimentos tem como resultado o “caos” na mobilidade urbana, principalmente nas regiões metropolitanas do Estado. A lenta retomada dos investimentos não é suficiente para suprir as deficiências acumuladas. Basta lembrar que a última linha estruturante do Metrô paulista inaugurada antes da linha 4 - Amarela (entregue parcialmente no final de 2011), foi a Linha 2 - Verde, ainda no início dos anos 90, na gestão Quércia. Partindo do princípio que uma linha de metrô leva oito anos para ser feita, então a cidade de São Paulo deveria ter, pelo menos, sete linhas nos dias de hoje.

De 1999 a 2011, o Estado deixou de investir R$ 10,34 bilhões no Metrô. O governo tucano tem que cumprir as metas de investimentos projetadas no PPA e nos orçamentos anuais do Estado.

O ciclo das panes, apontado por especialistas

. Lotação. A origem das falhas é o excesso de gente buscando um serviço incapaz de atender todo mundo com conforto. Em 2011, o Metrô carregou uma média de 2,7 milhões de pessoas por dia e a CPTM, 2,3 milhões. Foram colocados mais trens para circular nas linhas existentes. Segundo o governo, de 2010 para cá, foram 33 para o Metrô e 72 para a CPTM. Só que isso trouxe novos problemas. É preciso mais linhas.

. Pouca energia. Os sistemas instalados nas linhas já existentes passaram a ser usados por mais trens. E a fonte de energia do transporte, a eletricidade, passou a ser compartilhada por mais composições. "Puxa-se mais energia", explica o professor de Engenharia de Transportes da FEI Creso de Franco Peixoto. "Mas tem linhas que não estão dando conta", completa o consultor Horácio Augusto Figueira. A sobrecarga facilita a ocorrência de falhas elétricas, o que está acontecendo principalmente na Linha 9-Esmeralda da CPTM.

. Idade. A falta de sintonia entre trens e sistemas fica mais grave porque a CPTM usa um leito ferroviário que tem mais de 100 anos de idade - parte é do século 19 -, diferentemente do Metrô. Por isso, grande parte dos investimentos nas linhas já existentes é canalizada para troca de transformadores elétricos, rede de transmissão de energia, postes e até dormentes dos trilhos. 

. Pouco tempo para reformas. "O tempo útil que eles (CPTM) têm para fazer obras é de apenas 2h diárias", diz o professor Telmo Porto. Isso porque os trens funcionam das 4h à meia-noite todo dia. "Até entrar na via e sair, são 2h perdidas por dia." Esse entra e sai diário também pode facilitar a ocorrência de panes durante a operação, segundo especialistas. É que uma série de sistemas precisa ser ligada e desligada a cada serviço simples, como troca de um poste. 

. Atrasos em obras. O pouco tempo para executar obras de melhoria arrasta o fim dos serviços e, assim, prolonga o problema. Dos 11 contratos de manutenção assinados pela CPTM desde 2008, oito tiveram de ser prorrogados. Segundo a companhia, por falta de tempo. 

. Rede pequena. É o problema mais difícil: uma linha de metrô ou trem leva, em média, oito anos para ficar pronta. O tamanho da rede metro-ferroviária também potencializa panes. Se um trecho está parado, há poucos pontos de baldeação para que usuários mudem de trajeto e evitem passar pela linha com falha, como ocorre em outras cidades do mundo. "E a rede de ônibus tem velocidade média de 15 km/h. É como se estivesse em constante pane", diz o consultor Horário Figueira. 

*com informações do PT Alesp e jornal O Estado de S. Paulo


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Após várias panes, Estado vai investir 6% a mais em trens


Proposta Orçamentária prevê R$ 2,9 bilhões para a CPTM; Linha 9, onde os problemas são mais frequentes, receberá a maior fatia
SÃO PAULO - Após registrar mais de 20 grandes panes na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ao longo deste ano e anunciar um grande programa de modernização, o governo do Estado apresentou ontem a Proposta Orçamentária de 2013 com aumento de 6% em investimentos nos trens. A previsão é de que sejam gastos R$ 2,9 bilhões nos trens no ano que vem. A Proposta Orçamentária de 2013 foi apresentada nesta terça-feira, 2, e precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa, onde pode sofrer mudanças.
No caso da CPTM, a linha que mais terá aumento nos investimentos será a 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú, que passa pela Marginal do Pinheiros). O crescimento é de 40% em relação a este ano, passando de R$ 72 milhões para R$ 101 milhões. É justamente a linha que mais apresentou problemas (veja abaixo). Fora os recursos para modernização, há também previsão de R$ 71,5 milhões para prolongar o ramal até Varginha, no extremo sul da cidade, com mais três estações.
Por outro lado, a Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi), que também registra panes frequentes, terá o ritmo de investimentos reduzido a mais da metade no ano que vem. A proposta prevê R$ 127 milhões em gastos, contra R$ 243 milhões neste ano.
Além desses gastos, que estão sendo usados para troca de sistemas elétricos e melhoria das vias, há previsão de investimento de R$ 1,1 bilhão para a compra de trens. O governo do Estado tem uma licitação em andamento que pretende comprar mais 65 trens para a CPTM, em um processo que só deve terminar no fim dessa gestão.
Metrô. No total, os recursos para o transporte público da Região Metropolitana de São Paulo devem crescer 20% - de R$ 6 bilhões no ano passado para R$ 7,2 bilhões. Mas o Metrô vai ter menos dinheiro para melhorar a rede. O orçamento aprovado para 2012 previu R$ 4,9 bilhões. A proposta para 2013 é de R$ 4,84 bilhões (queda de 1,2%, sem correção da inflação).
O governo do Estado argumenta que o gasto global dos transportes está aumentando e garante que as três novas linhas previstas para o ano que vem - 6-Laranja (entre o centro e Brasilândia), 18-Bronze (monotrilho para o ABC) e o prolongamento da Linha 2-Verde (da Vila Prudente à Rodovia Presidente Dutra) vão ocorrer.
Os investimentos para o transporte individual rodoviário vão consumir quase tanto quanto o Metrô. A previsão é de R$ 4,6 bilhões. Os principais recursos vão para o Trecho Norte do Rodoanel e a Rodovia dos Tamoios.
Fonte: O Estado de S.Paulo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Nunca se andou tanto de trem na capital


Metrô e CPTM ganharam 1,2 milhão de passageiros em um ano e tiveram recorde histórico no último dia 6
Nunca se andou tanto de metrô e de trem na cidade de São Paulo. No dia 6 deste mês os dois sistemas de transporte sobre trilhos registraram recorde histórico de passageiros transportados. No caso do Metrô, foram 4,7 milhões de pessoas. Na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), 2,8 milhões viajaram em seus trens na véspera do feriado de 7 de setembro.
O curioso é que o aumento de passageiros acontece sem que tenham ocorrido inaugurações recentes de linhas e estações. Já faz quase um ano que os mais novos pontos de parada do Metrô foram abertos e não houve acréscimo nos últimos meses. Mesmo assim o salto foi de 1,2 milhão de pessoas no sistema que integra Metrô e CPTM, comparando-se com o ano passado. Como é possível viajar na rede de trilhos com a mesma passagem, não se sabe exatamente quantos passageiros foram para cada sistema.
O reflexo imediato dessa quantidade crescente de usuários em uma rede com o mesmo tamanho é a superlotação, principalmente nos horários de pico (início da manhã e final da tarde).
A doméstica Sônia Soares disse que já se acostumou ao empurra-empurra na hora de voltar para casa. Ela pega o Metrô na Estação Sé e depois um ônibus até chegar em sua casa, na Penha, Zona Leste. "Cada ano que passa está pior", afirmou. "Vai chegar uma hora que não vai dar mais. Vão ter de fazer alguma coisa."
Para a estudante Jenifer Naiane, o governo já está fazendo o que pode para melhorar o sistema. "Sinto que os trens estão passando com mais frequência. É só aguardar um pouco que a gente consegue entrar."
A estudante está parcialmente certa. De fato os investimentos estão acontecendo, mas não na velocidade necessária. O governo estadual, responsável pelos dois sistemas, pretende investir R$ 45 bilhões em transporte de massa sobre trilhos no período 2012-2015. Mas não há qualquer garantia que essa quantia será suficiente.
Na visão do assessor técnico da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Marcos Bicalho, a superlotação do Metrô é consequência da eficiência do sistema.
"No ônibus vai haver a mesma superlotação, só que a pessoa vai ficar presa no trânsito", disse. "Com a economia aquecida as pessoas vão demandar cada vez mais por um sistema rápido de transporte e os investimentos para aumentar a rede são altíssimos, mas sempre insuficientes. Portanto, a superlotação é um efeito disso e as pessoas têm de conviver com ela no curto prazo."
Outro especialista, o urbanista Flamínio Fichmann, consultor em transportes, costuma dizer que a demanda vai ser sempre maior do que a oferta. "Apesar das ofertas de transporte público, qualquer investimento feito nessa área tem abrangência finita", afirmou.
O maior problema é que a superlotação não é a única consequência dessa demanda reprimida. Dados do governo revelam que nos últimos anos a quantidade de panes na rede vem aumentando. Nos primeiros oito meses deste ano foram 46 no Metrô e 24 na CPTM. No ano passado inteiro foram 59 panes no Metrô e 35 na CPTM.
Governo testa medidas para reduzir lotação
A superlotação no Metrô e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tem atormentado o governo do estado de São Paulo que, na semana passada, anunciou um pacote de medidas para minimizar o problema. Na quinta-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou a redução no valor das tarifas das linhas 5-Lilás do Metrô e 9-Esmeralda da CPTM , entre 9h e 10h. A partir de 15 de outubro, o desconto será de R$ 0,50 no valor da passagem, que custa R$ 3, ou seja, a tarifa custará R$ 2,50 entre 9h e 10h, de segunda à sexta. No período de um ano o usuário economizará R$ 132.
O objetivo da iniciativa é melhorar a distribuição do fluxo de passageiros, principalmente nas estações de integração Santo Amaro e Pinheiros. Diariamente, pela manhã, 75,7 mil passageiros utilizam a Linha 5 do Metrô, que vai do Capão Redondo ao Largo Treze. No mesmo período, 132 mil passageiros passam pela Linha 9 da CPTM, que liga o Grajaú ao município de Osasco.
O governo anunciou ainda que a integração com os ônibus na Estação Largo Treze, da Linha 5-Lilás do Metrô, passará a ser gratuita em outubro.
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Entrevista com Jurandir Fernandes - Secretário Estadual de Transportes Metropolitanos
DIÁRIO = Neste mês de setembro o Metrô e a CPTM bateram recordes de passageiros. Qual a explicação para isso?
JURANDIR FERNANDES = Foi uma véspera de feriado que nós atingimos 7,5 milhões de passageiros. Todas as linhas se superaram. Foram 350 mil passageiros a mais na rede. O importante é que os trilhos deram conta do recado.
DIÁRIO = Apesar desse dia atípico, a demanda tem aumentado?
JURANDIR FERNANDES = Sim. Houve a inauguração da Linha 4-Amarela (parte em 2010 e parte em 2011) que trouxe para o sistema cerca de 600 mil passageiros próprios, mais aqueles que vem de outras linhas para ela. Muitos passageiros migraram para os trilhos e deixaram os ônibus porque ganharam tempo e passaram a ter menos despesas. Reduziram custos ficando dentro da rede, de R$ 4,65 (bilhete único) para R$ 3. Em toda a rede o acréscimo foi de 1,2 milhão de passageiros em um ano.
DIÁRIO = E o sistema atual está preparado para isso?
JURANDIR FERNANDES = A gente levou um solavanco. Tivemos um tsunami de passageiros. Sofremos muito em março, abril e maio. Tivemos sabotagens, descarrilamentos, panes de caráter elétrico. Mas com todas essas dificuldades demos conta do recado.
DIÁRIO = E a expansão da rede? O que está sendo feito?
JURANDIR FERNANDES = Ao mesmo tempo estamos fazendo quatro novas obras de Metrô e vamos começar no ano que vem mais três. Serão sete obras do Metrô, além de uma extensão da CPTM e o Expresso ABC. São R$ 45 bilhões de investimentos até 2015. Desse total, R$ 30 bilhões do próprio tesouro e R$ 15 bilhões de capital privado com as parcerias público privadas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Defeito fecha linha inteira de trem em SP e causa tumulto


Confusão aconteceu na estação Comendador Ermelino, na Zona Leste. PM foi chamada para conter o tumulto.



  Foto: Reprodução G1


Passageiros depredaram um trem da Companhia Paulistana de Trens Metropolitanos (CPTM) na Estação Comendador Ermelino, na Zona Leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (17). A Polícia Militar foi chamada para conter a confusão e ajudava a esvaziar as composições por volta das 9h30.

Um banheiro químico foi jogado nos trilhos da Linha 12- Safira, que liga o Brás a Calmon Viana. Até as 9h30, não havia informações sobre feridos durante o tumulto.

A confusão aconteceu depois que uma falha de tração atingiu um trem que trafegava no sentido Brás, na Estação Engenheiro Goulart. O problema interrompeu a circulação na linha às 6h05.

Por conta do excesso de usuários, volta das 7h30, uma outra composição não conseguiu partir no sentido da estação Brás. Os usuários não aguardaram o restabelecimento e desceram à via, segundo nota divulgada pela CPTM.

Para conter o fluxo de passageiros, a companhia fechou todas as estações da Linha 12-Safira. A SPTrans informou que a operação Paese não foi acionada. As linhas, porém, que funcionam na região servida pela linha Safira operam como se estivessem em horário de pico para auxiliar os passageiros da CPTM prejudicados pela confusão.

Indústria ferroviária acelera ritmo de produção


Plano Nacional de Logísitca, Ferroanel e renovação do sistema impulsionam indústria ferroviária no ABC paulista.
SP | Diário do Grande ABC
O Grande ABC, conhecido por ser um polo automobilístico, também se movimenta com a indústria ferroviária. A norte-americana Progress Rail, empresa do grupo Caterpillar e que tem sede para a América do Sul em Diadema, intensifica o ritmo de produção de motores de tração - fabricados no município - para trens de carga e, em outubro, outra unidade fabril da empresa, em Sete Lagoas (MG), começa a entregar suas primeiras locomotivas novas nacionais.

A linha de montagem da planta mineira, em fase final de implantação, receberá os motores produzidos na região. As perspectivas são promissoras. O diretor geral da companhia, Carlos Roso, assinala que, nos próximos cinco anos, deverão ser lançadas 1.000 locomotivas, ou cerca de 200 por ano. Segundo o executivo, é esperado crescimento de 40% no faturamento neste ano frente 2011.

Além de produzir para seus próprios veículos, a companhia exporta motores (para países como Chile, Canadá e África do Sul) e faz reformas e a manutenção de trens de operadoras do sistema férreo. Desenvolve serviços, por exemplo, para a Vale, para a MRS e tem equipe de 60 pessoas atuando no Metrô de Brasília.

A Progress Rail se preparou para o renascimento do mercado no Brasil, que tem ocorrido nos últimos anos. Depois de adquirir, em 2008, a fabricante brasileira MGE e fincar sua bandeira no País, a empresa investiu US$ 80 milhões nos últimos cinco anos em ampliação de suas operações e na nova fábrica.

ASCENSÃO - O Plano Nacional de Logística, lançado há duas semanas pela presidente Dilma Rousseff - que abrange a construção do Ferroanel, que passa pelo Grande ABC -, traz expectativa favorável no médio e longo prazo. "Vamos sentir os efeitos daqui cinco anos, porque há a fase de licitação das obras e das concessões. Mas é significativo, são 10 mil quilômetros de trilhos, alta de 40% em relação ao que existe hoje", afirma o presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Vicente Abate.

O segmento, de forma geral, festeja a elevação dos investimentos em ferrovia. A indústria de equipamentos ferroviários no Brasil deve expandir neste ano 12% em faturamento e fechar 2012 com R$ 4,7 bilhões em receita, segundo a Abifer.

"Existem 4.500 km em construção. A ALL, por exemplo, acaba de inaugurar trecho da Ferronorte. E o plano da Dilma é excepcional. Com o crescimento do transporte ferroviário, a indústria também ganha", diz Abate.

Ele observa que, no caso do novo programa, orçado em R$ 91 bilhões, num primeiro momento, o segmento mais demandado é a produção de dormentes, grampos de fixação e sinalizadores de vias. Depois, haverá impulso em vendas de locomotivas e vagões. E ressalta, no entanto, que parte significativa do investimento previsto pelo governo já deve ser feito nos próximos cinco anos.

CUSTOS - Apesar do entusiasmo com os planos de linhas férreas, representantes do setor citam que há entraves à indústria nacional, entre os quais o custo Brasil, por causa da alta carga tributária do País e de outras desvantagens da produção nacional em relação aos concorrentes do Exterior. "Em igualdade de condições somos muito competitivos", diz o vice-presidente do Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), Luís Fernando Ferreira.

Ferroanel ajudará a reduzir tempo entre trens da CPTM

O novo Plano Nacional de Logística, lançado há duas semanas pela presidente Dilma Rousseff e que inclui a construção do Ferroanel (linhas férreas para o transporte de carga em redor da região metropolitana), vai causar efeitos favoráveis no transporte de passageiros da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Segundo o diretor de planejamento da CPTM, Silvestre Ribeiro, a meta da empresa é chegar a intervalos de três minutos entre um trem e outro. Atualmente, como há o compartilhamento das linhas da empresa com as de carga da MRS, isso é inviável.

Entretanto, ele destaca que, além de poder usufruir de trilhos com exclusividade para o transporte de pessoas, a redução do tempo de frequência envolve uma série de outras coisas em andamento: a melhoria dos sistemas de energia e de sinalização e a compra de mais trens - a companhia iniciou processo de licitação para adquirir mais 65, cada um com oito vagões. Em 2014, o diretor projeta que já será possível chegar aos quatro minutos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012




SÃO PAULO – Já faz quase um ano que as mais recentes estações do metrô foram abertas. Mesmo sem o acréscimo de paradas, o movimento na rede não para de subir. Na quinta-feira, as linhas do sistema registraram um recorde histórico de passageiros transportados: 4,7 milhões. Na véspera do 7 de Setembro, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também registrou recorde: 2,8 milhões de passageiros transportados.
Os dados foram anunciados nesta terça-feira, 11, pelo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, durante uma audiência pública sobre a futura Linha 6-Laranja na zona sul. “(Foram) 7,5 milhões de passageiros transportados, se bem que em um dia de pico. Mas em estado de regime (ou seja, nos dias de movimento normal), já estamos em 7,2 milhões.” O secretário se referia aos dois sistemas combinados.
No caso específico do metrô, o salto foi de 1 milhão de pessoas no comparativo com a média de passageiros transportados por dia útil no início de 2011. Essa quantidade crescente de usuários em um sistema sobre trilhos com o mesmo tamanho se reflete na superlotação, especialmente nas horas do rush.
Afastada do trabalho por uma doença e passageira  diária, a ajudante de limpeza Maria Carmelita dos Santos, de 56 anos, reclama do invariável empurra-empurra para entrar nos vagões nos momentos mais cheios. Ela diz já ter caído uma vez em uma situação dessas. “Só vai melhorar quando decidirem construir mais linhas.”
O próprio Fernandes admite essa necessidade e afirma que o governo do Estado já começou a trabalhar. “A população quer mais, quer trilhos. E para resolver isso, estamos fazendo quatro linhas de metrô ao mesmo tempo (obras nas linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 15-Prata e 17-Ouro), e também fazendo extensão na CPTM (na Linha 8-Diamante, em Itapevi).”
Além disso, o secretário garante que há mais por vir, como o prolongamento da Linha 2-Verde até a Via Dutra, e a construção das Linhas 6-Laranja, entre Brasilândia e a região central, e 18-Bronze (o monotrilho do ABC). Já o assessor técnico da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) Marcos Bicalho diz que a superlotação do metrô é consequência da eficiência do sistema. “Se a pessoa optar pelos ônibus vai enfrentar igualmente a superlotação e vai ficar presa no trânsito.”

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

SP: Licitação para trem regional de Jundiaí será lançada na próxima segunda



Há planos para Sorocaba e Santos.
Foto: Divulgação
Sustentabilidade, rapidez e economia. Esses são os principais benefícios dos trens regionais que deverão, em breve, ser mais uma opção de mobilidade para pessoas que costumam viajar com frequência do interior para a grande São Paulo.
Apesar de planos para as cidades de Sorocaba e Santos, é Jundiaí que será a primeira cidade a ter um trem regional de passageiros que ligará o município à capital do estado.
O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, informou durante o V Brasil nos Trilhos que a licitação dos projetos básico e executivo do trem de Jundiaí será lançada na próxima segunda-feira (10). “O forte gargalo rodoviário nos acessos à grande São Paulo mostra que é mais que evidente a necessidade de trens regionais.”
Segundo o secretário, o percurso do trem até Jundiaí não será comum ao das seis linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A estimativa é que os trens regionais no estado deverão percorrer uma velocidade média de 150 km por hora, que diminuirá substancialmente o tempo de viagem. Partindo da Estação Água Branca, na capital, o percurso de 45 Km deverá ser feito em 25 minutos.
Apesar de ainda não ter um preço previsto para a passagem, é certo que a nova opção de transporte aumentará a competitividade e poderá ocorrer queda nos preços das passagens de ônibus.
Além disso, o transporte ferroviário é comprovadamente mais seguro, menos poluente e tem um custo menor do que o rodoviário. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou em agosto deste ano que o investimento será de R$ 152 milhões.
Metrô e CPTM
Jurandir Fernandes aproveitou a oportunidade e comentou os problemas enfrentados pelo Metrô e a CPTM nos últimos meses. O secretário responsabilizou a falta de gestão pública e privada, que contribui para o apagão de mão de obra e falta de equipamentos do meio de transporte.
“É uma situação grave em todos os aspectos. O problema do Brasil está na capacidade de execução. A expansão do metrô e da CPTM não está sendo fácil, sempre há novos gargalos a serem superados.”
Agência T1, Por Danielle Sousa
Edição: Bruna Yunes