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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Cumbica: trem ficará longe de terminais


Estação será construída a 300 metros do 'puxadão', com uma estrada no meio, e a 2 km das áreas mais movimentadas do aeroporto



Esperado há anos por passageiros e funcionários do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o trem que servirá o local não atenderá os principais pontos de embarque aéreo. A estação final da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) será construída na frente do chamado Terminal 4 do aeroporto (o 'puxadão'), que responde por apenas 1,3% do movimento de viajantes e está a cerca de dois quilômetros dos terminais mais antigos e movimentados, o 1 e o 2.
Não há integração física entre eles: hoje, os deslocamentos são feitos com ônibus gratuitos. Apesar disso, o governo do Estado colocou a obra em sua lista de prioridades para a Copa de 2014, cuja abertura ocorrerá em São Paulo. Também não está definido, conforme informou a CPTM, como será a ligação entre a estação de trem e o Terminal 4 do aeroporto. Eles deverão ficar a cerca de 300 metros de distância um do outro, com uma estrada de duas pistas no meio.
As informações foram passadas pelo diretor de Planejamento e Projeto da CPTM, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro. "Vamos ficar perto do que chamam de Terminal 4. O deslocamento a partir dali vai ser (responsabilidade) da própria concessionária aeroportuária." A construção desse ramal, que sairá da Estação Engenheiro Goulart, já existente na Linha 12-Safira, na capital, está prevista para começar no primeiro semestre de 2013, faltando quase um ano para o mundial de futebol.
Procurada pela reportagem, a Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A. divulgou que ainda não definiu como pretende fazer o transporte dos passageiros entre os terminais, uma vez que depende da conclusão do projeto da CPTM, prevista para ser entregue em dezembro. Em grandes aeroportos do mundo, como o Heathrow, em Londres, existem sistemas metroviários subterrâneos ligando cada terminal. No Fiumicino, que atende Roma, a conexão é feita por um monotrilho.
O engenheiro aeronáutico Jorge Leal Medeiros, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), diz que "é ruim" a solução de levar a Linha 13 só até o Terminal 4. "É preciso fazer a integração com os terminais maiores, senão haverá incômodo para os passageiros, que precisarão de três modais: metrô, trem e ônibus. É um desconforto a mais."
Os oito trens para compor a frota desse ramal ainda não foram comprados. Mas, caso a linha fique pronta antes da chegada deles, composições de outras linhas poderão ser deslocadas. Rocha Ribeiro diz que ainda está avaliando a possibilidade de incluir bagageiros nesses trens, para facilitar o deslocamento das pessoas com malas, a exemplo do que ocorre na Europa.
Plataforma elevada. A Linha 13-Jade, que deve transportar 120 mil passageiros nos dias úteis, custará R$ 1,2 bilhão. A estação que atenderá Cumbica terá plataforma central elevada e será erguida em uma faixa de grama entre o Rio Baquirivu-Guaçu e a Rodovia Hélio Smidt. A parada deverá receber cerca de 20 mil passageiros por dia, conforme aponta uma projeção da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Esse é o número médio de usuários que embarcam mensalmente no Terminal 4, que hoje oferece voos somente da Webjet.
A Linha 13-Jade, em sua extensão entre a Estação Engenheiro Goulart e o Aeroporto de Cumbica, será construída em via elevada na maior parte do traçado. O bairro residencial Cecap, em Guarulhos, que fica no meio do caminho, também ganhará uma estação. Mas ela deverá ser concluída só depois que o ramal for entregue, uma vez que não é vista como prioridade para a Copa pelo governo do Estado. Embora seja a segunda maior cidade paulista, Guarulhos não tem nenhuma ligação ferroviária.
Fonte: Jornal da Tarde - O Estado de S.Paulo

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Após concessão, Viracopos atrai novos interessados


Início de gestão da nova concessionária do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), já desperta interesse de empresas interessadas em sua expansão
SP | Valor Economico
O início de gestão da nova concessionária do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), já está despertando o interesse de empresas interessadas em sua expansão. Depois de representantes de companhias aéreas como American Airlines e Emirates se reunirem com executivos da nova administração, a gigante logística de origem alemã Deutsche Post DHL manifestou interesse em atuar no terminal.
 
A DHL vai solicitar à Receita Federal brasileira uma área para gerir importação e exportação de cargas dentro do aeroporto. A concessionária e a própria Infraero já deram sinal verde para que a empresa continue o trâmite burocrático para obter a liberação das autoridades.
 
O interesse da DHL e de outras companhias é aproveitar a expansão do aeroporto - o que será decorrente das obrigações de investimentos impostas pelo governo ao passar a administração do terminal a uma sociedade controlada pela iniciativa privada.
 
Concessionária mantém conversas com América Latina Logística para integração ferroviária com o aeroporto de SP
 
Os investimentos para a expansão do aeroporto somam R$ 1,5 bilhão até 2014, sendo que o principal empreendimento será um novo terminal com capacidade para 14 milhões de passageiros e com "fingers" para 28 aeronaves.
 
Hoje, o aeroporto opera voos de apenas seis empresas: Azul, Gol, Puna, TAM, Trip e TAP. Em reunião com executivos de companhias internacionais, há duas semanas, compareceram representantes da Iata (International Air Transport Association, que representa as companhias), além de Emirates, American Airlines, KLM, TAP, TAM, Gol e a cargueira ABSA Cargo (do grupo chileno LAN, em processo de fusão com a brasileira TAM). O objetivo da reunião era apresentar o plano de investimentos no terminal. Em conversas após o encontro, os executivos disseram que o programa de expansão era realista e "pé no chão".
 
A oportunidade em que essas companhias estão de olho pode ser traduzida em números: segundo Luiz Alberto Küster, presidente da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, a previsão é que o aeroporto tenha uma expansão superior a oito vezes no número de passageiros ao longo da concessão (30 anos). Hoje, a movimentação no terminal não chega a 10 milhões de passageiros ao ano. A estimativa é que movimente 85 milhões anualmente. Para isso, a concessionária se prepara para investir R$ 8 bilhões em cinco fases até 2042.
 
Paralelamente ao aumento do fluxo de passageiros, a concessionária se prepara para aumentar substancialmente o volume de movimentação de cargas. Ao final da concessão, o aeroporto deve movimentar anualmente 1,5 milhão de toneladas, incluindo importação e exportação. Hoje, esse número é de apenas 266 mil toneladas.
 
Para que essa expansão se sustente, os executivos dizem ser necessária uma integração multimodal no aeroporto. Segundo Küster, já há conversas entre a concessionária de Viracopos e a América Latina Logística (ALL) para integrar as operações de carga da ferrovia, que passa junto aos limites do terreno, às do aeroporto. "Já estamos em contato com a ALL trabalhando o desenho de uma linha de cargas que faça um anel [ferroviário] de 7 km [nos arredores do terreno]", diz. O aeroporto tem hoje 35% da receita bruta oriunda com a operação de cargas, como armazenagem e capatazia.
 
Além disso, Küster reafirma o interesse da concessionária para a existência de um trem de passageiros entre São Paulo e Campinas. Hoje, há duas possibilidades estudadas pelo poder público: o trem de alta velocidade (TAV), em estudo pelo governo federal, e um trem de velocidade média, encabeçado pelo governo do Estado de São Paulo. "Estão sendo feitos estudos de demanda, mas o fato é que teremos um trem de passageiros de pelo menos 120 quilômetros por hora [entre São Paulo e Campinas]", diz Küster. "É essencial para que Viracopos se consolide como o maior terminal aeroviário do Brasil e da América Latina", completou.
 
Os trabalhos no aeroporto já iniciaram. Além de um novo estacionamento para caminhões, com obras de terraplenagem em andamento, a companhia deve iniciar nos próximos dias as escavações e a construção das fundações do novo terminal. Foi emitida na semana passada pelo governo paulista a licença de instalação do empreendimento. "Temos 20 meses para entregar. É possível e viável", diz Küster.
 
Também haverá um edifício garagem com 4,5 mil vagas de estacionamento. Por fim, haverá reforma para ampliação das pistas de taxiamento de aeronaves. O objetivo é ampliar a área de embarque em 142%, para 5,8 mil metros quadrados.
 
A Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos é composta pelo consórcio vencedor do aeroporto, em leilão ocorrido em fevereiro: Triunfo Participações e Investimentos (45%), UTC Participações (45%) e Egis (10%). Esse consórcio tem 51% da sociedade concessionária. A Infraero, minoritária, tem os 49% restantes. Durante seis meses, a gestão será compartilhada entre estatal e entes privados.