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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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sábado, 6 de agosto de 2011

Alta no preço dos transportes anulou queda dos alimentos, diz IBGE


Responsável por manter a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) praticamente estável de junho para julho (de 0,15% para 0,16%), os preços dos combustíveis influenciaram na reversão dos preços dos transportes públicos, afirmou nesta sexta-feira (5) Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Enquanto tiveram deflação de 0,61% em junho, em julho, os transportes tiveram alta de 0,46%. “A alta praticamente anulou a queda de preços dos alimentos”, comparou Santos.

A alta acumulada do IPCA no ano, para os transportes, foi de 4,82%, segundo o IBGE.

O preço da gasolina, graças à pressão do etanol, tem sido o maior fator para este resultado. A alta acumulada da gasolina, um dos preços com maior influência no IPCA, neste ano, é de 6,30%; em 2010, a alta acumulada por todo o ano foi de 1,67%.

Depois do recuo de 4,25% em junho, os combustíveis tiveram alta de 0,47% em julho. O etanol, que chegou a cair 8,84% em junho teve alta de 4,01% no mês anterior. O litro da gasolina, depois da queda de 3,94% em junho, voltou a subir em julho, variando 0,15%.

Em julho, o grupo alimentação e bebidas teve queda de 0,34%, mantendo a tendência de junho, quando o recuo foi de 0,26%.

“Os alimentos estão mais baratos, mas não muito”, reconheceu a economista. “[A variação] -0,34% é quase imperceptível no bolso do consumidor, mas no cálculo do IPCA tem influência”, ressalvou.

Entre janeiro e julho deste ano, o preço dos alimentos aumentou 2,77%, apontou o IBGE. A alta acumulada no mesmo período, para preços de produtos não alimentícios, foi de 4,42%. “A pressão, este ano, está vindo do grupo de combustíveis”, afirmou Santos.

O índice de inflação acumulado em 12 meses (6,87%), foi o maior desde junho de 2005, quando o índice chegou a 7,27%.

Fonte: Folha Online, Por Gustavo Alves

sexta-feira, 6 de maio de 2011

IPCA em abril sente impacto de Transportes e Vestuário


Os grupos Transportes e Vestuário registraram elevação superior a 1% em abril, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A primeira classe de despesa marcou 1,57% de alta no mês passado, perto da taxa de março (1,56%). O segundo ramo subiu 1,42%, vindo de incremento de 0,56%.


‘Os preços do etanol, que haviam subido 10,78% em março, atingiram 11,20% em abril, totalizando 31,09% no ano. Com isso, influenciaram o preço da gasolina, que ficou 6,26% mais cara em abril, após 1,97% em março, num total de 9,58% no ano. Juntos, os combustíveis tiveram alta de 6,53% no mês e foram responsáveis por 0,30 ponto percentual do IPCA, sendo 0,05 do etanol e 0,25 da gasolina’, sustentou o IBGE em nota.

Em Vestuário, o destaque coube ao aumento dos preços das roupas infantis (1,97%). Também subiu mais o grupo Habitação, que deixou uma ampliação de 0,46% para 0,77% entre março e abril.

Alimentação, por sua vez, desacelerou de março para abril, de 0,75% para 0,58% de incremento. Merecem menção a queda nos preços do tomate (-18,69%), do açúcar cristal (-2,68%) e do arroz (-2,13%), por exemplo. Ao mesmo tempo, ficaram mais caros batata inglesa (17,71%), o feijão carioca (9,79%) e os ovos (4,41%).

Pelo levantamento do IBGE, o IPCA aumentou 0,77% em abril, depois de ficar em 0,79% um mês antes. No acumulado em 2011, o avanço foi de 3,23%, contra 2,65% de um ano antes. Nos últimos 12 meses, o índice situa-se em 6,51%, acima dos 6,30% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Fonte: G1