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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Túnel vai ligar Santos ao Guarujá em dois minutos


Prometida há 5 décadas, obra deve começar em janeiro e durar 4 anos; estimativa é que 15 mil veículos usem travessia diariamente

Renato Machado -  O Estado de S.Paulo


Após meio século de promessas, projetos e idas e vindas, ontem foi a vez de a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar nova ligação para veículos entre Santos e Guarujá, no litoral sul. O projeto, adiantado pelo Estado há dois meses, prevê um túnel de 900 metros de extensão para o primeiro semestre de 2016.

A proposta orçada em R$ 1,3 bilhão foi batizada de Prestes Maia em homenagem ao urbanista que idealizou a primeira ligação seca, em 1947. Desde aquela época, foram projetados túneis, pontes comuns e até uma estaiada (que chegou a ter maquete inaugurada em 2010 pelo governador José Serra).

O governo pretende lançar até janeiro a licitação para o projeto executivo, que será elaborado em até 12 meses. Nesse tempo, a administração pretende definir o modelo que viabilizará economicamente o túnel. Estão sendo estudados uma Parceria Público-privada (PPP) e um modelo no qual o governo constrói e depois faz a concessão para a iniciativa privada. Como o Estado adiantou, o governo optou por um túnel "pré-moldado", tecnologia ainda inédita no Brasil. Todas as armações serão construídas na superfície e, depois, assentadas a 40 metros de profundidade. A travessia ficará na altura dos bairros de Outeirinhos (Santos) e Vicente de Carvalho (Guarujá).

Escadas rolantes. A previsão é de que 15 mil veículos utilizem o futuro túnel. O projeto prevê escadas rolantes para os pedestres fazerem a travessia e até um estacionamento. Também está definida uma área para passagem do futuro Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). O deslocamento a pé levará de 5 a 8 minutos (de carro, menos de 2 minutos). Atualmente, a travessia é feita por balsas, que levam até 10 minutos, sem contar filas. Após a entrega do túnel, o plano é mantê-las, com intervalo maior.

Travessia de balsas já consumiu desde 2008 R$ 35 milhões



Paulo Saldaña e Renato Machado

Enquanto os planos para a ligação entre Santos e Guarujá não saem do papel, em forma de ponte ou túnel, o governo tem investido mais do que o previsto nas travessias de balsas. Entre 2008 e maio deste ano, o Estado já investiu R$ 35 milhões em modernização de instalações da travessia de balsa - sem contar o custo de manutenção.

O valor representa 36% de todo o investimento da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), que opera o serviço, nas seis travessias. No período, foram gastos em modernização R$ 101 milhões - valor 134% maior que o previsto no Plano Plurianual do governo, que traça as metas a longo prazo. Cerca de 24 mil veículos passam por dia pela balsa. Nas férias, o movimento é o dobro.

Falta de saída para o porto causa reclamações


Renato Machado - O Estado de S.Paulo

A passagem pelo meio do canal atenderá ao tráfego urbano. Mas não contemplará veículos de carga - com exceção de alguns que fazem o "vira" entre as cidades e têm de percorrer 43 km.

Sem saída direta para o porto, a proposta desagradou à Companhia Docas e à prefeitura de Santos. O Conselho de Autoridade Portuária (CAP) já havia emitido recomendação para a construção no início do canal. "Vamos trabalhar com os governos estadual e federal para viabilizar uma segunda ligação", disse o presidente do CAP, Sérgio Aquino.

"O porto não é a prioridade nesse projeto", justificou o secretário do Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido. Ele ressaltou que o túnel no início do canal poderia ser um "Rodoanel ao contrário". "Atrairia caminhões para dentro das cidades, com estrago urbanístico."

COMENTÁRIO SETORIAL TRANSPORTES SP 

O Serra usou de pirotecnia eleitoral prometendo uma ponte de ligação entre Santos e Guarujá, apresentando uma maquete e prometendo para em um mês apresentar o projeto básico. A imprensa deu a maior repercussão possível, saiu até no Jornal Nacional. Mas era trolóló tucano. Não havia projeto de viabilidade da ponte nem recursos. Agora Serra está prometendo o túnel para 2014. Outra falácia?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

As multas do trânsito de São Paulo




Por Gilberto Kyono


Nassif,


Creio que os motoristas precisarão lançar uma Campanha contra a Indústria das Multas de Trânsito, onde cada um, como forma de protesto contra a cobrança excessiva de multas, passaria a respeitar o Código de Trânsito Brasileiro. Assim, essa "indústria" ficaria de mãos atadas, representando grande prejuízo financeiro ao Estado e à população, em especial, crianças, idosos, pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas e passageiros.


Do Estadão

Cidade terá 500 câmeras dedo-duro até 2012

Novos equipamentos vão fazer leitura de placas por meio de reconhecimento óptico

Luísa Alcalde e Fabiano Nunes - O Estado de S.Paulo

A capital terá até o fim do próximo ano 500 câmeras de alta resolução para monitorar veículos. O equipamento faz a leitura das placas e cruza as informações com um banco de dados. O objetivo é identificar carros roubados e com documentos irregulares. Veículos de outros Estados também serão fiscalizados pelas câmeras, que ainda flagram infrações de trânsito.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já conta atualmente com 193 radares com Sistema de Leitura Automática de Placas (LAP), o chamado "dedo-duro". Eles fazem flagrantes semelhantes aos das câmeras.

Os novos equipamentos terão tecnologia OCR (Optical Character Recognition - Reconhecimento Óptico de Caracteres) e serão distribuídos em três grandes áreas: centro histórico, centro expandido e Marginais do Pinheiros e do Tietê. As câmeras serão instaladas em locais com altos índices de criminalidade, além de entradas e saídas da cidade, às margens das rodovias. "Essa ferramenta vai permitir controle instantâneo da frota, inibir crimes, melhorar o ar emitido pelos automóveis, além de tirar de circulação carros devedores e ajudar a desafogar o trânsito", diz o secretário municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega.

A ideia é que as imagens sejam compartilhadas por órgãos municipais, estaduais e federais, como Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), polícias, Detran e Guarda Civil Metropolitana. "Não é um sistema só da Prefeitura. Há um comitê gestor, que é uma espécie de condomínio de usuários. Todos vão poder usar, mediante senhas especiais e protocolos de interesses.

Dois grupos de trabalho (inteligência e tecnologia) ligados ao Gabinete de Segurança da Prefeitura trabalham há meses no projeto. O edital da licitação não está pronto, mas deve ser concluído até o próximo semestre. "Quando os estudos técnicos estiverem concluídos, ele será submetido a audiências públicas para ser debatido pela população."

A Prefeitura ainda não sabe quanto o serviço custará. Os custos de captação das imagens dos veículos serão cobertos por Prefeitura, Estado e União. As câmeras serão fornecidas pela empresa vencedora da licitação.

Central. O sistema unificado possibilitará que, se um carro irregular for identificado, um alerta seja emitido aos órgãos responsáveis, acionando-os rapidamente. A central também estará interligada ao Sistema de Controle de Fronteiras, chamado de Alerta Brasil, da Polícia Federal.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Custo da ampliação da Marginal do Tietê já é 75% maior do que o previsto

Apesar de as novas pistas da Marginal do Tietê terem sido abertas há quase um ano e meio, as obras de ampliação continuam consumindo dinheiro dos cofres públicos. Uma nova atualização no valor do convênio firmado entre Prefeitura de São Paulo e governo do Estado colocou mais R$ 200 milhões na obra no fim de junho. O custo da Nova Marginal chega a R$ 1,75 bilhão - 75% acima do estimado no primeiro orçamento, de 2008.


No total, seria possível construir 300 escolas ou 7 hospitais de 200 leitos cada com os R$ 750 milhões extras que já foram gastos com a avenida. O aumento de custos é resultado da inclusão de serviços que não estavam previstos pela Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), empresa responsável pela obra.


Em fevereiro deste ano, só faltava terminar a ponte estaiada do Complexo Bandeiras, que vai facilitar a entrada dos veículos na Avenida do Estado a partir da Marginal - prevista no projeto inicial, em 2008.

A nova injeção de recursos não será dirigida apenas para a nova ponte. Segundo a Dersa, os R$ 200 milhões são necessários para obras secundárias, como travessias subterrâneas para passagens de cabos para iluminação, complementos de barreiras de concreto e o alargamento da pista local para implantação da 4.ª faixa entre as Pontes do Limão e Casa Verde. Esta última ainda não foi concluída, e não foi informado prazo para o término dos trabalhos. A Dersa não revelou a lista completa de ajustes ainda por fazer.

Já a ponte estaiada, prometida para dezembro de 2010, teve sua inauguração postergada para junho deste ano e, agora, a promessa é que ela seja aberta parcialmente ao tráfego até o final de julho. O custo total da estrutura foi de R$ 85 milhões, sem incluir a iluminação e a alça de acesso ao Bom Retiro, na região central, que não será inaugurada este ano (leia texto ao lado).

As novas lâmpadas para a ponte também estão incluídas na atualização do convênio entre Prefeitura e Dersa feita no mês passado. Com a inauguração da ponte, cerca de 20 mil veículos por dia que vêm da Avenida do Estado poderão entrar diretamente nas pistas central e local da Marginal do Tietê no sentido Castelo Branco. Atualmente, é necessário virar à direita na continuação da Avenida Tiradentes, atravessar a Marginal, contornar a Praça Campo de Bagatelle e seguir pela Avenida Olavo Fontoura, que passa ao lado do Sambódromo do Anhembi.

Explicações. Os convênios são instrumentos jurídicos que viabilizam o repasse de recursos para a execução da obra. No caso da Marginal, o primeiro foi assinado em 25 de fevereiro de 2008, no valor de R$ 1 bilhão, quando se deu o pontapé inicial para os trabalhos. Progressivamente, novas atualizações foram feitas para que a Dersa pagasse os serviços considerados necessários para a continuação da obra.

Em relação aos motivos dos aumentos, a empresa afirmou que, como o projeto de engenharia e o licenciamento ambiental foram concluídos após a assinatura do convênio, somente com a finalização desses trabalhos é que foi possível obter uma "estimativa mais realista sobre o custo do empreendimento". Outra justificativa para os aditamentos foi a inflação, já que o convênio não possui cláusulas para reajuste automático da correção monetária.

A empresa disse também que há a possibilidade de não usar todo o valor das atualizações, mas não informou quanto dos R$ 200 milhões será usado ou economizado.

PONTOS-CHAVE

Inaugurada há 16 meses, obra está incompleta

Abertura

Nas vésperas da campanha eleitoral, a Nova Marginal foi aberta em março de 2010. Muitos locais, porém, ainda estavam sem sinalização horizontal e vertical.


Críticas

Meses depois, o Ministério Público exigiu da Dersa que sinalizasse a obra e revisse todas as multas dadas no período. A Dersa foi multada em mais de R$ 1 milhão.

Ajuste

No fim do ano, os problemas de sinalização foram resolvidos, mas ainda falta a conclusão de obras como a ponte estaiada e a reforma de viadutos.


Na Jacu-Pêssego, acréscimo chega a 175%


Custo do prolongamento da avenida que liga a zona leste a Mauá, na região do ABC, somou R$ 2,3 bilhões em junho

 
Paulo Saldana e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - A ampliação da Marginal não é a única obra de São Paulo com gastos em alta. O prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego já está custando 175% mais do que o previsto. O empreendimento recebeu mais R$ 350 milhões em junho e já soma R$2,3 bilhões.

Esse último salto ocorre por causa do aditamento dos dois convênios do governo do Estado com as prefeituras por onde a via passa: São Paulo, que teve acréscimo de R$ 200 milhões, e Mauá, de R$150 milhões.

A conclusão da Jacu-Pêssego parece uma novela. O prolongamento entre o trevo da Avenida Ragueb Chohfi, na zona leste da capital, até a Avenida Papa João 23, em Mauá foi entregue, com atraso, em outubro de 2010. Mesmo com a obra incompleta, o investimento à época chegava a R$ 1,9 bilhão. O montante era mais que dobro dos R$ 835 milhões previstos em convênios.

13,6 km

é a extensão do trecho da Jacu-Pêssego

inaugurado em 2010, entre a zona leste e Mauá



A promessa era de que a adequação da iluminação, construção de alças de acesso e de vias marginais no nível dos bairros que faltavam fossem entregues em março deste ano. No entanto, houve outro atraso.

Em fevereiro, o Estado revelou que as obras estavam paradas e, como a própria Dersa informara, os contratos estavam sendo revistos pela gestão Geraldo Alckmin. A falta das marginais provocava inundações em bairros da zona leste de São Paulo e a falta de luz colaborava com onda de assaltos a motoristas na via. Essas obras complementares foram retomados em março: pistas marginais, complexo Juscelino Kubitschek e alças. A previsão é que tudo seja entregue em setembro.

As necessidades

De acordo com a Dersa, os últimos aditamentos foram necessários para a atualização de valores de unidades habitacionais adquiridas da CDHU para beneficiar 900 famílias a serem reassentadas, instalação de barreiras de concreto, defensas metálicas, muretas e sinalização complementar. A empresa não detalhou quais obras já foram executadas e quais estão à espera de orçamento.

O primeiro trecho da Jacu-Pêssego foi entregue em 1996 e era uma avenida local.

Em 2008, uma obra permitiu o acesso da via com a Rodovia Ayrton Senna. O prolongamento até a Papa João 23 permite que os motoristas cheguem ao Trecho Sul do Rodoanel.







quarta-feira, 13 de abril de 2011

Velocidade no corredor Norte-Sul será reduzida

A velocidade máxima permitida será reduzida para 60 km/h nas ruas e avenidas que formam o corredor Norte-Sul, como as avenidas Luiz Dumont Villares e Tiradentes. A nova regra entra em vigor segunda-feira, dia 18, e faz parte do pacote de padronização de velocidade que está sendo implantado em toda a cidade de São Paulo.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) já havia reduzido a velocidade no chamado eixo sul do corredor. No ano passado, passaram de 80 para 70 km/h os limites máximos nas avenidas 23 de Maio e Rubem Berta – embora façam parte do corredor Norte-Sul, as duas vias terão a velocidade máxima de 70 km/h mantida, por conta de suas especificidades.

A partir da segunda-feira, a velocidade passará para 60 km/h nas vias que formam o corredor de 9,2 quilômetros: avenidas Luiz Dumont Villares, General Ataliba Leonel, General Pedro Leon Schneider, Santos Dumont, Tiradentes, Prestes Maia e Túnel Anhangabaú. A CET afirma que vai colocar 130 novas placas e 20 faixas informativas. Na segunda-feira, os radares de velocidades já estarão ajustados para os novos limites.

Segundo a companhia, a padronização de velocidade está sendo adotada para aumentar a segurança de motoristas e pedestres. A Prefeitura quer reduzir em 10% o número de acidentes. No caso do corredor Norte-Sul, espera-se que os novos limites reduzam em 20% o risco de acidentes.

O número de mortes em 2010 ainda não foi divulgado. Em 2009, foram cerca de 1.300. Especialistas em trânsito elogiam a tentativa de redução da velocidade. “É preciso controlar todos os fatores de risco no trânsito e uma redução de 10 km/h faz diferença. Um atropelamento causado por um carro a mais de 60 km/h tem chances quase nulas de deixar sobreviventes”, defendeu o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Mauro Ribeiro.