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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Após várias panes, Estado vai investir 6% a mais em trens


Proposta Orçamentária prevê R$ 2,9 bilhões para a CPTM; Linha 9, onde os problemas são mais frequentes, receberá a maior fatia
SÃO PAULO - Após registrar mais de 20 grandes panes na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ao longo deste ano e anunciar um grande programa de modernização, o governo do Estado apresentou ontem a Proposta Orçamentária de 2013 com aumento de 6% em investimentos nos trens. A previsão é de que sejam gastos R$ 2,9 bilhões nos trens no ano que vem. A Proposta Orçamentária de 2013 foi apresentada nesta terça-feira, 2, e precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa, onde pode sofrer mudanças.
No caso da CPTM, a linha que mais terá aumento nos investimentos será a 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú, que passa pela Marginal do Pinheiros). O crescimento é de 40% em relação a este ano, passando de R$ 72 milhões para R$ 101 milhões. É justamente a linha que mais apresentou problemas (veja abaixo). Fora os recursos para modernização, há também previsão de R$ 71,5 milhões para prolongar o ramal até Varginha, no extremo sul da cidade, com mais três estações.
Por outro lado, a Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi), que também registra panes frequentes, terá o ritmo de investimentos reduzido a mais da metade no ano que vem. A proposta prevê R$ 127 milhões em gastos, contra R$ 243 milhões neste ano.
Além desses gastos, que estão sendo usados para troca de sistemas elétricos e melhoria das vias, há previsão de investimento de R$ 1,1 bilhão para a compra de trens. O governo do Estado tem uma licitação em andamento que pretende comprar mais 65 trens para a CPTM, em um processo que só deve terminar no fim dessa gestão.
Metrô. No total, os recursos para o transporte público da Região Metropolitana de São Paulo devem crescer 20% - de R$ 6 bilhões no ano passado para R$ 7,2 bilhões. Mas o Metrô vai ter menos dinheiro para melhorar a rede. O orçamento aprovado para 2012 previu R$ 4,9 bilhões. A proposta para 2013 é de R$ 4,84 bilhões (queda de 1,2%, sem correção da inflação).
O governo do Estado argumenta que o gasto global dos transportes está aumentando e garante que as três novas linhas previstas para o ano que vem - 6-Laranja (entre o centro e Brasilândia), 18-Bronze (monotrilho para o ABC) e o prolongamento da Linha 2-Verde (da Vila Prudente à Rodovia Presidente Dutra) vão ocorrer.
Os investimentos para o transporte individual rodoviário vão consumir quase tanto quanto o Metrô. A previsão é de R$ 4,6 bilhões. Os principais recursos vão para o Trecho Norte do Rodoanel e a Rodovia dos Tamoios.
Fonte: O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Brasil terá serviço eficiente de transporte ferroviário de passageiros, diz presidente da EPL


22.08.12
O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, afirmou que o Programa de Investimentos em Logística, lançado pela Presidenta Dilma Rousseff no último dia 15, vai possibilitar que o Brasil tenha um serviço eficiente de transporte ferroviário de passageiros. O programa prevê investimento de R$ 133 bilhões para a modernização e ampliação da malha rodoviária e ferroviária.
“A primeira coisa que se precisa para ter trens de passageiro é uma ferrovia, onde os trens possam circular. O que estamos construindo agora é essa base ferroviária, e estamos adotando um modelo que permite que a gente volte com o transporte de passageiros”, disse Figueiredo, no programa de rádio Brasil em Pauta, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
De acordo com Figueiredo, o novo modelo de concessão estabelece que as empresas que construirão as ferrovias não poderão estabelecer limites para circulação de trens de passageiro, que será livre. A ferrovia será aberta a qualquer tipo de trem que queira comprar o direito de circular nela.
“Nas concessões antigas, no modelo antigo, a ferrovia só era obrigada a deixar passar dois trens de passageiro por dia, e, nessa, nós não temos essa limitação, nós podemos fazer um sistema de transporte de passageiro. Isso vai depender muito da demanda, de termos empreendedores, empresas interessadas em explorar esse serviço, e, em alguns trechos, eu acho que esse transporte vai surgir com muita força”, disse.
Figueiredo afirmou que os estudos técnicos e de viabilidade e os projetos de engenharia começam a ser feitos agora. As concessões, segundo ele, devem ser realizadas em meados do próximo ano. Sobre o projeto do trem de alta velocidade, com trajeto entre Rio e São Paulo, o presidente da EPL informou que o leilão deve ocorrer em maio de 2013.
Fonte: Blog do Planalto 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Investimentos devem beneficiar transportes de passageiros por trens


transportew
Apesar de as parcerias público-privadas do pacote de investimentos para área de transportes focar mais no segmento de cargas para as ferrovias, o deslocamento de passageiros por trilhos pode ser beneficiado com as expansões e modernizações das malhas. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse que os investidores podem ter linhas interurbanas, interestaduais e de turismo se houve interesse e demanda.
Investimentos em ferrovias podem beneficiar transportes de passageiros
Parte dos 10 mil quilômetros de ferrovias que serão concedidos à iniciativa privada pode ser usada para deslocamentos interurbanos e de turismo.
ADAMO BAZANI – CBN
O transporte de passageiro em ferrovias deve ser ampliado pelo novo programa de investimentos na ordem de R$ 133 bilhões anunciado pelo Governo Federal para estradas de ferro e rodovias.
Estes investimentos serão possíveis pela concessão de 10 mil quilômetros de ferrovias e de 7,5 mil quilômetros de estradas de rodagem. O setor ferroviário vai se beneficiar da maior parte deste montante, R$ 91 bilhões.
O foco principal é o transporte de cargas sobre os trilhos, mas os operadores ferroviários também vão poder usar a estrutura para transporte de pessoas em linhas interurbanas ou de turismo.
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da ANTF – Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, Rodrigo Villaça, disse que este modelo de concessão poderá despertar o interesse dos investidores no segmento de passageiros.
‘É interessante para aqueles que quiserem investir. Nosso objeto de concessão é de carga, mas com as linhas novas, o transporte ferroviário de passageiros será uma questão natural, em virtude da tecnologia empregada na construção, manutenção e operação dessa malha”, disse Villaça
Ainda de acordo com Villaça, as novas tecnologias que devem ser implantadas nas linhas vão permitir que os trens circulem em maior velocidade com segurança, isso deixará os ramais mais disponíveis havendo a possibilidade então da circulação de trens de passageiro. As composições de carga podem atingir 80km/h e as de passageiros até 150 km/h.
O Governo Federal vai licitar em regime de PPP – Parceria Público-Privada – a construção e modernização das ferrovias e depois vai comprar destes investidores a capacidade de operação de cada sistema. Em seguida, vende para consumidores, como quem quer transportar apenas seus produtos ou transportadores.
No dia da apresentação do programa, nesta quarta-feira dia 15 de agosto, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse que se as empresas quiserem podem sim transportar passageiros, desde que haja interesse e demanda pelos serviços.
Muito presentes até os anos de 1950/1960, hoje as linhas interurbanas, interestaduais e de turismo de trens são poucas.
Com a inclusão destas linhas em alguns investimentos, por um custo menor para o Governo, sem necessidade de grandes intervenções será possível beneficiar uma quantidade maior de passageiros sem tarifas altas e com maior velocidade nos trajetos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Governo vai investir R$ 137,8 bilhões no setor de transportes até 2014, afirma Dilma


Conversa com a Presidenta
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (14), na coluna Conversa com a Presidenta, que serão investidos R$ 137,8 bilhões até 2014 no setor de transportes. Ao responder pergunta de Otávio Vieira, 51 anos, representante comercial em São Paulo (SP), sobre investimentos em ferrovias e hidrovias, Dilma disse que, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram retomados os investimentos em todos os sistemas de transporte.
“Precisamos ampliar nossas ferrovias e hidrovias que, em um país continental como o Brasil, são excelentes alternativas de transporte de passageiros e cargas, mas precisamos também investir em rodovias, aeroportos e portos, pois esses modais se completam. Essa é a orientação de meu governo, Otávio, e por isso investiremos R$ 137,8 bilhões nessas áreas entre 2011 e 2014. A infraestrutura de transporte brasileira precisa ser ampliada e modernizada, porque isso torna o Brasil mais competitivo, estimula a economia, gera empregos e aumenta a qualidade de vida de todos os brasileiros”, disse.
Na coluna, Dilma falou ainda sobre os investimentos do PAC em usinas hidrelétricas, em resposta ao advogado José Antonio de Oliveira, de Porto Velho (RO). De acordo com ela, esses investimentos têm impulsionado o crescimento sustentável e garantido a oferta de energia limpa e renovável para a população e para as empresas brasileiras.
“Desde o lançamento do PAC, em 2007, entraram em operação 22 usinas hidrelétricas, que ampliaram a capacidade instalada no país em mais de 4 mil MW. Hoje, estão em obras 11 empreendimentos, que somarão 18.702 MW. No primeiro semestre deste ano, foram incorporados ao sistema elétrico brasileiro mais de 500 MW de fonte hidroelétrica”, explicou.
A dona de casa Sônia Silvano, do Rio de Janeiro, perguntou à presidenta como solicitar o CPF gratuitamente pela internet. Dilma explicou que agora os brasileiros entre 16 e 25 anos que possuem título de eleitor, inclusive os que moram no exterior, podem emitir o documento de graça pela internet.
“A novidade está disponível 24 horas por dia, inclusive nos sábados, domingos e feriados. Por enquanto, exige-se o Título de Eleitor porque é necessário um banco de dados nacional para conferir as informações do solicitante. O limite de 25 anos é também por razão de controle, pois é atípica a inscrição de pessoa acima dessa idade. Para solicitar o CPF pela internet, o cidadão deve buscar a opção na página da Receita Federal (http://www.receita.fazenda.gov.br) e fornecer seus dados”.
Fonte: Blog do Planalto

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Dilma anuncia PAC de R$ 7 bilhões para mobilidade urbana em cidades médias

(por Portal R7)

Brasília, 19 jul (EFE) - A presidente Dilma Rousseff lançou nesta quinta-feira o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinado a cidades de 250 mil a 750 habitantes, que vai destinar a elas, como um todo, R$ 7 bilhões para obras de mobilidade urbana. O programa beneficiará 75 cidades médias que carecem de transporte de qualidade. O sistema será desenvolvido de maneira descentralizada pelos municípios em questão, com apoio do Governo Federal através de bancos estatais. "Queremos garantir um transporte público coletivo de qualidade e ajudar, assim, a melhorar a condição de vida das pessoas", declarou a presidente ao anunciar o programa durante um ato realizado no Palácio do Planalto. Os municípios terão que apresentar seus projetos até o dia 30 de novembro. Estes projetos deverão apontar a construção de estações e novas linhas de metrô, melhoras no sistema de ônibus e aquisição de veículos ferroviários. Dilma explicou que o governo decidiu flexibilizar as normas burocráticas em relação aos projetos, a fim de que "possam sair do papel" e oferecer "resultados concretos o mais rápido possível". De acordo com o governo, assim que os projetos e o financiamento forem aprovados, os processos de licitações e obras devem acontecer em 2013.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Projeto de financiamento para transportes é debatido em audiência pública

Da Assessoria da Assembleia Legislativa

As comissões de Infraestrutura e de Transportes e Comunicações realizaram, nesta quarta-feira, 20/6, audiência pública em que foram ouvidos representantes da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e do Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), que discorreram sobre os projetos que necessitam do aval do Parlamento paulista para captação de recursos junto a instituições financeiras nacionais e internacionais (Projeto de Lei 65/2012).

O gerente de planejamento do Metrô, Alberto Epifani, apresentou a Linha 15 - Branca, que possuirá aproximadamente 13,5 km de extensão e 12 estações (da estação Orfanato); o início será na integração com a Linha 2 - Verde e o Monotrilho L2 - Verde, ambos na Estação Vila Prudente. O término da linha será na futura Estação Dutra. Epifani ressaltou que, neste momento, o Metrô pede o aval da Assembleia para o financiamento da primeira fase que irá até a Estação Vila Formosa. Foi apresentada também a Linha 18 - Bronze que liga a Estação Tamanduateí ao sul de São Bernardo, em 20 km de monotrilho. O financiamento para ambas as linhas estaria em torno de R$ 2,8 bilhões, em recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BNDES).


Linha Jade - Aeroporto de Guarulhos

Luciano Ferreira da Luz, gerente de planejamento da CPTM, apresentou a Linha 13 " Jade, cujo objetivo é chegar ao aeroporto de Guarulhos. A linha teria 11,5 km de extensão e um custo estimado de R$ 1,2 bilhão. Há demanda de 120 mil passageiros por dia para a primeira fase do projeto, que já conta com anuências das prefeituras e está em processo avançado das licenças necessárias. O financiamento, da ordem de 500 milhões de euros, viria de uma agência de fomento francesa.

Pelo DER, falou o superintendente Clodoaldo Pelissioni, que expôs o programa de recuperação das rodovias estaduais, que engloba 64 projetos de trechos rodoviários em 1.953 km de rodovias. O financiamento de R$ 1,44 bilhão viria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O programa prevê recapeamento, troca de base, pavimentação de acostamentos, implantação de faixas adicionais e construção de pontes, viadutos e passarelas. Há projetos em fase de revisão final, em elaboração e em licitação. De acordo com Pelissioni, este financiamento faz parte de um programa geral de recuperação das rodovias, sendo que vários trechos já estão em andamento. Além disso, asseverou, as condições do financiamento são muito vantajosas ao Estado.

Hidrovia Tietê-Paraná

Casemiro Tércio Carvalho, diretor do DH, afirmou que o projeto em questão visa melhorar o que já existe da hidrovia Tietê-Paraná, além de ampliá-la. O objetivo é a eliminação de gargalos por meio da ampliação de vãos de pontes, da proteção de pilares, da ampliação e retificação de canais, da melhoria das eclusas e da construção de portos. As obras devem reduzir o tempo do transporte, seus custos e o tráfego nas rodovias. Carvalho enfatizou a necessidade de que o projeto seja contemplado em sua totalidade. O financiamento, pelo BNDES, seria da ordem de R$ 307 milhões e faz parte de um total R$ R$ 1,7 bilhão que conta com recursos do PAC e do Tesouro.

"Lamento que mais uma vez as hidrovias sejam preteridas em relação a outros modais", considerou o deputado João Caramez (PSDB), ressalvando ser, contudo, favorável aos empréstimos. Afirmou, ainda, que não ouve menção ao Hidroanel Metropolitano, obra que permitiria a integração hidroviária de São Paulo.

O deputado Gerson Bittencourt (PT) criticou as apresentações do Metrô e da CPTM, as quais, em sua opinião foram "medíocres" e "desrespeitaram" as comissões.

"Vamos reivindicar a realização de audiências públicas nas diversas regiões em que acontecerão obras", afirmou o deputado José Zico Prado (PT), que também criticou as apresentações do Metrô e da CPTM: "precisamos saber muito mais para aumentarmos a capacidade de interlocução com a comunidade", opinou.

Audiências regionais e emendas

O presidente do Metrô, Peter Walker, desculpou-se pela deficiência da apresentação, justificando que não houve tempo para sua devida preparação, mas entregou material aos deputados, o qual, segundo ele, possui todas as informações necessárias. Luciano da Luz, da CPTM, também se desculpou pela apresentação incompleta. "Estamos trabalhando na desvinculação da Linha 13 do Expresso Aeroporto, cuja licitação foi suspensa; por isso, ainda temos poucas informações mais específicas", alegou.

Gerson Bittencourt afirmou que o PT é favorável ao mérito do projeto, mas considerou que ainda há a necessidade de discussão mais abrangente no Colégio de Líderes para o encaminhamento das 16 emendas apresentadas, bem como para o estabelecimento das audiências públicas regionais.

A presidência da reunião foi dividida entre os deputados José Zico Prado (PT), presidente da Comissão de Infraestrutura, e pelo deputado Edmir Chedid (DEM), presidente da Comissão de Transportes e Comunicações. Estiveram presentes os deputados João Caramez (PSDB), Carlão Pignatari (PSDB), Itamar Borges (PMDB), Gerson Bittencourt (PT), Mauro Bragato (PSDB), Ulysses Tassinari (PV), João Antonio (PT), Roque Barbieri (PTB), Samuel Moreira (PSDB) e Olimpio Gomes (PDT).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Governo cria empresa para supervisionar projeto do trem-bala

do Portal Terra

O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira um decreto que cria a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav), entidade com objetivo de orientar a implantação do trem de alta velocidade, que interligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.


Segundo o decreto publicado, a Etav será uma sociedade anônima de capital fechado, vinculada ao Ministério dos Transportes, com capital inicial de R$ 50 milhões. O texto afirma que o ministério dos Transportes ainda vai indicar um representante para a constituição da Etav, função que "será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada".

No começo do mês, o ministério dos Transportes confirmou que a presidência da Etav, que será sócia dos investidores privados que arrematarem a concessão do projeto orçado, ficará a cargo do ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) Bernardo Figueiredo.

A ANTT estima que o projeto, que já teve cronograma adiado várias vezes, terá um custo total de cerca de R$ 33 bilhões, dos quais R$ 25 bilhões serão relativos à infraestrutura da ferrovia.

Em fevereiro, Figueiredo afirmou que esperava que o leilão da primeira fase do projeto, de escolha do operador e fornecedor do sistema do trem-bala, ocorresse em outubro. Com um segundo leilão, da infraestrutura, como trilhos, viadutos e túneis, ocorrendo no fim de 2013.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Em 2011, PAC2 concluiu 628 km de rodovias no país



Aquaviário Rodoviário

Ministra do Planejamento, Miriam Belchior, apontou a execução de R$ 6,1 bilhões nas obras.

A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, apresentou o balanço de 1 ano do PAC2 (Programa de Aceleração do Crescimento), hoje (07), no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF).

Conforme a ministra, o programa teve R$ 204 bilhões executados em 2011, de um total de R$ 955 bilhões previstos até 2014. O que significa 21% do orçamento do PAC2 executado.

No setor rodoviário, o programa destinou R$ 6,1 bilhões na conclusão de 628 km de rodovias em todo o Brasil, como a duplicação de 83 Km da BR-262, em Minas Gerais, no trecho Betim-Nova Serrana, que foi entregue no mês de outubro.

Em andamento, há intervenções em 6,8 mil km de rodovias, sendo 746 km iniciados em 2011. Do total dessas obras, 2,2 mil km são de duplicação e adequação. No trecho Goiânia-Jataí, na BR-060/GO, dos 316 Km de rodovias a serem duplicados, 42% já foram realizados.

Na BR-163, que liga as cidades de Santarém (PA) e Guarantã do Norte (MT) na região Norte, dos 978Km de pavimentação e restauração a serem feitas, 53% foram realizadas. As obras estão previstas para terminar, segundo o relatório, em dezembro de 2014. No total são 4,5 mil km de construção e pavimentação no país.

O governo também divulgou a execução de 14,6 mil km de sinalização nas estradas, e 20,2 mil km com contratos de restauração e manutenção rodoviária (Crema).

Portos

A ministra citou as dragagens concluídas nos portos de Itajaí (SC), São Francisco do Sul (SC), Suape (PE) e Rio de Janeiro (RJ). No Terminal Salineiro de Areia Branca, no Rio Grande do Norte, foi realizada a ampliação da plataforma de armazenamento e do cais de barcaças.

A obra que terminou em janeiro desse ano, recebeu um investimento de R$ 144,6 milhões, entre 2007 a 2010. De 2011 e 2014, o valor estimado será de R$ 79,3 milhões.

Em andamento estão obras nos portos de Santos (SP) e Vila do Conde (PA). Em Santos, 95% da dragagem foi realizada. De 2007 a 2010, foram investidos R$ 110,3 milhões nas obras. O relatório, ainda, prevê R$ 80,7 milhões de recursos entre 2011 a 2014.

No Porto Vila do Conde, 85% da ampliação do píer principal já foi realizada. A previsão é que até o final de maio a construção do Píer 400 tenha se concluído.

Outras obras e projetos de recuperação, alargamento, dragagem de aprofundamento e de terminal de passageiros já estão em andamento nos portos de Vitória (ES), Suape (PE) e Recife (PE).

Nas hidrovias, as obras dos rios São Francisco e Tietê foram iniciadas, com 21% da dragagem realizada no primeiro. No Tietê, entre dragagem, proteção dos pilares, implantação de um Centro de Controle Operacional e ampliação de vão, o investimento previsto é de R$ 1, 4 milhão.

Agência T1, Por Bruna Yunes

Foto: Valter Campanato/ABr

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Burocracia é o principal gargalo para obras de infraestrutura no Brasil, diz estudo



Influência política e corrupção completam o ranking dos maiores entraves ao progresso do setor de transporte, segundo empresários.


A burocracia é o principal problema ligado ao cumprimento de prazos para a realização de obras de infraestrutura no Brasil, aponta estudo divulgado pela Fundação Dom Cabral.

Para 86% das 259 empresas entrevistadas, que representam 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em termos de faturamento, esse é o maior entrave ao progresso de projetos ligados ao transporte.

Influência política e corrupção – com 84% e 83%, respectivamente – foram as outras dificuldades mais lembradas pelas companhias.

Por outro lado, ‘punir de forma exemplar os corruptos’ e ‘ reduzir a complexidade burocrática’ foram as propostas consideradas mais importantes para dar eficiência às obras. Foi o que 97% e 89% das empresas priorizaram, respectivamente.

O empresariado brasileiro está insatisfeito com a oferta de infraestrutura no país – 70% dos entrevistados desaprovam a gestão nos aeroportos; 67% a das rodovias e, 51%, a dos portos.

O setor também apontou que a iniciativa privada é vital para a solução desses problemas. E apesar dessa insatisfação, 85% revelaram que desejam continuar investindo no Brasil, desde que as obras sejam concluídas.

Prioridades

O estudo lista os projetos considerados mais urgentes, segundo o empresariado, em sete segmentos: rodoviário, ferroviário, portuário, aeroportuário, metroviário, usinas hidrelétricas e linhas de transmissão, e obras diversas.

Entre elas, por exemplo, a duplicação da BR-101, o acesso ferroviário ao Porto de Santos, melhorias no Porto de Paranaguá (PR) e aumento da capacidade terminais e pistas do aeroporto de Guarulhos.

Confira as obras consideradas prioritárias em cada área específica:



Fonte: CNT, Por Rosalvo Streit

Foto: Fábio Scremim/Appa

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Concessão dos Aeroportos foi estratégia de redistribuição de renda


Do Blog osamigosdopresidentelula.blogspot.com


A concessão dos Aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos à inciativa privada desagrada a quem é contra as privatizações, por princípio.

E a princípio, o governo Dilma é contrário à privatizações. Então qual é a lógica dessas concessões?

Se olharmos bem a operação ao longo dos 20 a 30 anos, veremos que não há uma política pública de diminuição do Estado no setor aéreo, e sim um remanejamento de capital estatal de uma região para outra, a fim de promover o desenvolvimento regional.

O governo está arrecadando dinheiro em mercados ricos como São Paulo e Brasília, para investir em mercados menos desenvolvidos que precisam de aeroportos melhores, como nas regiões Norte, Nordeste, no Pantanal, em Foz do Iguaçu, etc. O resultado disso será melhor distribuição de renda, principalmente para a indústria do turismo.

A concessão rendeu R$ 24,5 bilhões pelo que já existe em São Paulo, Campinas e Brasília. Esse dinheiro é destinado ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que tem a finalidade de garantir verbas para outros aeroportos a serem reformados ou construídos sob direção ESTATAL, especialmente os regionais.


Portanto, o dinheiro do setor aéreo não está sendo "desestatizado", está sendo remanejado da região mais rica para as regiões mais pobres, corrigindo desequilíbrios regionais.


Outra fonte de receita destes aeroportos concedidos, também para reinvestir nos aeroportos estatais através deste Fundo:
- 10% do faturamento bruto anual de Guarulhos;
- 5% do faturamento bruto anual de Viracopos;
- 2% do faturamento bruto anual de Brasília.


Por fim, a Infraero continua dona da concessão de 49% destes três aeroportos e, portanto, continuará tendo metade dos lucros deles.


A ideia de conceder à iniciativa privada assusta, e protestos como os da CUT são justos, válidos e compreensíveis, pela má experiência das privatizações no passado, mas dessa vez nada tem a ver com o que foi feito na era tucana. Eis as diferenças:

- O governo concedeu por decisão estratégica própria, e não por imposição do FMI, nem por necessidade de pagar dívidas.


- Não há diminuição do estado no setor. O dinheiro será investido em outros aeroportos estatais.


- A concessão tem prazo: 20 anos para Guarulhos, 25 para Brasília, e 30 para Viracopos, podendo prorrogar apenas por 5 anos. Depois disso, os Aeroportos voltam às mãos Estado e, se lá o governo quiser deixar 100% nas mãos da Infraero ou fazer novo leilão, pode decidir o que for melhor.


- A Infraero não foi privatizada. Ela perdeu espaço nestes Aeroportos por uma mão, mas ganhará pela outra, nos Aeroportos estatais que receberão investimentos do FNAC.


- Se a Infraero não foi privatizada, não haverá demissões em massa de seus funcionários, como ocorria na privataria tucana. No máximo ocorrerá remanejamento, se houver excedente em algum dos aeroportos concedidos.


Se olharmos o todo, a operação foi engenhosa. Havia pouco interesse do capital privado em investir nas outras regiões, e havia muito interesse em investir em São Paulo e Brasília. O governo jogou com os investidores para fazer uma triangulação: captou dinheiro em São Paulo, que será investido no Nordeste, na Amazônia, no Pantanal, etc.


Detalhe: São Paulo e Brasília não terão nenhum prejuízo. Pelo contrário, as concessionárias estão obrigadas a investir R$ 16 bilhões nos 3 aeroportos ao longo dos anos, para ampliação e modernização.

Em tempo: o BNDES não está financiando o valor da concessão, como há gente mal informada dizendo por aí. O BNDES oferece empréstimo para obras de ampliação dos aeroportos, como sempre fez com outros empreendimentos industriais e de infra-estrutura.

A volta das privatizações?



Da Carta Capital

A impressão dos jornais, colunas e especialistas depois dos leilões que concederam três dos maiores aeroportos brasileiros à iniciativa privada é de que, depois de anos de oposição ferrenha ao processo de desestatização nos governo Collor e Fernando Henrique Cardoso, o PT cedeu e iniciou uma nova era das privatizações. No Twitter, Elena Landau, presidente do BNDES no governo FHC comemorou a “vitória”: “Hoje é dia muito importante: o debate sobre privatizações se encerrou… e nós ganhamos”. Pouco depois, satirizou a presidenta: “Hoje me aposento e passo o bastão: Dilma é a nova musa das privatizações”.


Especialista rebate 'consenso' de que com concessão de aeroportos, PT inicia uma nova era das privatizações. Foto: Elza Fiúza/ABr
“O PT privatizou”, “A privatização está de volta” “O PT mudou”. Esse era o tom geral das manchetes e artigos nos jornais da terça-feira. Os sindicalistas do PSDB fizeram questão de aplaudir Dilma.

“A privatização promovida pelo governo Dilma demonstra, na opinião do Núcleo Sindical do PSDB-SP, que houve amadurecimento na mentalidade estatizante que o partido da presidente pregava nos anos 90″, declararam em nota.

No leilão na bolsa de valores de São Paulo, na segunda-feira 6, o aeroporto de Guarulhos foi adquirido pelo consórcio da Invepar (formada pelas empresas de fundo de pensão Previ, Funcef e Petros), a construtora OAS e a operadora estatal sul-africana ACSA, com lance de 16,21 bilhões e ágio de 373,5%.

O aeroporto Juscelino Kubitschek em Brasília, principal centro de distribuição de voos no Brasil, foi concedido ao consórcio Inframerica, das empresas Infravix e a argentina Corporación America, com lance de 4,5 bilhões e ágio surpreendente de 673%. Viracopos, de Campinas, ficou com a Triunfo e a francesa Égis, que administra 11 aeroportos em países africanos.

A comparação foi feita com as privatizações da década de 1990 parte do Plano Nacional de Desestatização. Na época, empresas como Usiminas, Vale do Rio Doce, Eletropaulo, Banespa, Embratel e Telebras foram vendidas ao capital privado. No entanto, como explica Gilson de Lima Garafalo, professor dos cursos de economia da Universidade de São Paulo (USP) e da PUC-SP, os dois processos são muito diferentes.


Agora, a transferência foi feita por meio de concessões – a empresa não é vendida, mas “emprestada” por um período de tempo. O governo repassa aos compradores a administração dos aeroportos para esses consórcios, mas continua “dono” do negócio e, portanto, com maior possibilidade de fiscalização. O mesmo foi feito com rodovias, como a Fernão Dias, e rodoviárias, como Tietê e Jabaquara,em São Paulo. Além de reaver a empresa depois de um período, o modelo de Dilma Rousseff blindou possíveis demissões em massa ao manter a Infraero com 49% desses aeroportos e estipular investimentos obrigatórios.

“Na privatização, o novo dono racionaliza todo processo produtivo, o que vai passar pela demissão de pessoas. O PT, dentro de seu corporativismo, não queria quadro de demissões”, diz ele.

Da maneira que foi feita, com uma série de empreendimentos previstos, o mais provável é que o corpo de funcionários tenha de ser ampliado. Até a Copa do Mundo de 2014, são estimados 2,9 billhões de reais em investimentos nos três aeroportos. Além disso, a Infraero fica como um braço da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão do governo responsável por fiscalizar esse segmento.

“O governo [FHC] precisava de dinheiro para resolver o déficit de caixa e não tinha condições de acompanhar avanços tecnológicos que aconteciam”, explica Garafalo, sobre a necessidade das privatizações no mandato de Fernando Henrique.

“Mas foi vendida a totalidade das empresas estatais e não resolveu problemas de caixa, por conta da má-administração dos recursos”, diz. Segundo ele, o dinheiro da privatização foi usado em despesas correntes, sem reduzir o déficit público e nem aumentar investimentos públicos.

A ideia dessas concessões é de que, até a Copa de 2014, os aeroportos ganhem investimentos em infraestrutura e operem com capacidade para receber o contingente de turistas que virão ao país nos megaeventos dessa década. A concessão seria interessante para desburocratizar e, portanto, acelerar o processo, uma vez que dispensaria o processo de licitações e concorrência para a contratação, além de outros entraves da administração pública. “O Brasil não podia mais perder tempo: a Copa do Mundo está aí”, afirma o especialista.

Para ele, a concessão da segunda-feira 6 foi feita de forma inteligente, resultado de um aperfeiçoamento desse sistema nos últimos anos.

Ficou dentro da casa

Assim como na época de FHC, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) será o principal financiador dessas empresas. A instituição deve financiar cerca de 60% das obras civis e 80% da aquisição de equipamentos. Na época de FHC, o banco chegou a fazer aportes de 100% da compra, como no caso da Eletropaulo.

Além dos 49% da Infraero, a concessão do aeroporto de Guarulhos ficou “dentro de casa”, segundo Garofalo, ao ser comprada por consórcio com a empresa Invepar, que inclui os fundos de pensão estatais Previ, Funcep e Petros. “Foi placa branca, no caso de Guarulhos”, diz.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Tucanos apenas reapresentam projetos que não saem do papel


Imprensa PT ALESP

Sete dos 18 projetos de Parceria Pública-Privada (PPP) apresentados pelo vice-governador, Guilherme Afif Domingos, já existiam na gestão anterior e continuam em fase de estudo.

São empreendimentos que fazem parte dos planos do Estado há anos. Entre eles, a finalização e operação da segunda fábrica da Fundação de Remédio Popular (Furp), no município de Américo de Brasiliense, o trem expresso Bandeirantes e a construção de presídios. Além da implantação do VLT na Baixada Santista, da duplicação da rodovia Tamoios (litoral norte), da gestão do Bilhete Único Metropolitano (ônibus interurbano, metrô e trem), e de projetos de saneamento.

Para empresários, a demora para que os projetos saiam do papel se deve à dificuldade de o Estado dar garantias aos investidores.

PPP da Linha 4 permeada por escândalos

Atualmente, o Estado de São Paulo possui três PPPs em operação, a Linha 4 do Metrô, a estação de tratamento de água de Taiaçupeba (Sabesp) e a modernização da linha 8-Diamante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A PPP da Linha 4 é marcada por escândalos e já apresentou dificuldade com o prazo de entrega das obras. O projeto começou em 2001 e, na época, a estimativa era de que a linha fosse concluída até 2006. No dia 12 de janeiro de 2007, já atrasada, a construção sofreu um grave acidente: a abertura de uma cratera de 80 metros de profundidade onde hoje funciona a estação Pinheiros. Sete pessoas morreram no acidente. O acidente forçou 212 pessoas a deixar suas residências – foram interditados 94 imóveis do entorno.

Em 2008, vem à tona uma série de denúncias envolvendo agentes do governo do Estado de São Paulo e a multinacional Alstom em um esquema de recebimento de propinas em troca de assinaturas de contratos com o Metrô.

Em 2010, reportagens publicadas pela imprensa apontaram que manuscritos apreendidos pela Polícia Federal, durante a Operação Castelo de Areia, mostram que teria havido corrupção nas obras de extensão da Linha 4 do Metrô.

Os empreendimentos apresentados pelo vice-governador são para as áreas de saneamento, mobilidade urbana, saúde, habitação e sistema prisional.

*utilizadas informações do jornal Valor Econômico

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PPA 2012-2015: União quer expandir em 4.546 km a malha ferroviária


Os detalhes contidos no Plano Plurianual 2012-2015, recém-enviado ao Congresso, revelam metas setoriais do governo que ainda são total ou parcialmente desconhecidas do mercado.

O plano expõe a intenção da presidente Dilma Rousseff de fazer, nos próximos quatro anos, duas rodadas de licitações em áreas do pré-sal com o novo regime de partilha e sete leilões em bacias maduras e em campos marginais.

Na infraestrutura, o compromisso é conceder 2.234 quilômetros de rodovias federais à iniciativa privada e expandir em 4.546 quilômetros a malha ferroviária nacional, além de duplicar a capacidade dos aeroportos, tanto para passageiros quanto para movimentação de cargas.

No PPA, o governo não trata apenas de traçar as perspectivas de investimentos na economia e de ações individuais dos ministérios dos próximos quatro anos, mas também estipula metas ousadas para o saneamento das contas públicas.

Uma delas inclui o equilíbrio atuarial dos regimes próprios de Previdência Social dos Estados e municípios - fonte, hoje, de larga diferença entre os recursos que entram, via contribuições dos servidores na ativa, e o dinheiro que sai, em forma de aposentadorias e pensões.

O governo também se propõe a regulamentar o Projeto de Lei 1.992/07, que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), atualmente em tramitação na Câmara, que serviria para reduzir o déficit dos servidores federais, que neste ano deve atingir pouco mais de R$ 57 bilhões.

Na área de indústria e comércio, o governo assume a meta de internacionalizar 30 empresas do setor manufatureiro e de aumentar, de US$ 32,5 bilhões para US$ 68,4 bilhões, o valor exportado anualmente por companhias apoiadas pela Apex.

Também promete, na tentativa de resolver a crônica escassez de financiamento das micros e pequenas empresas, ampliar de R$ 5 bilhões para R$ 21,2 bilhões a oferta de crédito do BNDES ao conjunto de firmas que mais cria postos de trabalho na economia.

O plano 2012-2015 está dividido em 45 programas temáticos, com 491 objetivos e 2.503 iniciativas. Ele foi enviado ao Congresso no fim de agosto e poderá receber emendas durante sua tramitação.

Ao definir o “plano geral de voo” dos próximos três anos do governo Dilma e do primeiro ano do governo seguinte, prevê investimentos totais de R$ 5,4 trilhões no período, montante 38% maior que o PPA anterior.

A principal diferença em relação aos planos anteriores é que o foco sai de “tecnicalidades orçamentárias” para se concentrar nos resultados das chamadas “agendas transversais”, diz a secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos, Maria Lúcia Falcón, que coordena o PPA no Ministério do Planejamento. “Com as metas, fica mais fácil para qualquer cidadão identificar ações que, muitas vezes, atravessam vários ministérios.”

Para ilustrar, Lúcia abre um dos três volumes de acompanhamento do plano 2007-2011, com 1.381 páginas. O livro contém centenas de tabelas com a execução orçamentária de autarquias e de empresas estatais, mas é praticamente impossível saber a real situação dos programas definidos pelo governo como prioritários. “Hoje, as avaliações do PPA não permitem observar os resultados finais”, lamenta a secretária. “É o que resolvemos mudar.”

Lúcia assegura que mudará ainda a forma de monitoramento. “Nos planos anteriores houve muita participação da sociedade civil na elaboração, mas não no acompanhamento”, ressalta.

Para corrigir isso, estão programadas reuniões periódicas de prestação de contas, como o 2º Fórum de Conselhos Nacionais, em 13 de outubro.

São 34 entidades, integradas por representantes da sociedade, como o Conselho de Meio Ambiente (Conama), o de saúde e o de educação.

Isso garante, na visão da secretária, cobranças para o aperfeiçoamento das ações oficiais e mesmo para a correção de rumos. “Não adianta fazer alguma coisa chapa-branca”, afirma.

Ao detalhar os planos do governo para o próximo quadriênio, com base em consultas a todos os órgãos da administração pública federal, o PPA se tornou também o mais amplo guia para potenciais investidores no país.

Um dos exemplos está na aviação civil, há oito anos seguidos com crescimento de dois dígitos, que se prepara para uma onda de investimentos privados na concessão de aeroportos.

O plano do governo é dar à rede aeroportuária, em 2015, capacidade para receber 305 milhões de passageiros - no ano passado, passaram 155 milhões de passageiros pelos 66 terminais da Infraero.

O número de localidades atendidas por rotas aéreas comerciais deverá aumentar de 130 para 150. Já a quantidade de assentos oferecidos em voos internacionais subirá dos atuais 9,8 milhões para 15,2 milhões. Para atender a essa demanda, será necessário formar 1.900 pilotos em quatro anos.

Para chegar a esses resultados, o governo promete um “plano de incentivos” para a aviação regional, a revisão dos acordos bilaterais que definem o número de voos permitidos para outros países, medidas de “estímulo à concorrência” entre empresas e a “efetivação de mecanismos de financiamento de aeronaves”.

Há um compromisso claro de retomar as concessões de estradas federais, em ritmo lento desde a entrega para a administração privada de rodovias como a Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte) e Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba), em 2007.

Com a alegação de “propiciar mais segurança e qualidade no deslocamento”, três trechos serão concedidos: a BR-040, de Brasília a Juiz de Fora, com 956 quilômetros; o trecho capixaba da BR-101, com os 461 quilômetros entre a divisa com o Rio de Janeiro e a divisa com a Bahia; e os 817 quilômetros da BR-116 em Minas Gerais.

Se tudo o que está no plano plurianual realmente sair do papel, a malha rodoviária ficará mais segura e controlada. Está prevista a instalação de 2.696 radares de velocidade nas estradas, além de 220 equipamentos de medição de peso.

Hoje, grande parte das balanças para caminhões está quebrada e não impede que veículos com excesso de peso trafeguem pelas rodovias, acelerando a deterioração do pavimento e transformando os contratos de manutenção da malha em um eterno “tapa-buraco”.



Para fortalecer a indústria naval, o governo pretende destinar R$ 14 bilhões do Fundo de Marinha Mercante (FMM) para “fomentar a contratação de embarcações”, além de incentivar a construção de nove estaleiros.

Fonte: Valor Econômico, Por Daniel Rittner e João Villaverde

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Diretor geral apresenta nova sistemática de acompanhamento de obras do DNIT




Jorge Fraxe - Diretor Geral do DNIT

Jorge Fraxe cobrou de empresas projetistas e de supervisão mais qualidade nos serviços e respeito aos prazos estabelecidos

Na primeira reunião realizada com representantes das empresas responsáveis por projetos e supervisão de obras executadas pelo DNIT, o diretor geral da autarquia, Jorge Fraxe, que assumiu o cargo há duas semanas, anunciou uma nova sistemática para acompanhamento dos empreendimentos, cobrou mais qualidade nos serviços e respeito aos prazos estabelecidos. “O DNIT mudou. Essa reunião é um marco, um chamamento a todas as empresas que fazem projeto e supervisão para que mostrem ao DNIT e ao Brasil a sua qualidade”, declarou durante o encontro, na última quinta-feira.

Conforme explicou o diretor geral, o DNIT não vai mais aceitar aditivo de prazo sem uma boa fundamentação para justificar eventuais atrasos.

“Não interessa porque determinada empresa não cumpriu a meta. O que importa é saber que ações serão adotadas para corrigir o atraso”, afirmou.

Fraxe também defendeu a melhoria dos projetos apresentados para evitar as sucessivas revisões e comunicou que os projetos contratados terão um engenheiro do DNIT acompanhando seu desenvolvimento no próprio terreno, nas superintendências regionais.

“A empresa projetista apresenta as alternativas e o gestor público do DNIT vai dizer qual é a melhor solução”, completou.

Ao mencionar o Sistema de Custos Rodoviários – Sicro, assinalou que é uma tabela referencial e acrescentou que nos casos de serviços que não constem na mesma, deve ser apresentada ao DNIT uma descrição detalhada para ser avaliada pelos técnicos da autarquia.

O diretor geral também defendeu a presença de técnicos mais experientes em campo para assegurar uma melhor qualidade dos projetos e lembrou que as empresas devem evitar mudanças freqüentes nas equipes de projeto. “É muito ruim trocar o engenheiro projetista durante o desenvolvimento do projeto”, comentou.

Durante a reunião, que também contou com coordenadores técnicos do DNIT, Jorge Fraxe condenou atrasos no envio de respostas aos questionamentos apresentados, tanto por parte dos técnicos da autarquia como pelas empresas.

Frisou que no suporte documental das 23 superintendências regionais deve constar, obrigatoriamente, a memória de todas as medições de serviços que serão pagos pelo DNIT, a memória de topografia, incluindo a linha primitiva e o serviço realizado.

O diretor geral também enfatizou a importância de que o produto apresentado pela empresa projetista tenha o nome do responsável.

Fonte: DNIT

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Plano Plurianual de Alckmin não cumpre promessas de campanha


Reportagem do Jornal da Tarde desta segunda-feira (29/8) mostra que, em seu Plano Plurianual 2012/2015, o governador Geraldo Alckmin reduziu várias de suas promessas de campanha eleitoral. Exemplo disso, é que o governador disse, por exemplo, que faria 30 km de metrô em quatro anos, mas algumas linhas podem não ficar prontas até 2015, segundo o PPA.

Leia abaixo, a reportagem na íntegra (repórter: Fábio Leite):

Plano reduz promessas de campanha

O Plano Plurianual (PPA) do Estado de 2012 a 2015, que deve pautar quase toda a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) no governo paulista revê – e em muitos casos reduz – promessas que o tucano fez durante a campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2010. A assessoria de Alckmin nega a redução e diz que as metas serão cumpridas.

O Jornal da Tarde confrontou os 184 compromissos assumidos por Alckmin – destacados no site da campanha do tucano e publicados pelo JT após a eleição, em 4 de outubro – com os projetos previstos no Orçamento deste ano e no PPA, enviado este mês à Assembleia Legislativa.

O levantamento mostra que as promessas revistas se concentram na área de transportes. Na campanha, Alckmin disse, por exemplo, que faria 30 km de metrô em quatro anos, mas algumas linhas podem não ficar prontas até 2015, segundo o PPA.

Metrô

É o caso do trecho da Linha 4-Amarela entre a Vila Sônia e a estação da Luz. “Nós vamos terminar a Linha 4 do Metrô”, prometeu Alckmin no programa do horário eleitoral exibido na TV no dia 25 de agosto de 2010. No PPA, contudo, a previsão é que 87% do trajeto esteja concluído até 2015. O governo diz que acabará a obra no prazo.

Já a Linha 6-Laranja, que vai ligar a Brasilândia à estação São Joaquim, da Linha 1-Azul, prometida na campanha no mesmo programa do tucano, terá 31% do trajeto implantado, segundo previsão do PPA. O governo afirma que o projeto está em andamento e que Alckmin disse que iniciaria a obra.

Corredor, VLT e trem


Em agenda na cidade de Hortolândia, em setembro do ano passado, o então candidato prometeu concluir o Corredor Metropolitano Noroeste, que interliga cidades da região de Campinas, com a expansão até Santa Bárbara d’Oeste. A promessa foi reproduzida na conta de Twitter da campanha, Geraldo45, no mesmo dia. Mas, no PPA, Alckmin prevê que apenas 20% da expansão estarão implantados nos próximos quatro anos. O governo diz que a meta do PPA é “conservadora” e deve ser readequada.

Para a Baixada Santista, Alckmin se comprometeu a levar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará Santos, São Vicente e Praia Grande. “Melhoria do transporte público na Baixada Santista com o metrô de superfície, compromisso de @geraldoalckmin”, prometeu no Twitter. No PPA, porém, o governador indica que, até 2015, a previsão é ter feito 30% do trecho projetado. A assessoria do tucano afirma que a primeira etapa do projeto será concluída até 2014, e os demais trechos serão implantados nos anos seguintes.

Já o trem regional ligando São Paulo a Sorocaba, que o tucano estabeleceu como meta na campanha no programa de TV do dia 6 de setembro, tem previsão no PPA de 3,1% do trecho implantado. O governo nega a promessa de conclusão no mandato.

Outras diferenças ocorrem na compra de trens para a CPTM, no total de quilômetros de estradas vicinais asfaltadas, no número de piscinões construídos e na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho (leia mais ao lado).

Bases distintas

O acompanhamento em alguns casos é mais difícil de ser feito pois o PPA faz previsões em bases distintas do que foi dito em campanha. É o caso da construção de oito hospitais e 20 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) – o PPA prevê 713.607 m² de obras realizadas em prédios hospitalares – e de 30 Centros de Detenção Provisória (CDPs) – o PPA prevê 30.096 novas vagas para detentos. Segundo afirmou o governo, os números nesses casos indicam entrega de obras acima do que foi prometido em campanha.

CLIQUE NA IMAGEM

Quatro obras previstas pelo governador até 2015 já constavam em projeto de padrinho político até 2003





FABIO LEITE

Ao menos quatro grandes obras que a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) incluiu no seu Plano Plurianual (PPA) para os próximos quatro anos já estavam previstas para serem feitas ou iniciadas há 11 anos, pelo governo de Mário Covas (morto em 2001), de quem Alckmin era vice e afilhado político. O Palácio dos Bandeirantes informou que todos os projetos estão em andamento e serão concluídos nos prazos previstos no PPA.

Uma delas é a Linha 6-Laranja do Metrô, que ligará a estação São Joaquim, da Linha 1-Azul, na zona sul, à Brasilândia, na zona norte. O PPA de Covas, de 2000 a 2003, previa conclusão da linha em 2002. Agora, o PPA produzido pelo governo de Alckmin reedita o projeto, mas com execução mais conservadora: prevê apenas 31% do trecho concluído até 2015. As obras ainda não começaram.

No caso da Linha 4-Amarela, o plano de 2000 previa a construção de 15,9 km de linha entre a estação da Luz e Taboão da Serra em cinco anos. Até 2003, o objetivo era fazer 84,49% do trecho, segundo o PPA daquela gestão. Mas as duas primeiras estações da Linha 4 – Paulista e Faria Lima – só foram inauguradas em maio de 2010. De lá pra cá, outras duas entraram em funcionamento: Butantã e Pinheiros.

E a previsão é entregar mais duas no próximo dia 15: Luz e República. Para o futuro, o atual PPA projeta a realização de 87% do trecho até a Vila Sônia, na zona oeste, totalizando 12,8 km de linha, e apenas 2% da extensão até Taboão da Serra.

Outras duas obras com execução prevista no PPA de Covas e que voltam como plano no PPA de Alckmin são a Linha 5-Lilás do Metrô e trechos do Rodoanel ([ITALIC]veja ao lado[/ITALIC]). No caso do metrô, Covas previu para o período de 2000 a 2003 implantar os dois trechos que compreendem o trajeto do Capão Redondo à Chácara Klabin, na zona sul. No caso do Rodoanel, o objetivo era executar os trechos Norte, Sul e Leste, equivalentes a 130 km de extensão.

Das promessas, apenas o trecho Capão Redondo-Largo 13 foi inaugurado, em outubro de 2002. Agora, o PPA de Alckmin projeta executar 93% do trecho até a Chácara Klabin. Quanto ao Rodoanel, o trecho Oeste foi inaugurado em outubro de 2002, e o Sul, apenas em março do ano passado. O novo plano, por sua vez, prevê o trecho Leste para 2014 e 50% do Norte até 2015.

Alckmin, aliás, já havia previsto no PPA 2004-2007, elaborado no seu segundo governo (que foi de janeiro de 2003 a março de 2006), construir 100% do anel viário naqueles quatro anos. Já o PPA 2008-2011, do governo José Serra/Alberto Goldman (PSDB) previa para até o fim deste ano a conclusão do trecho Leste, cujo início das obras só foi anunciado no mês passado por Alckmin, em seu terceiro governo.

Tanto Alckmin – no segundo governo – quanto Serra também previram concluir em quatro anos o Expresso Aeroporto, linha de trem ligando o centro paulistano ao Aeroporto de Cumbica, na cidade de Guarulhos. A obra, que ainda está no papel, volta a aparecer no novo PPA com conclusão prevista até 2015.

Ficção e prioridade

Para o líder do PT na Assembleia Legislativa, Ênio Tatto, os PPAs do governo têm sido “peças de ficção”. “Todos os PPAs lançam grandes pacotes de investimentos, com metas enormes que criam impacto positivo. Mas depois de quatro anos, a gente vê que não se cumpre nem metade daquilo que estava previsto”, afirma.

Por sua vez, o líder do governo na Casa, Samuel Moreira (PSDB), argumenta que o PPA apenas aponta “prioridades” do governo. Segundo ele, “é preciso levar em conta que existem variáveis, como situação econômica, entraves ambientais e repasses de recursos federais, que podem resultar no cumprimento ou não do que é apontado”.

Sobre as metas não cumpridas em gestões anteriores, o tucano afirma que “é natural que elas sejam colocadas novamente” no plano.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

PAC continua devagar: Será?





Pelo menos uma boa notícia foi apresentada no primeiro balanço do PAC 2, o Programa de Aceleração do Crescimento preparado para o governo da presidente Dilma Rousseff. A novidade é subproduto do escândalo no Ministério dos Transportes, mas a decisão valerá para licitações de obras de todos os setores. As concorrências serão baseadas em projetos executivos e não mais em projetos sumários, como ocorreu durante anos.

O objetivo é limitar o recurso a aditivos contratuais com mudanças de prazos, de preços e até do alcance de cada projeto. Entre 2007 e 2011, os aditivos em contratos celebrados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) chegaram a R$ 3,7 bilhões, 9,1% do valor total contratado, segundo informou o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

Dentro da lei, no entanto, os acréscimos poderiam ter chegado a 25%, comentou o ministro. Ele esqueceu de comentar se as licitações e contratos estavam dentro do espírito da lei. Parece haver no governo alguma dúvida a respeito do assunto: todas as licitações do setor de transportes foram suspensas no fim de junho, por determinação da presidente, e projetos em licitação ou mesmo já licitados estão sujeitos à revisão. Também estas informações são mencionadas no documento sobre o PAC.

A promessa de moralização e de maior vigilância dos contratos foi a única novidade importante apresentada no balanço pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Ela manteve o tom mais otimista - quase triunfal - de sua antecessora na gerência do PAC, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. Na gestão anterior, segundo ela, o PAC ajudou a cumprir os objetivos de investimento, crescimento econômico e geração de empregos fixados em 2007.

O exagero é evidente: a execução dos projetos foi sempre muito deficiente. Uma boa indicação desse mau desempenho é a execução do chamado PAC orçamentário, aquele dependente do Orçamento-Geral da União: dos R$ 96,4 bilhões autorizados para os quatro anos, só foram desembolsados R$ 58,7 bilhões, 60,9% do total. Mais de metade dos desembolsos (54,7%) foi feita com restos a pagar, sobras de um exercício para o outro. A maior parte dos pagamentos feitos neste ano, na execução do PAC orçamentário, teve a mesma fonte, como já foi mostrado no dia 4 de julho numa análise baseada em números do Siafi, o sistema de informação financeira mantido pelo governo.

A análise foi divulgada pela organização Contas Abertas e diverge do relatório oficial divulgado na sexta-feira. Quanto ao crescimento econômico entre 2007 e 2010, é obviamente atribuível à expansão do mercado interno, aos investimentos privados e à elevação das exportações. O governo foi, sobretudo, um entrave, exceto pela transferência de renda a milhões de famílias pobres e à elevação real do salário mínimo. O investimento das estatais dependeu quase exclusivamente da Petrobrás e esse quadro pouco deve ter mudado neste ano.

No material divulgado na sexta-feira, os números são agrupados ou detalhados de acordo com o interesse do governo. Será necessário um exame mais trabalhoso antes de uma avaliação completa dos dados.

No entanto, mesmo o discurso otimista apresentado pela ministra do Planejamento foi insuficiente para disfarçar certos pormenores nada auspiciosos. Segundo o documento, só 74% dos investimentos previstos deverão ser concluídos até 2014. Serão terminadas mais tarde, entre outras obras, a Hidrelétrica de Belo Monte, o complexo petroquímico do Rio de Janeiro e a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste.

Embora montados para transmitir uma visão otimista, os quadros do relatório são pouco animadores. Segundo o documento, a "execução global" do programa, no primeiro semestre, alcançou o valor de R$ 86,4 bilhões. Desse total, R$ 35 bilhões corresponderam a financiamentos habitacionais. Outros R$ 3 bilhões são do programa Minha Casa, Minha Vida. Somados estes dois, chega-se ao equivalente a 44% do total "executado" em seis meses. É bom financiar habitação, mas eliminar gargalos de infraestrutura é outra coisa.

O PAC continua muito devagar. Que tal uma faxina para acelerar?


COMENTÁRIO SETORIAL

É notório o desconforto da grande imprensa brasileira com o PAC. As matérias geralmente distorcem o que é apresentado. Para quem tem dúvida é só acessar aqui o Relatório de Transportes do PAC para perceber o quão distante da realidade foram as matérias e editoriais da imprensa brasileira. Não cobram o mesmo procedimento do governo do Estado de São Paulo. Os jornais poderiam sugerir ao governador Geraldo Alckmin que copie a forma do PAC. É um modelo exitoso e transparente em que a sociedade pode cobrar o andamento das obras ao contrário do governo paulista que promete obras que não cumpre. É só consultar o PPA 2004-2007 do governo Alckmin ou o Plano Expansão 2007-2010 do governo Serra. Gostaria que o jornal fizesse matérias sobre a execução das obras ali listadas e mais, porque não fazem um levantamento do quanto foi cortado o investimento no Estado de São Paulo em 2011? Vão ver que foi infinitamente superior que o que foi do PAC. O governo paulista também deveria copiar o governo federal ao exigir que as obras licitadas tenham projeto executivo para evitar os aditivos que são feitos por conta de projetos básicos mal elaborados. O Tribunal de Contas da União num dos três relatórios que apontam irregularidades na construção do Rodoanel oeste e sul criticam os projetos básicos feitos pela Dersa. A linha 4 - amarela está prometida desde 2006 pelo governo paulista. Deve ser a linha mais demorada do mundo para se construir, pois são apenas 12,8 quilômetros, prejudicando 700 mil passageiros por dia, que ainda está em fase experimental. As irregularidades constatadas na linha 5 - Lilás e na gestão do Metrô são notórias. Quem sabe com uma faxina São Paulo não deixa de ter apenas 70,6 quilômetros de metrô? Pelo visto o governo federal teve a hombridade de meter o dedo na ferida, ao contrário do governo paulista.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Brasil tem 17 obras de aeroportos em andamento, diz ministra



Sandro Lima e Fabio Amato

Do G1, em Brasília

 A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou nesta sexta-feira (29), durante a divulgação do primeiro balanço da segunda versão do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, que há 11 aeroportos com obras em execução. “Nós temos 17 obras em andamento em 11 aeroportos”, disse a ministra.

As únicas obras concluídas no primeiro semestre deste ano , segundo o balanço, são a primeira etapa do sistema de pistas e pátios do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, e a construção e instalação de conector no Aeroporto de Recife.

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Até junho, governo executa 37,5% do orçamento do PAC 2 previsto no anoA ministra destacou como principais obras a ampliação do sistema de pistas e a construção do terminal remoto em Guarulhos e a reforma do terminal de passageiros do Aeroporto de Brasília, que teve a primeira fase iniciada em 29 de abril.

“Vai permitir uma área maior para embarque e desembarque de passageiros em Brasília”, disse Belchior.

De acordo com o balanço do PAC 2, no Aeroporto do Galeão, a reforma do terminal de passageiros tem 52% da obra realizada e 28% da reforma e adequação do terminal de cargas concluído. Em Curitiba, foram realizados 22% da ampliação do terminal de cargas, e em no Aeroporto de Porto de Alegre, 11% do terminal de carga realizados.

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, disse que, com a criação do órgão e a implementação de medidas para a melhoria da governança, os aeroportos terão uma melhoria de 30% na capacidade de atendimento. O ministro citou medidas de curto prazo tomadas pela secretaria tais como internet nos aeroportos, ampliação de áreas de raio-x, aumento de vagas de estacionamento e check-in compartilhado até o final do ano.

Bittencourt disse que está “otimista” com o processo de concessão de aeroportos para a iniciativa privada. O ministro afirmou ainda que a concessão não implicará em aumento de tarifas aeroportuárias ou em demissões de funcionários dos aeroportos privatizados.

“Uma das premissas [do modelo de concessão] é que não haverá aumento de tarifas”.

Orçamento executado


Segundo o balanço apresentado pelo governo, foram executados 37,5% do orçamento previsto para 2011. O investimento executado corresponde a R$ 10,3 bilhões até 30 de junho e não inclui o programa Minha Casa, Minha Vida.

O PAC 2 prevê R$ 958,9 bilhões em investimentos entre 2011 e 2014. O programa também prevê investimentos para após o ano de 2014. A estimativa do governo federal é de que, após 2014, os investimentos totalizem R$ 631,6 bilhões. Os dois períodos somados alcançam um montante de R$ 1,59 trilhão.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O mito do planejamento tucano nas obras viárias da região metropolitana de São Paulo

O governo do Estado de São Paulo, nas mãos do PSDB há 16 anos, sempre se gabou de excelência administrativa, com seus “choques de gestão” e com a qualidade de seu planejamento, marca registrada de uma administração supostamente austera na realização e cumpridora de prazos. Não é o que os munícipes têm visto. A seguir, estão expostos alguns casos nos quais a falta de planejamento, alem de causar atraso no prazo de entrega das obras, acarreta um sobrepreço, muito superior aos gastos previstos inicialmente na licitação. A má gestão do dinheiro público e o seu consequente desperdício são a real marca dos governos do PSDB em São Paulo

Na Jacu-Pêssego, o aumento do valor da obra chega a 175%

A Jacú-Pêssego é uma avenida da capital paulista construída em 1996. Com a inauguração, em 2008, do acesso Rodovia Airton Sena, foi anunciado o seu prolongamento, entre o trevo da Avenida Ragueb Chohfi, na zona leste da capital, até a Avenida Papa João 23, em Mauá, possibilitando aos motoristas chegar ao trecho sul do Rodoanel. Essa obra, que fazia parte do calendário eleitoral de inaugurações do ex-governador e candidato a presidente derrotado José Serra, foi entregue incompleta e com atraso em outubro de 2010. O gasto inicial previsto na licitação, de R$ 835 milhões, dobrou até essa data, para atingir R$ 1,9 bilhão. Já consumiu dos cofres públicos R$ 2,3 bilhões – 175% de sobrepreço – e a ultima previsão do governo é que estará concluída somente em setembro.

Até lá, os moradores dos bairros da zona leste continuarão a sofrer com as enchentes, devido a falta de obras de infraestrutura para a solução do problema, e os motoristas, a conviver com os assaltos que ocorrem com frequência na via, por falta de iluminação.

                                   Rua Confederação dos Tamoios fica esburacada após as obras




Av.Jacú-Pêssego iluminada emergencialmente por geradores a diesel

Sobrepreço da duplicação da Marginal Tietê equivale a sete hospitais

Uma das jóias do calendário eleitoral de inaugurações do ex-governador e candidato a presidente derrotado José Serra era a duplicação da avenida marginal Tietê. Anunciada com pompa, a propaganda da obra, orçada inicialmente em R$ 1 bilhão, prometia reduzir em 35% o tempo gasto no seu percurso. Mas, assim como toda obra tucana, essa também peca pela falta de planejamento e qualidade de gestão. Com o seu custo elevado em 75% acima do previsto inicialmente, e 10 meses de atraso, foi entregue nesta quarta-feira, 27/07,a ponte estaiada sobre o rio, que integra o complexo viário, sem a conclusão e sem a previsão de construção da alça de acesso ao bairro do Bom Retiro. A pressa explica-se pelo calendário eleitoral – as eleições municipais de 2012.

Com o sobrepreço de R$ 750 milhões, seria possível construir 300 escolas, ou 7 hospitais de 200 leitos cada.




Ponte estaiada inaugurada sem a prometida alça de aceso para o Bom Retiro


Na parte superior, a esquerda, o acesso ao Bom Retiro sem previsão de entrega

Rodoanel trecho Sul, paradigma do mau planejamento tucano


O trecho sul do Rodoanel, outra obra eleitoral do ex-governador e candidato a presidente derrotado José Serra, é o campeão da falta de planejamento/incompetência. Realizada a toque de caixa, a via cruza dois dos reservatórios de água estratégicos da região metropolitana, as represas Billings e Guarapiranga. São inúmeras as denúncias de não cumprimento das exigências previstas no EIA-Rima, para a obtenção da licença ambiental.



O metodo de corte-aterro causa danos irreparáveis no meio ambiente


Pressa e falta de experiência colocam vidas em risco no Rodoanel trecho Sul


A queda de três vigas de uma viaduto em construção, no dia 13 de novembro de 2009 ferindo 3 pessoas, foi um sinal de que a pressa na construção do trecho sul do Rodoanel iria provocar muitos problemas no futuro. De fato, no dia 26 de julho, a imprensa noticiou que um erro no projeto, ao custo de R$ 17 milhões, inviabiliza o uso da principal alça de acesso do Rodoanel à rodovia Regis Bittencourt, em Embu das Artes. Inaugurada em junho do ano passado, a via não é liberada pela concessionária Autopista Regis Bittencourt e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres sob a justificativa de que é insegura, em razão da existência de um afunilamento da pista no seu lance final. Esse grosseiro erro de engenharia exige dos motoristas que reduzam forçosamente a velocidade, mais do que a cautela ou as leis do trânsito o exigiriam.


Inexperiência, pressa e economia de matérias segundo os especialistas



R$ 17 milhões na mais cara obra eleitoral do estado


Os Filhos do Rodoanel

O descaso dos tucanos paulistas para com as pessoas carentes não é novidade. Mas no caso do trecho sul do Rodoanel é gritante. Desatentos ao fato de que uma obra desse porte atrairia milhares de operários – 22 mil no auge da construção – os responsáveis pelo planejamento e gerenciamento da obra não previram o problema social que disso adviria. O resultado é que nas regiões por onde a obra passou ficou um rastro de bares e pequeno comércio falidos, tráfico de drogas, prostituição infantil e mães solteiras.

De acordo com estatísticas das autoridades dos municípios por onde passa o Rodoanel, houve um aumento na taxa de natalidade nas proximidades dos canteiros da obra. Isso foi confirmado em reportagem feita pelo jornal tucano Folha de São Paulo, na edição de 24/07/2011. Entrevistadas, mulheres residentes no local informam que tiveram filhos de operários da obra.



Mãe de filho do Rodoanel chora sem condições de criar o rebento


A tecnologia tucana em atraso e sobrepreço também na prefeitura de São Paulo


Na Prefeitura de São Paulo o planejamento tucano também está presente, desde a breve passagem por lá do ex-governador e candidato a presidente derrotado José Serra. O viaduto Padre Adelino, na zona leste da capital, é um dos exemplos ilustrativos de sua marca registrada. Iniciada em 2007 com dois anos de atraso, a obra deverá ser concluída somente em agosto, dez meses depois do prazo inicialmente previsto. E o sobrepreço? A justificativa oficial das desapropriações não previstas originalmente eleva o seu custo em R$3,2 milhões


Obras que nunca acabam no Viaduto Padre Adelino – 1




Obras que nunca acabam no Viaduto Padre Adelino – 2




Obras que nunca acabam no Viaduto Padre Adelino – 3


http://ruifalcao.com.br/o-mito-do-planejamento-tucano-nas-obras-viarias-da-regiao-metropolitana-de-sao-paulo/