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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Edital do trem-bala atrasa para análise de sugestões ao documento


EPL recebeu mais de 150 contribuições de investidores para a proposta do projeto
O edital da primeira fase do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro deve atrasar pelo menos 15 dias, disse nesta terça-feira o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo.

Isso porque a EPL recebeu mais de 150 contribuições de investidores para a proposta do projeto. "Existe uma tendência de acatar algumas sugestões... implica em refazer parte do edital", disse ele a jornalistas.

A previsão era que o edital saísse na quarta-feira, 31 de outubro, segundo Figueiredo.

"Vamos ter que atrasar pelo menos 15 dias para a publicação do edital para dar tempo de fazer todos as reformas que têm que ser feitas (...) e passar pelo processo de validação disso no governo, no TCU (Tribunal de Contas da União) e em outras instâncias."

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou em agosto que a primeira etapa do leilão de concessão TAV ocorrerá em 29 de maio de 2013 .

Segundo Figueiredo, as sugestões recebidas de investidores vão desde o prazo para apresentação das propostas até a qualificação de empresas.

Ele explicou que serão necessárias mudanças como, por exemplo, o tempo mínimo de operação das companhias interessadas. Esse é o o caso de um grupo coreano liderado pela Hyundai e que opera um trem de alta velocidade "com padrões de excelência" e que estava excluído do edital pelas regras consideradas.

"Isso (prazo de operação por concorrentes) vai ser revisto... A gente quer um ambiente competitivo. Não teria sentido excluir um grupo da importância desse grupo", disse. 

Fonte: Estadão

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Indústria ferroviária acelera ritmo de produção


Plano Nacional de Logísitca, Ferroanel e renovação do sistema impulsionam indústria ferroviária no ABC paulista.
SP | Diário do Grande ABC
O Grande ABC, conhecido por ser um polo automobilístico, também se movimenta com a indústria ferroviária. A norte-americana Progress Rail, empresa do grupo Caterpillar e que tem sede para a América do Sul em Diadema, intensifica o ritmo de produção de motores de tração - fabricados no município - para trens de carga e, em outubro, outra unidade fabril da empresa, em Sete Lagoas (MG), começa a entregar suas primeiras locomotivas novas nacionais.

A linha de montagem da planta mineira, em fase final de implantação, receberá os motores produzidos na região. As perspectivas são promissoras. O diretor geral da companhia, Carlos Roso, assinala que, nos próximos cinco anos, deverão ser lançadas 1.000 locomotivas, ou cerca de 200 por ano. Segundo o executivo, é esperado crescimento de 40% no faturamento neste ano frente 2011.

Além de produzir para seus próprios veículos, a companhia exporta motores (para países como Chile, Canadá e África do Sul) e faz reformas e a manutenção de trens de operadoras do sistema férreo. Desenvolve serviços, por exemplo, para a Vale, para a MRS e tem equipe de 60 pessoas atuando no Metrô de Brasília.

A Progress Rail se preparou para o renascimento do mercado no Brasil, que tem ocorrido nos últimos anos. Depois de adquirir, em 2008, a fabricante brasileira MGE e fincar sua bandeira no País, a empresa investiu US$ 80 milhões nos últimos cinco anos em ampliação de suas operações e na nova fábrica.

ASCENSÃO - O Plano Nacional de Logística, lançado há duas semanas pela presidente Dilma Rousseff - que abrange a construção do Ferroanel, que passa pelo Grande ABC -, traz expectativa favorável no médio e longo prazo. "Vamos sentir os efeitos daqui cinco anos, porque há a fase de licitação das obras e das concessões. Mas é significativo, são 10 mil quilômetros de trilhos, alta de 40% em relação ao que existe hoje", afirma o presidente da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), Vicente Abate.

O segmento, de forma geral, festeja a elevação dos investimentos em ferrovia. A indústria de equipamentos ferroviários no Brasil deve expandir neste ano 12% em faturamento e fechar 2012 com R$ 4,7 bilhões em receita, segundo a Abifer.

"Existem 4.500 km em construção. A ALL, por exemplo, acaba de inaugurar trecho da Ferronorte. E o plano da Dilma é excepcional. Com o crescimento do transporte ferroviário, a indústria também ganha", diz Abate.

Ele observa que, no caso do novo programa, orçado em R$ 91 bilhões, num primeiro momento, o segmento mais demandado é a produção de dormentes, grampos de fixação e sinalizadores de vias. Depois, haverá impulso em vendas de locomotivas e vagões. E ressalta, no entanto, que parte significativa do investimento previsto pelo governo já deve ser feito nos próximos cinco anos.

CUSTOS - Apesar do entusiasmo com os planos de linhas férreas, representantes do setor citam que há entraves à indústria nacional, entre os quais o custo Brasil, por causa da alta carga tributária do País e de outras desvantagens da produção nacional em relação aos concorrentes do Exterior. "Em igualdade de condições somos muito competitivos", diz o vice-presidente do Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), Luís Fernando Ferreira.

Ferroanel ajudará a reduzir tempo entre trens da CPTM

O novo Plano Nacional de Logística, lançado há duas semanas pela presidente Dilma Rousseff e que inclui a construção do Ferroanel (linhas férreas para o transporte de carga em redor da região metropolitana), vai causar efeitos favoráveis no transporte de passageiros da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Segundo o diretor de planejamento da CPTM, Silvestre Ribeiro, a meta da empresa é chegar a intervalos de três minutos entre um trem e outro. Atualmente, como há o compartilhamento das linhas da empresa com as de carga da MRS, isso é inviável.

Entretanto, ele destaca que, além de poder usufruir de trilhos com exclusividade para o transporte de pessoas, a redução do tempo de frequência envolve uma série de outras coisas em andamento: a melhoria dos sistemas de energia e de sinalização e a compra de mais trens - a companhia iniciou processo de licitação para adquirir mais 65, cada um com oito vagões. Em 2014, o diretor projeta que já será possível chegar aos quatro minutos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

SP: Licitação para trem regional de Jundiaí será lançada na próxima segunda



Há planos para Sorocaba e Santos.
Foto: Divulgação
Sustentabilidade, rapidez e economia. Esses são os principais benefícios dos trens regionais que deverão, em breve, ser mais uma opção de mobilidade para pessoas que costumam viajar com frequência do interior para a grande São Paulo.
Apesar de planos para as cidades de Sorocaba e Santos, é Jundiaí que será a primeira cidade a ter um trem regional de passageiros que ligará o município à capital do estado.
O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes, informou durante o V Brasil nos Trilhos que a licitação dos projetos básico e executivo do trem de Jundiaí será lançada na próxima segunda-feira (10). “O forte gargalo rodoviário nos acessos à grande São Paulo mostra que é mais que evidente a necessidade de trens regionais.”
Segundo o secretário, o percurso do trem até Jundiaí não será comum ao das seis linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A estimativa é que os trens regionais no estado deverão percorrer uma velocidade média de 150 km por hora, que diminuirá substancialmente o tempo de viagem. Partindo da Estação Água Branca, na capital, o percurso de 45 Km deverá ser feito em 25 minutos.
Apesar de ainda não ter um preço previsto para a passagem, é certo que a nova opção de transporte aumentará a competitividade e poderá ocorrer queda nos preços das passagens de ônibus.
Além disso, o transporte ferroviário é comprovadamente mais seguro, menos poluente e tem um custo menor do que o rodoviário. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou em agosto deste ano que o investimento será de R$ 152 milhões.
Metrô e CPTM
Jurandir Fernandes aproveitou a oportunidade e comentou os problemas enfrentados pelo Metrô e a CPTM nos últimos meses. O secretário responsabilizou a falta de gestão pública e privada, que contribui para o apagão de mão de obra e falta de equipamentos do meio de transporte.
“É uma situação grave em todos os aspectos. O problema do Brasil está na capacidade de execução. A expansão do metrô e da CPTM não está sendo fácil, sempre há novos gargalos a serem superados.”
Agência T1, Por Danielle Sousa
Edição: Bruna Yunes

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Consulta pública do edital de licitação do trem-bala começa na quinta

SP | Valor Online
Segunda licitação, prevista para ocorrer no próximo ano, deve escolher as empreiteiras que vão construir a linha férrea prevista no projeto
BRASÍLIA - O Ministério dos Transportes confirmou nesta quarta-feira que a minuta do edital da primeira etapa de licitação do trem-bala, que interligará as cidades de Rio, São Paulo e Campinas, entrará em consulta pública nesta quinta-feira. Segundo assessoria do ministério, será publicado o aviso de consulta pública no "Diário Oficial da União". Ao longo do dia, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve disponibilizar a minuta do edital em sua página eletrônica da internet.
A primeira fase da licitação envolve a escolha do grupo de empresas que fornecerá a tecnologia em trem de alta velocidade e assumirá a responsabilidade de operar e dar manutenção ao veículo ao longo do prazo de concessão. Os grupos que manifestaram interesse no projeto incluem companhias italianas, francesas, alemãs, japonesas, sul-coreanas e chinesas.
A segunda licitação, prevista para ocorrer no próximo ano, deve escolher as empreiteiras que vão construir a linha férrea prevista no projeto.

Brasil terá serviço eficiente de transporte ferroviário de passageiros, diz presidente da EPL


22.08.12
O presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, afirmou que o Programa de Investimentos em Logística, lançado pela Presidenta Dilma Rousseff no último dia 15, vai possibilitar que o Brasil tenha um serviço eficiente de transporte ferroviário de passageiros. O programa prevê investimento de R$ 133 bilhões para a modernização e ampliação da malha rodoviária e ferroviária.
“A primeira coisa que se precisa para ter trens de passageiro é uma ferrovia, onde os trens possam circular. O que estamos construindo agora é essa base ferroviária, e estamos adotando um modelo que permite que a gente volte com o transporte de passageiros”, disse Figueiredo, no programa de rádio Brasil em Pauta, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
De acordo com Figueiredo, o novo modelo de concessão estabelece que as empresas que construirão as ferrovias não poderão estabelecer limites para circulação de trens de passageiro, que será livre. A ferrovia será aberta a qualquer tipo de trem que queira comprar o direito de circular nela.
“Nas concessões antigas, no modelo antigo, a ferrovia só era obrigada a deixar passar dois trens de passageiro por dia, e, nessa, nós não temos essa limitação, nós podemos fazer um sistema de transporte de passageiro. Isso vai depender muito da demanda, de termos empreendedores, empresas interessadas em explorar esse serviço, e, em alguns trechos, eu acho que esse transporte vai surgir com muita força”, disse.
Figueiredo afirmou que os estudos técnicos e de viabilidade e os projetos de engenharia começam a ser feitos agora. As concessões, segundo ele, devem ser realizadas em meados do próximo ano. Sobre o projeto do trem de alta velocidade, com trajeto entre Rio e São Paulo, o presidente da EPL informou que o leilão deve ocorrer em maio de 2013.
Fonte: Blog do Planalto 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Para ministro, novas concessões vão reduzir o custo Brasil


Paulo Passos afirma que, com novo modelo anunciado pelo governo, concessionárias não correrão nenhum risco

19 de agosto de 2012 | 3h 09

BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O pacote de concessões rodoviárias e ferroviárias no País vai reduzir o custo Brasil, garante o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Segundo ele, um operador que opte por embarcar grãos produzidos na Região Centro-Oeste pelo Porto de Vila do Conde, no Pará, em vez do Porto de Paranaguá, no Paraná, passando pelas ferrovias que serão construídas e estarão prontas em cinco anos, vai economizar 4,3 mil quilômetros. "Isso dará ao produtor um ganho fenomenal", disse, em entrevista ao Estado.
Isso será possível, segundo Passos, pela construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que ligará Lucas do Rio Verde (MT) a Uruaçu (GO). Lá, ela se encontrará com a Ferrovia Norte-Sul, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e irá até o Porto de Vila do Conde. Hoje, a produção de grãos dessa região, que chega a 37 milhões de toneladas de soja e milho, é transportada por caminhões até o Porto de Paranaguá, no Paraná, para ser exportada.
A produção de grãos da região de Maracaju (MS), de cerca de 5 milhões de toneladas, também poderá ser escoada por uma ferrovia, que irá até Mafra (SC) e, de lá, para Paranaguá ou para o Porto de Santos (SP), para o qual o ministro prevê grande disputa.
Isso porque, segundo ele, o governo pretende unir os trechos Norte e Sul do Ferroanel de São Paulo e o acesso ao Porto de Santos em um só lote. "Nós queremos pegar isso tudo num conjunto só e licitar como um negócio só. Isso significa que a gente resolve um problema, aumenta a eficiência e beneficia a operação de todas as concessionárias."
Passageiros. Ao retirar o tráfego de cargas da Grande São Paulo, será possível priorizar o transporte de passageiros nas linhas da CPTM. "O transporte de cargas passa na região urbana de São Paulo em janelas de tempo cada vez mais apertadas, entre 0h e 3h", afirmou Passos. "Ao segregarmos e construírmos linhas exclusivas para o transporte de cargas, restituímos ao Estado de São Paulo linhas que hoje são compartilhadas e poderão, deverão e devem ser utilizadas pelo transporte de passageiros. É óbvio que o transporte de pessoas tem mais prioridade."
Passos destacou que as concessionárias não correrão nenhum tipo de risco e que contarão com financiamento do BNDES. Ainda não há, porém, uma estimativa sobre quanto o governo vai desembolsar para adquirir a capacidade de transporte das ferrovias, que serão revendidas aos operadores interessados. "O governo vai pela tarifa mínima, e não vai fazer isso para obter lucro. O governo quer com isso eficiência logística", disse o ministro. / A.W. e L.A.O.

Contribuições para edital do TAV começam dia 23


20/08/2012
O período para envio de contribuições para o aprimoramento das minutas do edital de concessão e do contrato de concessão do Trem de Alta Velocidade entre os municípios do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Campinas (SP) começa no dia 23 de agosto, às 9h, e vai até 24 de setembro, às 18h.
Os documentos da licitação, os estudos do projeto de implantação do TAV e as orientações estarão disponíveis, na íntegra, a partir do dia 23 de agosto, nos sites http://www.antt.gov.br , em Audiência Pública nº 126/2012, e http://www.tavbrasil.gov.br.  O material também estará disponível na sede da ANTT, na Superintendência Executiva (SUEXE), em Brasília (DF), e para retirar é necessário agendar visita pelos telefones (61) 3410-1857 e 3410- 1860.
No dia 12 de setembro será realizada uma sessão pública no auditório da sede da ANTT, em Brasília, das 14 às 18h. O processo de audiências públicas da licitação prevê a realização da sessão pública presencial para apresentação da documentação disponibilizada e recebimento de contribuições de participantes regularmente inscritos para manifestar- se por escrito ou oralmente.

Fonte: Notícias da Revista Ferroviária

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Investimentos devem beneficiar transportes de passageiros por trens


transportew
Apesar de as parcerias público-privadas do pacote de investimentos para área de transportes focar mais no segmento de cargas para as ferrovias, o deslocamento de passageiros por trilhos pode ser beneficiado com as expansões e modernizações das malhas. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse que os investidores podem ter linhas interurbanas, interestaduais e de turismo se houve interesse e demanda.
Investimentos em ferrovias podem beneficiar transportes de passageiros
Parte dos 10 mil quilômetros de ferrovias que serão concedidos à iniciativa privada pode ser usada para deslocamentos interurbanos e de turismo.
ADAMO BAZANI – CBN
O transporte de passageiro em ferrovias deve ser ampliado pelo novo programa de investimentos na ordem de R$ 133 bilhões anunciado pelo Governo Federal para estradas de ferro e rodovias.
Estes investimentos serão possíveis pela concessão de 10 mil quilômetros de ferrovias e de 7,5 mil quilômetros de estradas de rodagem. O setor ferroviário vai se beneficiar da maior parte deste montante, R$ 91 bilhões.
O foco principal é o transporte de cargas sobre os trilhos, mas os operadores ferroviários também vão poder usar a estrutura para transporte de pessoas em linhas interurbanas ou de turismo.
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da ANTF – Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, Rodrigo Villaça, disse que este modelo de concessão poderá despertar o interesse dos investidores no segmento de passageiros.
‘É interessante para aqueles que quiserem investir. Nosso objeto de concessão é de carga, mas com as linhas novas, o transporte ferroviário de passageiros será uma questão natural, em virtude da tecnologia empregada na construção, manutenção e operação dessa malha”, disse Villaça
Ainda de acordo com Villaça, as novas tecnologias que devem ser implantadas nas linhas vão permitir que os trens circulem em maior velocidade com segurança, isso deixará os ramais mais disponíveis havendo a possibilidade então da circulação de trens de passageiro. As composições de carga podem atingir 80km/h e as de passageiros até 150 km/h.
O Governo Federal vai licitar em regime de PPP – Parceria Público-Privada – a construção e modernização das ferrovias e depois vai comprar destes investidores a capacidade de operação de cada sistema. Em seguida, vende para consumidores, como quem quer transportar apenas seus produtos ou transportadores.
No dia da apresentação do programa, nesta quarta-feira dia 15 de agosto, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, disse que se as empresas quiserem podem sim transportar passageiros, desde que haja interesse e demanda pelos serviços.
Muito presentes até os anos de 1950/1960, hoje as linhas interurbanas, interestaduais e de turismo de trens são poucas.
Com a inclusão destas linhas em alguns investimentos, por um custo menor para o Governo, sem necessidade de grandes intervenções será possível beneficiar uma quantidade maior de passageiros sem tarifas altas e com maior velocidade nos trajetos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Governo vai investir R$ 137,8 bilhões no setor de transportes até 2014, afirma Dilma


Conversa com a Presidenta
A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (14), na coluna Conversa com a Presidenta, que serão investidos R$ 137,8 bilhões até 2014 no setor de transportes. Ao responder pergunta de Otávio Vieira, 51 anos, representante comercial em São Paulo (SP), sobre investimentos em ferrovias e hidrovias, Dilma disse que, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foram retomados os investimentos em todos os sistemas de transporte.
“Precisamos ampliar nossas ferrovias e hidrovias que, em um país continental como o Brasil, são excelentes alternativas de transporte de passageiros e cargas, mas precisamos também investir em rodovias, aeroportos e portos, pois esses modais se completam. Essa é a orientação de meu governo, Otávio, e por isso investiremos R$ 137,8 bilhões nessas áreas entre 2011 e 2014. A infraestrutura de transporte brasileira precisa ser ampliada e modernizada, porque isso torna o Brasil mais competitivo, estimula a economia, gera empregos e aumenta a qualidade de vida de todos os brasileiros”, disse.
Na coluna, Dilma falou ainda sobre os investimentos do PAC em usinas hidrelétricas, em resposta ao advogado José Antonio de Oliveira, de Porto Velho (RO). De acordo com ela, esses investimentos têm impulsionado o crescimento sustentável e garantido a oferta de energia limpa e renovável para a população e para as empresas brasileiras.
“Desde o lançamento do PAC, em 2007, entraram em operação 22 usinas hidrelétricas, que ampliaram a capacidade instalada no país em mais de 4 mil MW. Hoje, estão em obras 11 empreendimentos, que somarão 18.702 MW. No primeiro semestre deste ano, foram incorporados ao sistema elétrico brasileiro mais de 500 MW de fonte hidroelétrica”, explicou.
A dona de casa Sônia Silvano, do Rio de Janeiro, perguntou à presidenta como solicitar o CPF gratuitamente pela internet. Dilma explicou que agora os brasileiros entre 16 e 25 anos que possuem título de eleitor, inclusive os que moram no exterior, podem emitir o documento de graça pela internet.
“A novidade está disponível 24 horas por dia, inclusive nos sábados, domingos e feriados. Por enquanto, exige-se o Título de Eleitor porque é necessário um banco de dados nacional para conferir as informações do solicitante. O limite de 25 anos é também por razão de controle, pois é atípica a inscrição de pessoa acima dessa idade. Para solicitar o CPF pela internet, o cidadão deve buscar a opção na página da Receita Federal (http://www.receita.fazenda.gov.br) e fornecer seus dados”.
Fonte: Blog do Planalto

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Novo plano vai sofisticar e apressar o trem-bala


Para estimular concessionárias com tecnologia, exigências vão crescer
Meta é definir trajeto em 2012, fazer os leilões em 2013, começar as obras em 2014 e terminá-las em 2018

DIMMI AMORA

VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
O governo decidiu que o trem-bala brasileiro será licitado com um alto nível de exigência para a tecnologia de equipamentos ferroviários.
O aumento do nível de restrição tem como motivo o resultado do último leilão de aeroportos. Venceram empresas pequenas e de pouca experiência, o que, na avaliação do governo, não é desejável e foi facilitado pelo baixo número de restrições.
As novas regras fazem com que empresas de países que desenvolveram primariamente a tecnologia dos trens de alta velocidade -Japão, França, Alemanha, Espanha e Canadá- tenham mais chances contra os novos participantes do mercado -Itália, Coreia do Sul e China.
O governo também considerou que, como vai incorporar a tecnologia para desenvolver equipamento nacional, o ideal é ter trens mais desenvolvidos.
A criação da Empresa Brasileira do Trem de Alta Velocidade, na semana passada, deu novo impulso ao projeto, de molho desde o início do ano com a saída de Bernardo Figueiredo da diretoria-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres.
A expectativa agora é que o projeto tenha a primeira licitação no primeiro semestre de 2013 e que as obras possam começar em 2014 e terminar até o fim de 2018.
DEFINIÇÃO DO TRAJETO
Nos próximos três meses, o plano é definir com os Estados e municípios por onde passará e em que cidades vai parar o trem ligando Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro. Agora será o governo, e não as empresas, que definirá trajeto e pontos de parada.
Isso é importante para o modelo de concessão previsto, com dois leilões. O primeiro leilão definirá o operador ferroviário (dos trens), o segundo escolherá quem vai construir e operar a linha.
Para licitar o operador antes de ter a definição de quem construirá a linha, o governo precisa dar parâmetros iguais a todos os concorrentes. Por isso, necessita ter precisão de como será a linha.
Para agilizar o segundo leilão, o governo pretende contratar o estudo de geologia ainda neste ano, assim que definir o trajeto preciso.
PROJETO EXECUTIVO
A etapa seguinte é contratar uma empresa para gerenciar o projeto executivo, que será feito por trechos da obra, com o intuito de agilizá-lo e tornar possível o leilão da segunda etapa até o fim de 2013.
A etapa do projeto executivo é considerada crucial do projeto. Isso porque a avaliação do governo é que a primeira tentativa de concessão do trem-bala, em 2011, fracassou por causa das dúvidas quanto ao custo da obra.
Todo o projeto era orçado então em R$ 34 bilhões com valores de 2009. Construtoras falavam em valores entre R$ 55 bilhões e R$ 60 bilhões em 2011. Com o projeto executivo, haveria um valor mais preciso do custo da obra.
RECURSOS DO ENTORNO
A definição do traçado e de pontos de parada também possibilitará ao governo desenvolver um plano imobiliário para o trem-bala, que pode trazer recursos ao projeto.
O plano atual prevê que o operador dos trens vai receber o dinheiro das passagens e repassar uma parte ao governo. O governo paga ao concessionário, que vai construir e cuidar da via. Se o dinheiro das passagens não for suficiente, o plano atual prevê que o governo complete.
A expectativa é que recursos da exploração imobiliária do entorno -estimados em até R$ 10 bilhões- possam compensar as variações de receita da operadora ferroviária. O governo exigirá áreas livres nas cidades para implantar as estações.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O OCASO DAS FERROVIAS - DA MADEIRA-MAMORÉ À TRANSAMAZÔNICA

Do Observadores Sociais Por Cléber Sérgio de Seixas O trabalhador interrompe por um momento sua atividade para contemplar a deslumbrante paisagem. Enxuga o suor da testa, gira sobre si mesmo, apoiando-se sobre a ferramenta de trabalho e olha em volta. A visão é de encher os olhos, a natureza é superlativa em todos os sentidos, porém o verde intenso da floresta pode não ser o da esperança. Ouve-se o silvo do vento entre as árvores, que o operário logo interpreta como sendo a selva tentando dizer que tanto ele quanto seus companheiros são intrusos ali e, portanto, devem ir embora. O som de um apito metálico quebra a calmaria e diante do homem surge um colossal cavalo de aço que, impulsionado pelo vapor, desliza elegantemente sobre barras metálicas paralelas. Os sons da natureza e da modernidade, assim, se misturam. O cansado operário, agora confuso, não sabe se deve dar ouvidos às advertências de uma ofendida e potencialmente vingativa natureza ou aos sons do progresso, que carregam promessas de dias melhores ou, pelo menos, salário no bolso no fim do mês, condição para a subsistência sua e de seus familiares. A cena descrita acima bem que poderia ter sido protagonizada por quaisquer dos trabalhadores envolvidos na construção da ferrovia Madeira-Mamoré. A hercúlea obra de engenharia do início do século passado contou com a participação de milhares deles, oriundos de vários países, cuja saga, tempos atrás, foi tema de uma minissérie da TV Globo. Esses homens que doaram à construção da ferrovia seu sangue, seu suor e suas lágrimas, tiveram como adversários doenças tropicais como a malária e o beribéri, investidas de índios arredios, calor causticante, chuvas torrenciais, terrenos pantanosos e alagadiços, além de péssimas condições de higiene. Dizia-se na época que morrera um trabalhador para cada trilho assentado nos seus quase 370 km de extensão. Era natural, portanto, associar adjetivos mórbidos à controversa ferrovia: Ferrovia Fantasma, Ferrovia da Morte e Ferrovia do Diabo, entre outros. Com a expansão da indústria automobilística, o precioso produto da seringueira passou a ser cobiçado no mercado internacional. Um dos motivos da construção da Madeira-Mamoré era o escoamento da produção da borracha brasileira e boliviana, num período conhecido como Ciclo da Borracha, época na qual as regiões de Belém e Manaus ganharam ares de modernidade. Um dos fatos marcantes desta fase de opulência foi a construção do Teatro Amazonas, cuja inauguração teria contado com a presença do tenor Caruso e da bailarina Ana Pavlova. Terminado o Ciclo da Borracha a ferrovia foi aos poucos sendo abandonada, até sua desativação definitiva em 1972, quando o regime militar estava envolvido no que viria a ser outro fiasco: a construção da rodovia Transamazônica que, diziam, iria “ligar o nada a lugar nenhum”. Num país que teima em priorizar o transporte rodoviário, com todas as suas desvantagens em relação ao ferroviário, as ferrovias têm sido descartadas gradativamente, num processo que pode ter se iniciado durante os anos JK. As poucas que ainda sobrevivem são, em sua maioria, caminhos através dos quais nossas riquezas escorrem para o exterior. O jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano expõe assim a questão: "as vias férreas não constituíam uma rede destinada a unir diversas regiões interiores entre si, mas conectava os centros de produção com os portos. O desenho coincide ainda com os dedos de uma mão aberta: desta maneira, as ferrovias, tantas vezes saudadas como estandartes do progresso, impediam a formação e o desenvolvimento do mercado interno". As mãos abertas – abertas até demais - fazem com que o destino das ferrovias brasileiras seja atrelado ao das mercadorias que transportam. Estão fadadas a existir somente enquanto cumprirem sua função de espoliação, não tendo sido desenhadas visando o incremento do comércio interno ou para promover a ligação entre regiões, fomentando, assim, o desenvolvimento. É surreal constatar que um meio de transporte menos poluente, mais barato, mais seguro e mais eficiente foi jogado para escanteio pela política nacional de transportes. Contudo, compreende-se o fenômeno quando se atesta que atualmente o norte das ações das empresas envolvidas no transporte ferroviário (exemplo: Vale do Rio Doce, vulgo Vale) não são as demandas sociais por transporte de qualidade ou mesmo eficiência no transporte de mercadorias e sim, e tão somente, o lucro. A privatização da Rede Ferroviária Federal foi a última pá de cal sobre nosso sistema de transporte sobre trilhos. Podemos supor que há um lobby das montadoras de veículos, aliado aos interesses da indústria petroquímica, cooperando para que o transporte ferroviário nacional permaneça sucateado. Da privatização pra cá só sobraram algumas linhas férreas cuja especialidade é transportar minérios, sobretudo minério de ferro. Quanto ao fluxo do transporte de mercadorias e passageiros, o modal ferroviário não se compara, em quantidade, ao rodoviário. Os trens de passageiros se contam nos dedos. Os que restaram, em sua maioria, são aqueles trens a vapor que propiciam passeios culturais, bucólicos e de curta duração a preços exorbitantes, como é o caso do trem que vai de Ouro Preto a Mariana: 30 reais – ida e volta - cobrados para percorrer 17,5 Km de percurso. Uma das poucas exceções de peso é o trem que faz a linha Vitória-Minas, com poucas saídas semanais - o que é praticamente simbólico diante do que seria o ideal nesse nosso país populoso e de dimensões continentais. Enquanto isso o povo brasileiro paga caro para viajar de ônibus em péssimas estradas que não oferecem mínimas condições de segurança, além de consumir mercadorias caras que têm embutidos na formação de seus preços os absurdos custos dos fretes rodoviários. O drama humano e econômico da Madeira-Mamoré pode, portanto, simbolizar o apogeu e o ocaso das nossas antes tão gloriosas ferrovias. Para nosso consolo, vem aí o trem bala Rio-São Paulo. Esperamos que saia do papel e que não seja uma experiência que só foi levada a cabo por obra e graça de uma Copa do Mundo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ALL recebe críticas em reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista



Hamilton Pereira durante reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista
Durante a reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Malha Ferroviária Paulista, na manhã desta quinta-feira (19/4), o diretor-presidente da ALL (América Latina Logística), Pedro Roberto Oliveira Almeida, foi recebido com uma enxurrada de reclamações. Desde 2006, quando assumiu a concessão de ferrovias no País, esta foi a primeira vez que a empresa se fez presente na Assembleia Legislativa de São Paulo, que em 2008 chegou a convocar a ALL para que prestasse esclarecimentos na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Sistema Ferroviário.

As reclamações foram apresentadas por deputados estaduais da Assembleia Paulista, prefeitos,vereadores, representantes de entidades organizadas da sociedade civil e referem-se, principalmente, à falta de manutenção em linhas férreas e pátios no perímetro urbano, acidentes em passagens em nível e abandono de vagões. O deputado estadual Hamilton Pereira (PT), de Sorocaba, reclamou da situação de abandono da linha Sorocaba Votorantim. "Está tudo tomado por mato e os moradores das margens da linha, que corta a cidade, estão sujeitos a todo tipo de perigo gerado por essa situação", defendeu o deputado.

"Não somos aquilo que pensamos, mas sim da maneira como as pessoas nos vêem", assumiu o diretor presidente da Companhia. "E se é dessa maneira que estamos sendo vistos é porque os problemas existem e precisam ser resolvidos", completou Pedro, aparentando não ter conhecimento da realidade vivida pelos municípios. O diretor disponibilizou o contato de dois assessores da ALL para atender os municípios que estão com problemas.

O projeto de expansão da malha ferroviária foi apresentado pelo diretor de projetos de infraestrutura, Sildomar Tavares de Arruda. Segundo o plano exposto estão previstos a duplicação do trecho Campinas - Santos, que passa, na região de Sorocaba, pelos municípios de Indaiatuba, Salto, Itu, Alumínio, Mairinque e São Roque; reativação dos trechos Araraquara - Colômbia, Cajati - Samaritá e Americana - Piracicaba

sexta-feira, 13 de abril de 2012

País tem mais de dez polos da indústria ferroviária



Três Rios (RJ), Contagem (MG), Sete Lagoas (MG) estão entre as cidades onde a indústria ferroviária ganha corpo

A retomada dos investimentos da indústria ferroviária no Brasil está fazendo pipocar pelo país uma série de pequenos polos de produção de trens, implementos ferroviários e peças. A maior parte deles se encontra nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas há iniciativas em cidades improváveis como Barbalha (CE) e Salgueiro (PE).


Em Três Rios (RJ), a Pifer fabrica interiores para trens e outros veículos coletivos.
A fluminense Três Rios, por exemplo, é sede da TTrans, da EIF e da Pifer. A primeira faz desde sistemas para a venda eletrônica de bilhetes em estações até a reforma e construção trens urbanos e VLTs – como são chamados os bondes modernos. A EIF fabrica e faz a manutenção em locomotivas e a Pifer é especializada em projetar e fabricar interiores.

Trata-se de uma das cidades mais agressivas na atração de investimentos do setor. Lá, a alíquota de ICMS cobrada das empresas é zero. E a prefeitura oferece uma série de outros incentivos para atrair indústrias de todos os tipos, como isenção de IPTU por 25 anos.

Além de Três Rios, o Rio de Janeiro tem na periferia da capital a MPE, que recentemente fechou parceria com a malaia Scomi para produzir trens monotrilho. É uma sociedade que nasce com contratos assinados com São Paulo (SP) e Manaus (AM).

Minas Gerais concentra as duas maiores fabricantes de locomotivas diesel elétricas do país. A GE, em Contagem, foi ampliada neste ano e já tem a casa cheia de pedidos até 2014. Sua principal concorrente no Brasil, a MGE-Progress Rail, divisão da americana Caterpillar para o setor ferroviário, anunciou recentemente que vais se instalar em Sete Lagoas.

Há ainda a Usiminas Mecânica, que fabrica vagões de carga e truques (o equivalente ao chassi dos carros) em Ipatinga, distante 200 quilômetros da capital, Belo Horizonte, em direção ao Nordeste do estado.

O interior de São Paulo também é prodígio em exemplos. Araraquara tem a IESA, que constrói estações de trem, contornos ferroviários e moderniza e reforma trens elétricos. Cabreúva, no centro do triângulo formado por Sorocaba, Campinas e Osasco, abriga a Siemens. Hortolândia tem Bombardier, CAF, MGE, Hewitt e AmstedMaxion, que é dona ainda de uma fundição e fábrica de componentes em Cruzeiro. A Alstom está instalada no bairro da Lapa, na capital.


No Rio Grande do Sul, Caxias do Sul é a sede da Randon, que fabrica vagões de carga, e da Euroar, de sistemas de ar-condicionado para trens e outros veículos coletivos, como ônibus e vans.

Por fim, no Nordeste, se destacam Barbalha (CE) e Salgueiro (PE). Barbalha é sede da fabricante de VLTs brasileira Bom Sinal, responsável pela construção do metrô do Cariri, e que vem sendo assediada pela alemã Vossloh. Entroncamento da estrada de ferro Transnordestina, Salgueiro foi escolhida pela Odebrecht para a construção da maior fábrica de dormentes do mundo e de um estaleiro para soldagem de trilhos.

Mantendo-se o ritmo atual de expansão do setor, é possível que mais esteja por vir.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Será? - Trem rápido ligando Sorocaba até São Paulo levará 6 anos para funcionar



O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes disse ao BOM DIA, via sua assessoria de comunicação, que “se houver a união de forças suprapartidárias e não ocorrerem recursos de empresas nas concorrências públicas a o trem já poderá entrar em funcionamento a partir de 2016”.


O secretário convidou os deputados Hamilton Pereira e Maria Lúcia Amary – os dois com base eleitoral em Sorocaba e região e com mais tempo de serviço na Assembleia Legislativa – para uma reunião, em abril. A ideia é sentir se os líderes de partidos opostos desejam que esse trem entre em operação.


O secretário acredita que aqueles que viajam para a Capital darão prioridade ao trem, que será confortável. “Com hora certa para chegar e alguns serviços de bordo, como sinal de internet e possivelmente também serviço de café”, afirmou. O trajeto será feito em pouco mais de 40 minutos, com parada em Mairinque e talvez em São Roque. O desembarque na cidade de São Paulo deve ser definida na Barra Funda, na Lapa ou na região de Pinheiros.


Deputados/O deputado Hamilton Pereira falou que a expansão de regiões metropolitanas como São Paulo, Sorocaba e Campinas (em um futuro não muito distante) promoverá o encontro dessas manchas urbanas transformando rodovias como a Castello Branco, Raposo Tavares, Anhanguera e Bandeirantes em grande avenidas. “Os trabalhadores que saem de Sorocaba para trabalhar em São Paulo enfrentam congestionamentos nas rodovias”. Hamilton enfatizou a importância da ferrovia para o escoamento da população.


Já a deputada Maria Lúcia Amary disse que uma das solicitações será que seja usado em Sorocaba como ponto de partida a Estação de Ferroviária. “Vamos mostrar que a estação está próximo ao Terminal Santo Antônio que vai facilitar o embarque de passageiros.” Ela afirma que o investimento deve ficar entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões. “Ainda não temos estimativa de quanto será o valor da passagem”.


O deputado estadual Carlos Cezar – parlamentar também com base eleitoral em sorocaba – disse que vai se empenhar também na questão. “As rodovias que ligam as cidades, que hoje já apresentam grande transtorno aos motoristas devido ao trânsito, também serão desafogadas”, disse.


Traçado novo ainda não está definido
O novo traçado para a ferrovia que vai ligar Sorocaba-São Paulo ainda não está definido mas já existe um projeto executivo do assunto


160 quilômetros por hora será a velocidade do trem rápido
Linha atual não


Poderá ser utilizada
A linha existente é usada para o transporte de cargas e têm curvas consideradas fechadas que impossibilitam viagens acima dos 70 km/h

COMENTÁRIO SETORIAL

A julgar pelo histórico dos gestores do PSDB é muito improvável que essa linha fique pronta tão cedo. Apenas 3% estão previsto no Plano Plurianual até 2015.