Quem sou eu
- Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana PT-SP
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
Mostrando postagens com marcador Tarifa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tarifa. Mostrar todas as postagens
domingo, 20 de maio de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Celular vira bilhete de metrô na Irlanda do Norte
Desde a segunda-feira (09/01) os usuários da rede de metrô da Irlanda do Norte podem comprar seus bilhetes de uma forma rápida e inusitada: pelo celular.
A comodidade, anunciada pela Translink – operadora do transporte público no país – permite que os passageiros acessem o sistema sem a necessidade de adquirir o bilhete de papel.
Baixando um aplicativo gratuito, chamado mLink, o usuário pode fazer a compra do bilhete e o valor gasto é contabilizado diretamente em seu cartão de débito ou crédito.
O aplicativo está disponível para celulares do tipo Iphone, BlackBerry e com sistema Android, que já são quase um quarto dos aparelhos utilizados na Irlanda do Norte.
Após a compra, o ticket é disponibilizado no display do celular, dispensando sua impressão – basta mostrá-lo ao funcionário da rede ferroviária no momento do embarque.
De acordo com Catherine Manson, diretora-executiva da Translink, o aplicativo é interessante por permitir aos usuários um sistema de viagem mais flexível, além de oferecer descontos para bilhetes semanais e mensais.
Tecnologias para compra de bilhetes de trem por celular já existem em países como os Estados Unidos e o Japão.
Nesses locais, o sistema utilizado é o NFC, ou Near Field Communication, que realiza a troca de informações entre dois dispositivos eletrônicos compatíveis.
Diferente do sistema da Irlanda do Norte, o NFC permite ao usuário abrir o bloqueio com a aproximação do aparelho celular.
Fonte: Revista Ferroviária
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
“Pinockmin”: só uma estação vai aceitar o cartão BOM
Imprensa PT ALESP
Governador “Pinockmin”: só uma estação vai aceitar o cartão BOM
Alardeado como um lançamento revolucionário, nesta terça-feira (13/12), pelo governador Geraldo Alckmin, a integração do cartão BOM (Bilhete do Ônibus Metropolitano) nas linhas do Metrô e da CPTM, não passa de mais factóide tucano.
Sua utilização está restrita ao Terminal Palmeiras-Barra Funda, com apenas integração física e não tarifária e só deverá estar presente nas outras estações (93 da CPTM e 67 do Metrô) daqui a um ano. Como se não bastasse, a estação Palmeiras–Barra Funda não tem integração com linhas de ônibus que utilizam o BOM.
Também apenas o usuários dos cartões BOM Comum, BOM Empresarial e BOM Vale-Transporte poderão utilizar o sistema. Ficam de fora da integração que tem o cartão Escolar, Sênior e Especial.
Integração é só física
A grande reivindicação dos usuários do sistema de transporte na Região Metropolitana de São Paulo é também para a integração tarifária, que traria descontos financeiros com economia vantajosa para os cidadãos que se utilizam de vários meios no mesmo dia – ônibus, trem, metrô.
A integração física garante apenas a facilidade de embarque com a liberação da catraca, uma vez que o cartão é carregado em postos autorizados anteriormente e os usuários não precisam enfrentar fila para a compra do bilhete na hora do embarque.
O transporte metropolitano somente estará integrado, de verdade, quando for consolidada as integrações física e tarifária. No entanto, para ser feita a integração tarifária, entre o cartão BOM, dos ônibus intermunicipais, e os trens, metrô e Bilhete Único nas estações, há necessidade de negociações quanto a compensações e subsídios, assim como a integração em outras cidades que ainda não usam o cartão BOM em sistemas municipais. Fato que, em mais de 16 anos no governo do Estado, os tucanos ainda não conseguiram formalizar.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Cresce o fluxo de veículos em rodovias do interior de São Paulo
Rodovias concedidas à iniciativa privada no interior de São Paulo receberam 2,42 milhões de veículos a mais nos dez primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2010.
É o que mostram dados obtidos pela Folha relativos a quatro concessionárias que administram 1.151,1 quilômetros de estradas nas regiões de Ribeirão Preto, Franca, São Carlos e Araraquara.
Com o crescimento, as rodovias –entre elas trechos de Anhanguera e Washington Luís– receberam 55,31 milhões de veículos, ante os 52,89 milhões recebidos entre janeiro e outubro de 2010, alta de 4,58% no fluxo.
A Anhanguera é responsável por mais de 50% do fluxo da Autovias, concessionária que administra 316 quilômetros de estradas e, sozinha, viu 19,1 milhões de veículos passarem por seus pedágios.
Apesar do crescimento, projeções feitas pelas empresas, algumas com capital estrangeiro, apontam desaceleração desse quadro.
projeção mais otimista é de que o fluxo de veículos crescerá 3,85% em 2012 -há quem fale em 2,95%.
A Autovias e a Vianorte, as duas com maior fluxo entre as quatro ouvidas, dizem que o aumento do tráfego reflete o crescimento da frota em todo país, que teve elevação de 6,4% no ano.
Segundo as duas concessionárias, as projeções menores são baseadas na tendências de evolução da frota e desempenho da economia.
Para o consultor da área de transportes José Felex, o maior número de veículos nas rodovias tem impacto diferente do causado nas cidades, onde o congestionamento se torna um problema.
Nas estradas, o fluxo é contínuo e, exatamente por isso, a relação entre os veículos é mais perigosa. “Isso provoca uma tensão maior entre os condutores”, disse Felex.
Coca Ferraz, professor da área de transportes da USP (Universidade de São Paulo), afirmou que as dificuldades são sentidas principalmente em subidas. “É comum um caminhão ultrapassar outro e segurar o fluxo.”
Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress
Fonte: Folha de S. Paulo, Por Marcelo Toledo e Araripe Castilho
Foto: Edson Silva/Folhapress
COMENTÁRIO E & P
Mais um fator para o governo do Estado fazer o reequilíbrio econômico-financeiro em em benefício dos usuários paulistas que pagam uma das tarifas de pedágio mais caras do mundo. O negócio de pedágio em São Paulo é um dos mais lucrativos do país, isso porque toda a modelagem do negócio foi feita feita em prol da empresa privada e em prejuízo de todos os paulistas e brasileiros que pagam pedágio nos produtos que consomem, visto que 93% do que é transportado no Estado é por rodovias. Os mais pobres também pagam pedágio quando viajam de ônibus, inclusive intermunicipal. O pedágio paulista tira dos mais pobres e dá aos mais ricos, que são as concessionárias. É um Robin Hood às avessas.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Vídeo - Projeto Tarifa Zero, entrevista com Lúcio Gregori
autor: Juliana Kroeger e Fernando Evangelista
Entrevista que faz parte do documentário "Impasse" (sobre o caos do transporte público urbano). Lúcio Gregori foi secretário municipal de transportes de São Paulo.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Ônibus interestaduais - Plano prevê redução de tarifa de ônibus
Novo modelo de licitação reduz de R$ 0,1228 para R$ 0,1225, em média, o valor que a empresa pode cobrar por quilômetro rodado
Karla Mendes e Edna Simão / BRASÍLIA
As passagens de ônibus interestaduais devem ficar mais baratas para 85% dos usuários a partir do ano que vem. É o que prevê o novo modelo de concessão das linhas interestaduais de transportes de passageiros que o governo quer licitar em janeiro de 2012
Competição. Com o novo modelo de licitação, a ANTT espera estimular a concorrência entre as empresas de transporte terrestre de passageiros
A redução de preços será consequência da fixação de indexadores das tarifas com valores mais baixos que os praticados atualmente, segundo informou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). "Com base nisso, podemos dizer que 85% da população vai ter redução tarifária", disse Sônia Haddad, superintendente de serviços de transporte de passageiros da agência, responsável pela licitação.
A queda nos preços deverá ocorrer porque o novo modelo reduziu de R$ 0,1228 para R$ 0,1225, em média, o valor que a empresa pode cobrar por quilômetro rodado. Em alguns casos, o preço poderá ser bem menor: R$ 0,096. O preço da passagem é obtido multiplicando-se esse valor pela extensão da linha, acrescido da taxa de embarque, que varia de terminal para terminal, e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado pelos Estados.
A expectativa é de que, com preços menores e com mais benefícios ao consumidor, a exemplo de ônibus mais novos, as empresas possam competir com as promoções agressivas das companhias aéreas. Na avaliação do diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, o processo de licitação é uma oportunidade de trazer "modernidade" para o segmento, em um cenário de movimento agressivo do setor aéreo, que tem tomado o mercado de muitas linhas de ônibus, sobretudo nas longas distâncias.
Figueiredo admitiu, entretanto, que em alguns trechos "talvez sejam perdas irrecuperáveis", pois à medida que a população ganha mais poder aquisitivo, ela opta por um sistema de transporte mais rápido e mais confortável. "Nós queremos ter um sistema que se assemelhe e até supere o que o aéreo oferece", enfatizou o diretor-geral.
Frota nova. Para melhor o desempenho das empresas de ônibus, o modelo de licitação prevê também que a idade máxima permitida para a frota seja de 10 anos, prazo que será reduzido gradualmente até alcançar o patamar, médio, de cinco anos de uso. A frota dos ônibus interestaduais tem 14 anos de idade média. A frota cadastrada na ANTT é de 16.325 ônibus, dos quais 60% têm idade abaixo de 10 anos. Também serão cobrados das empresas vencedoras da licitação indicadores de desempenho.
Essa é a primeira vez que o serviço de transporte terrestre de passageiros será submetido a um processo de licitação. No total serão leiloadas 1.967 linhas, distribuídas em 18 grupos e 60 lotes. Com essa divisão, a ANTT quer forçar as empresas a disputarem tanto as linhas mais lucrativas, quanto as que não têm tanta demanda. O processo de audiência pública do novo plano geral de outorgas do setor teve início ontem e estará aberto até 12 de setembro. Os contratos serão de 15 anos.
No novo modelo, a agência quer ainda estimular a concorrência entre as empresas. Em alguns lotes, será permitida a atuação de várias operadoras. Esse é o caso do atrativo mercado de São Paulo e Rio de Janeiro. Nesses trechos, a quantidade de empresas prestando serviço passará de quatro para cinco. "Isso eleva um pouco a concorrência", destacou Sônia.
PARA LEMBRAR
ANTT terá de fazer licitação
A licitação de linhas de ônibus interestaduais é um imbróglio que se arrasta há bastante tempo. Em 1993 foi estabelecido por decreto que as concessões e permissões deveriam passar por um processo de licitação, prazo que expirou em 2008.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2007, que não poderia mais haver renovação das outorgas, mas como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ainda não tinha concluído um modelo de licitação, o órgão regulador solicitou um prazo maior para a concorrência pública.
Os prazos das permissões dadas às empresas terminaram em 2008 e, desde então, o setor opera por licenças especiais, que expiram em 31 de dezembro. A morosidade da ANTT tem sido criticada pelo Ministério Público.
Instituições de Transportes Integração Sul-Americana Internacional Mobilidade Urbana Passageiros Portos e Armazéns Segurança Sustentabilidade Ambiental Tecnologia Vídeos Opinião
Licitação de linhas interestaduais de ônibus vai aumentar concorrência com aviões
Brasília - A licitação de linhas interestaduais de ônibus poderá aumentar a concorrência entre os transportes terrestre e aéreo de passageiros.
Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, o objetivo principal do leilão é a modernização do sistema, que deverá permitir que o serviço se assemelhe ao que é prestado atualmente pelas companhias aéreas.
“Estamos assistindo a um processo agressivo do transporte aéreo, com uma redução drástica de preços, e o transporte rodoviário, especialmente nas longas distâncias, está perdendo mercado. O objetivo principal dessa licitação é a modernização do sistema, que se dá no controle da prestação do serviço e no atendimento ao usuário. Queremos ter um sistema que se assemelhe ou, até mesmo, supere o que o aéreo oferece”, disse Figueiredo.
A superintendente de Serviços Terrestres da ANTT, Sônia Haddad, explicou que a licitação vai dar mais flexibilidade para que as empresas possam competir com o transporte aéreo, fazendo promoções de acordo com a demanda, por exemplo, e fixar padrões de qualidade para terminais e pontos de parada.
O sistema de transporte rodoviário interestadual de passageiros nunca foi licitado e, desde 2008, quando venceram as permissões, as empresas operam com autorizações especiais.
Entre as medidas previstas pela licitação estão modernização da frota, venda de passagens pela internet, rastreamento dos ônibus em tempo real, que vai permitir ao usuário acompanhar os horários de chegada e de partida dos coletivos, além de exigências de segurança e conforto.
Segundo Sônia Haddad, 85% dos atuais trajetos vão ter uma redução tarifária com o novo modelo previsto no leilão.
A licitação vai prever lotes que vão juntar linhas lucrativas com outras menos rentáveis para as empresas. Os ônibus interestaduais transportam, nas linhas regulares, 50,2 milhões de passageiros por ano.
As 2,4 mil linhas existentes atualmente foram organizadas em 18 grupos. Hoje, existem 250 operadores, que devem ser reduzidos para menos de 60.
A ANTT vai exigir que a idade média da frota, atualmente de 14 anos, caia para 5 anos. Nenhum ônibus poderá ter mais de dez anos. A frota cadastrada atualmente, de 16,3 mil coletivos, tem 60% dos veículos com menos de dez anos.
A ANTT já está colhendo sugestões da sociedade para aprimorar a proposta de licitação do serviço de transporte rodoviário interestadual de passageiros.
As contribuições podem ser encaminhadas à agência até o dia 12 de setembro. Também serão promovidas audiências públicas em Brasília, São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre para debater o tema. A expectativa da ANTT é publicar o edital em outubro e marcar o leilão para 90 dias depois.
Fonte: Agência Brasil, Por Sabrina Craide
sexta-feira, 11 de março de 2011
Protesto contra aumento do ônibus chega à casa de Kassab
A crítica é à falta de disposição de Kassab para receber os ativistas contrários aos R$ 3 cobrados dos passageiros de ônibus. Mas, nesta quinta-feira (10), o prefeito não poderia recebê-los para um café em sua casa nem se quisesse. Ele está em Paris, na França, onde participa de uma feira internacional. Só volta neste sábado (12).
Por Imprensa PT-SP, com Rede Brasil Atual
Sexta-feira, 11 de março de 2011
Foi pela nona quinta-feira consecutiva que ativistas críticos ao reajuste do ônibus em São Paulo foram às ruas. Os manifestantes não consideram este o nono protesto, por ter um caráter diferente, mais restrito e pontual, voltado totalmente à figura de Gilberto Kassab (DEM), prefeito da cidade.
Essa perspectiva, aliada ao feriado do carnaval, fez a marcha ter um tamanho bem menor do que nas semanas anteriores. As 150 pessoas presentes partiram do Shopping Iguatemi, no bairro de Pinheiros, zona oeste, para uma "visita" inusitada. O destino era justamente o condomínio onde mora Kassab.
A crítica é à falta de disposição de Kassab para receber os ativistas contrários aos R$ 3 cobrados dos passageiros de ônibus. Mas, nesta quinta-feira (10), o prefeito não poderia recebê-los para um café em sua casa nem se quisesse. Ele está em Paris, na França, onde participa de uma feira internacional. Só volta neste sábado (12).
Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 150 manifestantes compareceram no protesto pacífico. O comandante do 23º Batalhão, major Marcelo Nagy, declarou que aproximadamente 40 policiais acompanham o protesto desta quinta-feira. "Eles têm direito à manifestação, mas a polícia tem que assegurar a integridade dos manifestantes e as pessoas em geral", disse.
Murilo Rodrigues, 30, é ciclista e abandonou o carro há dois anos, mas compareceu à manifestação para apoiar a causa. "Acho um absurdo honerar transporte público deste jeito. Tem que fazer barulho mesmo, apóio. Tem que parar a cidade para ser notado", declarou.
Por que, então, fazer um protesto diante de uma casa vazia? "O objetivo do ato é mostrar que estamos atrás do diálogo, estando o Kassab em casa ou não", responde Mayara Vivian, integrante do Movimento Passe Livre, um dos grupos que promove as manifestações desde o início do ano. "A gente sabe onde ele mora e veio fazer uma visita", alfineta.
Ao final do protesto, por volta das 19h40, os manifestantes abriram alguns ônibus pela porta de trás na altura da Rebouças para que os integrantes do movimento entrassem.
Reajuste acima da inflação, falta de diálogo e violência da PM
Sem dialogar com a população, o Governo Kassab reajustou, no dia 5 de janeiro, a passagem ônibus da Capital de R$ 2,70 para R$ 3,00, aumento de 11,11%, praticamente o dobro da inflação acumulada (6,01% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O metrô foi reajustado de R$2,65 para R$2,90, um aumento de 9,43%.
Indignados com o reajuste abusivo e a falta de diálogo da Prefeitura, o Movimento Passe Livre e o Comitê de Luta contra o Aumento se organizaram contra a decisão da prefeitura. Já foram realizadas nove manifestações, que chegam a reunir de 3 a 4 mil pessoas de diversos setores da sociedade.
Durante o sexto ato, que aconteceu no dia 17 de fevereiro, os policiais usaram gás de efeito moral, spray de pimenta e tiros de borracha contra manifestantes e os três vereadores petistas que tentavam intermediar o diálogo: Antonio Donato (presidente do Diretório Municipal do PT/SP), Juliana Cardoso e José Américo.
A vereadora Juliana chegou a desmaiar durante a agressão e José Américo teve um dedo quebrado. "Estou bastante preocupada com esse governo municipal. Se eles [governo] não têm respeito com os parlamentares, imaginem com o povo!”, concluiu a parlamentar.
A bancada do PT na Câmara de São Paulo entrou com uma representação na Corregedoria da Polícia Militar do Estado para apurar a reação violenta e com um mandato de segurança, com pedido de liminar, pedindo a impugnação da planilha de custos utilizada para justificar o reajuste da tarifa de ônibus. "Notamos que há inconsistências nas planilhas apresentadas pela Secretaria de Transportes para justificar o aumento. Um exemplo é o preço do óleo diesel, que não condiz com a realidade".
Por Imprensa PT-SP, com Rede Brasil Atual
Sexta-feira, 11 de março de 2011
Foi pela nona quinta-feira consecutiva que ativistas críticos ao reajuste do ônibus em São Paulo foram às ruas. Os manifestantes não consideram este o nono protesto, por ter um caráter diferente, mais restrito e pontual, voltado totalmente à figura de Gilberto Kassab (DEM), prefeito da cidade.
Essa perspectiva, aliada ao feriado do carnaval, fez a marcha ter um tamanho bem menor do que nas semanas anteriores. As 150 pessoas presentes partiram do Shopping Iguatemi, no bairro de Pinheiros, zona oeste, para uma "visita" inusitada. O destino era justamente o condomínio onde mora Kassab.
A crítica é à falta de disposição de Kassab para receber os ativistas contrários aos R$ 3 cobrados dos passageiros de ônibus. Mas, nesta quinta-feira (10), o prefeito não poderia recebê-los para um café em sua casa nem se quisesse. Ele está em Paris, na França, onde participa de uma feira internacional. Só volta neste sábado (12).
Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 150 manifestantes compareceram no protesto pacífico. O comandante do 23º Batalhão, major Marcelo Nagy, declarou que aproximadamente 40 policiais acompanham o protesto desta quinta-feira. "Eles têm direito à manifestação, mas a polícia tem que assegurar a integridade dos manifestantes e as pessoas em geral", disse.
Murilo Rodrigues, 30, é ciclista e abandonou o carro há dois anos, mas compareceu à manifestação para apoiar a causa. "Acho um absurdo honerar transporte público deste jeito. Tem que fazer barulho mesmo, apóio. Tem que parar a cidade para ser notado", declarou.
Por que, então, fazer um protesto diante de uma casa vazia? "O objetivo do ato é mostrar que estamos atrás do diálogo, estando o Kassab em casa ou não", responde Mayara Vivian, integrante do Movimento Passe Livre, um dos grupos que promove as manifestações desde o início do ano. "A gente sabe onde ele mora e veio fazer uma visita", alfineta.
Ao final do protesto, por volta das 19h40, os manifestantes abriram alguns ônibus pela porta de trás na altura da Rebouças para que os integrantes do movimento entrassem.
Reajuste acima da inflação, falta de diálogo e violência da PM
Sem dialogar com a população, o Governo Kassab reajustou, no dia 5 de janeiro, a passagem ônibus da Capital de R$ 2,70 para R$ 3,00, aumento de 11,11%, praticamente o dobro da inflação acumulada (6,01% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O metrô foi reajustado de R$2,65 para R$2,90, um aumento de 9,43%.
Indignados com o reajuste abusivo e a falta de diálogo da Prefeitura, o Movimento Passe Livre e o Comitê de Luta contra o Aumento se organizaram contra a decisão da prefeitura. Já foram realizadas nove manifestações, que chegam a reunir de 3 a 4 mil pessoas de diversos setores da sociedade.
Durante o sexto ato, que aconteceu no dia 17 de fevereiro, os policiais usaram gás de efeito moral, spray de pimenta e tiros de borracha contra manifestantes e os três vereadores petistas que tentavam intermediar o diálogo: Antonio Donato (presidente do Diretório Municipal do PT/SP), Juliana Cardoso e José Américo.
A vereadora Juliana chegou a desmaiar durante a agressão e José Américo teve um dedo quebrado. "Estou bastante preocupada com esse governo municipal. Se eles [governo] não têm respeito com os parlamentares, imaginem com o povo!”, concluiu a parlamentar.
A bancada do PT na Câmara de São Paulo entrou com uma representação na Corregedoria da Polícia Militar do Estado para apurar a reação violenta e com um mandato de segurança, com pedido de liminar, pedindo a impugnação da planilha de custos utilizada para justificar o reajuste da tarifa de ônibus. "Notamos que há inconsistências nas planilhas apresentadas pela Secretaria de Transportes para justificar o aumento. Um exemplo é o preço do óleo diesel, que não condiz com a realidade".
Assinar:
Postagens (Atom)






