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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dilma quer mudar comportamento do motorista no trânsito


Governo lança campanha para reduzir os acidentes de trânsito no Brasil. País vai investir R$ 42 bi em rodovias e comprar 1 milhão de bafômetros.
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (1º), durante seu programa de rádio “Café com a presidenta”, que o governo pretende reduzir os acidentes de trânsito no país ao lançar o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes, o Parada. Um dos objetivos da campanha é mudar o comportamento dos motoristas no trânsito.
Dilma iniciou o programa informando sobre as mortes no trânsito. Para ela, o índice de mortes é devastador e o objetivo do governo, com o Parada, é reduzir o número de vítimas.
“Estamos fazendo uma grande mobilização para reduzir o número de acidentes nas estradas e nas cidades. 42 mil pessoas perdem a vida todos os anos em acidentes de trânsito no Brasil. É um número devastador. É por isso que lançamos o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes. Eu, inclusive, conversei sobre esse pacto com o secretário-geral da ONU, o Sr. Ban Ki-moon, quando estive em Nova York, na semana passada. A ONU lançou a Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito. É tentar reduzir pela metade as mortes no trânsito em todos os países até 2020. Aqui no Brasil, nós vamos participar desse esforço mundial pela redução das mortes no trânsito”.
Jovens são maiores vítimas
A presidente se mostrou preocupada com o índice de jovens mortos em acidentes de trânsito. “Os acidentes de trânsito se tornaram uma epidemia. O mais triste é que, no Brasil, metade das vítimas é formada por jovens, com idade entre 15 e 39 anos. São perdas irreparáveis para as famílias, para os amigos e para o país. A dor da mãe que perde o filho em um acidente é inimaginável”.
Para Dilma, é possível alterar esse quadro. “A gente sabe que algumas atitudes poderiam evitar boa parte desses acidentes. Por isso, estamos convocando artistas, esportistas, empresários, governadores, prefeitos e todos os brasileiros a participar desse pacto pela vida”.
Dilma explicou como o plano vai funcionar. “Vamos fazer uma ampla campanha de conscientização, com a parceria da Federação Internacional de Automobilismo, que organiza as corridas de Fórmula 1. O objetivo é incentivar os brasileiros a mudar o comportamento no trânsito. Nós temos que evitar que o motorista dirija em alta velocidade, que pegue o volante depois de beber. Sempre lembrando também que todos precisam usar o cinto de segurança”.
R$ 42 bi nas rodovias
Segundo Dilma, o governo vai investir em infraestrutura. “Estamos realizando obras para melhorar as rodovias de todo o país. Com o Plano de Investimentos em Logística, vão ser investidos R$ 42 bilhões para duplicar e modernizar mais de 7.500 km de rodovias. Também estamos investindo quase R$ 40 bilhões para melhorar o transporte coletivo nos grandes centros urbanos do país”.
Para Dilma, é necessário ainda mudar a legislação. “Precisamos ainda adaptar a legislação para punir com mais rigor quem adota comportamentos de risco no trânsito, porque você sabe, quem comete uma imprudência no trânsito não está colocando em risco só a própria vida, mas também a vida dos outros.
1 milhão de bafômetros
Dilma disse vai reforçar as campanhas de educação no trânsito e também apoiar as ações de fiscalização. “Até o final deste ano, vamos começar a distribuir 1 milhão de bafômetros para ajudar os Detrans de todo o país em suas ações de fiscalização.
Fonte: G1

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cerca de 70% dos motociclistas sofrerão acidentes nos próximos seis meses, diz Abramet


A motofaixa é uma das alternativas adotadas pela cidade de São Paulo para diminuir o número de acidentes envolvendo motociclistas. Foto: Epitácio Pessoa/AE
Aproximadamente 70% dos motociclistas sofrerão acidentes nos próximos seis meses, informou o diretor do Departamento de Medicina Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dirceu Rodrigues.
Dos 73 milhões de veículos que circulam diariamente no país, 19,2 milhões são motocicletas. Apesar da maior frota se concentrar no Sudeste, com mais de 7,7 milhões de motos, conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), é nas regiões do Norte e Nordeste que o número de motos adquiridas cresce em grandes proporções.
De 1998 para 2012, a região Norte teve uma taxa de crescimento 1538,9% nas vendas de motocicletas, seguida da região Nordeste, com 1114,9%. O Sudeste apresentou crescimento de 455,4%. Em 1998, a frota nacional era de 2,7 milhões de motos.
Para Rodrigues, esse crescimento e, consequentemente, o número de acidentes provocados pelas motos são resultados da facilidade em adquiri-las, motos são mais baratas que carros; da liberação para a prática de serviços como motoboy, motofrentista e mototaxista sem um treinamento adequado; de cursos ministrados de forma precária em Centros de Formação dos Condutores (CFC); da falta de fiscalização, a Lei Seca ignora os motociclistas; e o desuso das roupas de proteção: Equipamento de Proteção Individual (EPI).
O Código de Trânsito Brasileiro exige que todo motociclista use roupas que ofereçam proteção no caso de uma queda, segundo Rodrigues, mas o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) tem cobrado apenas o uso do capacete.
“Nos acidentes, 25% dos motociclistas apresentam ferimentos no crânio e 73% apresentam lesões nos membros inferiores. Esses equipamentos, como a viseira, as luvas, os sapatos fechados e jaquetas reduzem as lesões produzidas pelo acidente.”
Vítimas
Em 2010, foram registradas 10.894 mortes por acidente com motocicleta. Conforme a representante do Ministério da Saúde, Marta Maria Alves da Silva, são 117 óbitos diariamente. “Os acidentes com motos equivalem a uma queda de avião por dia” e alertou “é uma questão epidêmica e a tendência é que aumente o número de óbitos se não for feito nenhuma mudança”.
Agência T1, Por Bruna Yunes

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Saúde investe R$ 12,8 mi no Projeto Vida no Trânsito


Recursos do Ministério da Saúde reforçam as ações de segurança no trânsito nos estados e capitais. Projeto prevê medidas para reduzir índices de mortes em acidentes
O Ministério da Saúde autorizou novo repasse no valor de R$ 12,8 milhões para que todos os 26 estados, o Distrito Federal e as respectivas capitais possam ampliar e fortaleces ações previstas no Projeto Vida no Trânsito. Além dos investimentos, a portaria 1.934 prevê a inclusão de dois novos municípios paulistas no projeto: Campinas e Guarulhos, que já desenvolviam ações de vigilância e prevenção das lesões e mortes pelo trânsito. Os recursos transferidos para municípios com mais de um milhão de habitantes serão de R$ 250 mil. O valor para cidades com número de habitantes entre 500 mil e um milhão será R$ 200 mil. Municípios com menos de 500 mil habitantes receberão R$ 175 mil. A medida visa modificar a cultura de segurança no trânsito de forma a reduzir o número de mortos e feridos graves a partir da melhora da informação, da conscientização e mobilização da sociedade.
Um dos pontos principais do Projeto Vida no Trânsito é qualificação das informações. As secretarias estaduais e municipais de saúde deverão implantar o Projeto Vida no Trânsito por meio de articulação com outros setores governamentais e não-governamentais. Eles deverão integrar as informações sobre acidentes de trânsito e vítimas (como feridos graves e mortes). Os gestores de saúde deverão, ainda, identificar os fatores de risco e grupos de vítimas mais importantes nos respectivos municípios. A partir desta verificação, os municípios deverão desenvolver programas e projetos de intervenção que reduzam esses fatores e os pontos críticos de ocorrência de acidentes.
“A iniciativa mostra a preocupação do Ministério da Saúde com a violência no trânsito. Uma das prioridades do Projeto Vida no Trânsito é intervir nos principais fatores de risco, que são responsáveis pelas causas e pela gravidade dos acidentes de trânsito, como o excesso de velocidade e a associação entre álcool e direção. Essas intervenções são desenvolvidas em articulação com outros setores, como educação, trânsito, transporte e segurança pública, dentre outros setores governamentais e da sociedade civil.  Nosso objetivo principal é reduzir a grande quantidade de óbitos e lesões no trânsito, que poderiam ser evitados com medidas preventivas”, observa Marta Maria Alves da Silva, coordenadora da Área Técnica de Vigilância e Prevenção de Violências e Acidentes do Ministério da Saúde. Ela lembra que uma capital de cada região brasileira havia sido definida inicialmente, em 2010, para o reforço das ações de vigilância e prevenção de acidentes no trânsito: Palmas (TO), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS) e Curitiba (PR).Além dessas cidades pioneiras, o Ministério da Saúde incluiu, em2011, as outras 22 capitais e mais os estados.
O Projeto Vida no Trânsito resulta também da participação do Brasil num esforço internacional iniciado em 2010 com o Projeto Road Safety in 10 Countries (RS 10), coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Fundação Bloomberg.
Valores destinados aos estados e respectivas capitais:

Municípiose Estados
População
Recursos Federais
(R$)
Porto Velho
428.527
175.000,00
Rondônia
1.562.409
250.000,00
Rio Branco
336.038
175.000,00
Acre
733.559
250.000,00
Manaus
1.802.014
250.000,00
Amazonas
3.483.985
250.000,00
Boa Vista
284.313
175.000,00
Roraima
450.479
250.000,00
Belém
1.393.399
250.000,00
Pará
7.581.051
250.000,00
Macapá
398.204
175.000,00
Amapá
669.526
250.000,00
Palmas
228.332
175.000,00
Tocantins
1.383.445
250.000,00
São Luís
1.014.837
250.000,00
Maranhão
6.574.789
250.000,00
Teresina
814.230
200.000,00
Piauí
3.118.360
250.000,00
Fortaleza
2.452.185
250.000,00
Ceará
8.452.381
250.000,00
Natal
803.739
200.000,00
Rio Grande do Norte
3.168.027
250.000,00
João Pessoa
723.515
200.000,00
Paraíba
3.766.528
250.000,00
Recife
1.537.704
250.000,00
Pernambuco
8.796.448
250.000,00
Maceió
932.748
200.000,00
Alagoas
3.120.494
250.000,00
Aracaju
571.149
200.000,00
Sergipe
2.068.017
250.000,00
Salvador
2.675.656
250.000,00
Bahia
14.016.906
250.000,00
Belo Horizonte
2.375.151
250.000,00
Minas Gerais
19.597.330
250.000,00
Vitória
327.801
175.000,00
Espírito Santo
3.514.952
250.000,00
Rio de Janeiro (RJ)
6.320.446
250.000,00
Rio de Janeiro
15.989.929
250.000,00
São Paulo (SP)
11.253.503
250.000,00
Campinas
1.080.113
250.000,00
Guarulhos
1.221.979
250.000,00
São Paulo
41.262.199
250.000,00
Curitiba
1.751.907
250.000,00
Paraná
10444526
250.000,00
Florianópolis
421.240
175.000,00
Santa Catarina
6.248.436
250.000,00
Porto Alegre
1.409.351
250.000,00
Rio Grande do Sul
10.693.929
250.000,00
Campo Grande
786.797
200.000,00
Mato Grosso do Sul
2.449.024
250.000,00
Cuiabá
551.098
200.000,00
Mato Grosso
3.035.122
250.000,00
Goiânia
1.302.001
250.000,00
Goiás
6.003.788
250.000,00
Brasília/DF
2.570.160
250.000,00
 TOTAL
12.875.000,00
 Fonte: Portal da Saúde