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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Nova estrada deve aliviar tráfego local no litoral norte

SP | O Estado de São Paulo


O governo do Estado de São Paulo obteve licença do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para construir o polêmico Contorno Sul de Caraguatatuba e São Sebastião da Rodovia dos Tamoios. Serão 30,8 quilômetros de pistas ligando a Tamoios (SP-099), em Caraguatatuba, à Rodovia Doutor Manoel Hipólito do Rego, a Rio-Santos (SP-055), na altura do Porto de São Sebastião.
O governo do Estado de São Paulo obteve licença do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) para construir o polêmico Contorno Sul de Caraguatatuba e São Sebastião da Rodovia dos Tamoios. Serão 30,8 quilômetros de pistas ligando a Tamoios (SP-099), em Caraguatatuba, à Rodovia Doutor Manoel Hipólito do Rego, a Rio-Santos (SP-055), na altura do Porto de São Sebastião.
A obra é a saída apontada pelo governo do Estado para evitar o surgimento de gargalos no trânsito das cidades do litoral norte. A polêmica está ligada a questões ambientais: o traçado passará pela Serra do Mar, em áreas de Mata Atlântica.
No lado viário, a construção do arco possibilitará que o trecho urbano da Rio-Santos entre São Sebastião e Caraguatatuba, onde há lombadas e muitos radares, seja usado apenas para o tráfego local. Já as novas pistas terão função de vias expressas. O objetivo é que, com a nova opção, o gargalo no trânsito seja desfeito.
"Aquele trecho rende um congestionamento famoso em época de temporada. A obra cria um contorno viário para essa parte", explica o diretor-presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço. Para a Dersa, outra vantagem da mudança é que a separação entre o trânsito expresso e local deve diminuir sensivelmente o índice de acidentes.
A construção terá 31 viadutos, 5 pontes e 4 túneis. A obra está estimada em R$ 1,6 bilhão. Para que os trabalhos comecem, ainda é necessário fazer o projeto executivo e a licitação. A estimativa da Dersa é de que as obras sejam iniciadas em março do ano que vem e fiquem prontas em três anos.
Ambiente. Com a licença, a Dersa pode dar andamento à obra. A autorização, porém, não desfaz a polêmica sobre o impacto ambiental das obras que passarão sobre uma extensa área de Mata Atlântica no Estado. A intervenção viária não agradou à prefeitura de São Sebastião, por exemplo.
Desde 2010, o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) estava em análise. Após as discussões, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) elaborou o parecer de viabilidade, aprovado ontem.
Impacto. O parecer da Cetesb determina 59 ações que o governo do Estado terá de adotar para mitigar os impactos ambientais que a obra trará. Entre as exigências estão serviços de reflorestamento e de monitoramento ambiental das áreas afetadas indiretamente pela construção das pistas. São, ao todo, 14 objetivos.
O presidente da Dersa rebate os argumentos de desmatamento. "A rodovia foi planejada para ter baixíssimo impacto ambiental", afirma. Lourenço argumenta que, como se trata de uma via expressa, o contorno servirá como barreira natural para a expansão da ocupação que já ocorre no Parque Estadual da Serra do Mar.
O governo ressalta o ganho econômico, pois essa infraestrutura servirá ao Porto de São Sebastião. A ligação deverá amenizar o impacto no trânsito da possível ampliação do terminal, que aguarda licenciamento ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). "Hoje, os caminhões que vão levar produtos passam por dentro de São Sebastião e Caraguá e têm uma série de restrições, de horários para passar. Isso atrapalha o funcionamento do porto."
Lourenço afirma que o contorno também permitirá a construção de um retroporto - onde serão armazenados produtos e haverá logística de transporte - em Caraguatatuba. "São Sebastião não tem área para a construção do retroporto. Com ele, a capacidade operacional do Porto de São Sebastião será maior."
Norte. A Dersa aguarda agora o licenciamento ambiental do Contorno Norte de Caraguatatuba. A intervenção viária terá sete quilômetros e um túnel de 400 metros. O estudo de impacto ambiental da obra foi protocolado em dezembro de 2001 e teve audiência pública realizada em junho.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

LLX assina contrato com Subsea 7 para instalação no Superporto do Açu

A LLX Açu, subsidiária da LLX, empresa de logística do Grupo EBX, assinou na última sexta-feira (25) contrato com a Subsea7 para a instalação de uma unidade para fabricação e revestimentos de dutos rígidos submarinos de grande extensão no Superporto do Açu, em construção em São João da Barra, no norte fluminense. Com a assinatura deste contrato, a LLX terá uma receita de aproximadamente R$ 21 milhões por ano com aluguel de área e utilização de infraestrutura pelos próximos 10 anos. “A cada novo contrato fechado, fica evidente que o Superporto do Açu é o site definitivo para as indústrias de suporte ao setor de Petróleo e Gás. Além da localização privilegiada em relação às Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo e aos novos blocos de exploração de petróleo do pré-sal, as indústrias que optaram por instalar suas unidades no terminal TX2 do Superporto, também terão acesso direto ao mar através de um canal de águas abrigadas, tendo à sua disposição um cais próprio”, comentou Otávio Lazcano, Diretor Presidente da LLX. Com píer de 250 metros de extensão e dois berços para atracação de embarcações, a unidade da Subsea7 será instalada na entrada do canal do TX2, em sua margem sul. A empresa tem o início de suas atividades previsto para o ano de 2014. A Subsea 7 é líder global em engenharia e construção submarina e fornecedora de serviços para a indústria de energia offshore em todo o mundo, com mais de 12 mil empregados e receita de US$ 5,5 bilhões em 2011. Conheça a LLX A LLX foi criada em março de 2007 com o propósito de prover o país com infraestrutura e competências logísticas, principalmente no setor portuário. Atualmente a empresa desenvolve o Superporto do Açu, maior investimento em infraestrutura portuária da América Latina. Com dois terminais – um offshore e outro onshore, o Superporto do Açu está em construção em São João da Barra (RJ), próximo à área responsável por 85% da produção de petróleo e gás do Brasil. Com construção iniciada em outubro de 2007 e início de operação previsto para 2013, o Superporto do Açu contará com 17 km de píeres, que poderão receber até 47 embarcações, incluindo de grande porte. Ele poderá movimentar até 350 milhões de toneladas por ano, o que o coloca entre os três maiores portos do mundo. O Superporto do Açu contará com 2 terminais: o TX1, um terminal offshore com uma ponte de acesso com 3 quilômetros de extensão, píer de rebocadores, píer de minério de ferro, canal de acesso e bacia de evolução – todos já concluídos. O terminal terá profundidade inicial de 21 metros (com expansão para 26 metros), e poderá movimentar até 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O outro terminal, o TX2, está sendo construído no entorno de um canal para navegação, com 6,5 km de extensão e 300 metros de largura. O TX2 contará com mais de 13 quilômetros de cais, onde serão movimentados produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, ferro gusa, escória e granito, além de granéis líquidos e sólidos. Projetado com base no moderno conceito porto-indústria, o Superporto do Açu contará com um Distrito Industrial em área contígua, onde serão instaladas siderúrgicas, cimenteiras, base de estocagem para granéis líquidos, polo metalmecânico, Unidade de Construção Naval, complexo termelétrico, plantas de pelotização de minério de ferro, Unidade para Tratamento de Petróleo, indústrias offshore, indústrias de tecnologia da informação que constituirão o futuro vale do silício brasileiro e pátio logístico, entre outros. A previsão é que o Complexo Industrial que será instalado na retroárea do empreendimento seja responsável pela atração de cerca de US$ 40 bilhões em investimentos para a região. Read more: http://www.naval.com.br/blog/#ixzz1wTf1plvl

terça-feira, 27 de março de 2012

Porto de Santos prevê dobrar capacidade de operação até 2014


O Porto de Santos deve dobrar a capacidade de operação até 2014, segundo o diretor de planejamento da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco. A previsão é que com a construção de dois novos terminais o porto passe a movimentar 8 milhões de teus em carga — cada teu equivale a um contêiner, com capacidade de transportar cerca de 10 toneladas.

Os investimentos para a construção dos novos terminais, totalizando cerca de R$ 3,5 bilhões, serão feitos pela Empresa Brasileira de Terminais Portuários S.A (Embraport) e pela Brasil Terminal Portuária.

Com as obras, o porto passará a trabalhar com folga — a demanda prevista para 2014 é de 4,25 milhões de teus. “Em um ano e meio nós vamos mais que dobrar a nossa movimentação, esse é o nosso plano, o nosso projeto”, ressaltou Barco. Em 2011 foram movimentados 2,9 milhões de teus em Santos.

A construção permitirá, de acordo com o diretor, a criação de até 1.500 empregos. Atualmente, cerca de 15 mil pessoas trabalham no porto. “Considerando os operadores portuários e os trabalhadores administrativos que operam nos mais variados terminais do porto”, explicou Barco.

Além dos novos terminais, Barco destacou que a obra de dragagem para aprofundamento do cais já está 95% finalizada. “É uma obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], está elevando o nível de atendimento e colocando o Porto de Santos como um dos mais importantes do mundo”, disse sobre a intervenção que vai aumentar a profundidade do canal de 12 metros para 15 metros.

Apesar das melhorias, o diretor ressaltou que ainda existe um gargalo para o transporte das mercadorias até o porto. Isso porque os veículos de carga têm que enfrentar o tráfego intenso nas rodovias do sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista com o litoral e, por isso, tem fluxo intenso nas épocas de temporada. “Em toda essa estrada o caminhão compete muito com o carro de passeio. Ainda mais em época de temporada, época de calor”, assinalou.

Para solucionar o problema, Renato Barco defende a ampliação da malha ferroviária para, inclusive, contornar a capital paulista, que restringe o tráfego de caminhões durante o dia. “Hoje, por exemplo, as mercadorias que chegam do interior de São Paulo ou de Mato Grosso param para atravessar São Paulo somente à noite.”

Fonte: Agência Brasil

COMENTÁRIO SETORIAL
Essas informações são importantes, pois segundo "especialistas" convidados pela imprensa brasileira, vivemos o caos na logística e nada é feito. É preciso se contrapor a esse tipo de discurso que não é verdadeiro. A logística brasileira desde 2003 viu multiplicar por quatro o comércio externo do Brasil e suportou muito bem esse crescimento de demanda que em qualquer lugar do globo geraria dificuldades. Ficamos 25 anos sem investimento e sem crescimento econômico. O Brasil não crescia antes de 2003 e por isso não gerava necessidades portuárias e logísticas. Como o país entrou na rota do crescimento, de repente houve uma demanda que o governo federal vem atendendo. É preciso mudar a matriz de transportes do Brasil, para hidroviário e ferroviário, nas cargas, mas isso em qualquer país leva tempo. E o trabalho está sendo realizado.

terça-feira, 13 de março de 2012

SP: Ilhabela entra em guerra contra Porto de São Sebastião


Aquaviário Sustentabilidade Ambiental

Preocupação é que navios com até 9 mil contêiners formem um paredão que destruiria totalmente a vista do canal.



Moradores e donos de imóveis em Ilhabela, um pequeno paraíso no litoral norte paulista, declararam guerra contra um dos mais ousados projetos do governador Geraldo Alckmin depois do Rodoanel: a ampliação do Porto de São Sebastião, que só estará totalmente concluída daqui 30 anos.

Do norte ao sul da ilha, cartazes e panfletos estão por toda parte e no último sábado houve até uma passeata no centro histórico.

Liderado pelo movimento “Ilhabela sustentável”, o movimento teme que, com o novo porto, navios com até 9 mil contêiners formem um paredão que destruiria totalmente a vista do canal. Além disso, o fluxo maior de navios tornaria inviáveis os tradicionais eventos de vela do local.

À coluna, o diretor da Companhia de Docas de São Sebastiçao, Casemiro Tércio Carvalho, contou que uma consultoria está em vias de ser contratada para medir com detalhes os impactos da obra sobre o turismo. ”Não se trata de uma luta do bem contra o mal, do capitalismo contra o socialismo”, diz Casemiro.

Segundo o diretor da Cia Docas, o turismo e a vela não serão afetados de nenhuma maneira. ”O salário médio do turismo vai aumentar e o emprego vai durar o ano inteiro, não apenas na alta temporada. Durante os campeonatos de vela, faremos um regime especial de operação”.

Fonte: Brasil Econômico, Por Pedro Venceslau

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Porto de Fortaleza deve ter dragagem concluída ainda este mês


Profundidade passará de 10 metros para 14 metros

A dragagem do Porto de Fortaleza deve ser concluída ainda neste mês, de acordo com Leônidas Cristino, titular da Secretaria de Portos.

Com isso, o complexo passará a ter 14 metros de profundidade, e não dez metros, como era anteriormente.

A licitação da construção do Terminal de Passageiros do Porto de Fortaleza foi concluída e o contrato da obra também já foi assinado.

Assim, as obras devem começar no início de março.

O objetivo é que esse terminal seja totalmente finalizado em dezembro de 2013.

Com o investimento, o Porto de Fortaleza deverá ampliar suas condições de receber transatlânticos de grande porte, especialmente os que irão para a cidade para servirem de hotel flutuante aos turistas que estarão no País por conta dos jogos da Copa.

Fonte: Guia Marítimo

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

2011: Porto de Santos bate recorde de volume de carga movimentada


O ligeiro crescimento na tonelagem,combinado à alta de 23,2% no valor comercial do total movimentado, fez crescer o valor médio por tonelada

Em 2011, porto de Santos bate novo recorde em volume de carga movimentada

O Porto de Santos operou, no ano de 2011, 97,17 milhões de toneladas de carga, recorde que supera em 1,2% o montante realizado em 2010 (96,02 milhões de toneladas).

A subida do valor comercial das mercadorias movimentadas, combinado à ligeira alta na tonelagem, proporcionou um acréscimo de 21,84% no valor médio por tonelada, que em 2010 foi R$ 998 e em 2011, R$ 1.216.

A variação positiva resultou, em grande parte, dos preços atingidos por commodities agrícolas no mercado internacional no período e do incremento na operação de carga conteinerizada de alto valor agregado.

A operação de contêineres cresceu 9,7% em 2011, com 2.985.922 teu (medida equivalente a um contêiner de 20 pés ou 6,1 m) movimentados.

Da tonelagem apurada entre janeiro a dezembro de 2011, as exportações somaram 62,87 milhões de toneladas, ou 64,7% do total.

Os produtos mais exportados foram, também, os primeiros do ranking geral da movimentação de Santos: açúcar, com 16,93 milhões de toneladas (17,4%); a soja, peletizada e em grãos, com 12,09 milhões de toneladas (12,4%) e o milho, com 4,56 milhões de toneladas (4,7%). A soja operada somou tonelagem 13,3% maior que em 2010, quando foram movimentadas 10,66 milhões de toneladas.

Nas importações, foram computadas 34,29 milhões de toneladas ou 35,29% do total. O adubo, além de ter sido a principal carga de importação descarregada no cais santista, com 3,7 milhões de toneladas recebidas em 2011, sobressaiu-se por registrar o maior crescimento entre todas as cargas movimentadas pelo porto (63,8%) na comparação entre o ano examinado e 2010.

As segunda e terceira cargas mais importadas pelo complexo foram o carvão e o enxofre, com 3,42 milhões de toneladas e 2,01 milhões de toneladas operadas, respectivamente.

A quantidade de veículos operada atingiu recorde histórico, com 437.540 unidades em 2011, somadas importações e exportações. O número é 26,7% maior que no ano anterior (345.411 unidades).

Atracaram no Porto de Santos um total de 5.874 navios em 2011, crescimento de 2,1% quando comparado ao ano anterior (5.748 atracações).

Destas, 306 atracações foram realizadas por navios de cruzeiros, trazendo, entre passageiros embarcados, desembarcados e em trânsito, 1.113.640 pessoas ao Porto de Santos, 10,9% acima do contabilizado em 2010 (1.003.942 pessoas).

Santos e as trocas comerciais internacionais

Em 2011, o Porto de Santos contribuiu com a movimentação de 24,5% (US$ 118,2 bilhões) dos US$ 482,3 bilhões computados na balança comercial, mantendo-se em primeiro lugar em participação na movimentação das trocas comerciais brasileiras, quando comparado com outros modais de transporte do país.

No ranking, o complexo portuário santista ranking é seguido pelos portos de Vitória (com US$ 43,2 bilhões ou 9% da balança comercial brasileira); Itaguaí, com US$ 35,1 bilhões (7,3%); e Paranaguá, com US$ 32,4 bilhões (6,7%). Os portos do Brasil operam 80% (US$ 387,4 bilhões) da balança comercial do país.

O valor total dos produtos importados que passaram por Santos atingiu US$ 55,3 bilhões (47,2%). Os automóveis com motor a explosão, outros cloretos de potássio e caixas de marchas para veículos automóveis foram as cargas de importação mais relevantes sob o aspecto do valor agregado.

Entre os principais países de origem das mercadorias importadas, estão Estados Unidos, com US$ 9,68 bilhões ou 17,5% do total importado; a China (US$ 15,8 bilhões ou 17,2%); e a Alemanha (US$ 5,86 bilhões ou 10,6%).

As exportações realizadas pelo complexo santista totalizaram US$ 62,9 bilhões, 52,8% da participação do porto na balança comercial brasileira em 2011.

No período analisado, os destinos preferenciais dos produtos embarcados por Santos foram a China, com US$ 10,34 bilhões ou 19,4% do total exportado; Países Baixos, com US$ 3,8 bilhões ou 7,1%; e Estados Unidos, com 2,69 bilhões ou 5%.

Entre as mercadorias mais exportadas, quanto ao valor, estão o açúcar de cana bruto, o café em grãos e a soja.


Fonte: Codesp

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ministro expõe ações para acabar com os gargalos do sistema portuário nacional


Comissão de Viação e Transporte, da Câmara dos Deputados, convidou o ministro dos Portos para expor as ações desempenhadas pela sua gestão.

Para diminuir a estadia dos navios nos portos, aumentar a competitividade e reduzir o Custo Brasil, a Comissão de Viação e Transportes (CVT) promoveu hoje uma audiência pública, na Câmara dos Deputados, para debater os problemas que afligem o sistema portuário nacional.

Convidado pela comissão para expor as ações da Secretaria Especial de Portos (SEP), o ministro Leônidas Cristino disse que a SEP está investindo em ações que reduzam os famosos “gargalos” do setor.

Segundo o ministro, ações que facilitem os acessos marítimos e terrestres nos portos, diminuam os impostos em obras de infraestrutura e promovam a desburocratização estão sendo feitas para enfrentar o que ele define como “os maiores problemas dos portos brasileiros”.

“Estamos realizando dragagens em muitas hidrovias que dão acesso aos portos de Itajaí, Rio Grande, por exemplo; estamos construindo e expandido berços, cais; diminuindo os impostos e facilitando a compra de equipamentos, como guindastes; e implantando uma Inteligência Logística Portuária do país”.

O Governo Federal está aplicando R$ 500 milhões no Programa de Inteligência Logística, o que aumentará, segundo o ministro, 25% a 35%, a eficiência da operação dos portos. “Vamos modernizar e sofisticar os portos brasileiros com novas tecnologias”.

Entre os projetos estão: a instalação do Sistema de Gerenciamento de Tráfego de Navios (VTMS), para monitorar o tráfego hidroviário; o Porto Sem Papel, criado para reduzir a burocracia dos procedimentos portuários, já implantado nos portos de Santos, Rio de Janeiro e Vitória; e a Carga Inteligente.

Conforme Cristino, com essas ações o congestionamento de navios nos portos brasileiros e as dificuldades relacionadas ao embarque e desembarque de cargas pelo mar irá diminuir.

“Teremos segurança na navegação e aumentaremos a movimentação de cargas no país com o VTMS. Primeiro no Porto de Santos e, depois, no do Rio de Janeiro”.

Agência T1, Por Bruna Yunes.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Porto de Santos movimenta volume recorde

Porto de Santos opera tonelagem recorde de janeiro a outubro de 2011

O Porto de Santos movimentou um volume recorde de cargas no período de janeiro a outubro de 2011. Foram registradas 81,96 milhões de toneladas no total, número que supera em 0,8% as 81,28 milhões de toneladas do mesmo período de 2010.

O aumento de 8,8% nas importações assegurou o índice recorde, contrabalanceando o decréscimo de 3% nas exportações.

Os três produtos mais exportados por Santos – também os mais operados no ranking geral – foram o açúcar, com 14,79 milhões de toneladas; a soja, com 10,56 milhões de toneladas e o milho, com 3,99 milhões de toneladas.

O açúcar, mercadoria mais movimentada do complexo, decresceu 15% quando comparado ao acumulado até outubro de 2010.

A soja, que vem a seguir neste ranking, sofreu alta de 2%; enquanto o milho, terceiro colocado, subiu 8,9% em relação ao ano anterior.

Nas importações, ganham destaque o adubo, com 3,01 milhões de toneladas; o carvão, com 3,00 milhões de toneladas e o enxofre, com 1,63 milhão de toneladas.

O crescimento nas cargas de adubo atingiu 80,2% em relação ao acumulado até outubro do ano anterior (1,67 milhão de toneladas).

No período analisado, se sobressaem a carga conteinerizada e automóveis, ambos com alto valor agregado.

O volume de contêineres operado entre janeiro e outubro cresceu 10% em relação a 2010. No caso dos veículos, a movimentação foi recorde: 353.449 unidades, 21,4% acima do registrado em igual período do ano passado.

O incremento também foi considerável nos embarques de óleo combustível, café e óleo diesel (com gasóleo).

A quantidade movimentada de óleo diesel subiu de 1,04 milhão de toneladas no acumulado de outubro de 2010 para 1,34 milhão de toneladas neste ano, alta de 29,2%.

No caso do café em grãos, 2011 superou em 20,3% o período correspondente do ano anterior. O óleo combustível, por sua vez, passou de 1,49 milhões de toneladas no ano passado para 1,74 milhões de toneladas em 2011, crescimento de 16,9%.

Porto e a balança comercial

Nos últimos dez meses, as operações do Porto de Santos contribuíram com 24,5% da balança comercial brasileira (US$ 398,9 bilhões), totalizando US$ 98 bilhões.

Os produtos brasileiros exportados por Santos somaram US$ 52 bilhões; nas importações, o montante operado resultou em US$ 46 bilhões.

Em termos de valor agregado, os países que mais receberam produtos brasileiros embarcados em Santos foram a China, participando com US$ 5,48 bilhões ou 10,6% do total exportado; os Estados Unidos, com 10,2% (US$ 5,32 bilhões), e a Argentina, com 7,7% (US$ 4,02 bilhões).

Entre os principais países de origem das mercadorias operadas pelo porto estão Estados Unidos, China e Alemanha, que participaram, respectivamente, com US$ 7,69 bilhões (17,3%), US$ 7,94 bilhões (17,3%) e US$ 4,92 bilhões (10,7%).

As mercadorias mais relevantes em termos de valor comercial foram, nas exportações, o açúcar, que contribuiu com US$ 8,76 bilhões ou 16,84% do montante exportado; o café não torrado, com US$ 5,19 bilhões (9,98%) e a soja, com US$ 4,05 bilhões (7,78%).

No caso dos produtos importados, os destaques foram os veículos automóveis (US$ 1,56 bilhão ou 3,3% do valor total das importações), o adubo (US$ 1,41 bilhão, 3%) e as caixas de marchas para automóveis (US$ 615 milhões ou 1,3% do total).

Fonte: Codesp


COMENTÁRIO SETORIAL
 
Cadê a crise da infraestrutura brasileira? 
 
O governo vem recuperando os 20 anos em que o Brasil ficou parado, primeiro na década de 1980 por causa da crise da dívida externa e na de 1990, por conta da ideologia neoliberal. O Porto de Santos
deverá ter ampliado a sua capacidade para 230 milhões de toneladas ao ano. Vários portos estão sendo
desassoreados, modernizados e desburocratizados.  

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Começa a modernização do Porto de Santos


A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o Porto de Santos, leva adiante o plano de R$ 1,5 bilhão cujo objetivo final é modernizar até 2014 o maior porto da América Latina, com a perspectiva de que, depois da conclusão do plano, não haverá mais gargalos no Porto de Santos.

Em entrevista ao DCI José Roberto Correia Serra, presidente da Codesp, explica que o órgão trabalha com um horizonte de demanda para Santos de até 230 milhões de toneladas em 2024 a qual faz parte de um estudo estratégico que orienta as obras no complexo. Mas as mudanças já começaram.

“A Codesp já instalou no Porto de Santos centenas de câmeras de segurança, quilômetros de redes de fibra ótica, portões de acesso com leitura biométrica de mão e de face combinada com cartões de identificação e, por fim, a chamada motivação para controlar a entrada no porto. Trata-se de uma autorização eletrônica concedida pelas autoridades competentes para tanto.”

Estas últimas medidas são necessárias diante das exigências de segurança cada vez mais rigídas que os EUA, em especial, fazem a portos de origem dos produtos que importam.

Agora, a Codesp analisa duas licitações para alavancar ainda mais a área. Uma está relacionada à elaboração do projeto executivo das obras da passagem subterrânea da região do Valongo, o chamado Mergulhão.

A outra é a da execução de obras que visam ao incremento do sistema viário na região do Saboó. As ações contam com recursos da Secretaria de Portos (SEP) por meio do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2) e terão as propostas abertas ainda este ano.

São medidas necessárias para combater um dos principais problemas de Santos - e da maioria dos grandes portos do País: as filas de caminhões, por terra, e de navios, pelo mar, para embarque e desembarque de mercadorias.

Há apenas dois meses, por exemplo, 450 caminhões aguardavam para descarregar açúcar no Porto de Santos.

No Porto de Paranaguá, no Paraná, na mesma época, a fila de caminhões atingiu 150 veículos. Ficar parado em uma rodovia, esperando para escoar o carregamento, gera um encarecimento de cerca de 15% do frete de um caminhão.

“O Porto de Santos está sendo totalmente modernizado. Estamos também ampliando suas vias de acesso para escoamento do tráfego rodoferroviário de cargas e aprofundando seu canal de navegação para 15 metros, dentre outras intervenções”, enfatizou Serra.

Ele defende que no momento o porto consegue dar conta do recado, mas admite dificuldades: “Há setores já operando em Santos próximos ao limite, como é o caso dos contêineres.Temos uma capacidade total de cerca de 3 milhões de TEUs [medida de capacidade de contêineres]. Até setembro já operamos quase 2,2 milhões de TEUs”.

Mas ele lembra que a partir de 2012 esta capacidade cresce com a entrada em operação de novos terminais.

Recorde

A movimentação de cargas por Santos teve em setembro a melhor performance já vista em um mês de setembro: 8,9 milhões de toneladas; o complexo acumulou até então 73,2 milhões de toneladas movimentadas em 2011.

Isto é também um novo recorde para o período, ultrapassando em 2% o melhor resultado verificado até setembro do ano passado.

Nas operações com contêineres, o porto atingiu uma expansão de 11,3%. O fluxo de navios por Santos aumentou 3,2%, com 4.384 embarcações já atracadas por ali até setembro.

Por fim, os números da balança comercial apresentaram desempenho favorável no porto - crescimento de 25,39% no valor das cargas operadas no complexo, pela última medição.

Até setembro, o total de US$ 87,4 bilhões em transações passaram por ali. “Um projeto da empresa São Paulo Empreendimentos Portuários para a implantação de um terminal portuário de atendimento offshore já teve audiência pública. Há também interesse da Petrobras na instalação de base de apoio à atividade de exploração do pré-sal na margem esquerda do Porto de Santos”, comemora Serra.

Porto Sem Papel

Os portos brasileiros padecem desde sempre de dois males: infraestrutura de menos e burocracia demais. O primeiro vem sendo enfrentado por autoridades portuárias, como a Codesp, com investimentos maciços como os descritos.

O segundo está na mira do Porto Sem Papel, iniciativa do governo lançada em agosto que promete agilizar muito o embarque e desembarque de mercadorias nos terminais do País.

No âmbito do projeto, todos os documentos que são usados nestes complexos passarão a fazer parte de um único sistema informatizado.

Santos é, justamente, um dos primeiros terminais onde o Porto Sem Papel está sendo implantado, ao lado do Rio de Janeiro e de Vitória.

Através de um aporte de R$ 114 milhões, a Secretaria dos Portos quer conectar eletronicamente até abril de 2013 os 35 portos que administra, eliminando, ou ao menos reduzindo drasticamente, a demora na liberação de cargas nos mesmos.

Fonte: DCI, Por Alex Ricciardi

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Governo da Bahia apresenta projeto do Porto Sul em Ilhéus


Na próxima segunda-feira, o Governo da Bahia promove, em Ilhéus, uma apresentação para a imprensa do projeto e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do Porto Sul. O evento começará às 9 horas, no Plenário da Câmara Municipal, e contará com as presenças da secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, o secretário da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa, e o presidente da Bahia Mineração, José Francisco Viveiros.

Até agora, 18 reuniões para apresentação do projeto e do RIMA foram feitas com comunidades da região de abrangência do projeto. A audiência pública, convocada pelo IBAMA, será em 29 de outubro, em Ilhéus.

O Complexo Porto Sul é um empreendimento que vai integrar o sul da Bahia e o Brasil a um novo eixo de desenvolvimento sustentável, estimulando o turismo, gerando empregos, negócios e ativos ambientais para toda a região. Com a implantação do novo porto baiano, novas atividades estarão sendo desenvolvidas na região, a exemplo de melhorias na infra-estrutura da malha rodoviária e acessos ao Porto Sul.

A região também receberá investimentos em energia, água, saúde, saneamento básico, educação e cultura. Além disso, surgirão novas áreas de serviços ligadas à atividade portuária e haverá multiplicação de atividades econômicas.

As estimativas indicam que, com o funcionamento do Porto, a arrecadação de ICMS em Ilhéus saltará para R$ 50 milhões anuais, cinco vezes mais do que os R$ 10 milhões atuais.

Na construção serão gerados 2 mil empregos diretos e indiretos. No total, a operação significará 27 mil postos de trabalho diretos e indiretos nas regiões do entorno do Porto Sul.

O empreendimento tem investimentos do governo estadual, União, através do PAC e da iniciativa privada, na ordem de R$ 2,6 bilhões.

Fonte: Tribuna da Bahia

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Porto do Rio terá o maior cais contínuo do país



O presidente da Cia. Docas do Rio de Janeiro, Jorge Mello, apresentou o plano de expansão do terminal de contêineres e de veículos do Porto do Rio, em coletiva nesta sexta (19/8), na estação do Pier Mauá.

Após as obras, o Porto do Rio passará a ter o maior cais contínuo do país, com cerca de 2 mil metros de extensão e com capacidade de movimentar 2 milhões de TEUs, contra os 500 mil que tem hoje.

Em relação à capacidade de movimentar veículos, passará dos atuais 243 mil para 325 mil/ano.

Os atuais operadores dos terminais de contêineres (MultiRio e Libra), bem como o de veículos (MultiCar), investirão cerca de R$ 1,2 bilhão, para ampliar as respectivas capacidades de operação, num período entre dois e três anos.

As obras serão realizadas em fases e a conclusão de cada uma delas permitirá avanços na operação portuária. A Estimativa é de que todas as obras estarão concluídas até 2014.

Abaixo o lay-out da futura expansão do Porto do Rio (Cais do Caju):


Os projetos foram aprovados pela Antaq neste mês de agosto e a assinatura dos contratos será realizado no dia 29/8.

Esse aumento de capacidade é fruto não só do aumento da área do cais como também dos investimentos do PAC relativos à dragagem, que elevou a profundidade de 13m para 15m.

Com isso, o Porto do Rio poderá receber navios com capacidade para 8 mil TEUs, contra o atual limite de 5 mil TEUs.

Na coletiva da Cia. Docas estiveram presentes o Secretário Executivo da SEP, Mário Lima Júnior, e o diretor-geral da Antaq, Fernando Fialho, bem como dirigentes da Multiterminais e da Libra.

Redação da Agência T1



Foto: Da esquerda: Fialho (Antaq), Mário (SEP), Mello (CDRJ), Carneiro (Multi) e Ricardo (Libra). Foto: T1

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Os portos brasileiros “bombaram” neste primeiro trimestre de 2011


Na contramão das críticas rotineiras sobre a ineficiência e precariedade do sistema portuário brasileiro, os números do seus desempenhos - primeiro trimestre de 2011 - mostram que podemos fundamentar o contrário: os portos brasileiros estão atendendo adequadamente as necessidades de exportadores e importadores, independentemente do fato que sempre é possível melhorar, como em toda parte do mundo.


Senão, vejamos os resultados de alguns portos públicos importantes do país, cujos dados já foram apurados.

1. Porto de Santos

O primeiro trimestre do ano marca novo recorde para o período ao somar 20.241.501 t, um incremento de 0,2% sobre o mesmo período do ano passado (20.209.113 t). A carga geral movimentou 7.964.863 t, 8,9% acima do ano passado (7.314.907 t)

O movimento de carga contêinerizada, a exemplo do que ocorreu no mês de março, estabeleceu recorde para o período, chegando a 650.146 TEU, 18,2% acima do primeiro trimestre de 2010 (549.892 TEU).

A quantidade de veículos movimentados também estabeleceu novo recorde para o período, totalizando 98.023 unidades, 19,0% acima do verificado nesse período do ano passado (82.381 unidades).

O índice de crescimento mais relevante ocorreu nas importações, que atingiram um crescimento de 53,8%, ao saltarem de 18.095 unidades para 27.837 unidades. As exportações apresentaram um incremento de 9,2%, ao crescerem de 64.286 unidades para 70.186 unidades.

No período ocorreram 1.450 atracações de navios, resultado 2,5% superior ao verificado em 2010.


2. Porto de Paranaguá

A importação de veículos pelo Porto de Paranaguá registrou alta de 95% nos primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. Até o dia 15 de abril, foram importados pelo Porto de Paranaguá 22,5 mil veículos. ?Até a primeira quinzena de abril, o Porto já movimentou, entre exportações e importações, 37,8 mil unidades. O valor é ligeiramente maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

As exportações de açúcar pelo Porto de Paranaguá cresceram nos primeiros três meses de 2011. Até março, o Porto exportou 491 mil toneladas do produto enquanto que no mesmo período do ano anterior foram 431 mil toneladas, o que representou um aumento de 14% no volume.

A movimentação de mercadorias pelos portos de Paranaguá e Antonina fechou o primeiro bimestre do ano com aumento de 16%. Foram 5,3 milhões de toneladas de cargas movimentadas, contra 4,6 milhões de toneladas movimentadas no mesmo período de 2010.

3. Porto de Itaqui


Em janeiro de 2011, o Porto do Itaqui movimentou 853,60 mil toneladas de carga nos berços 101 a 106, 4,66% a mais que o total do mesmo período do ano passado. O Porto também registrou 59 atracações de navios, contra os 54 que aportaram em janeiro de 2010.


4. Porto do Rio Grande


O Porto do Rio Grande movimentou no primeiro trimestre de 2011 o equivalente a 6.321.611 toneladas, incluindo cargas, descargas e transbordos. Na comparação com igual período de 2010, o crescimento foi de 24,78%.

Na última década, este é o melhor resultado obtido nos primeiros três meses do ano, sendo que a maior movimentação até então registrada compreendia ao ano de 2008, quando foram movimentados 5.804.080 toneladas.

5. Porto de Vitória

Nos três primeiros meses deste ano, o Espírito Santo foi o quinto estado que mais faturou com as vendas para o exterior. Foram US$ 3,4 bilhões em exportações – crescimento de 59% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já as importações totalizaram US$ 2,3 bilhões, um aumento de 52%.

6. Complexo portuário de Itajaí (inclui o terminal privativo da Portonave)

O Complexo Portuário do Itajaí registrou um aumento de 11% na movimentação de cargas no primeiro trimestre deste ano. Passaram pelo Porto Público e terminais que compõem o complexo nos meses de janeiro, fevereiro e março 226,23 mil TEU, ante 203 mil TEU registrados no igual período do ano passado.

Desse total, 55% foram cargas de exportação e 45% cargas de importação. Em tonelagem, passaram pelo Complexo 2,414 milhões de toneladas em 2011, ante 2,166 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2010.

7. Porto de Pecém


O primeiro trimestre de 2011 registrou uma movimentação de 45 mil TEUs (contêineres de 20 pés) através do Porto do Pecém, o que representa um incremento de 34% se compararmos com o mesmo período do ano passado, quando foram transportados 34 mil.

Como se vê, além dos excelentes resultados de 2010, o primeiro trimestre de 2011 mostra como os portos públicos brasileiros estão respondendo à altura do crescimento das demandas de exportação e importação, ressalvando-se que as dragagens de aprofundamento dos principais portos ainda não foram concluídas, o que permitirá um desempenho muito maior assim que isso ocorrer.

José Augusto Valente – Diretor Técnico da Agência T1

terça-feira, 26 de abril de 2011

Movimentação de cargas sobe 6% em 2010 e soma 188 milhões de toneladas


Das quase 834 milhões de toneladas movimentadas nos portos brasileiros em 2010, cerca de 188 milhões o foram na cabotagem, um aumento de 6% sobre o ano de 2009 e de 9% sobre 2008.


Conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), apesar de a frota de cabotagem estar crescendo, a família de navios brasileira ainda é insuficiente para atender a demanda. Por isso o número de pedidos de autorização para afretamento de embarcação estrangeira (que se chama circularização) aumentou em 2010.

“O atendimento da demanda de transporte na cabotagem depende do afretamento de embarcações. Em 2010, foram confirmados pedidos de autorização de afretamento de embarcações estrangeiras no valor de US$ 125,9 milhões”, informou a agência, por meio de nota. Os principais tipos de embarcação fretadas foram: os graneleiros (US$ 64,1 milhões), navios-tanque (US$ 18,9 milhões), os chamados multipropósito (US$ 14,1 milhões), petroleiro (US$ 13,8 milhões) e porta-contêiner (US$ 10,4 milhões).

De acordo com a Antaq, as perspectivas para os próximos anos são “altamente positivas” com a incorporação de vários navios porta-contêineres, graneleiros e petroleiros contratados a estaleiros nacionais. O movimento aumentará consideravelmente a capacidade de transporte na cabotagem e reduzirá a idade média da frota, que era de 17,5 anos em 2010.

Em dezembro de 2010, a frota de cabotagem brasileira (considerando somente as embarcações próprias e fretadas a casco nu, já que a Antaq não computa como parte da frota embarcações estrangeiras fretadas nas modalidades “tempo”, “viagem” ou “espaço”) totalizava 152 embarcações. Eram operadas por 33 empresas brasileiras de navegação e com capacidade total de transporte de 2,99 milhões de toneladas de porte bruto (TPB).

Hoje há em tramitação na agência o pedido de autorização para a navegação de cabotagem de mais três empresas. São elas: Marítima Navegação, Brasfels e Martin Leme Serviços.


Fonte: Valor Econômico