Quem sou eu

Minha foto
São Paulo, São Paulo, Brazil
O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Petróleo e ferrovias dinamizam portos do Norte e do Nordeste

Infraestrutura: Movimentação de cargas nas regiões já supera a do Sul





André Borges

VALOR

De Brasília

Até 2005, o complexo industrial portuário de Suape, em Pernambuco, era um porto mediano, movimentando 4,3 milhões de toneladas de carga, volume que o colocava no mesmo nível de alguns de seus vizinhos, como o porto de Maceió ou o de Areia Branca, no Rio Grande do Norte. Passados cinco anos, a realidade de Maceió e Areia Branca pouco mudou. Já Suape mostra outra realidade. Em 2010, o complexo de Pernambuco movimentou volume superior a 9 milhões de toneladas de carga, mais que o dobro de cinco anos atrás.

O crescimento foi alto, diz Geraldo Júlio, presidente de Suape, mas não chega a fazer sombra à movimentação que o porto projeta para 2013. O porto se prepara para 30 milhões de toneladas por ano, uma revolução que será causada por duas obras: o início das operações de Abreu e Lima, refinaria da Petrobras em construção no complexo, e o escoamento de produção que será trazido pela estrada de ferro Transnordestina.

As ambições de Suape são o reflexo do que o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fialho, classifica como “uma nova curva no fluxo das cargas portuárias” do país. “Está havendo um deslocamento de vetores entre os portos em função dos projetos de infraestrutura e de logística.”

Com base em dados da Antaq, o Valor fez um levantamento sobre a movimentação de cargas de 2005 e 2009 – o balanço de 2010 ainda não foi consolidado – entre os 38 portos organizados (públicos) do país e dividiu esse levantamento por regiões. Os dados não incluem as cargas dos terminais privativos. O cenário mostra que os 18 portos do Norte e Nordeste, somados, mantiveram a média anual de 26% do bolo nacional. O Sudeste, puxada pelo porto de Santos, continua a ser, de longe, a região mais movimentada, com 53% da carga do país. O que encolheu foi a movimentação do Sul, que oscilou 27% para 21%, ou seja, os portos do Norte e Nordeste assumiram a segunda posição no fluxo de cargas.

Na lista desses 18 portos, em particular, destaca-se o desempenho individual de quatro deles: Vila do Conde, no Pará; Pecém, no Ceará; Itaqui, no Maranhão; e Suape. Dos 18 portos dessas duas regiões, esses quatro portos foram responsáveis por mais de 60% de toda a movimentação verificada em 2009, uma participação que certamente avançou ainda mais no ano passado. Dados parciais de 2010 apontam que a movimentação de carga em Vila do Conde saltou de 10,7 milhões de toneladas em 2005 para 17 milhões no ano passado. No mesmo período, Pecém subiu de 1 milhão para 3,1 milhões de toneladas. Itaqui, que enfrentou uma série de atrasos em suas obras, foi o que o menos cresceu, oscilando de 11,6 milhões para 12,6 milhões de toneladas.

A despeito do desempenho até agora, comenta Fialho, o que mais importa é o que está por vir. Uma das preocupações é estar pronto para atender o escoamento de grãos do Centro-Oeste com o início das operações das ferrovias Norte-Sul (FNS) e Transnordestina. A FNS deve ter lotes de seu trecho já licitado para tráfego de cargas ainda neste ano. O projeto mexe com os planos do porto maranhense de Itaqui, e também com Vila do Conde, no Pará, que estuda a construção de um ramal ferroviário para se conectar ao circuito da Norte-Sul. A Transnordestina deve ser concluída no primeiro semestre de 2013 e também vai mexer radicalmente com as estruturas de Suape e Pecém.

A ampliação logística não passa só pelas ferrovias, comenta Fialho. “Vila do Conde, por exemplo, terá um impacto enorme com as operações da eclusa de Tucuruí, que foi inaugurada há dois meses.” O porto do Pará tem planos para abrir, a partir do rio Tocantins, uma hidrovia direta com mais de 400 quilômetros de extensão, ligando o Sul do Estado até Barcarena, no litoral.

Outro fator decisivo nesse redesenho das cargas portuárias são as refinarias de petróleo em construção pela Petrobras. Suape não é o único porto beneficiado pelo projeto bilionário de Abreu e Lima. Estima-se que a refinaria Premium I, em Bacabeira (MA), deverá dobrar a movimentação de navios no porto de Itaqui. No longo prazo, o complexo de Pecém também vai se beneficiar. Este ano deve ter início a construção da refinaria Premium II no complexo, com previsão de entrar em operação em 2017.

“Essa mudança de cenário vai descomprimir Santos e Paranaguá”, diz Fialho. “Não é um efeito negativo sobre esses dois portos. O que vai acontecer é que eles tendem a se voltar para uma vocação mais industrial.” A tendência natural, segundo Fialho, é que o transporte de produtos de baixo valor agregado, como a produção agrícola e de minério, volte-se para os portos do Norte e Nordeste. Se essa carga pode seguir até lá por ferrovias, isso significa muitos quilômetros a menos em gastos com frete e transporte rodoviário, além da proximidade com os principais destinos de exportação do país.

Suape abre licitação para construir mais três terminais


Neste semestre, o porto de Suape deve licitar a construção de três terminais, um deles para receber cargas da Transnordestina, a ferrovia de 1.728 km que ligará o porto pernambucano a Pecém (CE) e ao município de Eliseu Martins (PI). Para os próximos quatro anos, os investimentos previstos – a maior parte deles com recursos do PAC – chegam a R$ 2,6 bilhões.

A prioridade no complexo industrial e portuário é cumprir um cronograma de obras que acompanhe o ritmo de empreendimentos como o da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras. A operação deve começar a funcionar no fim de 2012, com capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia. O custo total do projeto é estimado em US$ 12 bilhões.

O volume de carga que será gerado pela refinaria Abreu e Lima, diz Frederico da Costa Amancio, vice-presidente do porto de Suape, dará a ele o porte de movimentação de carga hoje equivalente à do porto de Paranaguá, na casa das 30 milhões de toneladas por ano.

Localizado a 60 quilômetros do Recife, o complexo de Suape tem a vantagem de contar com espaço para expansão. São 13,5 mil hectares de área para ser explorada. A estrutura atual conta com cinco cais, mas outros quatro já estão em construção e devem ficar prontos até o fim de 2012. A partir deste ano, recursos serão injetados no aumento dos acessos rodoviários e em ações de dragagem, o que ampliará o acesso de navios maiores.

Nos próximos meses, o complexo receberá uma fábrica da Fiat. A empresa vai injetar R$ 3 bilhões na unidade, que terá capacidade para produzir 200 mil veículos por ano. A lista de projetos para este ano envolve ainda expansão do Estaleiro Atlântico Sul e a construção da Petroquímica Suape, onde serão produzidas cerca de 1 milhão de toneladas de laminados planos por ano, com investimento de R$ 1,5 bilhão. ” (AB)

À espera da ferrovia, Itaqui quer acelerar projetos


Até março, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pelo porto de Itaqui, promete colocar na rua o edital para a construção do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram). A obra é um projeto antigo, esperado desde 2005. “Vamos arrancar esse projeto na unha. O terminal terá que ficar pronto o mais rápido possível, para não comprometer os planos do porto”, diz Gustavo Lago, gerente de planejamento da Emap.

A preocupação de Itaqui em tirar o Tegram do papel está ligada à chegada da Ferrovia Norte-Sul (FNS), que já teve parte do trecho norte concluído. A malha da FNS será ligada à estrada de ferro Carajás, que está sendo duplicada pela Vale.

O terminal será licitado em lotes. Serão construídos quatro armazéns, cada um com capacidade para 125 mil toneladas. O custo total é estimado em R$ 300 milhões. “Até maio deverá ser iniciada a terraplenagem”, prevê Lago. Numa primeira fase, o Tegram terá capacidade para 5 milhões de toneladas por ano. O plano é que o porto de Itaqui possa movimentar até 15 milhões de toneladas de grãos.

Atualmente, os derivados de petróleo representam 56% da carga que passa por Itaqui. Fertilizantes e ferro-gusa também pesam na balança. “Os grãos, principalmente soja, arroz e trigo, representam só 5% da movimentação do porto, mas em três anos essa participação deverá saltar para 30%”, diz Lago.

No balanço dos primeiros quatro anos do PAC, Itaqui, que hoje é o quinto maior porto do país em movimentação de cargas, foi o projeto que mais apresentou obras com atraso. Até dezembro, as obras de dragagem do canal de acesso e da bacia de atracação, orçadas em R$ 55 milhões, tinham atingido apenas 45% do planejado. Outros R$ 126 milhões foram alocados para a construção de um novo berço, além do alargamento do cais sul. A conclusão dessas obras está prevista para julho. (AB)

Pecém espera alta de 60% na movimentação de cargas


Em apenas uma década, a antiga vila de pescadores de Pecém deu lugar ao principal centro logístico do Ceará, um complexo industrial e portuário que deve movimentar 4 milhões de toneladas de carga este ano. “Se você considerar que o porto começou a operar em 2002, vê que é um resultado importante, mas o salto decisivo está por vir”, diz Mário Lima Júnior, diretor de Desenvolvimento Comercial do porto de Pecém.

Assim como Suape, Pecém tem a vantagem de contar com ampla capacidade de expansão. “Temos 120 quilômetros quadrados para exploração industrial, o que nos favorece para apoiar projetos de porte, como a refinaria Premium II, da Petrobras e a siderúrgica da Vale, que estão sendo montadas na região”, afirma Lima Júnior.

Os investimentos da Petrobras na refinaria são estimados em US$ 11,1 bilhões. A siderúrgica da Vale chega a US$ 6 bilhões. Com a chegada da ferrovia Transnordestina, que ligará o Estado a Pernambuco, Maranhão e Piauí, o porto de Pecém também se prepara para ampliar as operações na fronteira agrícola. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Pecém já se consolidou como liderança nacional na exportação de frutas e calçados.

Em 2010, foram exportadas 252 mil toneladas de frutas pelo porto, o que equivale a 37% do total movimentado pelos demais portos. Nas exportações de calçados, a movimentação anual atingiu 18 mil toneladas, o que representa 34% do total. De janeiro a outubro de 2010, segundo Lima Júnior, a movimentação de carga no porto subiu 68% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para 2011, Lima Júnior projeta crescimento acima de 60%. O ano será marcado pelo início das operações da termelétrica Energia Pecém, parceria entre EDP e MPX, do empresário Eike Batista. O obra, que recebeu investimento de R$ 2,6 bilhões, deve entrar em operação nos próximos meses (AB)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Vídeo sobre Ferrovias Chinesas



Os chineses não fazem por menos quando o assunto é alta velocidade. Contrataram o diretor Zhang Yi Mou (conhecido no Brasil por Lanternas Vermelhas) para fazer o filme de abertura do 7º Congresso Mundial de Ferrovias de Alta Velocidade – a UIC HighSpeed 2010 – que aconteceu em Pequim entre 7 e 9 de dezembro último. Zhang Yi Mou também foi o diretor geral da abertura dos Jogos Olípicos de Pequim, em 2008.


Além de exibir as fantásticas ferrovias de alta velocidade que estão sendo construídas em tempo recorde na China, o filme é um show de recursos cinematográficos e de edição. As legendas em português foram acrescentadas pela equipe da RFTV. Assista na íntegra o filme de abertura da HighSpeed 2010.

Fonte: Revista Ferroviária



Abaixo, imagem mostrando a atual configuração da malha ferroviária chinesa. Link na imagem para ampliá-la.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Caos aéreo mostra que “democratizamos os aeroportos”

Caos aéreo mostra que “democratizamos os aeroportos”
 (Marcelo Carneiro da Cunha)

Povo do meu Brasil, levou quinhentos anos, mas a coisa aconteceu, finalmente. Não sei se vocês perceberam, mas miscigenamos de vez esse reduto da branquidão nacional, os nossos bravos aeroportos.




Todo mundo vem lendo sobre a nova classe média, a ascensão de tantos e tanto para a classe C, os milhões de passageiros que iriam viajar pela primeira vez de avião nesse ano, não é mesmo? Mas eu não tinha sentido o impacto dessa transformação radical na nossa forma de vermos a nós mesmos, até o último final de semana, quando cheguei a Guarulhos para mais uma viagem e ele estava completamente moreno, mulato, mameluco, pardo, sei lá como o IBGE chamaria. Eu chamaria de, finalmente, igual e para todos.



Porque os aeroportos o Brasil, se são administrativamente desmontados pela Infraero, pareciam ser socialmente administrados pela Apartheid, Inc. Povo, povão, esse que está aí lotando nossos check-ins e fazendo foto até da esteira de bagagem, entrava apenas para olhar avião saindo e chegando, levando madame e monsieur para Nova York, ou Paris, ou levando e trazendo homens e algumas mulheres de negócios, a trabalho.



E é isso que acabou, meus estimados leitores. Saravá! Porque democracia social no Brasil passa, necessariamente, por democratização racial, ou melhor, por um nivelamento da cor a partir de um tom que represente a média da nossa mistura, que é intensa. Algo excessivamente branco, preto ou de algum outro tom puro, no nosso país, é sintoma de minoria, independente do tamanho da minoria, porque o que nos define como nação é a nossa mestiçagem. Onde ela estiver presente e participante, estamos bem.



Por isso, enquanto o aeroporto lotava, e velhinhas em vestidos coloridos amassavam os meus pobres pés, eu sorria, estimados leitores. Era isso, eu pensava, era isso o que a gente vinha buscando a tanto tempo sem sucesso. Uns poucos anos de governo de um presidente identificado com essa cor foi o que bastou para a gente mergulhar nela desse jeito. Sem discursos, sem besteiras, mas com a simples presença de milhares e milhares de recém chegados à festa, que se mostram muito confortáveis no novo papel, e acho que Lula tem uma enorme participação nisso, e não exatamente por eventuais sucessos econômicos, mas pelo exemplo. Se ele pode, passa a pensar o Brasil mais claramente mestiço, então posso eu, podes tu, pode o rabo do tatu, e vamos nessa. E vieram.



Eu sempre discordei da visão de que o Brasil era um caso de insucesso. Como dizia Darcy Ribeiro, o Brasil era um caso enorme de sucesso de uma elite que resolveu que o país seria ótimo para poucos e péssimo para os demais, o que era ótimo, para os poucos.



Hoje ele passa a se transformar em outra coisa, e, quem ainda duvida, dê um pulinho até Guarulhos, desde que consiga chegar, claro, com o trânsito e a ausência de trens até lá com que somos presenteados pelo governo do Tucanistão. Lá está a maior prova, com os milhões de trabalhadores que vieram construir o Sudeste indo visitar a terrinha onde quer que ela esteja. E de avião, como qualquer cidadão do mundo, vasto mundo. E com a família inteira junto, que é assim que se viaja. Que beleza! E tudo vai mudar, e o maior sinal da mudança está na cor desse novo Brasil, minha gente.



Quando eu morava nos Estados Unidos, eles adoravam dizer que eles eram um caldeirão de raças. Já eu achava que eles pareciam mais uma sopa de wanton, sabem? Um caldo ralo onde flutuam bolinhos de carne que não chegam a se mesclar jamais. Já o Brasil sempre me pareceu uma sopa de feijão, tudo mais misturado e com a cor sendo a soma das partes dividida por elas. É assim que começamos a ser e viver.



Claro que ainda existe uma camada composta predominante por pessoas brancas. Mas o fato é que a mistura começa a invadir e a predominar, tanto pelos números quanto pelo acesso ao que existe, já que a maioria das coisas é de quem pode pagar por elas, e, hoje em dia, e no futuro, mais e mais vão poder.



Talvez esse seja o maior legado dessa curta e incrível Era Lula, que todos vivemos, mesmo que uns 7% não gostem. Talvez essa seja a parte mais interessante do futuro para onde todos estamos indo, via Guarulhos. Finalmente estamos todos lá, finalmente somos todos mulatos, e a farra é nossa.



Só quero ver agora o que a Danusa e o Bóris vão achar disso.



Um abraço a todos, e um próximo ano novo.



- Não perca tempo seguindo marceloccunha no Twitter.



Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem “O Branco”, premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos “Simples” e o romance “O Nosso Juiz”, pela editora Record. Acaba de escrever o romance “Depois do Sexo”, que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances “Insônia” e “Antes que o Mundo Acabe”, publicados pela editora Projeto.


Fonte: http://www.agenciat1.com.br/5464-caos-aereo-mostra-que-democratizamos-os-aeroportos-marcelo-carneiro-da-cunha/

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Transportes e Habitação são os mais "congelados"

FABIO LEITE

Transporte e habitação são as duas áreas mais afetadas pelo congelamento de R$ 1,5 bilhão anunciado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no início do mandato. Juntas, elas respondem por 72% das verbas bloqueadas pelo tucano, ou R$ 1,1 bilhão. O governo alega que a medida é “cautelar” e que nenhuma obra ou projeto será paralisado ou adiado por causa da decisão.

Ao todo, 43 órgãos do governo, sendo 17 secretarias, tiveram parte dos recursos contingenciados. Na prática, isso significa que os valores definidos ficam bloqueados no orçamento de cada órgão e poderão ser liberados ou não no futuro, de acordo com o andamento da arrecadação do Estado. Quem mais sofreu com a medida, em volume de dinheiro, foi a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que teve R$ 422,7 milhões congelados, ou 9% dos R$ 4,8 bilhões previstos para este ano. A pasta é responsável pela construção de linhas de metrô e trem em São Paulo.

O secretário Jurandir Fernandes disse que, para não afetar obras em andamento, como a Linha 4-Amarela (Vila Sônia-Luz), pode usar verbas que estavam previstas para outras duas ações que estão paralisadas por problemas jurídicos: a Linha 5-Lilás, suspensa por suspeita de fraude na licitação, e a Linha 17-Ouro, suspensa por liminar da Justiça.

O contingenciamento é global. Não se dá em cima de um programa específico. Na minha área, como há situações de paralisia, como as linhas 5 e 17, não afeta os outros programas. Se for preciso pego (recursos) da linha 5. Mas, sanados os problemas jurídicos, o governo vai injetar dinheiro e as obras serão retomadas”, afirmou.

DER e Tamoios

Na sequência no ranking do congelamento vem o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pelo programa de recapeamento de rodovias. O órgão teve R$ 241 milhões bloqueados, dos quais R$ 240 milhões são em investimentos. Em nota, o DER informou que trata-se de “medida rotineira” no início de cada ano que, “por ora, não há definição de cortes nas intervenções viárias previstas para este ano”.

Além do DER, a Secretaria de Logística e Transportes, à qual o órgão é vinculado, teve R$ 58,4 milhões congelados. Os dois órgãos são responsáveis, por exemplo, pelo recapeamento de 52,9 km da Rodovia dos Tamoios (SP-99), ao custo de R$ 36 milhões. O prazo para conclusão da obra é maio.

Obstáculo à 1ª promessa

É na Tamoios, aliás, que está o primeiro obstáculo para promessas eleitorais de Alckmin. Nas eleições, ele disse que a duplicação da rodovia seria a primeira obra do governo, com início este mês. O projeto ainda está em estudo de impacto ambiental e não tem recursos previstos. O custo estimado é de R$ 2,7 bilhões. “A obra é cara e procuramos possibilidades de financiamento. Mas o governador disse que vai fazer e vamos fazer”, disse o secretário de Planejamento, Emanuel Fernandes.

Ainda no transporte, o bloqueio atingiu R$ 211,4 milhões da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), 8% dos R$ 2,5 bilhões previsto inicialmente. Fernandes, cuja pasta controla a companhia estatal, disse que, como no metrô, não haverá atrasos em programas. De todas as pastas, a Secretaria de Habitação é a que registrou o maior impacto do congelamento proporcionalmente: 15% ou R$ 199,9 milhões do orçamento de R$ 1,31 bilhão. “Não haverá problema de descontinuidade nas obras. O congelamento é temporário e o que está livre dá para gastar sem comprometer as ações”, disse o secretário Silvio Torres.

Outro lado

Responsável por distribuir os recursos do orçamento do Estado e por administrar os pedidos dos órgãos do governo por mais dinheiro, Fernandes, disse que nenhuma obra será paralisada neste início de governo por causa do congelamento, mas que cortes podem ocorrer futuramente dependendo do desempenho do governo na arrecadação de impostos e tributos.

“Ninguém vai cortar no começo porque este contingenciamento se dá no final. Pode ser que lá para outubro, se a arrecadação não atingir nossa previsão, o dinheiro não seja liberado. Mas agora, asseguro que nenhuma obra vai parar por causa disso”, afirmou Fernandes.

O secretário disse que a Secretaria da Fazenda faz o acompanhamento diário da arrecadação e que, na primeira quinzena de governo, ela está de acordo com o valor estimado. “Vamos fazer uma análise da arrecadação dos primeiros três meses e definir isso. Mas os secretários já estão avisados de que se não conseguirem fazer alguma coisa porque não têm dinheiro para fazer o empenho, é para falar, porque o governador e eu vamos liberar o dinheiro”.

Fernandes não soube dizer quais ações dentro de cada órgão foram afetadas pelo congelamento. Ele destacou apenas que ficaram intactos os orçamentos das secretarias de Saúde, Educação e Segurança, das universidades paulistas e do Centro Paula Souza, além dos outros poderes, como Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça.

Fonte:
http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/transportes-e-habitacao-sao-mais-congelados/

Para ingleses, Alstom pagou propina em SP

Justiça britânica suspeita que esquema de US$ 120 milhões envolvia contratos do Metrô

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo


A Justiça britânica suspeita que dois funcionários da empresa francesa Alstom seriam responsáveis por organizar o pagamento de propinas para funcionários públicos no Brasil. Os funcionários da empresa, segundo os britânicos, teriam pago mais de US$ 120 milhões em propinas para garantir contratos públicos em todo o mundo.

Parte teria vindo para o Brasil, num caso em que a Justiça suíça já informou ao Ministério Público. As suspeitas são de que a rota do pagamento de propinas passava por Paris, Londres e chegava a funcionários públicos brasileiros, entre outros.

Os envolvidos seriam Stephen Burgin, presidente da unidade inglesa da Alstom, e Robert Purcell, diretor financeiro. Ambos haviam sido detidos em 2010 para questionamento e a Alstom optou por lançar um processo questionando a atitude dos britânicos. Agora, a documentação dos britânicos alega que eles fariam parte de uma célula que organizava o pagamento da propina. Eles teriam pago propinas a funcionários públicos estrangeiros como forma de garantir contratos públicos.

Em São Paulo, a suspeita está relacionada com os contratos do Metrô. Na França e na Suíça, a Alstom é suspeita de ter distribuído milhões de dólares entre 1995 e 2003 para garantir contratos no Brasil, Venezuela, Indonésia e outros mercados emergentes. No Reino Unido a suspeita é de que o pagamento de propinas continuou em todo o mundo após 2004 e mesmo até 2010.

Rotas. A Justiça suíça confirmou ao Estado que manteve reuniões com a Justiça brasileira em relação ao caso e que já havia informado que uma das rotas da propina passava pelo Reino Unido. A suspeita é de que o dinheiro sairia da matriz em Paris, seguiria para o escritórios na cidade de Rubgy e de lá aos brasileiros.

Segundo as conclusões do Escritório contra Fraude no Reino Unido, o pagamento estaria disfarçado de pagamentos de consultorias. De acordo com o documento, o pagamento era uma "estratégia global" da empresa.

Na Suíça, contas em nome de 19 pessoas físicas e jurídicas brasileiras estão bloqueados. No ano passado, o Ministério Público da Suíça congelou US$ 7,5 milhões em nome de Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes do governo de Luiz Antonio Fleury Filho. Suspeita-se que o dinheiro seria fruto de pagamentos de propinas da Alstom para garantir contratos públicos.

Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e chefe da Casa Civil do governador Mário Covas entre 1995 e 1997, também está sendo investigado, mas não se manifesta sobre o caso, que corre em segredo de Justiça.

PARA LEMBRAR

Jornal dos EUA revelou caso em 2008

Em 2008, o Wall Street Journal revelou que a Alstom estava sendo investigada por pagar propina a funcionários públicos no Brasil. Segundo o Ministério Público suíço, políticos brasileiros favoreceram a empresa em licitação do Metrô de São Paulo. A Suíça bloqueou uma suposta conta do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Robson Marinho. Ele teria recebido US$ 1 milhão da Alstom. Em dezembro do ano passado, a Justiça quebrou os sigilos fiscal e bancário de Marinho. As investigações continuam.

Pronto, viaduto da zona leste está sem acesso



Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo



Previsão. Viaduto com 160 metros de comprimento deve receber 30 mil carros por dia

Prefeitura concluiu obra do Complexo Padre Avelino, no Tatuapé, mas não conseguiu desapropriar casas onde serão construídas as entradas

Depois de 18 anos de reivindicações, os moradores do Tatuapé, na zona leste, ganharam um viaduto para desafogar o trânsito da Radial Leste. Mas a nova estrutura estaiada de 160 metros de comprimento, construída sobre a Avenida Salim Farah Maluf a 65 metros de altura, não pode ser ligada ao sistema viário até que a Prefeitura consiga desapropriar cerca de 30 imóveis vizinhos. E alguns desses casos já são discutidos na Justiça.

No lugar das casas, parte delas localizadas na Rua Padre Adelino, o governo precisa construir as alças de acesso ao viaduto estaiado, pronto desde dezembro. Não há mais operários no local há duas semanas, o que deixa apreensivos comerciantes e moradores da região. Quem considerava a obra de R$ 130 milhões um novo cartão-postal para a zona leste agora teme que a ponte vire um "elefante branco" sem uso por vários anos.


"Faz mais de um mês que não há operários na obra. E muitos moradores das casas que serão desapropriadas já falaram que não querem sair e entraram com ações na Justiça. Agora o que era para valorizar toda a área pode causar degradação aqui no entorno", afirma o empresário Frederico Gelmires, de 53 anos, dono de duas pizzarias e de uma imobiliária no Tatuapé.

Gelmires acompanhou no dia 1.º de setembro a visita do prefeito Gilberto Kassab (DEM) às obras do viaduto. Na ocasião, o prefeito disse que a inauguração do conjunto, chamado Complexo Padre Adelino, poderia ser antecipada para o final de 2010. No dia seguinte, a primeira página do Diário Oficial da Cidade trouxe reportagem sobre o andamento da construção. A inauguração, prevista para março de 2011, deveria ser antecipada, diz o texto. "As obras estão quase prontas", declarou Kassab à época.

Agora, sem a possibilidade de construir as alças, o governo não tem mais data para os viadutos começarem a ser utilizados. Em nota, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura limitou-se a informar que "os viadutos estão concluídos, faltando apenas as alças direcionais e o sistema viário de acesso das pontes, dependentes de desapropriações, cujo processo está em fase final."

O governo diz que 80% da obra está concluída, mas não informa, entretanto, quantos imóveis serão desapropriados nem quantos proprietários questionam a remoção na Justiça. "Acho que seria sensato a Prefeitura ter feito antes as desapropriações. Por quanto tempo vamos ter um viaduto sem uso?", questiona Tânia Maala, de 46 anos, dona de uma lanchonete na Praça Silvio Romero.

Trânsito. O Complexo Padre Adelino está entre as 223 propostas colocadas por Kassab no Plano de Metas 2009-2012. É uma reivindicação dos moradores da zona leste desde 1993. O viaduto também cria uma ligação entre o Tatuapé e a Mooca, bairros separados pela linha de trem.

Pela projeção da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), passarão pelo viaduto estaiado do Tatuapé cerca de 30 mil veículos por dia. Parte dos motoristas que vão usar o viaduto virá da Radial Leste, que tem fluxo de 120 mil carros/dia e é uma das vias mais congestionadas da capital paulista. A estrutura será estaiada, igual à da Ponte Octavio Frias de Oliveira, na Marginal do Pinheiros, mas menor. A ponte da zona sul tem 138 metros de altura, enquanto o viaduto da zona leste terá 65 metros, com 20 metros de largura e três faixas de trânsito.


PARA LEMBRAR


Obra recebeu recursos para córrego

Em agosto do ano passado, para acelerar as obras do Complexo Padre Adelino, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) transferiu R$ 6,7 milhões que haviam sido reservados no orçamento para a canalização do Córrego Ponte Baixa, na região de M"Boi Mirim. No início deste mês, o córrego transbordou e duas pessoas morreram. Segundo a Prefeitura, a transferência não comprometeu a canalização, que vai receber verba do governo federal.







segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ministério dos Transportes e Dnit destinam recursos para recuperação de rodovias no Sudeste

Com a publicação da Medida Provisória nº 522 no DOU desta quinta-feira (13/01/2011), o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) receberam R$ 80 milhões que serão imediatamente aplicados em obras emergenciais nas rodovias afetadas pelas fortes chuvas que atingiram os estados da região Sudeste do país nos últimos dias.



O diretor-geral do Dnit, Luis Antônio Pagot, e técnicos do departamento já estão no Rio de Janeiro, estado com maior número de ocorrências em rodovias federais, para fazer o levantamento de todas as ações necessárias à recuperação da malha federal danificada pelo excesso de chuva. Os trechos mais afetados (veja no quadro abaixo) estão localizados na serra fluminense onde houve quedas de barreiras, deslizamentos e rupturas em rodovias federais administradas pelo próprio Dnit e em rodovias federais concedidas à iniciativa privada.




Em reunião com representantes do Governo do Rio de Janeiro na manhã de hoje (13/01), Pagot disponibilizou maquinário para auxiliar na desobstrução das vias de acesso aos municípios mais atingidos pela chuva e pela lama que continua descendo das encostas dos morros. Imediatamente após a avaliação técnica dos danos nas rodovias estaduais e vicinais, também poderão ser destinados recursos financeiros.



Veja abaixo a situação das rodovias federais em todo o país.



RIO DE JANEIRO



No estado do Rio de Janeiro, a ação do Dnit vai além das rodovias federais sob sua jurisdição. Com base na Lei 12.340 de 01/12/2010, o órgão auxilia o Governo do Estado na desobstrução de vias, principalmente nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo. Nos dois municípios onde há ruas e bairros isolados por deslizamentos o Dnit colocou à disposição caminhões basculantes e escavadeiras. O trecho Urbano com nove quilômetros da BR-393, entre Volta Redonda e Barra Mansa, tem problemas de erosão na lateral da pista. O tráfego está normal.



BR-495



Trecho: Petrópolis – Teresópolis – Nova Friburgo (12 pontos de deslizamentos)



Ocorrência: No km 2,5 ao 3 houve 4 pontos de deslizamentos grandes. No kms 7 e 13, Dnit aguarda o término dos trabalhos do trecho km 2,5 ao 3 para chegar ao local e verificar a situação. Nos kms 24, 26 e 27 deslizamentos grandes, sendo o km 24 o mais grave.



Providências: obras de remoção de barreira já foram iniciadas.



Tráfego: Nos kms 26 e 27 trânsito em meia pista. No km 24, trânsito interrompido com previsão de liberação dia 16/01. No trecho do km 2,5 ao 3, trânsito interrompido com previsão de liberação para hoje, dia 13/01, às 14 horas. Nesse trecho de 33,4 quilômetros, o Dnit deslocou cinco retro escavadeiras e quatro escavadeiras de grande porte e vários caminhões basculantes. Rodovias estaduais serão trabalhadas em apoio ao Estado do Rio de Janeiro, sob coordenação do DER/RJ.



Município de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e São José do Vale do Rio Preto



Ocorrência: Deslizamentos com grandes danos; várias ruas estão intransitáveis; há bairros isolados.



Providências: Dnit colocou a disposição dos municípios, caminhões basculantes e escavadeiras hidráulicas e retro escavadeiras.



MINAS GERAIS



BR-116 / MG



Trecho: Matias Lobato



Ocorrência: km 378,5 queda de talude de corte, interrupção parcial da pista.



Tráfego: em meia pista.



Providências: as obras de remoção de barreira já foram iniciadas.



BR-116 / MG



Trecho: São João do Manhuaçu



Ocorrência: Rompimento de bueiro no km 608.



Tráfego: em meia pista.



Providências: obras de remoção de barreira já foram iniciadas.



BR-146 / MG



Trecho: Serra do Selado



Ocorrências: Erosão do aterro, atingindo a terceira faixa no km 516,4.



Tráfego: Trânsito na terceira faixa impedido. Trecho sinalizado.



Providências: Dnit aguarda a diminuição das chuvas para avaliar as providências necessárias.



BR-259 / MG



Trecho: São Vitor



Ocorrência: Erosões nos bordos com pequeno abatimento da pista no km 151,5. Possibilidade de agravamento da situação com continuidade das chuvas.



Tráfego: Normal



Providências: Dnit aguarda a diminuição das chuvas para avaliar as providências necessárias.



BR-354 / MG



Trecho: Caxambu – Div. MG/RJ



Ocorrências: Entre os km 692,9 – km 764,5 existem 15 pontos com pequenos desmoronamentos de talude, cujas barreiras estão sendo removidas. Trânsito nos locais das ocorrências feito em meia pista. No km 750, há grande erosão do aterro.



Tráfego: Restrição de tráfego de veículos pesados, inclusive de ônibus.



Providências: obras de remoção de barreira já foram iniciadas. Na erosão no km 750, o Dnit aguarda as a diminuição das chuvas para avaliar as providências necessárias.



BR-356 / MG



Trecho: Contorno de Ouro Preto



Ocorrências: Desmoronamento de talude de corte, causando interdição parcial da pista no km 98.



Tráfego: Trânsito realizado em meia pista.



Providências: obras de remoção de barreira já foram iniciadas.



BR-365 / MG



Trecho: Santa Vitória - Chaveslândia



Ocorrências: Erosão tomando o acostamento da rodovia no km 847.



Tráfego: Trânsito em meia pista no local. Trecho devidamente sinalizado



Providências: Dnit aguarda a diminuição das chuvas para avaliar as providências necessárias.



BR-381 / MG



Trecho: Jaguaruçu / MG



Ocorrências: Erosão tomando o acostamento (lado direito) no km 284,9.



Tráfego: normal



Providências: Dnit aguarda a diminuição das chuvas para avaliar as providências necessárias.



GOIÁS E DF



BR-060 – Desvio na altura de Alexânia. Foi feita uma obra de contenção. Devido às fortes chuvas, não é possível, no momento, fazer a definitiva. Ainda não há previsão de quando a obra será executada, mas o projeto já está sendo elaborado. O Dnit aguarda o laudo.



BR-070 – Ponte do Córrego dos Macacos. O Dnit está em estado de atenção.



BR- 070 –Restrição a veículos pesados em Aragarça (GO).



SÃO PAULO



Apesar das fortes chuvas que caem em São Paulo, as rodovias federais do estado não têm interdições e/ou quedas de barreiras.





SANTA CATARINA



Rodovias em condições normais.



SERGIPE



Pista em boas condições, ainda que o Estado esteja sob fortes chuvas, nos últimos dias.



TOCANTINS



Os 2,7 mil quilômetros de pistas estão em boas condições.



RIO GRANDE DO SUL



A BR-290 no km 534, que fica entre Rosário e Alegrete, funciona apenas em meia pista, por conta de um bueiro que abriu. A previsão é de que tudo esteja normalizado em 60 dias. Produto químico do arroz transportado foi arrastado pelas chuvas da semana passada e corroeu o metal do bueiro.



RIO GRANDE DO NORTE



Situação normal das rodovias, mas as chuvas começam a ficar intensas no Estado.



MATO GROSSO



BR- 242 – Há três pontos de interdição na altura de Alto Boa Vista. Foi feito um desvio pela MT 433. O Dnit trabalha para a recuperação desde o Natal, mas não há previsão, devido às chuvas. Um dos problemas foi a queda de uma ponte de madeira. O tráfego flui com veículos leves. O desvio é apenas para veículos pesados.



BR- 163 – Bueiro cedeu próximo à Nova Mutum. A rodovia foi interditada, e a recuperação foi feita no mesmo dia.



BR-070 – Rompimento de pista na altura de Barra do Garça. O Dnit está revendo o prazo devido às chuvas.



ALAGOAS



Rodovias em condições normais.



BAHIA



Rodovias em condições normais.



AMAZONAS E RORAIMA



Rodovias em condições normais.



CEARÁ



Rodovias em condições normais.



ESPÍRITO SANTO



Rodovias em condições normais.



PARANÁ



Rodovias em condições normais.



PARÁ E AMAPÁ



BR-316 - no km 14, município de Marituba, trafega-se em meia pista devido à erosão num bueiro.



BR-010 - na Belém Brasília, no km 167, sentido Itinga-Paragominas, há retenção parcial de tráfego também devido à erosão em bueiros, mas a pista ainda está liberada. Nas duas rodovias a empresa responsável pelos trechos já está trabalhando.



PERNAMBUCO



No dia 12, situação recorrente de emergência, na BR-101, onde duas pontes estão sendo construídas.



PIAUÍ



Rodovias em condições normais.



MARANHÃO



Rodovias em condições normais.



MATO GROSSO DO SUL



Rodovias em condições normais.



PARAÍBA



Rodovias em condições normais.



RONDÔNIA E ACRE



Rodovias em condições normais.



CONDIÇÕES DAS RODOVIAS FEDERAIS CONCEDIDAS



CONCER



BR-040 (RJ/MG)



13/01/2011 – 10h50



Equipes da Concer liberaram o km 52/RJ da BR-040, em Itaipava, distrito de Petrópolis. A pista foi atingida parcialmente pela queda de uma barreira com o temporal da madrugada de ontem. A rodovia segue em mão dupla na pista do sentido Juiz de Fora no trecho entre os kms 34 e 35, em Três Rios. A reversão se deve ao afundamento de uma parte da pista do sentido contrário, no km 35, causado pela correnteza do Rio Piabanha. No trecho do km 24, a pista da rodovia que leva à capital fluminense opera normalmente. Ontem, devido ao aumento do volume do Piabanha, a pista chegou a ficar fechada temporariamente por precaução. Já no km 30, também em Três Rios, o tráfego flui em meia pista no sentido RJ. A pista do sentido Juiz de Fora opera sem problemas no local, assim como a saída do km 22, que faz ligação da BR-040 com a BR-393. Em Levy Gasparian, o motorista que se dirige para o Rio deve ficar atento na altura do km 8, que permanece em meia pista por causa de uma barreira. Há ainda interdições de acostamentos nos kms 54/RJ e 63/RJ, em Itaipava.



Fonte: Assessoria de Imprensa da Concer



RODOVIA DO AÇO



BR-393 / RJ - Rodovia do Aço



12/01/2011 – 16h20



A concessionária Acciona informou que já está liberado o trecho entre a BR-393 e a BR-040, que estava interrompido, em razão da queda de uma barreira que interditava o km 134 da Rodovia do Aço.



Fonte: Assessoria de Imprensa da Acciona



CRT



BR-116 / RJ - Trecho Além Paraíba - Teresópolis



12/01/2011 – 18h



A Concessionária Rio Teresópolis (CRT), avisa seus usuários que o trecho da rodovia que faz a ligação entre o Rio de Janeiro e a cidade de Teresópolis não foi afetado pelas fortes chuvas que caíram na região. No segmento da Serra dos Órgãos, entre o km-104 e o km-89 existe um trecho em sistema de pare e siga onde está sendo realizada a obra de construção da terceira faixa, iniciada ainda em 2010.



Segmentos com inferência ou interrupção no fluxo de veículos



No trecho entre Teresópolis e Além Paraíba, temos as seguintes situações:



Entre o km-75 e o km-74 o tráfego está sendo feito em sistema de pare e siga em função de deslizamento de terra.



Entre o km-69 e o km-54 a rodovia está interditada e apesar de várias equipes e equipamentos estarem no local, não há previsão de reabertura. Além do deslizamento de terra e vegetação em alguns pontos, o maior problema enfrentado pela concessionária está ligado ao transbordamento do Rio Paquequer e do Rio Preto que ultrapassaram o nível das pistas, impedindo desta forma o acesso aos pontos que necessitam de intervenções. Assim que baixar o nível das águas, será feita a limpeza das pistas e vistoria das pontes e encostas para liberação da rodovia com segurança.



Até o momento a CRT não identificou danos significativos à estrutura da rodovia e entende que com a redução do volume do rio e com a melhoria das condições climáticas, será possível restabelecer o fluxo de veículos em todo trecho sob concessão.



Fonte: Assessoria de Comunicação da CRT



AUTOPISTA FERNÃO DIAS



BR-381/MG/SP - Trecho Belo Horizonte - São Paulo



13/01/11 – 9h40



Na pista Sul (sentido São Paulo) da rodovia Fernão Dias, o acostamento está bloqueado entre os quilômetros 76 e 78,5, na região de São Paulo, devido a quedas de barreira. O tráfego segue e não há mais lentidão no local. Equipes da Concessionária realizam a limpeza da pista.



Na pista Norte (sentido Belo Horizonte), a faixa 2 está bloqueada entre os quilômetros 52,8 e 52,2, na região entre Mairiporã e Atibaia, devido à uma erosão no acostamento. O tráfego flui pela faixa 1.



Fonte: Assessoria de Imprensa da OHL



AUTOPISTA RÉGIS BITTENCOURT



BR-116/SP/PR - Trecho São Paulo – Curitiba



13/01/11 – 9h40



Rodovia em situação normal, com obras rotineiras da concessionária.



Fonte: Assessoria de Imprensa da OHL



AUTOPISTA LITORAL SUL



BR-101/SC - Trecho Curitiba – Florianópolis



13/01/11 - 9h40



Rodovia em situação normal, com obras rotineiras.

Fonte: Assessoria de Imprensa da OHL



AUTOPISTA FLUMINENSE



BR-101/RJ - Trecho Divisa RJ/ES - Ponte Presidente Costa e Silva



13/01/11 – 9h40



Rodovia em situação normal, com obras rotineiras.

Fonte: Assessoria de Imprensa da OHL



AUTOPISTA PLANALTO SUL



BR-116/PR/SC - Trecho Curitiba - Divisa SC/RS



13/01/11 – 9h40



Rodovia em situação normal, com obras rotineiras.

Fonte: Assessoria de Imprensa da OHL



CONCESSIONÁRIA NOVA DUTRA



BR 116 – RJ/SP – Trecho São Paulo – Rio de Janeiro



13/01/2011 – 10h50



Há uma interdição no km 14,6, região de Lavrinhas/SP, sentido Rio de Janeiro, devido a uma queda de barreira na manhã de hoje.



Estão interditados o acostamento e a faixa da direita.



Fonte: Assessoria de Imprensa da Concessionária



CONCEPA



BR-290/RS



13/01/2011 – 18h



Rodovia em situação normal, com obras rotineiras.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Concessionária



ECOSUL



BRs 116, 392 e 293



Pólo Rodoviário de Pelotas



13/01/2011 – 10h



Condições normais.



Fonte: Assessoria de Imprensa da Ecosul

 
Fonte: http://www.agenciat1.com.br/6050-ministerio-dos-transportes-e-dnit-destinam-recursos-para-recuperacao-de-rodovias-no-sudeste/