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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Jacu-Pêssego: Defensoria constata problemas na obra inacabada e promete relatório. PT local organiza manifestação



Parlamentares, entre eles o deputado Zico Prado, e muitas lideranças comunitárias acompanharam os técnicos da Defensoria Pública durante uma vistoria realizada hoje, dia 11 de fevereiro, nas obras de prolongamento da av. Jacu-Pessego, obra esta que foi entregue inacabada pelo governo do Estado em outubro passado.


Entidades e associações de moradores vêm denunciando os inúmeros transtornos ocasionados pela obra, como falta de acessibilidade segura entre os bairros, ruas totalmente esburacadas, falta de iluminação e escoamento de águas, o que, durante as chuvas de janeiro, causou ainda mais estragos e dificuldades aos moradores neste início de ano.

Os técnicos da Defensoria Pública concordaram que os problemas no local são sérios e causam riscos à população e prometeram elaborar um relatório que deverá ser encaminhado aos órgãos competentes.

Simultânea à movimentação da Defensoria Pública, o Partidos dos Trabalhadores na região, representando pelo Diretório Zonal de São Mateus e marcaram uma reunião para o próximo dia 16 de fevereiro para discutir o assunto. A idéia é organizar uma grande manifestação para cobrar ações concretas do Governo do Estado.

O deputado Zico acompanha o problema desde o ano passado. Já foram realizadas reuniões com representante da Dersa, Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras e Siurb quando os líderes de associações entregaram um documento aos representantes dos órgãos públicos, que se comprometeram a iniciar os desdobramentos necessários ainda em dezembro passado. “Técnicos da Coordenadoria de Subprefeituras dizem que houve limpeza dos córregos Mombaça e Caguaçu, mas que o problema é o diâmetro dos canos, que precisam ser substituídos. Mas a comunidade garante que ninguém apareceu por lá. O que posso afirmar é que houve enchentes no local, os bairros estão ainda mais isolados e a população exige uma resposta”, finaliza Zico.
 
 Fonte: http://josezico.com.br/jacu-pessego-defensoria-constata-problemas-na-obra-inacabada-e-promete-relatorio-pt-local-organiza-manifestacao/

Bondes elétricos estão de volta nas grandes cidades do mundo

Assim como os carros elétricos, trens urbanos viraram moda na Europa e agora começam a ser implementados também pela China


Claudia Facchini, enviada especial a La Rochelle (França)*

A fábrica de trens da Alstom em La Rochelle, cidade medieval na costa atlântica da França, produziu no ano passado o número recorde de 88 “tramways”, trens urbanos movidos a eletricidade e que hoje são conhecidos no Brasil pela sigla VLT (veículos leves sobre trilhos). Esses trens são, na verdade, a versão moderna dos antigos bondes, que desapareceram das cidades brasileiras há pelo menos 30 anos.





Enquanto a carteira total de pedidos do grupo francês, segundo maior fabricante de trens do mundo, caiu 8% entre abril e dezembro de 2010 como reflexo da crise na Europa e Estados Unidos, a divisão de bondes da Alstom cresce a taxas de 10% ao ano. Bernard Peille, diretor da fábrica de La Rochelle, prevê ultrapassar a marca de 100 “tramways” produzidos em 2011.


Assim como o carro elétrico virou febre entre as montadoras e tem sido a maior atração das principais feiras de automóveis, os bondes elétricos passaram a ser a sensação entre as alternativas de transporte urbano. Além de emitir quatro vezes menos monóxido de carbono do que os ônibus, os bondes elétricos atuais podem ser abastecidos por baixo, sem que seja necessário instalar fios suspensos, o que faz com que eles não interfiram na visual das cidades como acontecia antigamente.

Cidades como Bruxelas, Paris e Berlin ressuscitaram os seus “tramways” nos últimos dez anos e essa onda “verde” começa a chegar agora aos países emergentes.“Só na China, existem pelo menos 15 projetos em estudo”, afirma Pierre Gosset, responsável pela divisão de “tramways” do grupo Alstom. A multinacional francesa participará neste ano, por exemplo, de uma licitação em Pequim.

Para o ano fiscal 2010-2011, que se encerra agora em março, o grupo prevê fabricar 300 bondes, 10% a mais que no exercício anterior, com vendas de 450 milhões de euros. “Há dez anos, nossa produção não era nem a metade”, diz o Gosset, que projeta chegar a uma produção de 1 mil a 1,5 mil “trams” por ano até 2020.

A expectativa é de que essas taxas de crescimento, de dois dígitos, sejam mantidas. “Mas é difícil prever quanto iremos fabricar em 2011. Isso vai depender das licitações que ganharmos, como a de Pequim”, diz Gosset.

No Brasil, a Alstom venceu a única licitação feita no País para a instalação de uma linha de trem elétrico, realizada em Brasília. Mas o contrato foi suspenso no ano passado pelo Ministério Público, que está investigando os contratos firmados durante o governo de José Roberto Arruda, cujo mandato foi cassado por corrupção.

Segundo Gosset, a Alstom ainda não havia iniciado a fabricação dos trens para Brasília e a suspensão do contrato não causou prejuízos financeiros à companhia. A empresa se mantém à espera de uma decisão das autoridades brasileiras. Apesar dos problemas, as esperanças da Alstom de vender bondes para o Brasil não morreram. Outras cidades, como Santos, disse Gosset, também já demonstraram interesse pelo VPT (veículo pesado sobre trilhos).

A divisão, embora passe por uma fase de forte crescimento, ainda representa uma pequena parte da vendas da Alstom. A carteira total de pedidos da multinacional no setor de transportes ferroviários totalizava, em dezembro de 2010, 3,6 bilhões de euros, incluindo trens de alta e de altíssima velocidade, conhecidos pela sigla TGV e AGV, respectivamente, segmentos em que a Alstom é líder no mundo.

*A repórter viajou a convite da Alstom
Fonte: Acesse IG

terça-feira, 15 de março de 2011

Obama vai investir em TAVs

O presidente Barack Obama deseja atualizar o sistema de transporte americano usando trens de alta velocidade, trazendo para os Estados Unidos um gosto de algo que é rotineiro na vida na Europa e na Ásia. Mas o país, obcecado por carros, está dividido em relação aos planos. O projeto gigantesco está fadado ao fracasso?


O vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, é o mais famoso usuário de transportes públicos do país. Isso lhe rendeu o apelido de "Amtrak Joe". Várias vezes por semana, Biden toma o trem da Amtrak de Wilmington, Delaware, até a histórica Union Station em Washington, DC. Dizem que o democrata já conhece o primeiro nome de todos os fiscais da linha.

Biden deve ter ficado satisfeito quando apresentou o novo plano de trem de alta velocidade na 30th Street Station na Filadélfia, no mês passado. O governo planeja gastar US$ 53 bilhões em ferrovias e trens de passageiros nos próximos seis anos. Grande parte do dinheiro está destinada a novas conexões de alta velocidade. A meta é que 80% dos americanos tenham acesso a "trens-bala" até 2035.

Essas maravilhas reluzentes de alta tecnologia poderiam correr entre San Francisco e Los Angeles em velocidades de até 350 quilômetros por hora. Os planejadores esperam reduzir o tempo de viagem entre Washington e Boston para menos de quatro horas. A linha em forma de T no Texas ligaria Dallas, Houston e San Antonio. O plano prevê a elevação de centenas de quilômetros da chamada "Texas T-Bone", para que gado possa passar sob os trilhos.

"É um investimento inteligente na qualidade de vida para todos os americanos", diz Rick Harnish, da Associação de Ferrovias de Alta Velocidade do Meio-Oeste, em Chicago. Pessoas do setor, como Ansgar Brockmeyer, da divisão de trens de passageiros da Siemens Mobility da Alemanha, estão empolgadas com esta renascença das locomotivas. "Há razão para otimismo", ele diz.

Mas as forças conservadoras do país estão determinadas a impedir a visão tecnológica do presidente Barack Obama. Pelo menos três governadores recém-eleitos (dos Estados de Wisconsin, Flórida e Ohio) rejeitaram completamente a injeção de dinheiro nas ferrovias do país planejada por Washington.

Na verdade, é difícil dizer se os trens há muito abandonados dos Estados Unidos conseguirão retornar. Grandes partes da rede estão em estado precário e a maioria dos americanos há muito passou a viajar de carro ou avião.

Mas foram as ferrovias que permitiram aos seus antepassados conquistarem o Velho Oeste. Os serviços de trem foram lucrativos nos Estados Unidos até os anos 50. Muitas linhas eram lendárias, como a Santa Fe Super Chief, que levava seus passageiros de Chicago até Los Angeles em luxo. Astros de cinema como Elizabeth Taylor, Lauren Bacall e Humphrey Bogart dormiam em elegantes vagões-dormitório e jantavam com qualidade cinco estrelas.

O California Zephyr é outro serviço clássico, com sua rota se estendendo por quase 4 mil quilômetros do Meio-Oeste até San Francisco. Carros com "vista dome" (domo panorâmico) dão aos passageiros vistas panorâmicas de 360 graus do Rio Colorado, das Montanhas Rochosas e de Sierra Nevada. Uma equipe de elite de atendentes, chamadas de "Zephyrettes", serve bebidas e até mesmo se oferece para servir como babá.

O Zephyr funciona até hoje -mas a viagem de 51 horas a torna atraente apenas para os fãs de trens. Um desses fãs é James McCommons, da Universidade do Norte de Michigan. O acadêmico passou um ano cruzando os Estados Unidos de trem antes de narrar suas experiências em um livro. "É embaraçoso", ele diz. "Nós já fomos a maior nação ferroviária do mundo e atualmente nem mesmo fabricamos um único vagão de trem no país."

O escritor americano James Kunstler se queixa de que a "Amtrak se tornou motivo de riso no mundo". Ele brinca que a empresa claramente "criou um modelo de gestão soviético, com uma camada adicional de Lei de Murphy para assegurar entropia máxima no serviço". De fato, os trens da Amtrak atualmente levam mais de 11 horas para cobrir os 600 quilômetros de San Francisco até Los Angeles.

Os planos de trem de alta velocidade são, portanto, uma espécie de alerta nestes tempos cautelosos. Muitos americanos se surpreendem ao descobrir que o presidente Obama parece estar falando sério sobre investir em peso nas ferrovias. "Eu não entendo esse fascínio por trens", diz Michael Sanera, da Fundação John Locke, um centro de estudos de livre mercado. Ele só tem uma explicação: "Eu acho que há muita frustração em homens que não ganharam aquele trenzinho quando eram pequenos, e agora querem brincar com trens".

Mas com um olhar mais atento é fácil ver quão séria a situação se tornou. Os Estados Unidos estão diante de um engarrafamento. Segundo um estudo da Comissão de Receita e Política Nacional de Transporte por Superfície, os Estados Unidos precisarão de nove aeroportos do tamanho do gigantesco Aeroporto Internacional de Denver e dobrar o número de quilômetros de estradas interestaduais caso a demanda por transporte continue crescendo na taxa atual nas próximas décadas. Em 2009, as pessoas de casa ao trabalho nos Estados Unidos gastaram 5 bilhões de horas presas em congestionamentos. São sete vezes mais do que em 1982.

"Daqui quatro décadas, os Estados Unidos terão 100 milhões de habitantes adicionais", alerta o secretário dos Transportes americano, Ray LaHood. "Se nos acomodarmos com estradas, pontes e aeroportos que já estão sobrecarregados e são insuficientes (...) nossa próxima geração encontrará artérias de comércio intransitáveis na América." Ele considera essenciais os trens de alta velocidade.

Especialistas ferroviários americanos identificaram 10 corredores nos quais trens de alta velocidade operariam teoricamente de modo lucrativo. A mais promissora dessas rotas fica no Nordeste do país, entre Nova York, Filadélfia, Baltimore e Washington, DC. Como as distâncias são relativamente curtas e há alta demanda, trens-bala poderiam explorar suas vantagens na região.

Também há uma necessidade relativamente urgente por conexões de trem no Meio-Oeste, como entre Chicago e Saint Louis, por exemplo. Apesar dos voos entre as duas cidades levarem pouco mais de uma hora, Harnish diz que demoras como o check-in e a segurança podem facilmente fazer a viagem demorar três horas. Em comparação, uma linha de trem de alta velocidade poderia cobrir a distância em menos de duas horas. Os planejadores acreditam que a rota poderia servir até um milhão de passageiros por ano.

"Na Europa, nós vimos que conexões ferroviárias de alta velocidade de menos de quatro horas podem ser competitivas", diz Ansgar Brockmeyer, da Siemens. A linha de alta velocidade entre Barcelona e Madri, que começou a funcionar no início de 2008, já conquistou metade da fatia de mercado das companhias aéreas. Em 2006, os trens Velaro de fabricação da Siemens percorriam a linha em velocidades acima de 400 km/h.

A Siemens agora espera vender o mesmo modelo de trens nos Estados Unidos. Os californianos são renomados por terem consciência ambiental e gostarem de tecnologia - até mesmo Arnold Schwarzenegger gostou de tomar o trem quando foi governador do Estado. Tudo isso criou condições favoráveis para a Autoridade de Ferrovias de Alta Velocidade da Califórnia (CaHSRA), que deseja implantar 1.300 quilômetros de trilhos de alta velocidade, ligando mais de 25 cidades no processo. As obras em um trecho de 100 quilômetros da nova linha devem começar em 2012.

"Nosso tempo de viagem de Los Angeles a San Francisco será de duas horas e 40 minutos, sem paradas", diz Rachel Wall, da CaHSRA. "Qualquer um que já percorreu essa rota sabe que de carro ou avião leva mais tempo."

Até recentemente, o setor nutria grandes esperanças na Flórida. As empresas responsáveis pela instalação dos trilhos esperavam que as obras começariam antes do final do ano para a linha entre Tampa e Orlando. Isso poderia criar potencialmente milhares de empregos. Mas o governador Rick Scott matou o projeto. Caro demais e arriscado demais é como o governador republicano o caracterizou, apesar de posteriormente ter prometido reconsiderar sua decisão.

Muito está em jogo para o presidente Obama. Os trens-bala faziam parte de sua campanha eleitoral de 2008. Mais recentemente, ele prometeu projetos ferroviários em seu último discurso do Estado da União. O presidente teme que o país fique atrás de seus rivais. A China, por exemplo, planeja construir impressionantes 13 mil quilômetros de linhas de trem de alta velocidade até 2020. Ela está investindo o equivalente a mais de US$ 300 bilhões nesta tarefa hercúlea.

Pequim recentemente demitiu o ministro das Ferrovias, Liu Zhijun, depois de supostas alegações de corrupção. Os leitos de concreto dos trilhos aparentemente foram feitos de modo negligente.

Mas isso não reduziu o entusiasmo pelo programa. De 2012 em diante, os trens transportarão passageiros de Pequim a Xangai em menos de cinco horas. Os trens da Amtrak atualmente cobrem uma distância semelhante entre Nova York e Atlanta em 18 horas.

McCommons, o fã de trens, culpa a postura americana pelo estado deplorável do sistema ferroviário de seu país. "Foi vendida a nós essa ideia bizarra de que apenas automóveis e aviões podem atender todas as nossas necessidades", ele diz. Isso dificilmente causa surpresa, já que duas gerações de americanos cresceram quase que totalmente sem trens de passageiros. "Não está na imaginação deles tomar um trem", ele explica.

O vice-presidente Biden pode, portanto, ainda se considerar um pioneiro por viajar para o trabalho de trem. Ele frequentemente toma o Acela Express para Washington, a única linha ferroviária nos Estados Unidos que pode ser considerada de alta velocidade.

A viagem de Biden cobre uma rota de quase 180 quilômetros de Wilmington a Washington em 75 minutos. A velocidade média: cerca de 140 quilômetros por hora.


El País

sexta-feira, 11 de março de 2011

Protesto contra aumento do ônibus chega à casa de Kassab

A crítica é à falta de disposição de Kassab para receber os ativistas contrários aos R$ 3 cobrados dos passageiros de ônibus. Mas, nesta quinta-feira (10), o prefeito não poderia recebê-los para um café em sua casa nem se quisesse. Ele está em Paris, na França, onde participa de uma feira internacional. Só volta neste sábado (12).

Por Imprensa PT-SP, com Rede Brasil Atual

Sexta-feira, 11 de março de 2011

 
Foi pela nona quinta-feira consecutiva que ativistas críticos ao reajuste do ônibus em São Paulo foram às ruas. Os manifestantes não consideram este o nono protesto, por ter um caráter diferente, mais restrito e pontual, voltado totalmente à figura de Gilberto Kassab (DEM), prefeito da cidade.


Essa perspectiva, aliada ao feriado do carnaval, fez a marcha ter um tamanho bem menor do que nas semanas anteriores. As 150 pessoas presentes partiram do Shopping Iguatemi, no bairro de Pinheiros, zona oeste, para uma "visita" inusitada. O destino era justamente o condomínio onde mora Kassab.

A crítica é à falta de disposição de Kassab para receber os ativistas contrários aos R$ 3 cobrados dos passageiros de ônibus. Mas, nesta quinta-feira (10), o prefeito não poderia recebê-los para um café em sua casa nem se quisesse. Ele está em Paris, na França, onde participa de uma feira internacional. Só volta neste sábado (12).

Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 150 manifestantes compareceram no protesto pacífico. O comandante do 23º Batalhão, major Marcelo Nagy, declarou que aproximadamente 40 policiais acompanham o protesto desta quinta-feira. "Eles têm direito à manifestação, mas a polícia tem que assegurar a integridade dos manifestantes e as pessoas em geral", disse.

Murilo Rodrigues, 30, é ciclista e abandonou o carro há dois anos, mas compareceu à manifestação para apoiar a causa. "Acho um absurdo honerar transporte público deste jeito. Tem que fazer barulho mesmo, apóio. Tem que parar a cidade para ser notado", declarou.

Por que, então, fazer um protesto diante de uma casa vazia? "O objetivo do ato é mostrar que estamos atrás do diálogo, estando o Kassab em casa ou não", responde Mayara Vivian, integrante do Movimento Passe Livre, um dos grupos que promove as manifestações desde o início do ano. "A gente sabe onde ele mora e veio fazer uma visita", alfineta.

Ao final do protesto, por volta das 19h40, os manifestantes abriram alguns ônibus pela porta de trás na altura da Rebouças para que os integrantes do movimento entrassem.

Reajuste acima da inflação, falta de diálogo e violência da PM


Sem dialogar com a população, o Governo Kassab reajustou, no dia 5 de janeiro, a passagem ônibus da Capital de R$ 2,70 para R$ 3,00, aumento de 11,11%, praticamente o dobro da inflação acumulada (6,01% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O metrô foi reajustado de R$2,65 para R$2,90, um aumento de 9,43%.

Indignados com o reajuste abusivo e a falta de diálogo da Prefeitura, o Movimento Passe Livre e o Comitê de Luta contra o Aumento se organizaram contra a decisão da prefeitura. Já foram realizadas nove manifestações, que chegam a reunir de 3 a 4 mil pessoas de diversos setores da sociedade.

Durante o sexto ato, que aconteceu no dia 17 de fevereiro, os policiais usaram gás de efeito moral, spray de pimenta e tiros de borracha contra manifestantes e os três vereadores petistas que tentavam intermediar o diálogo: Antonio Donato (presidente do Diretório Municipal do PT/SP), Juliana Cardoso e José Américo.

A vereadora Juliana chegou a desmaiar durante a agressão e José Américo teve um dedo quebrado. "Estou bastante preocupada com esse governo municipal. Se eles [governo] não têm respeito com os parlamentares, imaginem com o povo!”, concluiu a parlamentar.

A bancada do PT na Câmara de São Paulo entrou com uma representação na Corregedoria da Polícia Militar do Estado para apurar a reação violenta e com um mandato de segurança, com pedido de liminar, pedindo a impugnação da planilha de custos utilizada para justificar o reajuste da tarifa de ônibus. "Notamos que há inconsistências nas planilhas apresentadas pela Secretaria de Transportes para justificar o aumento. Um exemplo é o preço do óleo diesel, que não condiz com a realidade".

quinta-feira, 10 de março de 2011

Trem do Cariri- Crato a Juazeiro

Conheça as diferentes modalidades de transporte público urbano

Matéria postada no IG

Do ônibus ao metrô, classificação leva em conta a capacidade de cada veículo


Metrô: pode transportar entre 60 mil e 80 mil pessoas por hora em cada sentido. No Brasil, o maior sistema de metrô é o de São Paulo, que transporta 3,7 milhões de pessoas por dia. O do Rio de Janeiro leva 660 mil passageiros diariamente.


Estação do metrô de Londres, na Inglaterra


Trem: em média, os trens de subúrbio têm capacidade de transportar 50 mil pessoas por hora por sentido. O sistema paulistano, operado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), carrega 2,3 milhões de passageiros todos os dias. Em todo o País, são mais de dois bilhões de passageiros por ano transportados por linhas férreas urbanas - que percorrem ínfimos 930 quilômetros. Apenas na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, metrôs e trens percorrem mais 1,3 mil quilômetros (estão na soma os pátios de manobras).

    Vista da linha de trem próxima da avenida Francisco Matarazzo e das chaminés da Casa das        Caldeiras, no bairro da Água Branca, zona oeste de São Paulo



VLT: com tração elétrica ou a diesel, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é uma modalidade de transporte sobre trilhos de média capacidade. Em média, um sistema com esse tipo de veículo pode transportar de 30 mil a 40 mil pessoas por hora por sentido. A despeito do nome com que tem sido chamado, o Metrô do Cariri é um típico VLT. O fluxo de passageiros ainda á baixo: são 1,2 mil pessoas por dia, que usam o serviço de segunda a sábado.


   O Metrô do Cariri, no Ceará, um típico Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)



Monotrilho: como o nome faz sugerir, é construído sobre apenas um trilho - ao contrário de metrôs, trens e VLTs, que se deslocam sobre trilhos paralelos. Transporta, em média, entre 15 mil a 20 mil pessoas por hora. O único monotrilho do País, localizado em Poços de Caldas (MG), está desativado.


    Monotrilho de Sydney, na Austrália



BRT: sigla da expressão em inglês Bus Rapid Transit (ou ônibus de trânsito rápido, em tradução livre), esse sistema é o que utiliza corredores de ônibus em grandes cidades - em geral, com ônibus articulados, que pode receber mais gente. Capacidade de transportar de 15 mil a 20 mil pessoas por hora por sentido.

    BRT de Curitiba, o pioneiro no País



Ônibus: sistema de transporte público urbano mais disseminado no Brasil. Tem capacidade de transportar cerca de dez mil pessoas por hora por sentido.

    Linha de ônibus em operação em São Paulo