Quem sou eu
- Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana PT-SP
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
IPCA em abril sente impacto de Transportes e Vestuário
Os grupos Transportes e Vestuário registraram elevação superior a 1% em abril, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A primeira classe de despesa marcou 1,57% de alta no mês passado, perto da taxa de março (1,56%). O segundo ramo subiu 1,42%, vindo de incremento de 0,56%.
‘Os preços do etanol, que haviam subido 10,78% em março, atingiram 11,20% em abril, totalizando 31,09% no ano. Com isso, influenciaram o preço da gasolina, que ficou 6,26% mais cara em abril, após 1,97% em março, num total de 9,58% no ano. Juntos, os combustíveis tiveram alta de 6,53% no mês e foram responsáveis por 0,30 ponto percentual do IPCA, sendo 0,05 do etanol e 0,25 da gasolina’, sustentou o IBGE em nota.
Em Vestuário, o destaque coube ao aumento dos preços das roupas infantis (1,97%). Também subiu mais o grupo Habitação, que deixou uma ampliação de 0,46% para 0,77% entre março e abril.
Alimentação, por sua vez, desacelerou de março para abril, de 0,75% para 0,58% de incremento. Merecem menção a queda nos preços do tomate (-18,69%), do açúcar cristal (-2,68%) e do arroz (-2,13%), por exemplo. Ao mesmo tempo, ficaram mais caros batata inglesa (17,71%), o feijão carioca (9,79%) e os ovos (4,41%).
Pelo levantamento do IBGE, o IPCA aumentou 0,77% em abril, depois de ficar em 0,79% um mês antes. No acumulado em 2011, o avanço foi de 3,23%, contra 2,65% de um ano antes. Nos últimos 12 meses, o índice situa-se em 6,51%, acima dos 6,30% dos 12 meses imediatamente anteriores.
Fonte: G1
Trem-bala pode ter consórcio de construtoras
As cinco maiores construtoras do país - Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão - poderão entrar na disputa do trem-bala que vai ligar Campinas ao Rio de Janeiro, passando por São Paulo, formando um único consórcio. Segundo uma fonte do alto escalão do governo ouvida pelo Valor, as empreiteiras já compartilharam estudos detalhados sobre o projeto e avaliam, agora, qual seria a companhia estrangeira que detém a melhor opção tecnológica para participar da concorrência. As empresas não comentam o assunto.
Um mês depois de o governo oficializar o segundo adiamento do leilão do trem-bala, essa movimentação feita pelas grandes empreiteiras mexeu completamente com os planos dos fabricantes de trens de alta velocidade. Segundo essa fonte, passou a haver uma disputa dos fabricantes para se engajar no grupo. A disputa é pesada, já que muitos fabricantes estão interessados em atuar no projeto apenas como fornecedores de equipamentos, e não sócios do consórcio. Esse é o caso de companhias como as espanholas CAF e Talgo e a canadense Bombardier.
A concentração das empreiteiras poderá reduzir o número de concorrentes no leilão, embora o governo não esteja muito preocupado em conseguir um grande número de candidatos. Na disputa pelas gigantes do concreto, diz essa fonte, o consórcio coreano - com a tecnologia da Hyundai Rotem - tem apresentado maior vantagem financeira, oferecendo um preço mais competitivo. Suas principais rivais, no entanto - a francesa Alstom, a alemã Siemens e a japonesa Shinkansen - possuem sistemas mais maduros, do ponto de vista tecnológico.
A apreensão desses fabricantes tem uma razão muito clara. Se esse grupo de grandes empreiteiras de fato se consolidar e então firmar parceria com um fornecedor, só restará um caminho: procurar empreiteiras menores ou simplesmente desistir do projeto.
Quem já percebeu isso é a Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop). A associação estudou o projeto a fundo e conseguiu arregimentar 19 empresas do setor para disputar o leilão. Seu desafio, no entanto, é convencer um fabricante de trem de alta velocidade a incorporar o grupo como investidor. “Temos conversado com diversos fabricantes, mas infelizmente a postura deles é de apenas fornecer equipamentos. Sinceramente, se o nosso consórcio não tiver um fabricante como sócio, o projeto fica inviável”, diz o presidente da Apeop, Luciano Amadio.
A dois meses da data de entrega de propostas comerciais, as empreiteiras têm pressionado o governo para ceder em mais alguns pontos do edital. Uma das reivindicações trata da redução de impostos ligados à importação de equipamentos, mas segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), já não há mais nada para abrir mão em tributos federais. “Tudo o que tinha para ser cortado já foi cortado, agora só restam impostos estaduais, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)”, afirmou o diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo.
Das reivindicações apresentadas até agora pelas empresas, o governo concordou em ceder em uma delas, segundo Figueiredo. Pelo edital atual, é o governo quem escolhe para quem vai ceder o conhecimento tecnológico absorvido com o empreendimento. Os fabricantes, no entanto, reclamaram que poderiam ter suas tecnologias repassadas para as mãos de um grande concorrente. “Vamos mudar essa regra do edital. A escolha de quem receberá a transferência de tecnologia será resultado de um consenso entre o governo e o fabricante”, disse o diretor-geral da ANTT.
O governo também vai permitir que as empresas mexam no traçado proposto no edital, desde que sejam mantidas as características de locais de acesso às estações e a velocidade de 350 quilômetros por hora. Adiado em novembro do ano passado e em abril deste ano, o leilão do trem que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro foi marcado para 11 de julho, data de recebimento de propostas. No dia 29, os envelopes serão abertos.
Fonte: Valor Econômico, Por André Borges
Voos dentro do Estado de São Paulo crescem 41%
Voar de Ribeirão Preto para a capital paulista ficou mais barato do que um café com pão de queijo no Aeroporto de Congonhas, na zona sul, R$ 9. O aumento de voos dentro do Estado e as promoções das companhias aéreas fizeram com que 1,5 milhão de passageiros circulassem nos seis principais aeroportos do interior de São Paulo no ano passado, um número 41% maior que o registrado em 2009.
A concorrência fez o preço dos bilhetes despencar. E, não raras vezes, a viagem regional por ar ficou mais em conta em percursos de mais de 300 quilômetros que de carro e ônibus - o que já ocorre na Europa e nos Estados Unidos desde a década de 1990. O morador de Presidente Prudente, no extremo oeste paulista, por exemplo, pode vir à capital por R$ 99,40. O avião completa os 556 km entre as duas cidades em uma hora. No ônibus leito, que leva oito horas na estrada, com pelo menos duas paradas, a viagem sai por R$ 103. De carro, sem contar a gasolina, só o pedágio soma R$ 64,55.
O epicentro do boom aéreo no interior é Ribeirão Preto, um próspero centro regional no centro do Estado. Do acanhado aeroporto da cidade partem 12 voos diários para a capital. A maioria das passagens é vendida com um mês de antecedência. Dali também é possível encontrar bilhetes a R$ 9 para três outras capitais do País: Curitiba, Rio e Salvador.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo
Dnit apresenta projeto de duplicação da BR-381 durante audiência pública
Pessoas que usam a rodovia puderam participar e tirar dúvidas na reunião.Obras vão começar pelo trecho mais perigoso da estrada.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) apresentou o projeto de duplicação da BR- 381 durante uma audiência pública nesta quinta-feira (5), em Belo Horizonte. Pessoas que usam a rodovia puderam participar e tirar dúvidas na reunião. Essa é a última etapa antes do início da licitação da obra, que será dividida em dez lotes e está orçada em quase R$ 3 bilhões de reais.
Uma exigência da lei antes da licitação ser aberta é que a duplicação comece pelo trecho mais perigoso: são 70 Km de Belo Horizonte até São Gonçalo do Rio Abaixo, na Região Central do estado. De acordo com o projeto, trechos de subidas e descidas vão ser reduzidos. Cerca de quarenta pontes, passarelas e pistas laterais e viadutos vão ser construídos.
Somente no trecho de Belo Horizonte a Caeté são pouco mais de setenta curvas. Com a obra, metade delas vai desaparecer e o restante vai ganhar um novo traçado para oferecer mais segurança aos motoristas. Com a duplicação e as correções no traçado, a velocidade máxima permitida, em alguns pontos, vai subir de 60 para 80 quilômetros por hora.
A BR-381 tem poucos pontos de ultrapassagem, o que facilita as batidas de frente. Nela foi registrado o maior número de acidentes com mortes em 2010. Estudos mostram também que o trecho já não suporta o grande movimento de carros. Segundo o Dnit, são quase 28 mil e 500 veículos por dia, a maioria deles é de caminhões.
Segundo o Dnit, as apresentações do projeto atendem a uma exigência da Lei de Licitações, nº 8.666, que determina a realização de audiências públicas antes da divulgação dos editais de licitação de obras com valores acima de R$ 150 milhões.
Fonte: G1
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Proposta é expandir os trilhos pelo País
Responsáveis pela circulação de 25% das cargas movimentadas no país, as ferrovias poderão ampliar sua participação na matriz de transportes. Após décadas de estagnação, a malha ferroviária deverá passar dos atuais 29 mil quilômetros de extensão para 40 mil quilômetros até 2020. Com as novas estradas de ferro no Centro-Oeste, Norte e Nordeste abrindo oportunidades para que empresas de diversos setores considerem o modal como alternativa para escoar sua produção, o setor poderá passar a responder por 32% dos bens transportados no país em 2020, quase o dobro dos 17% apurados em 1997, quando o setor privado ingressou na área com a privatização das concessionárias.
Entre 2011 e 2014, o setor ferroviário deverá receber R$ 60 bilhões em investimentos, 202% acima dos R$ 20 bilhões registrados entre 2006 e 2009, segundo estudos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), publicado em fevereiro. Na análise, os economistas Fernando Pimentel Puga e Gilberto Borça Jr. apontam que a cifra alta se deve ao projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro (que responde por 49% dos recursos previstos no período); aos investimentos das concessionárias privadas, que devem desembolsar R$ 16,5 bilhões nos quatro anos para modernizar suas frotas e seus trilhos; e a R$ 14,3 bilhões que serão aplicados na expansão da malha. Até 2014, o BNDES estima que a rede atual seja acrescida em 5,4 mil quilômetros.
“Após décadas de paralisia, o setor está renascendo e poderá ampliar sua presença na matriz de transportes para 32% em 2020, mas ainda será preciso avançar na agenda para elevar a competitividade da malha”, diz Rodrigo Vilaça, diretor executivo da ANTF. De 1997 a 2010, as concessionárias privadas investiram R$ 24 bilhões e preveem mais R$ 3 bilhões em recursos neste ano.
Importantes projetos começam a sair do papel. Um deles, a Nova Transnordestina, poderá mudar as opções logísticas no Nordeste. Com conclusão prevista para 2013 e investimentos orçados em R$ 5,4 bilhões, a estrada de ferro terá 1.728 quilômetros de trilhos que interligarão a cidade de Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE), capazes de operar com navios de grande porte. Distante de vias urbanas, o trecho terá como vantagem a velocidade, que poderá chegar até a 80 km/h, e terá capacidade para transportar 30 milhões de toneladas por ano, sendo que os principais produtos movimentados deverão ser minério de ferro, grãos, gesso, fertilizantes e combustíveis. Além de reduzir custos de exportação, a estrada de ferro, cujo principal acionista é a CSN, pode estimular uma nova fronteira agrícola no Maranhão e Piauí.
Maior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale busca reforçar sua liderança no setor com a ampliação de sua produção nas minas de Carajás (PA), uma das províncias mais ricas do mundo, com 7,2 bilhões de toneladas métricas de reservas provadas e prováveis, além de volume substancial de recursos minerais com alto teor de ferro e reduzido grau de impurezas. Até 2015, a multinacional verde-amarela deve aumentar sua capacidade de minério para 191 milhões de toneladas métricas, sendo que boa parte do acréscimo, cerca de 130 milhões de toneladas, virá de Carajás. Para atender à expansão, a Vale investirá cerca de US$ 3 bilhões na ampliação do terminal portuário de Ponta da Madeira (MA) e na ampliação da Estrada de Ferro Carajás: 605 quilômetros de trilhos da linha férrea serão duplicados e a linha ferroviária será ampliada em 100 km ara se conectar à serra azul de Carajás. Na estrada de ferro, trafega o maior trem do mundo, com 330 vagões e 3,3 km de extensão.
A ALL está trabalhando para colocar em operação o Projeto Rondonópolis, que ampliará a malha da empresa em 260 quilômetros. Em paralelo, no fim do ano passado, a empresa anunciou a criação da Brado Logística, de olho em desenvolver o transporte de contêineres por intermédio do modal ferroviário. A ALL tem uma participação no mercado de contêineres inferior a 2%, em um mercado de mais de 2,6 milhões de contêineres cheio por ano, apenas em sua área de atuação.
O crescimento da malha passa também pela formação de mão de obra. Segundo Feliz Lopez, diretor de recursos humanos da concessionária MRS Logística, hoje a concessionária obtém 20% de sua demanda de pessoal no mercado, sendo que o restante tem de ser formado internamente. A maior dificuldade é encontrar técnicos, como maquinistas, mantenedores de vias e mecânicos de vagões, Desde 2001, a empresa formou mais de 1.300 técnicos operacionais. Com o crescimento da demanda nos próximos anos, a MRS também está focando a formação de engenheiros ferroviários. Em 2011, a concessionária criou o programa Jovem Engenheiro, com foco em recém-formados dos cursos de engenharia que já recebem qualificação para trabalhar na malha operada pela empresa. “É o primeiro ano que damos foco nesses jovens engenheiros, porque teremos demanda nos próximos anos”, afirma o executivo.
Os investimentos não estão concentrados apenas nas concessionárias privadas. A estatal Valec trabalha para colocar trechos que irão aumentar a capilaridade da malha atual, ampliando sua conexão com linhas existentes. Até o fim do ano, deve ser entregue o traçado originalmente aprovado da Ferrovia Norte-Sul, que parte de Açailândia (MA) e vai até Anápolis (GO), em uma interligação de 1.574 quilômetros de extensão. Também se trabalha no ramal sul, um trecho entre Ouro Verde (GO) e Estrela D’Oeste (SP), com mais de 600 quilômetros de extensão, que foi licitado no fim de 2010 e cuja primeira etapa das obras foi iniciada em janeiro deste ano.
A Valec trabalha ainda para colocar de pé a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), com traçado previsto de quase 1,5 mil quilômetros, que se estendem do litoral da Bahia, passando pelo oeste baiano, até chegar ao interior do Tocantins. Com investimentos previstos de R$ 7,4 bilhões até 2014, a estrada de ferro abrirá nova alternativa de logística para portos no Norte do país, porque estará interligada à Ferrovia Norte-Sul e à Estrada de Ferro Carajás. Os principais produtos a serem transportados são soja, farelo de soja e milho, além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro. No início de 2011, foi iniciada a primeira etapa das obras no oeste da Bahia.
Outro trecho que a Valec busca fazer sair do papel é a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), com 1.638 quilômetros entre Campinorte (GO) e Vilhena (RO), cujo custo estimado é de R$ 6,4 bilhões. Com os 11 mil quilômetros de linhas sendo construídos pelo país, a indústria de bens de capital antecipa ótimos resultados nesta década. “Deveremos bater um recorde histórico nesta década”, resume Vicente Abate, presidente da ABIFER. As previsões dos fabricantes apontam que devem ser fabricados 40 mil vagões nesta década, 30% a mais do que o volume produzido na década de 1970. Devem sair das linhas de montagem 2,1 mil locomotivas entre 2011 e 2020, quase o triplo do recorde anterior. “Até 2025, as ferrovias podem responder por 35% das cargas no país, o que ampliaria sua participação na matriz de transportes”, analisa o presidente da Abifer.
Apesar do minério e carvão concentrarem 75% das cargas movimentadas pelos trilhos, outros produtos ganharam espaço nas ferrovias. “Os vagões que estamos fabricando estão cada vez mais complexos, atendendo à movimentação de açúcar, grãos e fertilizantes. Estamos lançando vagões para contêineres que podem ser empilhados um no outro”, diz o presidente da AmstedMaxion, Ricardo Chuahy. O transporte de contêineres também tem crescido: entre 1997 e 2010, pulou de 3,4 mil TEUs (unidade equivalente a 20 pés) para pouco mais de 275 mil TEUs, indicando que o modal tem contribuído para a circulação de cargas industrializadas, de maior valor agregado.
Para que as ferrovias aumentem sua participação na matriz de transportes, será preciso superar obstáculos históricos. Pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) feita com 331 profissionais de logística que atuam nas maiores empresas do Brasil segundo o faturamento apontou que 20% deles utilizam o modal ferroviário como meio de transporte, enquanto 22% já tentaram, mas não tiveram sucesso. “A malha brasileira hoje tem apenas 29 mil quilômetros, sendo que apenas 10 mil quilômetros são de fato mais utilizados. Boa parte desses projetos novos entrará em operação depois da metade desta década e a malha existente tem muitos problemas que reduzem a eficiência”, destaca Paulo Fleury, diretor da Ilos.
Um dos grandes interessados na ampliação da malha ferroviária é o agronegócio, que estima redução de custos com a interligação entre as linhas do Norte com o Centro-Oeste. Mas, se de um lado eles enxergam os investimentos com otimismo, estão preocupados com o outro lado da equação. “Além dos projetos de ferrovias, há necessidade de ampliação dos portos, os movimentos têm de ser paralelos”, diz Luiz Fayet, consultor da CNA.
Para que as ferrovias ganhem peso na matriz de transportes, será preciso tornar mais eficientes os 29 mil quilômetros de trilhos atuais. Hoje, as locomotivas atravessam o país com velocidades muito abaixo da média mundial: no Brasil elas correm a 28 km/h, abaixo dos 40 km/h registrados nos Estados Unidos e dos 60 km/h na China. A situação se torna ainda pior nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde se concentram os mais importantes portos e boa parte das grandes exportadoras. Aí os trens chegam a rodar apenas a 5 km/h, vítimas de dois problemas históricos: mais de 100 mil famílias moram próximas às linhas e há centenas de cruzamentos das ferrovias com trens de passageiros ou com rodovias, o que restringe a velocidade dos trens.
Exemplo dessas dificuldades pode ser visto na região metropolitana de São Paulo, onde os trens de carga em direção ao porto de Santos disputam espaço na mesma linha com os vagões de passageiros. O problema dificulta a chegada dos trens ao maior porto do Brasil – em alguns casos a travessia das cargas é feita apenas na madrugada. Mesmo neste horário, a velocidade dos trens é baixa, não excedendo 20 km/h.
A solução para o impasse seria a construção do Ferroanel, projeto de anel ferroviário que circundaria a região metropolitana de São Paulo, permitindo a segregação das duas linhas e retirando a circulação de cargas da linha de passageiros. O projeto está em discussão há 11 anos, mas nunca saiu do papel. “Há mais de 700 obras que poderiam ser tocadas pela iniciativa privada como concessões administrativas e poderiam dar maior competitividade ao segmento. A malha atual é centenária e muita tecnologia nova não consegue ser totalmente absorvida”, afirma Vilaça, da ANTF.
O transporte de cargas não é o único foco do setor ferroviário nesta década. Há expectativa em relação à licitação do TAV, que interligará as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro por um sistema de trens capazes de trafegar sobre trilhos a velocidades superiores a 200 km/h. Marcado para julho, depois de dois adiamentos, o leilão poderá movimentar R$ 34 bilhões e atrair empresas europeias, asiáticas, americanas, construtoras brasileiras e estrangeiras e fundos de pensão. Se concretizado, essa seria a primeira linha desse tipo em operação na América Latina. A obra, que poderia entrar em operação em 2016, ainda traz algumas incertezas, referentes à demanda de passageiros e aos custos de desapropriação. “O TAV poderia representar o retorno dessa opção, que poderia melhorar a mobilidade, diz Abate”, da Abifer. Na década de 1960, viagens interestaduais eram frequentes e 100 milhões de pessoas usaram os trens.
Fonte: Revista Especial Logística - Valor Econômico
Entre 2011 e 2014, o setor ferroviário deverá receber R$ 60 bilhões em investimentos, 202% acima dos R$ 20 bilhões registrados entre 2006 e 2009, segundo estudos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), publicado em fevereiro. Na análise, os economistas Fernando Pimentel Puga e Gilberto Borça Jr. apontam que a cifra alta se deve ao projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro (que responde por 49% dos recursos previstos no período); aos investimentos das concessionárias privadas, que devem desembolsar R$ 16,5 bilhões nos quatro anos para modernizar suas frotas e seus trilhos; e a R$ 14,3 bilhões que serão aplicados na expansão da malha. Até 2014, o BNDES estima que a rede atual seja acrescida em 5,4 mil quilômetros.
“Após décadas de paralisia, o setor está renascendo e poderá ampliar sua presença na matriz de transportes para 32% em 2020, mas ainda será preciso avançar na agenda para elevar a competitividade da malha”, diz Rodrigo Vilaça, diretor executivo da ANTF. De 1997 a 2010, as concessionárias privadas investiram R$ 24 bilhões e preveem mais R$ 3 bilhões em recursos neste ano.
Importantes projetos começam a sair do papel. Um deles, a Nova Transnordestina, poderá mudar as opções logísticas no Nordeste. Com conclusão prevista para 2013 e investimentos orçados em R$ 5,4 bilhões, a estrada de ferro terá 1.728 quilômetros de trilhos que interligarão a cidade de Eliseu Martins (PI) aos portos de Suape (PE), capazes de operar com navios de grande porte. Distante de vias urbanas, o trecho terá como vantagem a velocidade, que poderá chegar até a 80 km/h, e terá capacidade para transportar 30 milhões de toneladas por ano, sendo que os principais produtos movimentados deverão ser minério de ferro, grãos, gesso, fertilizantes e combustíveis. Além de reduzir custos de exportação, a estrada de ferro, cujo principal acionista é a CSN, pode estimular uma nova fronteira agrícola no Maranhão e Piauí.
Maior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale busca reforçar sua liderança no setor com a ampliação de sua produção nas minas de Carajás (PA), uma das províncias mais ricas do mundo, com 7,2 bilhões de toneladas métricas de reservas provadas e prováveis, além de volume substancial de recursos minerais com alto teor de ferro e reduzido grau de impurezas. Até 2015, a multinacional verde-amarela deve aumentar sua capacidade de minério para 191 milhões de toneladas métricas, sendo que boa parte do acréscimo, cerca de 130 milhões de toneladas, virá de Carajás. Para atender à expansão, a Vale investirá cerca de US$ 3 bilhões na ampliação do terminal portuário de Ponta da Madeira (MA) e na ampliação da Estrada de Ferro Carajás: 605 quilômetros de trilhos da linha férrea serão duplicados e a linha ferroviária será ampliada em 100 km ara se conectar à serra azul de Carajás. Na estrada de ferro, trafega o maior trem do mundo, com 330 vagões e 3,3 km de extensão.
A ALL está trabalhando para colocar em operação o Projeto Rondonópolis, que ampliará a malha da empresa em 260 quilômetros. Em paralelo, no fim do ano passado, a empresa anunciou a criação da Brado Logística, de olho em desenvolver o transporte de contêineres por intermédio do modal ferroviário. A ALL tem uma participação no mercado de contêineres inferior a 2%, em um mercado de mais de 2,6 milhões de contêineres cheio por ano, apenas em sua área de atuação.
O crescimento da malha passa também pela formação de mão de obra. Segundo Feliz Lopez, diretor de recursos humanos da concessionária MRS Logística, hoje a concessionária obtém 20% de sua demanda de pessoal no mercado, sendo que o restante tem de ser formado internamente. A maior dificuldade é encontrar técnicos, como maquinistas, mantenedores de vias e mecânicos de vagões, Desde 2001, a empresa formou mais de 1.300 técnicos operacionais. Com o crescimento da demanda nos próximos anos, a MRS também está focando a formação de engenheiros ferroviários. Em 2011, a concessionária criou o programa Jovem Engenheiro, com foco em recém-formados dos cursos de engenharia que já recebem qualificação para trabalhar na malha operada pela empresa. “É o primeiro ano que damos foco nesses jovens engenheiros, porque teremos demanda nos próximos anos”, afirma o executivo.
Os investimentos não estão concentrados apenas nas concessionárias privadas. A estatal Valec trabalha para colocar trechos que irão aumentar a capilaridade da malha atual, ampliando sua conexão com linhas existentes. Até o fim do ano, deve ser entregue o traçado originalmente aprovado da Ferrovia Norte-Sul, que parte de Açailândia (MA) e vai até Anápolis (GO), em uma interligação de 1.574 quilômetros de extensão. Também se trabalha no ramal sul, um trecho entre Ouro Verde (GO) e Estrela D’Oeste (SP), com mais de 600 quilômetros de extensão, que foi licitado no fim de 2010 e cuja primeira etapa das obras foi iniciada em janeiro deste ano.
A Valec trabalha ainda para colocar de pé a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), com traçado previsto de quase 1,5 mil quilômetros, que se estendem do litoral da Bahia, passando pelo oeste baiano, até chegar ao interior do Tocantins. Com investimentos previstos de R$ 7,4 bilhões até 2014, a estrada de ferro abrirá nova alternativa de logística para portos no Norte do país, porque estará interligada à Ferrovia Norte-Sul e à Estrada de Ferro Carajás. Os principais produtos a serem transportados são soja, farelo de soja e milho, além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro. No início de 2011, foi iniciada a primeira etapa das obras no oeste da Bahia.
Outro trecho que a Valec busca fazer sair do papel é a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), com 1.638 quilômetros entre Campinorte (GO) e Vilhena (RO), cujo custo estimado é de R$ 6,4 bilhões. Com os 11 mil quilômetros de linhas sendo construídos pelo país, a indústria de bens de capital antecipa ótimos resultados nesta década. “Deveremos bater um recorde histórico nesta década”, resume Vicente Abate, presidente da ABIFER. As previsões dos fabricantes apontam que devem ser fabricados 40 mil vagões nesta década, 30% a mais do que o volume produzido na década de 1970. Devem sair das linhas de montagem 2,1 mil locomotivas entre 2011 e 2020, quase o triplo do recorde anterior. “Até 2025, as ferrovias podem responder por 35% das cargas no país, o que ampliaria sua participação na matriz de transportes”, analisa o presidente da Abifer.
Apesar do minério e carvão concentrarem 75% das cargas movimentadas pelos trilhos, outros produtos ganharam espaço nas ferrovias. “Os vagões que estamos fabricando estão cada vez mais complexos, atendendo à movimentação de açúcar, grãos e fertilizantes. Estamos lançando vagões para contêineres que podem ser empilhados um no outro”, diz o presidente da AmstedMaxion, Ricardo Chuahy. O transporte de contêineres também tem crescido: entre 1997 e 2010, pulou de 3,4 mil TEUs (unidade equivalente a 20 pés) para pouco mais de 275 mil TEUs, indicando que o modal tem contribuído para a circulação de cargas industrializadas, de maior valor agregado.
Para que as ferrovias aumentem sua participação na matriz de transportes, será preciso superar obstáculos históricos. Pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) feita com 331 profissionais de logística que atuam nas maiores empresas do Brasil segundo o faturamento apontou que 20% deles utilizam o modal ferroviário como meio de transporte, enquanto 22% já tentaram, mas não tiveram sucesso. “A malha brasileira hoje tem apenas 29 mil quilômetros, sendo que apenas 10 mil quilômetros são de fato mais utilizados. Boa parte desses projetos novos entrará em operação depois da metade desta década e a malha existente tem muitos problemas que reduzem a eficiência”, destaca Paulo Fleury, diretor da Ilos.
Um dos grandes interessados na ampliação da malha ferroviária é o agronegócio, que estima redução de custos com a interligação entre as linhas do Norte com o Centro-Oeste. Mas, se de um lado eles enxergam os investimentos com otimismo, estão preocupados com o outro lado da equação. “Além dos projetos de ferrovias, há necessidade de ampliação dos portos, os movimentos têm de ser paralelos”, diz Luiz Fayet, consultor da CNA.
Para que as ferrovias ganhem peso na matriz de transportes, será preciso tornar mais eficientes os 29 mil quilômetros de trilhos atuais. Hoje, as locomotivas atravessam o país com velocidades muito abaixo da média mundial: no Brasil elas correm a 28 km/h, abaixo dos 40 km/h registrados nos Estados Unidos e dos 60 km/h na China. A situação se torna ainda pior nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde se concentram os mais importantes portos e boa parte das grandes exportadoras. Aí os trens chegam a rodar apenas a 5 km/h, vítimas de dois problemas históricos: mais de 100 mil famílias moram próximas às linhas e há centenas de cruzamentos das ferrovias com trens de passageiros ou com rodovias, o que restringe a velocidade dos trens.
Exemplo dessas dificuldades pode ser visto na região metropolitana de São Paulo, onde os trens de carga em direção ao porto de Santos disputam espaço na mesma linha com os vagões de passageiros. O problema dificulta a chegada dos trens ao maior porto do Brasil – em alguns casos a travessia das cargas é feita apenas na madrugada. Mesmo neste horário, a velocidade dos trens é baixa, não excedendo 20 km/h.
A solução para o impasse seria a construção do Ferroanel, projeto de anel ferroviário que circundaria a região metropolitana de São Paulo, permitindo a segregação das duas linhas e retirando a circulação de cargas da linha de passageiros. O projeto está em discussão há 11 anos, mas nunca saiu do papel. “Há mais de 700 obras que poderiam ser tocadas pela iniciativa privada como concessões administrativas e poderiam dar maior competitividade ao segmento. A malha atual é centenária e muita tecnologia nova não consegue ser totalmente absorvida”, afirma Vilaça, da ANTF.
O transporte de cargas não é o único foco do setor ferroviário nesta década. Há expectativa em relação à licitação do TAV, que interligará as cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro por um sistema de trens capazes de trafegar sobre trilhos a velocidades superiores a 200 km/h. Marcado para julho, depois de dois adiamentos, o leilão poderá movimentar R$ 34 bilhões e atrair empresas europeias, asiáticas, americanas, construtoras brasileiras e estrangeiras e fundos de pensão. Se concretizado, essa seria a primeira linha desse tipo em operação na América Latina. A obra, que poderia entrar em operação em 2016, ainda traz algumas incertezas, referentes à demanda de passageiros e aos custos de desapropriação. “O TAV poderia representar o retorno dessa opção, que poderia melhorar a mobilidade, diz Abate”, da Abifer. Na década de 1960, viagens interestaduais eram frequentes e 100 milhões de pessoas usaram os trens.
Fonte: Revista Especial Logística - Valor Econômico
Estudo defende corredor de ônibus e tarifa barata para aumentar uso de transporte público
“A rapidez, a disponibilidade e o menor custo foram características recorrentemente citadas de forma explícita pelos entrevistados”(Foto: Roosewelt Pinheiro/ Agência Brasil)
Brasília – Investimentos em corredores de ônibus e metrôs aliados a políticas tarifárias adequadas que permitem ampliar o número de usuários de transporte público, conclui um estudo sobre mobilidade urbana. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A redução do tempo de viagem deve ser estimulada, por ser o principal aspecto levado em conta para a escolha do meio de transporte.
“A rapidez, a disponibilidade e o menor custo foram características recorrentemente citadas de forma explícita pelos entrevistados”, afirma o estudo. Segundo ele, a diferença de percepção da segurança entre os usuários de automóveis e os de transporte público pode revelar importantes aspectos para a atuação pública.
Como característica do que seria "um bom transporte", todos os tipos de usuários entrevistados pelo Ipea apontaram, como primeira resposta, a rapidez. O baixo custo foi a segunda resposta para aqueles que se locomovem a pé e de bicicleta, e o conforto foi apontado pelos usuários de carro. Tanto os usuários de moto como os de transporte público apontaram a existência de mais de uma forma disponível do transporte como condição para sua boa qualidade.
Em Curitiba, a diarista Benedita de Oliveira, 50 anos, diz que só o transporte rápido e integrado do município permite que ela trabalhe em até três casas por dia. “É comum sair de onde moro e trabalhar em três lugares diferentes gastando apenas duas passagens de R$ 2,50 cada”, diz.
No uso do transporte individual motorizado (carro e moto), quem utiliza o primeiro ressalta o motivo do conforto e a comodidade, enquanto os que optam pela moto justificam sua escolha devido ao preço. Mas ambos consideram a rapidez como o fator de maior importância. O gerente Luís Otávio de Sousa, 32 anos, morador de Brasília, gasta R$ 250 por mês de combustível. "O carro é o meio de transporte que uso diariamente para ir ao trabalho, pelo fato da comodidade e rapidez,” disse. Segundo ele, entre os motivos para não usar o transporte público estão o descumprimento do horário, a má conservação dos veículos e as poucas unidades circulando pelas ruas.
Pedestres e ciclistas explicam a opção por motivos de saúde e também pela rapidez. No entanto, quem anda a pé afirma que passariam a usar o transporte público caso houvesse maior disponibilidade, fosse mais barato e também mais rápido. Para o pedestre, estas duas últimas características são necessárias para se ter um bom transporte. No caso da opção pela bicicleta, o baixo custo também é ressaltado como vantagem.
A população, de acordo com o documento, precisa ser esclarecida quanto às características de cada modo de transporte em suas respectivas cidades. Além de ter direito à escolha do meio de transporte que quiser utilizar, “a população tem que ter acesso à informação para poder realizar esta escolha dentro dos critérios que considerar mais relevantes”
Brasília – Investimentos em corredores de ônibus e metrôs aliados a políticas tarifárias adequadas que permitem ampliar o número de usuários de transporte público, conclui um estudo sobre mobilidade urbana. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A redução do tempo de viagem deve ser estimulada, por ser o principal aspecto levado em conta para a escolha do meio de transporte.
“A rapidez, a disponibilidade e o menor custo foram características recorrentemente citadas de forma explícita pelos entrevistados”, afirma o estudo. Segundo ele, a diferença de percepção da segurança entre os usuários de automóveis e os de transporte público pode revelar importantes aspectos para a atuação pública.
Como característica do que seria "um bom transporte", todos os tipos de usuários entrevistados pelo Ipea apontaram, como primeira resposta, a rapidez. O baixo custo foi a segunda resposta para aqueles que se locomovem a pé e de bicicleta, e o conforto foi apontado pelos usuários de carro. Tanto os usuários de moto como os de transporte público apontaram a existência de mais de uma forma disponível do transporte como condição para sua boa qualidade.
Em Curitiba, a diarista Benedita de Oliveira, 50 anos, diz que só o transporte rápido e integrado do município permite que ela trabalhe em até três casas por dia. “É comum sair de onde moro e trabalhar em três lugares diferentes gastando apenas duas passagens de R$ 2,50 cada”, diz.
No uso do transporte individual motorizado (carro e moto), quem utiliza o primeiro ressalta o motivo do conforto e a comodidade, enquanto os que optam pela moto justificam sua escolha devido ao preço. Mas ambos consideram a rapidez como o fator de maior importância. O gerente Luís Otávio de Sousa, 32 anos, morador de Brasília, gasta R$ 250 por mês de combustível. "O carro é o meio de transporte que uso diariamente para ir ao trabalho, pelo fato da comodidade e rapidez,” disse. Segundo ele, entre os motivos para não usar o transporte público estão o descumprimento do horário, a má conservação dos veículos e as poucas unidades circulando pelas ruas.
Pedestres e ciclistas explicam a opção por motivos de saúde e também pela rapidez. No entanto, quem anda a pé afirma que passariam a usar o transporte público caso houvesse maior disponibilidade, fosse mais barato e também mais rápido. Para o pedestre, estas duas últimas características são necessárias para se ter um bom transporte. No caso da opção pela bicicleta, o baixo custo também é ressaltado como vantagem.
A população, de acordo com o documento, precisa ser esclarecida quanto às características de cada modo de transporte em suas respectivas cidades. Além de ter direito à escolha do meio de transporte que quiser utilizar, “a população tem que ter acesso à informação para poder realizar esta escolha dentro dos critérios que considerar mais relevantes”
Assinar:
Postagens (Atom)





