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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.

sábado, 11 de junho de 2011

Investimentos em rodovias federais no Ceará ultrapassam R$ 1 bilhão


O diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, e o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, assinaram ordens de serviço para execução de obras em rodovias federais no Estado na manhã desta quinta-feira (9), na Superintendência Regional da autarquia no Ceará . Serão iniciadas, imediatamente, as obras de restauração da BR-222, com 164,4 quilômetros de extensão, e retomadas as obras de acesso à cidade de Horizonte.


Foram autorizadas, também, novas licitações de obras para recuperação de 1.688 quilômetros da malha rodoviária (Crema 1° etapa) e para travessia urbana de Tianguá, com 6,3 quilômetros de extensão. Além disso, foi autorizada a contratação de projetos e estudos para restauração e melhorias na BR-116 e no Contorno de Fortaleza.

De acordo com o plano de intervenções anunciado, será investido um total de R$ 1.076.000.000,00. O programa CREMA 1ª Etapa abrange 1.688 quilômetros de rodovias, com investimentos de R$ 337 milhões. O programa de Restauração compreende 317 quilômetros, com investimentos de R$ 378 milhões. O programa de Conserva atinge 136 quilômetros, totalizando R$ 66 millhões em investimentos, enquanto o programa de Manutenção abrange 400 quilômetros, com um total de R$ 22 milhões. A duplicação está prevista para 56 quilômetros, totalizando R$ 273 milhões.

À tarde, o diretor-geral e o ministro Alfredo Nascimento vistoriaram as obras já em andamento no estado.

Mato Grosso do Sul e São Paulo ganharão outra ligação rodoviária


Separados pelo rio Paraná, os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo têm hoje quatro pontes, sendo uma rodoferroviária e outra exclusivamente ferroviária. Até abril de 2014 contarão com mais uma travessia rodoviária. A nova ligação será iniciada no próximo dia 15 em Três Lagoas/MS.

Trata-se de uma OAE - Obra de Arte Especial, com 1.344 metros de extensão e 6.648 metros de acessos. Em Três Lagoas/MS o trecho de acesso completará o traçado definitivo da BR-262, alterando o caminho que leva à barragem da Usina Hidrelétrica Engenheiro Souza Dias (Jupiá). Do outro lado do rio Paraná, no município de Castilho/SP, uma nova via de acesso será construída da ponte até rodovia estadual SP-300 (Marechal Rondon).

Antes da construção da usina, na década de 1960, a travessia de veículos, cargas e pessoas no local era feita por meio de balsa ou da ponte ferroviária Francisco de Sá, ao lado da estrutura que será construída. Com a usina, o tráfego passou a fluir pela própria barragem. Mas com a expansão da região, nos setores agrícola e industrial e o desenvolvimento urbano, o volume de tráfego no local aumentou consideravelmente.

A nova ponte vai absorver esse trânsito, com duas faixas de tráfego com 3,6m de largura cada uma, além de acostamentos de 2,5m de largura e passagem para pedestres. O Governo Federal vai investir R$ 113 milhões na obra, que tem prazo de três anos para ser concluída e deve gerar na sua fase inicial 180 empregos diretos.

Outras travessias - Ainda entre os municípios de Três Lagoas/MS e Castilho/SP existe outra ponte, que é exclusiva do transporte ferroviário.

Mais ao sul, a ponte rodoviária Maurício Joppert liga a BR-267 em Bataguassu/MS à SP-270 (Raposo Tavares) em Presidente Epitácio/SP. Na OAE de 2.550 metros o DNIT executa obras de restauração, com investimento de R$ 24 milhões até o próximo ano.

A segunda ligação fica entre os municípios de Brasilândia/MS e Paulicéia/SP. Com 1,705 metros de comprimento ela liga a BR-158 à SP-294.

A outra ligação entre os dois estados atende a dois modais de transporte. A ponte rodoferroviária fica entre os municípios de Aparecida do Taboado/MS e Santa Fé do Sul/SP. Com quatro quilômetros de extensão, ela faz o entroncamento da BR-436 com a SP-329 (Euclides da Cunha).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Almir Sater e Paulo Simões - Trem do Pantanal

São Paulo - Terra dos pedágios!

   Essa figura não faz parte da matéria do jornal




Pedágio no Rodoanel Sul deve começar em julho

Empresa já cumpriu 70% das obrigações antes do início da cobrança e deve completar a meta no mês que vem; valor vai ficar entre R$ 2,40 e R$ 2,50

Renato Machado

A cobrança de pedágio no Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas deve mesmo ser antecipada para julho. O Consórcio SPMar - responsável pela administração da rodovia - já cumpriu mais de 70% das obrigações previstas no contrato de concessão e pretende encerrar tudo até o próximo mês. Caberá à Agência Reguladora dos Serviços de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) auditar as ações e aprovar o início da cobrança.

O contrato de concessão foi assinado no dia 10 de março. O consórcio vencedor da licitação ficou responsável pelas obras de construção do Trecho Leste e pela administração do Sul podendo, em contrapartida, explorar os pedágios. A cobrança deve começar em até seis meses a partir da assinatura e após a conclusão de algumas intervenções, como a instalação de placas e reparos no asfalto.

"Não vou falar em início da cobrança de pedágio, porque isso quem define é a Artesp. Mas eu acredito que é possível completar meus trabalhos até julho e aí vai ser submetido à Artesp, que vai aprovar a cobrança", diz o diretor executivo do consórcio SPMar, Marcelo de Afonseca, na manhã de ontem, durante evento no qual apresentou um balanço dos três primeiros meses de concessão da rodovia.

O consórcio SPMar venceu a licitação em novembro do ano passado após propor o menor valor para o pedágio do Trecho Sul: R$ 2,19. A correção do valor pelos índices de inflação deve fazer com que o pedágio fique entre R$ 2,40 e R$ 2,50. Haverá praças de pedágio em todas as saídas da via, mas os usuários pagarão só uma vez.

Celular. Um dos principais problemas no Trecho Sul, a falta de sinal de celular em algumas regiões, só deve ser totalmente resolvido no fim do ano. A instalação das torres de telefonia começou em março. Atualmente, estão em operação nove das 14 previstas - o que cobre 70% da rodovia. A previsão é que as demais torres entrem em operação até dezembro.

A falta de comunicação é agravada porque a instalação dos telefones de emergência (call box) está prevista para até março do ano que vem. O SPMar afirma que intensificou as rondas com viaturas. "Coloquei todos os meus veículos para rodar e não apenas as viaturas de inspeção. Fazem o trajeto também os guinchos e o veículo de apreensão de animais. Nós passamos em média a cada 15 minutos em cada ponto da rodovia", diz Afonseca.

Em três meses, foram registrados 45 acidentes e metade deles deixou pessoas feridas. Duas pessoas morreram. O consórcio também atendeu nesse período 5,2 mil motoristas com problemas mecânicos e pneu furado, entre outros fatores - em média, um pedido a cada 30 minutos.


Obra do Trecho Leste está prevista para setembro

O presidente do consórcio SPMar informou ontem que as obras do Trecho Leste do Rodoanel devem começar em setembro. A via terá 43,5 quilômetros, entre Mauá - onde se interliga com o Trecho Sul - até a Via Dutra. O grupo vencedor da licitação está atualmente trabalhando no projeto executivo do empreendimento, que vai definir com detalhes o traçado da via. "Em setembro já será possível começar a obra em uma parte do trecho", diz o diretor executivo do consórcio, Marcelo de Afonseca.

Esse trecho do anel viário deverá passar por seis municípios da Região Metropolitana: Ribeirão Pires, Mauá, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. Serão desapropriados 16,7 milhões de metros quadrados. A estimativa de custo da obra é de R$ 1,1 bilhão.

Trecho Norte terá a licença mais rápida

Paulo Saldaña

Mesmo apontado como o projeto com os maiores entraves ambientais do Estado de São Paulo, o Trecho Norte do Rodoanel deve bater o recorde de tempo para a obtenção da licença prévia ambiental - que autoriza o início da obra - em relação aos demais trechos. Se o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) for aprovado no próximo dia 21 pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), como confia o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o processo de análise do documento será concluído em 9 meses. A análise para as obras do Trecho Oeste, por exemplo, levou 5 anos.

Para o presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), Laurence Casagrande Lourenço, responsável pela obra, a empresa aprimorou os processos. "O empreendimento melhorou, por isso vai ser mais rápido. Demos agora um salto também na área social, além da ambiental", disse ele. Ontem, o Estado revelou o programa de remoções dos atingidos pelo trajeto. A estimativa é que sejam 4,1 mil famílias - 2,1 com imóveis regulares e 2 mil que não têm escritura. A Dersa reserva R$ 723 milhões para o programa.

Se o cronograma for mantido, o Trecho Norte fica pronto antes do fim do mandato de Alckmin - assim como a parte Leste, cuja licença demorou 18 meses.

Cronograma:

Geraldo Alckmin (PSDB) – Governador

“No dia 21 de junho é a reunião do Consema para licença prévia do Trecho Norte. Se der tudo certo, em julho sai o Decreto de Utilidade Pública das áreas

e em seguida o lançamento do edital já para as obras. Em novembro, se estiver tudo bem, haverá o início das obras com 36 meses de duração. Vai ajudar muito o trânsito de São Paulo.”


OESP

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Técnicos querem criar novo canal em hidrovia no Pantanal de MS

Novo canal teria três metros e meio de profundidade, segundo técnicos. Medida, de acordo com especialistas, deve melhorar navegação na hidrovia.


Engenheiros e físicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão no Pantanal de Mato Grosso do Sul para fazer estudos que permitam melhorar o canal de navegação no rio Paraguai. O projeto pretende dar mais segurança as embarcações.

Do ponto de pesquisa montado em uma pousada no Pantanal, o grupo sai para mais um dia de trabalho. Já são oito meses de estudos. Para chegar até o local do monitoramento é preciso ir de barco. Eles levam também um vant, avião não tripulado que é utilizado no levantamento de dados.

O local do monitoramento, fica no distrito de Porto Esperança, próximo a ponte ferroviária Eurico Gaspar Dutra, a cerca de 80 quilômetros de Corumbá, na região oeste de Mato Grosso do Sul. A equipe monta o laboratório dentro da lancha mesmo. Utilizando um GPS, o grupo formado por engenheiros e um físico da UFPR terminam a montagem do avião equipado com piloto automático. A decolagem é feita por controle remoto e na água.

“O vant está sendo utilizando para fazer o levantamento aéreo, pois dificilmente se perceberia detalhes fazendo o monitoramento por barco ou terra”, explica o físico da UFPR, José Eduardo Gonçalves.

Segundo os engenheiros, a região da ponte é muito utilizada para o transporte fluvial de mercadorias, porém, o trecho é considerado o mais crítico da hidrovia do rio Paraguai.

“Esse canal obriga os comboios a passarem em condição obliqua a ponte, o que antigamente causou alguns acidentes de comboios que bateram nos pilares da ponte”, comenta o engenheiro civil da UFPR, Philipe Ratton.

Ratton detalha que em determinado ponto os comboios têm de fazer uma curva muito acentuada. “Com dificuldade para fazer a manobra eles vem utilizando um canal secundário”, relata.

Quando os comboios passam pelo canal alternativo acabam provocando impactos ambientais na região. Por causa da necessidade de desmembrar as barcaças, as empresas transportadoras acabam amarrando as embarcações em árvores localizadas nas margens do rio, o que provoca o assoreamento.

A intenção dos pesquisadores é formar um novo canal no local, de cerca de 4.200 metros, que permita uma navegação mais segura. Evitando acidentes, como o que aconteceu na ponte sobre o rio Paraguai no início do mês de maio. Os engenheiros pretendem, dragar um canal com pelo menos três metros e meio de profundidade, o que deve possibilitar a navegação durante todo o ano, mesmo em época de estiagem no Pantanal.

De acordo com engenheiros que trabalham na elaboração do projeto, o novo canal de navegação deve possibilitar o tráfego de um comboio completo, com até 16 barcaças. Diferente do que é realizado hoje, quando existe a necessidade do desmembramento. Isso deve reduzir o tempo de viagem e diminuir os custos do transporte.

“Isso vai aumentar a competitividade do modal hidroviário em relação ao rodoviário e ferroviário, que são os mais utilizados atualmente. O hidroviário possibilita maior volume de cargas e é o mais favorável para a região”, avalia o engenheiro civil da UFPR, Sellen Fadel.

O estudo ambiental já foi concluído, falta agora, os últimos levantamentos, como, por exemplo, o cruzamento de dados da hidrovia em épocas de seca e de cheia. Após a finalização de todo o projeto, a universidade vai apresentar o relatório ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), que deve encaminhar tudo para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Depois da aprovação do Ibama o DNIT deve abrir licitação para o início das obras. A previsão é de que até o fim do ano o novo canal esteja dragado.

Fonte: TV Morena



Foto: Reprodução/TV Morena

Aeroportos serão privatizados por outorga


O governo deverá adotar o regime de outorga na concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas-SP) e Brasília ao setor privado e impedir quem levar o primeiro de arrematar o segundo, por estarem na mesma região. Pelo regime de outorga, o investidor remunera a União por um determinado número de anos para explorar o serviço.


Segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, essa é uma alternativa para garantir recursos necessários à manutenção dos terminais deficitários e que continuarão com a Infraero. Os editais, segundo ele, serão lançados ainda em dezembro.

Em maio e junho de 2012, será a vez do Galeão (Tom Jobim) e de Confins (Belo Horizonte). Segundo interlocutores, em conversa com o governador Sérgio Cabral na semana passada, a presidente Dilma Rousseff disse que faria a concessão do terminal internacional do Rio depois que fossem concluídos os modelos dos três primeiros da lista.

- Pode ser uma outorga - afirmou o ministro, durante audiência pública no Senado.

Segundo o ministro, os detalhes da concessão começaram a ser discutidos pelo BNDES nesta semana, sob sua coordenação. Ele explicou que os investimentos realizados pela Infraero nos aeroportos serão levados em conta na definição do valor da outorga.

No caso de Viracopos, por exemplo, que exigirá maior volume de investimentos, o prazo da concessão poderá chegar a 40 anos. O regime escolhido pelo governo prevê a concessão integral dos aeroportos, tendo a Infraero como sócia no consórcio vencedor, mas como acionista minoritário (49%).

- O aeroporto vai ser totalmente administrado pelo controlador - afirmou.

A proposta original, segundo o ministro, de fazer uma concessão administrativa, ficando o investidor apenas com as receitas comerciais (aluguel de lojas, espaços publicitários e com estacionamento de veículos) “não ficaria de pé”, principalmente em Brasília e Viracopos.

O ministro destacou que a concessão terá como objetivo estimular a concorrência entre os aeroportos por região e quem ganhar Guarulhos não poderá ficar também com Viracopos.

Bittencourt contou que tem conversado com os governadores do Rio e de Minas Gerais para tratar do Galeão e de Confins. É provável que, no caso do aeroporto mineiro, a empresa que vai administrá-lo tenha participação também do estado, que tem projeto não só para o terminal, mas também para todo o sítio aeroportuário, que será transformado num polo industrial.

A abertura de capital da Infraero, segundo o presidente da estatal, Gustavo do Vale, somente ocorrerá depois da consolidação do processo de privatização - o que levará um prazo de três anos.

Fonte: O Globo, Por Geralda Doca

Transnordestina terá mais R$ 400 milhões


A ferrovia Transnordestina receberá mais R$ 400 milhões, oriundos dos fundos de Investimentos (Finor) e de Desenvolvimento (FDNE) até o fim deste mês. A verba faz parte de financiamentos junto ao Banco do Nordeste (BNB) e à Sudene. Ao contrário do que tem circulado nos bastidores, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, afirmou que as obras no município de Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, não foram paralisadas e que os únicos problemas contratuais dizem respeito ao trecho do Ceará. Pela primeira vez, ele levantou a hipótese de os serviços no estado vizinho serem concluídos apenas em 2014.

Segundo o ministro, os aditivos contratuais estão sendo tratados com o Ministério dos Transportes. “Há outra negociação em curso, com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social), que é para a conversão das debêntures (títulos de crédito). O banco deve bater o martelo em dez ou 15 dias. A previsão é que, em julho, teremos o trecho do Ceará ativado, o que é prioridade do Governo Federal”, apontou. Orçada em R$ 5,4 bilhões, estima-se que a ferrovia fique 15% mais cara, o que ainda não agrada a Transnordestina Logística, empresa responsável pelo empreendimento que passará também pelo Piauí.

PONTAL

Como a única empresa interessada na Parceria Público-Privada do Sistema de Irrigação no Perímetro Pontal, em Petrolina, não apresentou as exigências de documentação para os trabalhos, a parte norte da obra pode sair do papel com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apenas a parte da gestão da ocupação agrícola seria feita por meio de PPP, segundo Bezerra Coelho. O projeto fará parte do Programa Nacional de Irrigação do Semiárido do Nordeste, a ser lançado pela presidente Dilma Rousseff nos próximos dias.

Fonte: Folha de Pernambuco