Quem sou eu
- Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana PT-SP
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Dilma anuncia investimento de R$ 30 bilhões em obras de transporte urbano
A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (17) investimento de R$ 30 bilhões, pelo governo federal, em obras de mobilidade urbana.
Segundo ela, o pacote vai incluir a construção de metrôs, corredores exclusivos para ônibus e veículos leves sobre trilhos (VLT).
“A população passa boa parte de seu tempo se deslocando entre a casa, o trabalho, a escola e outras atividades. Por isso, garantir um transporte público de qualidade, rápido, moderno, seguro e com preços acessíveis significa melhorar a vida de todas as pessoas”, disse.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que nas cidades brasileiras onde já há serviços de metrô, o transporte é reconhecido como rápido, moderno, com qualidade e conforto por diversas classes sociais.
Apenas em Curitiba (PR), segundo ela, o metrô será responsável pelo transporte de cerca de 300 mil pessoas todos os dias.
Já em Belo Horizonte (MG), de acordo com a presidenta, a ideia é construir 11 terminais de integração de ônibus. A obra deve incluir sete municípios da região metropolitana.
Em Porto Alegre (RS), serão oito corredores. Outra opção de transporte público são os trens urbanos, com previsão de construção em São Leopoldo e Novo Hamburgo, ambos no Rio Grande do Sul, e em outras 21 cidades.
“Cada vez mais brasileiros estão tendo oportunidade de comprar o seu próprio carro. É sinal que a renda da população está melhorando e o país continua crescendo. Comprar seu próprio carro significa também ter um transporte para os dias de lazer, para que você possa passear com a sua família. Mas a solução do transporte nas grandes cidades está no investimento no transporte público de qualidade. Sem isso, as cidades se transformam em um caos”, concluiu Dilma.
Fonte: Agência Brasil, Por Paula Laboissière
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
O Metrô de São Paulo e a coragem de mudar
* Por José de Filippi Jr.
Na quinta-feira, 29 de setembro, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, fez um artigo na Folha de S. Paulo no qual ele condena, em minha opinião, o Metrô a continuar errando nos planos, promessas e poucas realizações.
Afirmo isso porque ele propõe mais da mesma coisa! Continuar e reaplicar o modelo que não vem dando certo! Implicitamente, critica as gestões anteriores, desdenha o Governo Federal e faz uma profissão de fé de que agora o Estado vai construir 30 km de Metrô em quatro anos.
Na última década, o governo do PSDB entregou à população 22 km de linhas novas, uma média de 2,2km ao ano. Santiago fez 65 km e Madri 190 km, no mesmo período. Isto torna evidente que a capacidade de realização do Metrô foi muito baixa e as coisas não estão indo bem. É preciso mudar a gestão e ampliar as formas de financiamento, um gargalo para acelerar a expansão.
Para elucidar, é preciso olhar a história recente: na ditadura, os militares criaram políticas e até empresas para atuar no transporte metropolitano. Com a Constituição de 1988, delegou-se exclusivamente aos governos estaduais a gestão e o financiamento desta área.
Apesar disso, o Governo Federal tem contribuído para ampliar as linhas no Estado. De 2007 a 2010, o ex-presidente Lula repassou aos cofres do Estado R$ 5 bilhões referentes à compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.
E o que fez o governador Serra? Pôs os recursos em obras rodoviárias de alta visibilidade eleitoral. Se usasse metade deste valor no Metrô, seria possível construir mais 7km de linhas ou modernizar e ampliar a capacidade das linhas Vermelha e Azul.
O Governo Federal, via Programa de Ajuste Fiscal, mudou as regras de financiamento para acelerar a liberação de R$ 9,2 bilhões para o Metrô de São Paulo, de 2007 a 2010, possibilitando crédito externo, além do BNDES e Caixa.
O passado nos ensina que atual modelo está esgotado. O Plano Plurianual 2000-2003, elaborado pela gestão Mário Covas, previa a conclusão das linhas 6 (Laranja), 4 (Amarela) e 5 (Lilás) até o fim de 2003. E como está agora? O atual governo refez as promessas: a linha 6 ficou para 2017, a 4 para 2014 e a 5 para 2015! Ou seja, será finalizado “apenas” 14 anos depois!
A consequência desta lentidão pode ser percebida na queda da qualidade do atendimento. Pesquisa Datafolha de setembro deste ano revelou que menos da metade dos usuários aprovam o serviço, a pior avaliação em 14 anos. Hoje, temos o Metrô mais lotado do planeta. São 11 passageiros por m² em hora de pico!
Diante destes fatos percebe-se que a ampliação do sistema, por ser complexa e demorada, não figurou e creio que não figurará nas prioridades ‘firmes’ dos governadores. Todos falam, mas não praticam as ações necessárias para tanto, pois a colheita política ficará para o futuro…
Portanto o que seria o novo? Sugiro uma Autoridade Metropolitana de Transporte similar à Autoridade Pública Olímpica, ou seja, um órgão tripartite (União, Estado e 39 cidades da região), tendo como referência a Lei dos Consórcios Públicos com a função de preparar e buscar metas de médio e longo prazo.
Este modelo é adotado em vários países do mundo e personifica um pacto metropolitano em favor do coletivo, garantindo a participação e o controle social.
Aqui cabe ainda uma Emenda Constitucional que explicite a esfera federal como um importante ator financeiro e elaborador de políticas, pois, de fato, os Metrôs do mundo têm a participação ativa e majoritária dos governos centrais.
Assim, o Metrô, que deveria ser chamar ‘municipalitano’, pois até hoje não ultrapassou os limites da Capital, poderá se tornar de fato a espinha dorsal de um moderno sistema de mobilidade urbana metropolitana. Sustentável e de qualidade e que incorpore a CPTM numa só empresa.
Este deveria ser o melhor caminho. Desdenhando o Governo Federal e mantendo o isolamento quanto a outros importantes atores repete-se a trilha para o fracasso. Mais uma vez.
* José de Filippi Jr. é deputado federal pelo PT-SP e vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano. Foi prefeito de Diadema por três gestões.
Na quinta-feira, 29 de setembro, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, fez um artigo na Folha de S. Paulo no qual ele condena, em minha opinião, o Metrô a continuar errando nos planos, promessas e poucas realizações.
Afirmo isso porque ele propõe mais da mesma coisa! Continuar e reaplicar o modelo que não vem dando certo! Implicitamente, critica as gestões anteriores, desdenha o Governo Federal e faz uma profissão de fé de que agora o Estado vai construir 30 km de Metrô em quatro anos.
Na última década, o governo do PSDB entregou à população 22 km de linhas novas, uma média de 2,2km ao ano. Santiago fez 65 km e Madri 190 km, no mesmo período. Isto torna evidente que a capacidade de realização do Metrô foi muito baixa e as coisas não estão indo bem. É preciso mudar a gestão e ampliar as formas de financiamento, um gargalo para acelerar a expansão.
Para elucidar, é preciso olhar a história recente: na ditadura, os militares criaram políticas e até empresas para atuar no transporte metropolitano. Com a Constituição de 1988, delegou-se exclusivamente aos governos estaduais a gestão e o financiamento desta área.
Apesar disso, o Governo Federal tem contribuído para ampliar as linhas no Estado. De 2007 a 2010, o ex-presidente Lula repassou aos cofres do Estado R$ 5 bilhões referentes à compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.
E o que fez o governador Serra? Pôs os recursos em obras rodoviárias de alta visibilidade eleitoral. Se usasse metade deste valor no Metrô, seria possível construir mais 7km de linhas ou modernizar e ampliar a capacidade das linhas Vermelha e Azul.
O Governo Federal, via Programa de Ajuste Fiscal, mudou as regras de financiamento para acelerar a liberação de R$ 9,2 bilhões para o Metrô de São Paulo, de 2007 a 2010, possibilitando crédito externo, além do BNDES e Caixa.
O passado nos ensina que atual modelo está esgotado. O Plano Plurianual 2000-2003, elaborado pela gestão Mário Covas, previa a conclusão das linhas 6 (Laranja), 4 (Amarela) e 5 (Lilás) até o fim de 2003. E como está agora? O atual governo refez as promessas: a linha 6 ficou para 2017, a 4 para 2014 e a 5 para 2015! Ou seja, será finalizado “apenas” 14 anos depois!
A consequência desta lentidão pode ser percebida na queda da qualidade do atendimento. Pesquisa Datafolha de setembro deste ano revelou que menos da metade dos usuários aprovam o serviço, a pior avaliação em 14 anos. Hoje, temos o Metrô mais lotado do planeta. São 11 passageiros por m² em hora de pico!
Diante destes fatos percebe-se que a ampliação do sistema, por ser complexa e demorada, não figurou e creio que não figurará nas prioridades ‘firmes’ dos governadores. Todos falam, mas não praticam as ações necessárias para tanto, pois a colheita política ficará para o futuro…
Portanto o que seria o novo? Sugiro uma Autoridade Metropolitana de Transporte similar à Autoridade Pública Olímpica, ou seja, um órgão tripartite (União, Estado e 39 cidades da região), tendo como referência a Lei dos Consórcios Públicos com a função de preparar e buscar metas de médio e longo prazo.
Este modelo é adotado em vários países do mundo e personifica um pacto metropolitano em favor do coletivo, garantindo a participação e o controle social.
Aqui cabe ainda uma Emenda Constitucional que explicite a esfera federal como um importante ator financeiro e elaborador de políticas, pois, de fato, os Metrôs do mundo têm a participação ativa e majoritária dos governos centrais.
Assim, o Metrô, que deveria ser chamar ‘municipalitano’, pois até hoje não ultrapassou os limites da Capital, poderá se tornar de fato a espinha dorsal de um moderno sistema de mobilidade urbana metropolitana. Sustentável e de qualidade e que incorpore a CPTM numa só empresa.
Este deveria ser o melhor caminho. Desdenhando o Governo Federal e mantendo o isolamento quanto a outros importantes atores repete-se a trilha para o fracasso. Mais uma vez.
* José de Filippi Jr. é deputado federal pelo PT-SP e vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano. Foi prefeito de Diadema por três gestões.
PT protocola pedido de CPI dos Pedágios na Assembleia
Imprensa PT ALESP
A Bancada do PT na Assembleia Legislativa acaba de protocolar o pedido de CPI dos Pedágios. Este pedido havia sido protocolado logo no início desta legislatura, mas alguns deputados da base do governo que assinaram o pedido, recuaram e retiram o apoio à iniciativa da oposição depois de sofrerem pressão do governo.
O pedido de autoria dos deputados Antonio Mentor e Enio Tatto requer a investigação dos valores das tarifas cobradas pelas concessionárias nas rodovias paulistas.
No documento protocolado os deputados destacam que o governador Geraldo Alckmin, então candidato no passado, durante os debates chegou a admitir a necessidade de revisão dos valores das tarifas cobradas nas rodovias do estado de São Paulo. “ Há a necessidade de aferir se os valores praticados e os critérios definidos nos editais de licitação e os contratos firmados, estão em consonância com a Lei Federal que rege as concessões de obras e serviços públicos”.
“Os deputados petistas defendem que as tarifas sejam justas e que não onerem excessivamente os bolsos da população paulista que paga os pedágios mais caros do Brasil”, ressaltam os autores.
A Bancada do PT na Assembleia Legislativa acaba de protocolar o pedido de CPI dos Pedágios. Este pedido havia sido protocolado logo no início desta legislatura, mas alguns deputados da base do governo que assinaram o pedido, recuaram e retiram o apoio à iniciativa da oposição depois de sofrerem pressão do governo.
O pedido de autoria dos deputados Antonio Mentor e Enio Tatto requer a investigação dos valores das tarifas cobradas pelas concessionárias nas rodovias paulistas.
No documento protocolado os deputados destacam que o governador Geraldo Alckmin, então candidato no passado, durante os debates chegou a admitir a necessidade de revisão dos valores das tarifas cobradas nas rodovias do estado de São Paulo. “ Há a necessidade de aferir se os valores praticados e os critérios definidos nos editais de licitação e os contratos firmados, estão em consonância com a Lei Federal que rege as concessões de obras e serviços públicos”.
“Os deputados petistas defendem que as tarifas sejam justas e que não onerem excessivamente os bolsos da população paulista que paga os pedágios mais caros do Brasil”, ressaltam os autores.
Protocolo do pedido de CPI dos Pedágios
Governo anuncia investimentos do PAC da Mobilidade para Curitiba e Porto Alegre
A presidenta Dilma Rousseff anuncia hoje (13) os investimentos relativos ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade das Grandes Cidades para as regiões de Curitiba (Paraná) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul).
No total, o governo quer investir R$18 bilhões para melhorar a mobilidade urbana nas cidades brasileiras. A presidenta irá à capital paranaense para anunciar a decisão.
A ideia é investir na melhoria do sistema de transporte público coletivo dos municípios que estão em regiões metropolitanas e têm mais de 700 mil habitantes.
De acordo com novo cronograma, até o fim do mês todos os projetos selecionados em grandes regiões urbanas do país serão conhecidos. Belo Horizonte foi a primeira capital a confirmar recursos desta seleção.
Em Minas Gerais, serão investidos R$ 2 bilhões no metrô da região metropolitana da capital, Belo Horizonte. Para a realização da Copa do Mundo de 2014, serão aplicados R$ 8 bilhões nas cidades-sede dos jogos.
As cidades que sediarão os jogos da Copa são Belo Horizonte (Minas Gerais), Brasília (Distrito Federal), Cuiabá (Mato Grosso), Curitiba (Paraná), Fortaleza (Ceará), Manaus (Amazonas), Natal (Rio Grande de Norte), Porto Alegre (Rio Grande do Sul), Recife (Pernambuco), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), Salvador (Bahia) e São Paulo (São Paulo).
Os recursos do PAC da Mobilidade das Grandes Cidades serão aplicados nos chamados trânsito rápido de ônibus (BRTs) e veículo leve sobre trilho (VLTs). Além desses, o PAC 2 tem mais R$ 24 bilhões que estão em fase de seleção. As informações são da Presidência da República e do Ministério das Cidades.
Fonte: Agência Brasil, Por Renata Giraldi
Foto: Panoramio.com
terça-feira, 11 de outubro de 2011
SP: Mesmo com novas obras e restrições, trânsito piora 10% na hora do rush
De um ano para cá, média de congestionamento às 19h - pior horário das vias paulistanas - aumentou 11 km e chegou a 129,7 km
Depois de um período de melhoras, os congestionamentos do início da noite começaram a piorar na cidade de São Paulo.
Isso mostra que as restrições (como a dos caminhões, no ano passado) e obras viárias (entre elas a ampliação da Marginal do Tietê), não estão mais dando conta de aliviar o rush da volta para casa.
Em setembro, a taxa de lentidão na faixa das 17h às 20h foi 7% superior ao do mesmo mês em 2010: de 86,2 para 92 km.
Os dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apontam ainda que no horário do auge dos engarrafamentos, às 19h, a piora no trânsito foi mais intensa, de 10%.
Em média, nos dias úteis do mês passado, a capital teve 129,7 km de filas no horário, 11,8 km a mais do que em setembro do último ano.
Nem mesmo a Avenida dos Bandeirantes, na zona sul, duplamente beneficiada com a abertura do Trecho Sul do Rodoanel e a proibição aos veículos de carga, escapou do aumento na lentidão.
Um mês depois da abertura das novas pistas da Marginal do Tietê e do Trecho Sul do Rodoanel, em abril de 2010, estatísticas da CET mostravam que os congestionamentos haviam caído 28% na cidade.
Indicadores também apontavam que, nos primeiros dias de setembro daquele ano - época em que a restrição à circulação de caminhões passou a valer -, os congestionamentos haviam caído 32% em São Paulo na comparação com 2009.
Para a CET, o que explica a recente piora são acidentes e interferências que impactaram “de forma significativa” o trânsito no mês passado.
Eles ocorreram nos dois dias em que a lentidão superou os 200 km, em 2 e 30 de setembro. Além disso, segundo a estatal, embora o trânsito tenha aumentado à noite, ao longo do dia as taxas de congestionamento caíram 3% no comparativo, assim como pela manhã.
Contudo, especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que as últimas medidas para diminuir a lentidão na cidade vêm perdendo a eficácia.
O consultor de tráfego Flamínio Fichmann, ex-técnico da CET, explica que, com o tempo, é natural os níveis de congestionamento voltarem a patamares anteriores aos das intervenções.
“Não significa que os investimentos não deveriam ter sido feitos, e sim que a cidade necessita de melhorias permanentes”, diz Fichmann.
Para o consultor embora seja preciso aumentar os gastos com transporte coletivo, como novos corredores de ônibus e linhas de metrô, não se deve abandonar o sistema viário.
Já Horácio Augusto Figueira, mestre em Engenharia de Transportes, diz que não adianta seguir construindo mais pistas para carros.
“O automóvel, que é predatório, vai tomar conta delas rapidinho. No fundo, todas as obras, seja alargamento da Marginal do Tietê ou construção de pontes estaiadas, foram inúteis. Deveriam ter aplicado mais recursos no transporte público.”
Frota
Nem todos os motoristas, porém, topariam trocar o meio de locomoção. “Mesmo se existisse uma linha de ônibus que me pegasse na porta de casa e me deixasse em frente ao escritório, eu não usaria. Prefiro o carro”, diz o administrador de empresas Érico Théo Ceraso, de 45 anos, que mora em Interlagos e trabalha no Itaim-Bibi, na zona sul.
A assistente de planejamento Caroline Espinosa, de 24 anos, que vive na Saúde, na zona sul, e também usa carro para ir trabalhar, pensa diferente.
“Rezo para criarem uma linha de fretado entre alguma estação de metrô e Itapevi (onde trabalha, na Grande São Paulo). Assim, vou abandonar o carro.”
O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) emplacou, entre agosto de 2010 e o mesmo mês neste ano, 223 mil veículos na capital.
Fonte: O Estado de S.Paulo, Por Caio do Valle e Elvis Pereira
Canal T1
Aeroportos privatizados terão 19 bi de investimentos
Leilão dos terminais de Guarulhos, Brasília e Viracopos prevê investimentos de R$19 bi
Os investidores privados que assumirem Guarulhos (São Paulo), Brasília e Viracopos (Campinas) terão que aplicar R$19,661 bilhões nos três aeroportos ao longo da concessão.
Além disso, terão que pagar à União uma outorga (lance mínimo do leilão) de R$2,888 bilhões, somando os três terminais.
Os números estão no modelo financeiro a ser anunciado depois de amanhã e encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU).
O governo quer realizar o leilão em 22 de dezembro, mas, ontem, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, admitiu que ele pode ser adiado.
Segundo a minuta do edital, à qual o GLOBO teve acesso, a outorga mais alta é a de Guarulhos: R$2,292 bilhões. O investimento mínimo é de R$5,795 bilhões.
Quem levar o terminal internacional paulista - o mais lucrativo - terá de desembolsar taxa adicional de 10% da Receita Brutal Anual à União, nos 20 anos de concessão.
O maior investimento é para Viracopos, que o governo quer transformar no maior aeroporto da América Latina (com até quatro pistas de pouso e decolagem).
São R$10,751 bilhões. A outorga será fixada em R$521 milhões mais 5% da Receita Brutal Anual à União, nos 30 anos de concessão.
A outorga mínima de Brasília será de R$75 milhões (mais 2% da Receita Bruta Anual à União), com investimento mínimo de R$3,115 bilhões. A concessão será de 25 anos.
Para cumprir determinação da presidente Dilma Rousseff e realizar o leilão no prazo, os órgãos têm até quinta-feira para concluir o modelo da concessão e enviá-lo ao TCU.
Os termos jurídicos já estão em consulta pública há pouco mais de uma semana no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas o Tribunal quer fazer sua análise com os dados completos.
Segundo fontes, os técnicos estão correndo para um ajuste fino nos números, que terão que passar ainda pelo crivo do Tesouro Nacional.
O modelo financeiro é esperado com expectativa pelo setor privado. A outorga fixada para cada um dos aeroportos é o valor mínimo do lance.
A previsão do governo é que o investidor ofereça mais que o dobro para Guarulhos. Ou seja, poderá passar dos R$4 bilhões.
O lance mínimo baixo em Brasília se deve à peculiaridade do aeroporto, que virou um importante hub (centro de distribuição de rotas), com conexões para 44 cidades em todas as regiões, mas não é tão lucrativo.
Teve em 2010 receita de R$130 milhões, a menor dos três. O primeiro da lista é Guarulhos, com R$770 milhões, seguido por Viracopos com R$264 milhões.
Também já está certo que a participação da Infraero nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que assumirão a gestão dos aeroportos, deverá ser a mesma nos três terminais.
As regras permitem até 49%, mas, na última versão da documentação, a fatia foi fixada pela União em 45%.
Com a entrada do sócio privado, a Infraero terá que investir menos do que o programado para os aeroportos da Copa.
Segundo estimativas, a cada R$1 aplicado, a estatal terá que investir só R$0,15. O cronograma prevê investimentos de R$3 bilhões nos três aeroportos até 2014.
O objetivo é que a Infraero use parte dos dividendos para investir em outros terminais da rede. Já o dinheiro da tarifa adicional, a ser cobrada sobre a receita bruta de cada aeroporto, será destinado ao desenvolvimento dos terminais regionais.
Segundo a minuta, essa tarifa poderá ser ainda maior se a renda bruta do aeroporto for superior ao teto definido pelo governo. No caso de Guarulhos, poderá chegar a 15%; em Viracopos, a 7,5%; e em Brasília, a 4,5%.
Empresas aéreas estão fora do leilão
Os investimentos previstos para o setor privado no modelo financeiro são o mínimo exigido para ampliar a infraestrutura. As regras preveem gatilhos que serão disparados segundo a demanda.
Entre os investimentos obrigatórios estão a construção de um terceiro terminal de passageiros em Guarulhos e ampliação de pátio e pista.
Em Brasília, um novo terminal, segundo viaduto, com aumento da capacidade de pátio e pista. Já Viracopos requer uma intervenção geral.
As companhias aéreas, que não poderão participar do leilão, terão que cobrar uma tarifa extra de R$7 por passageiro em conexão nos voos domésticos e internacionais.
Segundo Wagner Bittencourt, os compromissos assumidos pela Secretaria de Aviação Civil, como a divulgação da minuta do edital do leilão, foram cumpridos no prazo, mas é possível que outros órgãos envolvidos no processo, como o TCU, demorem a se manifestar, atrasando o evento.
- Não é impossível fazer (o leilão na data), mas não gostaria que a gente usasse isso como um instrumento de pressão sobre outras instituições.
Fonte: O Globo, Por Geralda Doca
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