Quem sou eu
- Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana PT-SP
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Retrospectiva das campanhas de acidentes da Transport Accident Commission Victoria
Em dezembro de 1989 o primeiro comercial da TAC foi ao ar. Naquele ano os acidentes nas rodovias foram de 776, mas passados 20 anos caíram para 303.
Os cincos minutos da restropectiva da campanha de segurança nas rodovias produzidos há mais de 20 anos atrás foram reunidos. A montagem das cenas e imagens dos comerciais tem ajudado a mudar o jeito que nós dirigimos, todos editados com a música Everybody Hurts do REM.
Esta campanha é uma chance de rever algumas das imagens que foram gravados em nossas memórias, lembradas por muitos milhares de pessoas que foram afetados pelo trauma na rodovia e lembram-nos de que todos nós ouçamos; por favor, dirija com segurança.
Transport Accident Commission Victoria.
Carros vendidos no Brasil vão mal em teste de segurança
Latin NCap dá 1 estrela para Uno, Corsa, Classic e Ka; máximo são 5.
Falta de airbags e carrocerias frágeis preocupam entidade.
Do G1, em São Paulo
O Latin NCap Programa de Avaliação de Carros Novos na América Latina divulgou nesta quinta-feira (24) os resultados do segundo teste realizado com veículos da região. A entidade diz que confirmou um alto risco de lesões fatais para os motoristas e ocupantes que implicam perigo de vida.
Os modelos testados na segunda fase foram: Chevrolet Celta, Chevrolet Corsa Classic, Chevrolet Cruze LT, Fiat Novo Uno Evo, Ford Focus Hatchback, Ford KA Fly Viral, Nissan March e Nissan Tiida Hatchback (com 1 e com 2 airbags). Os modelos foram selecionados pela organização, com exceção do Tiida 2 airbags, do March, do Focus e do Cruze, em que a iniciativa de submetê-los a teste partiu das montadoras, que patrocinaram os testes.
O Cruze avaliado, explica o Latin NCap, foi o sul-coreano, e ainda não o que é atualmente fabricado no Brasil. O diretor técnico da entidade, Alejandro Furas, afirmou que, de todos os carros avaliados, somente Tiida, Cruze e Focus não apresentaram problemas estruturais. Foram observadas diferenças também entre o March vendido no Brasil, que vem do México, e o modelo europeu, chamado Micra.
Os testes de impacto frontal feitos a 64 km por hora contra um obstáculo deformável, que simulava outro automóvel, comprovam que a segurança dos carros mais vendidos na América Latina é equivalente à dos europeus de 20 anos atrás.
Em termos de segurança para passageiro adulto, os carros de “uma estrela” -no máximo são 5 estrelas- continuam dominando o mercado latino-americano. Receberam essa nota Chevrolet Celta, Chevrolet Corsa Classic, Fiat Novo Uno e Ford Ka. Todas as versões avaliadas desses carros não possuem airbag.
O Nissan March, que vem com 2 airbags frontais de série, levou duas estrelas. O Nissan Tiida, com 1 airbag, foi melhor, com 3 estrelas. O modelo com 2 airbags recebeu 4 estrelas, assim como Chevrolet Cruze e Ford Focus, também com 2 airbags.
Nesse quesito, os pontos são obtidos pontos a partir dos testes de impacto frontal. Também, são utilizados modificadores para estender as avaliações e cobrir diferentes tamanhos de pessoas sentadas em uma variedade de posições; especialmente, na área de contato com os joelhos.
Em relação à segurança de crianças dentro do carro, Tiida, March e Classic receberam uma só estrela, das cinco possíveis. Celta e Uno conseguiram duas. O Ka levou 3 estrelas, assim como o Focus e o Cruze. Este último foi o primeiro testado pelo Latin NCap com sistema Isofix, para fixar a cadeirinha no banco.
Nesses testes, o Latin NCAP usa dummies (bonecos) representativos de 18 meses e 3 anos de idade nos testes de impacto frontais e laterais. Além de estudar os resultados dos testes de impacto, a organização diz que verifica a clareza das instruções, bem como a instalação dos bancos, para ter certeza de que a cadeirinha infantil possa ser ajustada de maneira segura.
O Latin NCAP diz que os testes evidenciam carrocerias frágeis e incapazes de aguentar fortes impactos, além de estruturas perigosas que apresentam graves riscos de lesão e até de morte a seus passageiros, especialmente a região da cabeça do motorista. "Modelos populares foram falhos em oferecer proteção adequada, sobretudo ao peito do motorista, mas também devendo muito em segurança às pernas e aos joelhos dos passageiros", diz a nota.
Os resultados apontam pontos fracos do desempenho estrutural de alguns dos carros mais populares da região. A integridade da carroceria é fundamental para proteger os passageiros e evitar que sejam feridos, mesmo com a presença de airbags. Uma carroceria estável pode contribuir também para a saída dos passageiros, que precisem de cuidados e resgate após uma colisão.
A organização criticou o fato de que, entre os modelos avaliados, só os mais caros conseguiram boas notas. "Na Europa até os carros mais baratos contam com airbags (motorista, passageiro e cortina lateral) e oferecem melhor segurança estrutural. Isso mostra que os maiores fabricantes de veículos sabem como fazer veículos com preços acessíveis que estejam de acordo com os padrões da Organização das Nações Unidas (ONU)", afirma o comunicado.
Essa foi a segunda leva de carros brasileiros testados pelo Latin NCap. No ano passado, foram avaliados Toyota Corolla XEi, Chevrolet Meriva GL PLus, Fiat Palio ELX 1.4 (com e sem airbags), Volkswagen Gol Trend 1.6 (com e sem airbags), Peugeot 207 Compact 1.4 (com e sem airbags) e Geely CK 1 1.3. Reveja os resultados de cada um.
Em 2010, no quesito segurança para adultos, apenas um deles ganhou quatro estrelas, o Corolla. E o modelo chinês nem sequer pontuou. Para crianças, nenhum passou de duas estrelas.
O Latin NCap, braço do Euro NCap, que aplica alguns dos testes mais rigorosos para carros na Europa é uma iniciativa conjunta da Federação Internacional do Automóvel (Fia), a Fundação Fia, a Global New Car Assessment Programme (GNCap), a Fundação Gonzalo Rodríguez, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a International Consumer Research & Testing (ICRT).
Priscila Dal Poggetto
Do G1, em São Paulo
Geely CK 1 1.3 não passou em nenhum quesito de
segurança (Foto: Divulgação/Latin NCAP)Carros vendidos na América Latina agora também estão sob a mira do NCAP, um programa europeu de avaliação de carros que é referência para o mercado local. O projeto Latin NCAP foi lançado oficialmente nesta segunda-feira (18), em São Paulo, com a divulgação do crash test de seis modelos vendidos na região: Toyota Corolla XEi, Chevrolet Meriva GL PLus, Fiat Palio ELX 1.4 (com e sem airbags), Volkswagen Gol Trend 1.6 (com e sem airbags), Peugeot 207 Compact 1.4 (com e sem airbags) e Geely CK 1 1.3. Todos são fabricados no Brasil, com exceção do último, que é feito na China e ainda não é vendido no país.
No quesito segurança para adultos, apenas um deles ganhou quatro estrelas – o máximo são cinco —, o Corolla. E o modelo chinês nem sequer pontuou. Para crianças, nenhum passou de duas estrelas. “Escolhemos dois carros (Corolla e Meriva) que são semelhantes aos vendidos na Europa, três modelos populares (207, Gol e Palio) e um importado (chinês) sem adaptação, que tem bastante representatividade de vendas em mercados como Uruguai e Chile”, destaca o coordenador do Latin NCAP, Jean Marie Mortier.
Número de recalls no Brasil supera recorde registrado no ano passado Os testes de impacto do programa foram feitos na Alemanha sob o rigoroso padrão do NCAP europeu, que realiza impactos frontais a 64 km/h. Como forma de comparação, a lei europeia obriga testes a 56 km/h para homologar produtos, enquanto que a brasileira exige testes a 48 km/h. O veículo colidiu com apenas 40% de um obstáculo deformável que simula um automóvel, como se o motorista tentasse desviar.
Dentro dos veículos, foram colocados dois bonecos (dummies) adultos no banco da frente e, atrás, dois bonecos equivalentes a crianças de 3 anos e de 18 meses, com dispositivo de segurança (cadeirinha ou bebê conforto). Carros vendidos com airbag como opcional foram avaliados com e sem o equipamento.
Toyota Corolla XEi
Com airbags
Adultos: 4 estrelas
Crianças: 1 estrela
A maior nota do teste. Boa proteção para cabeça e peito de adultos por causa dos airbags, embora haja risco para os joelhos por ação de estruturas do painel. No entanto, houve falha na segurança da criança com três anos, já que a cabeça do boneco infantil entrou em contato com as costas do banco do condutor durante o impacto. O assoalho permaneceu íntegro e a carroceria se manteve estável durante o impacto.
Chevrolet Meriva GL PLus
Com airbags
Adultos: 3 estrelas
Crianças: 2 estrelas
Durante o impacto, o porta-malas abriu, colocando os passageiros sob risco de ejeção. No entanto, os airbags protegeram bem cabeça e peito. Estruturas do painel colocaram em risco os joelhos do motorista e do passageiro e as pernas do motorista. No caso da proteção para crianças, a cadeirinha infantil foi incapaz de prevenir o avanço do ocupante no momento do impacto — a cabeça do manequim bateu nas costas do banco dianteiro.
Fiat Palio ELX 1.4
Sem airbags
Adultos: 1 estrela
Crianças: 2 estrelas
Com airbags
Adultos: 3 estrelas
Crianças: 2 estrelas
No caso da versão sem airbag há alto risco de morte para o motorista, devido ao dano causado pelo volante à cabeça do condutor. No entanto, mesmo a versão com as bolsas de proteção traz risco médio de lesão ao peito. Joelhos também ficaram vulneráveis a estruturas perigosas do painel. Para as crianças, o modelo proporciona proteção adequada, mas as instruções de instalação do equipamento de proteção não são suficientes, podendo colocar em risco a estabilidade das cadeirinhas.
Volkswagen Gol Trend 1.6
Sem airbags
Adultos: 1 estrela
Crianças: 2 estrelas
Com airbags
Adultos: 3 estrelas
Crianças: 2 estrelas
No caso da versão sem airbag há alto risco de morte para o motorista, devido ao dano causado pelo volante à cabeça e ao peito do condutor. A duas versões trazem riscos aos joelhos, por causa da estrutura do painel. Outro ponto agravante é o risco aos pés do motorista por causa da posição elevada dos pedais e à fraca estrutura do assoalho. No caso das crianças, o carro oferece proteção adequada, porém as instruções de instalação do equipamento de proteção não são suficientes, podendo colocar em risco a estabilidade das cadeirinhas.
Peugeot 207 Compact 1.4 (hatch)
Sem airbags (vídeo não foi divulgado por problemas técnicos, segundo a Proteste)
Adultos: 1 estrela
Crianças: 2 estrelas
Com airbags
Adultos: 2 estrelas
Crianças: 2 estrelas
Mesmo na versão com airbag, o Peugeot 207 foi incapaz de evitar que o peito do motorista atingisse o volante em caso de colisão frontal. Ainda com o uso do cinto, em caso de colisão frontal, joelhos, pernas e pés podem ser lesionados pelos pedais, por estruturas perigosas no painel e por rupturas do assoalho. Sem o airbag, as lesões são ainda maiores, por causa da falta de proteção para a cabeça, o que pode causar mortes. Além disso, a carroceria não consegue absorver impactos mais fortes, o que não torna o 207 um modelo recomendável para o transporte de crianças.
Geely CK 1 1.3
Sem airbags
Adultos: 0 estrela
Crianças: 2 estrelas
O único modelo não vendido no Brasil obteve o pior resultado do teste. Foi constatado elevado nível de lesões a todas as partes do corpo do motorista, o que pode levar à morte. Para crianças, houve proteção adequada nas cadeirinhas, mas a carroceria muito fraca não absorve o impacto da colisão. A deformação da estrutura do carro é imensa, limitando a chance de sobrevivência do passageiro da frente. Apesar de o carro não ter airbag, o risco é tão grande que a presença das bolsas de proteção não faria diferença. Outro aspecto negativo é que as cadeirinhas recomendadas pela fabricante não se encaixam perfeitamente ao carro.
Segurança no alvo
Como a avaliação do programa não é vinculada a nenhum órgão oficial, ela não pode reprovar a circulação de veículos, apenas alerta os consumidores sobre os modelos vendidos no mercado para, assim, forçar o aumento do nível de segurança dos carros. Por esse motivo, no Brasil, o instituto trabalhará em parceria com a Proteste Associação de Consumidores. Todos os modelos avaliados estão homologados nos países onde são vendidos, ou seja, foram aprovados em testes de segurança segundo padrões de cada mercado (Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai).
De acordo com a entidade, alguns testes contaram com apoio das próprias montadoras, enquanto outros foram realizados com carros comprados pela entidade. O Latin NCAP foi criado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com supervisão do Euro NCAP.
Para o secretário geral da matriz europeia, Michel Van Ratingen, os testes mostram o quanto é importante a obrigatoriedade de airbags, a necessidade de cintos mais modernos (com pré-tensionador), estruturas mais seguras e a necessidade de aperfeiçoamento da estrutura para proteção das pernas e a necessidade de montadoras e fabricantes de equipamentos de proteção de crianças desenvolverem produtos em parceria.
“Concluímos que os carros populares têm nível baixo de segurança. É preciso investir em publicidade sobre a importância do uso de cadeirinhas para criança, airbags, freios ABS, controle de estabilidade. Com escala de produção, os custos vão cair. Além disso, com carros mais seguros a indústria local pode impulsionar as exportações”, acrescenta Jean Marie Mortier.
Lei para testes de impacto
A partir de 2012, os testes frontais, traseiros e biodinâmicos (com a utilização de bonecos) serão obrigatórios para homologar os veículos novos. O teste completo avalia impactos na cabeça, pescoço, tórax, joelhos e pés. Atualmente, é exigida apenas a avaliação estrutural de retenção da coluna de direção.
Para os modelos já em circulação, esse sistema passará a ser exigido a partir de 2014, o que invalida também os carros que não possuem airbag. Os testes terão de estar de acordo com as normas estabelecidas pela Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mas não precisam ser realizados no Brasil.
De acordo com o conselheiro do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e representante do Ministério dos Transportes Rone Evaldo Barbosa, também presente no evento, os laboratórios do Latin NCAP não farão parte desse novo teste para homologação, a não ser que a própria fabricante opte pela entidade.
Já o representante do Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem/SP) Fabiano Marques de Paula a ideia é que o Inmetro possua no país um laboratório como os do Euro NCAP para efetuar os testes de homologação.
Em São Paulo, Projeto do metrô ABC será anunciado em dezembro
A presidente Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin irão anunciar até o fim do ano os detalhes do projeto que estenderá o Metrô até o ABC. O traçado aéreo de 28 quilômetros deverá ter início em 2012 e beneficiará Santo André, São Bernardo e São Caetano.
Segundo a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o anúncio ainda não foi feito porque o Planalto irá externar, além do equipamento, um conjunto de ações referentes ao PAC Mobilidade Urbana.“Estamos terminando as definições e esses empreendimentos têm grandes chances de serem contemplados. Eu acredito que até meados de dezembro a presidente anuncia assim como já anunciou em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador”.
Os critérios para a escolha dos projetos levam em conta itens como sustentabilidade operacional dos sistemas, compatibilidade entre a demanda e modais propostos, além de adequação às normas de acessibilidade.
Além do Metrô, o governo federal deverá anunciar aporte financeiro ao projeto apresentado pela Prefeitura de São Bernardo que prevê dois corredores de ônibus que cortarão o traçado da linha 18 Bronze. Belchior não adiantou se os dois corredores serão contemplados pelo montante de R$ 18 bilhões previsto pelo governo federal para atender 24 cidades, mas, no mínimo um, terá a participação financeira.
Segundo o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, um corredor sairá da Praça dos Bombeiros e seguirá pela rua Tiradentes, avenida Prestes Maia até o cruzamento com a avenida Faria Lima, no Centro, em direção ao viaduto Tereza Delta, seguindo pela avenida José Odorizzi em direção a estrada Samuel Aizemberg até a divisa com Diadema. O outro corredor sairá da Estrada dos Alvarengas e seguirá pela avenida Robert Kennedy até a avenida Piraporinha também na divisa com Diadema.
Se só um for contemplado, o Paço irá buscar alternativas para viabilizar a obra restante com empréstimo, por exemplo, do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Marinho afirma que o anúncio estava previsto inicialmente para este mês mas deverá ocorrer mesmo em dezembro."É possível que seja anunciado junto. Essa obra do metrô muito provavelmente seja anunciada por Dilma e Alckmin. A expectativa era em novembro, mas acredito que será em dezembro”.
A ministra esteve nesta quarta (23) em São Bernardo onde foi homenageada pela Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC). Ela recebeu o prêmio “O Construtor” que, pela primeira vez, foi entregue pela entidade, devido aos trabalhos prestados à região e ao País.“Eu fiquei muito feliz por ser a primeira premiada. Eu acho que é muito importante essa associação pois são empresários que têm visão de futuro ao deixar diferenças de lado e perceber que ganham quando se asssociam. É um exemplo para outros lugares. É uma honra ganhar um prêmio de empresários que estão sintonizados com o crescimento do País”.
Durante o evento na Acigabc, Miriam reafirmou o discurso de otimismo perante os empresários. A ministra afirmou que o País continuará crescendo economicamente e que os investidores não devem temer percalços. Para sustentar a elevação da economia, Belchior citou ações como o aumento do salário mínimo, a desoneração de investimentos do setor empresarial, novo Supersimples e a redução da taxa de juros.
Fonte: Repórter Diário
Plano Mais Brasil prevê investimentos de R$ 35 bilhões para o setor ferroviário
Valor pode aumentar após a apresentação de emendas parlamentares e aprovação do Plano no Congresso.
O Plano Plurianual (PPA) 2012/2015 - denominado pelo governo Dilma Rousseff de Plano Mais Brasil - reserva R$ 35 bilhões para investimentos no setor ferroviário nos próximos quatro anos.
A informação foi transmitida aos representantes do setor, presentes no I Seminário Nacional Desenvolvimento e Ferrovias.
O evento foi realizado na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília (DF) na terça-feira, 22 de novembro.
O assessor de orçamento da Liderança do Governo no Congresso, Dalmo Palmeira, apresentou os dados. Segundo ele, os recursos prevêem obras de adequação ferroviária em perímetro urbano, construção de contornos e anéis ferroviários, além da construção de algumas ferrovias: Norte-Sul, Transnordestina, Pantanal e as de integração Oeste-Leste e Centro-Oeste.
Outras ações previstas no Mais Brasil são a construção de ferrovias de acesso aos portos, estudos para o transporte rodoviário de alta velocidade, fiscalização das concessões ferroviárias e manutenção da malha federal. Parte dos recursos também será destinada à construção do trem de alta velocidade (TAV), que vai ligar as cidades de Campinas, Rio de Janeiro e São Paulo.
O setor ferroviário ocupa a segunda posição no ranking de investimentos em transporte no Plano Mais Brasil. Primeiro, R$ 59 bilhões serão destinados às rodovias e, por último, R$ 2,8 bilhões às hidrovias.
No entanto, pontuou Palmeira, os valores para cada área podem aumentar devido à apresentação de emendas parlamentares ao PPA. “Até o dia 22 de dezembro teremos um plano aprovado no Congresso e válido pata os próximos quatro anos”, explicou.
O presidente da Frente Parlamentar Mista de Ferrovias da Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), destacou que o setor ferroviário precisa de mais recursos para contribuir com a industrialização do interior do país.
“As ferrovias podem ser indutoras desse progresso das diferentes regiões. Elas podem atender a essa demanda, podem integrar uma estratégia de desenvolvimento”, afirmou.
Marco regulatório
Em vigor desde julho deste ano, o novo marco regulatório do setor ferroviário esteve em pauta. O presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, disse que a base regulatória do setor precisava ser mudada, com urgência, para resolver algumas deficiências. Para isso, destacou, a agência colocou em prática algumas regras.
A primeira trata-se do direito de passagem entre as ferrovias, ou seja, a quebra do monopólio que as concessionárias têm sobre os trilhos. A segunda, que passa a vigorar em janeiro de 2012, é a fixação de metas para cada quilômetro das ferrovias que precisam ser administradas. Por último, o direito dos usuários. “Os clientes terão o direito de organizar o seu próprio serviço, e a concessionária será obrigada a aceitar outro trem em sua linha”, explicou Figueiredo.
O presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Rodrigo Vilaça, apontou alguns pontos que precisam ser aprimorados.
Segundo a ANTF, o novo marco regulatório deve estar focado nos aspectos relativos aos serviços prestados, em linha com as obrigações assumidas nos contratos de concessão e com um maior equilíbrio entre os direitos e obrigações das partes envolvidas.
O seminário foi promovido pela Frente Parlamentar Mista de Ferrovias e contou com o apoio da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), ANTF, CNT, SindiFerro e de frentes parlamentares dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Fonte: CNT, Por Rosalvo Júnior
Concessão de aeroportos tem tratamento faccioso
Os trabalhadores aeroportuários entendem que as atividades fim - operações, segurança aeroportuária, carga aérea, manutenção especializada e navegação aérea - dos três aeroportos em processo de concessão devem pemanecer sob a responsabilidade da Infraero. E não faltam argumentos para essa defesa.
Por Francisco Lemos
A questão da concessão/privatização dos aeroportos de Campinas e Guarulhos, em São Paulo, e Brasília, no Distrito Federal, foi tratada de maneira facciosa pela grande midia, que partiu do princípio que uma administração privada é mais eficiente do que a pública. Se assim fosse não veríamos tampas de bueiros voando nas ruas e avenidas do Rio de Janeiro - cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016 -; panes nos serviços de internet; e muito menos apagões no fornecimento de energia elétrica.
Infelizmente, essa postura escondeu do grande público que 85% dos aeroportos em todo o mundo são públicos, inclusive nos Estados Unidos da América, principalmente após os atentados de 11 de Setembro. Lá os terminais aeroportuários são encarados como portas de entrada e saída do país e aqui no Brasil como um grande negócio a ser explorado por quem tem "competência".
Em nenhum momento os trabalhadores - representados pela Central Única dos Trabalhadores/CUT e pelo Sindicato Nacional dos Aeroportuários/SINA - foram contra a parceria com o setor privado. O que foi e vem sendo questionado na Mesa de Diálogo com a Presidência da República, através das secretarias Geral e de Aviação Civil, é o formato da concessão/privatização decidida pelo governo federal.
Os trabalhadores aeroportuários entendem que as atividades fim - operações, segurança aeroportuária, carga aérea, manutenção especializada e navegação aérea - dos três aeroportos em processo de concessão devem pemanecer sob a responsabilidade da Infraero. E não faltam argumentos para essa defesa.
Na história da aviação, 98% dos acidentes aéreos ocorreram nos processos de pouso e decolagem e apenas 2% em cruzeiro. Significa dizer que os aeroportos são a parte mais sensível e que a operação dos mesmos não pode ser entregue a quem não tem experiência, através de terceirização e até quarteirização da atividade.
Para se ter uma ideia, os três terminais realizaram juntos, só nos primeiros nove meses de 2011, 39.350.394 embarques/desembarques de passageiros.
E a Infraero, com 38 anos de experiência, é reconhecida internacionalmente pela sua competência na operação da infraestrutura aeroportuária. Além de ser a guardiã da soberania nacional. Afinal, pelos aeroportos - além de passageiros - trafegam cargas de alto valor agregado, infecto-contagiosas, vivas, explosivas, radiativas, numerário da Casa da Moeda, além de condenados pela Justiça do Brasil de outros países.
É evidente que é preciso tomar providências em relação aos nossos aeroportos. A ascensão social promovida pelo governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva levou as classes C e D a trocar as cansativas viagens de ônibus
pelos rápidos voos da aviação civil. E atualmente acredita-se que mais de 50% dos bilhetes aéreos são adquiridos porpassageiros dessas classes sociais.
Mas as providências necessárias nos nossos aeroportos não podem negligenciar a segurança de milhões de vidas humanas e muito menos fazer as classes C e D retornar às estações rodoviários, com aumentos estorsivos das taxas aeroportuários.
*Francisco Lemos é presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários/SINA
Ministro garante que aeroportos vão estar prontos seis meses antes da Copa do Mundo de 2014
Brasília – O ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wagner Bittencourt, disse na quarta-feira dia 23de Novembro que os 16 aeroportos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 estarão prontos para o evento, com todas as obras concluídas até 31 de dezembro de 2013.
Para isso, segundo o ministro, estão previstos investimentos de R$ 7,5 bilhões em infraestrutura e melhoria do atendimento ao usuário, com uma série de ações que envolvem os serviços prestados por órgãos públicos e empresas aéreas nos terminais de passageiros do país.
Bittencourt participou de debate promovido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados sobre a situação dos aeroportos brasileiros.
Entre as medidas do governo, que visam à melhoria da gestão dos aeroportos, o ministro citou a própria criação da Secretaria de Aviação Civil e também da Autoridade Aeroportuária.
Sob a coordenação da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero), a autoridade ficará encarregada da organização e coordenação das atividades públicas nos aeroportos.
Segundo ele, um ponto fundamental para a melhoria do segmento é a capacitação de pessoal. “Pois as pessoas que lá trabalham precisam atender bem aos usuários”. Para isso, o governo trabalhará para capacitar os funcionários que trabalham nos aeroportos, além de melhorar os sistemas de tecnologia e segurança, tornando a operação dos terminais “inteligente”, para que haja um bom fluxo de informações entre as diversas áreas que atuam nos aeroportos.
Bittencourt explicou ainda que o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, não foi incluído entre os que serão privatizados na próxima rodada de concessões porque o governo considerou necessária uma avaliação detalhada sobre o terminal.
Além disso, lembrou, houve consenso no governo de que era mais urgente implementar a concessão à iniciativa privada dos aeroportos de Brasília, Guarulhos (São Paulo) e Viracopos (Campinas).
Sobre a possibilidade de realizar ainda este ano os leilões de concessão dos três aeroportos à iniciativa privada, o ministro disse que é preciso aguardar a aprovação do projeto pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
“O mais importante é que foi definido um modelo de leilão competitivo, que vai fazer com que o preço seja um preço justo de acordo com o mercado”. Segundo ele, está sendo discutida, no âmbito do governo, a possibilidade de elaboração de um plano de outorgas para os aeroportos. Esse plano deverá estar pronto no início do próximo ano.
Fonte: Agência Brasil, Por Jorge Wamburg
Imprudência é principal causa de acidentes em rodovias, diz estudo
Pesquisa levantou dados de acidentes em 533 trechos de estradas brasileiras. Duas das 10 rodovias com maior número de acidentes ficam em São Paulo.
O comportamento imprudente do motorista é o principal causador de acidentes nas rodovias federais do Brasil.
É o que aponta um estudo realizado pelo Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, com dados dos anos 2005 a 2009, e divulgado na quarta-feira (23) em São Paulo.
Segundo o professor Paulo Resende, coordenador da pesquisa, essa conclusão partiu do levantamento dos tipos de acidentes registrados nesse período em 533 trechos de estradas brasileiras, totalizando 25 mil km de vias. Os dados foram levantados junto à Polícia Rodoviária Federal e concessionárias.
Ocorrências como colisão, abalroamento (mudança de faixa com choque lateral) e saída de pista, que respondem respectivamente por 37,45%, 22,34% e 16,35% de todos os casos de acidentes em 2009, são considerados imprudência do motorista pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Dos 10 trechos com maior número de acidentes, dois deles ficam em São Paulo: a Rodovia Castello Branco (SP 280) e a Rodovia Presidente Dutra (BR 116-SP).
Para Resende, fatores como alta velocidade, excesso de confiança, manobras perigosas e falta de experiência ao volante são os grandes responsáveis por ocorrências com feridos e mortos em rodovias públicas e privadas no período analisado.
Qualidade das rodovias
A pesquisa aponta que, entre 2005 e 2009, o número total de acidentes com feridos diminuiu 10,4% nas rodovias privadas.
Porém, nas rodovias públicas, esse índice subiu 12,08% no mesmo período. Em acidentes com mortes, entre 2005 e 2009, os índices permaneceram mais ou menos os mesmos: cerca de 6% nas ocorrências aconteceram em rodovias públicas e aproximadamente 3% em rodovias privadas.
Contudo, para Resende, não existe a possibilidade técnica de comprovar que uma determinada rodovia é mais perigosa que a outra.
“Os acidentes acontecem porque, em uma estrada com melhores condições de tráfego, o comportamento do motorista é de imprimir velocidade”. “Já em uma estrada precária, de pista única, menos movimentada, o motorista acha que consegue fazer uma ultrapassagem arriscada por conhecer a rodovia”, completa Resende.
Para o pesquisador, o comportamento do brasileiro precisa ser adequado nos dois casos. “O motorista precisa começar a conviver com estradas boas e ter responsabilidade nas estradas ruins”.
Fonte: G1, Por Bruno Araujo
Foto: Eugenio Moraes/ Hoje em Dia/ AE
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