|
Rodoviário Sustentabilidade Ambiental Tecnologia
Uma nova tecnologia desenvolvida por engenheiros da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, promete criar estradas magnéticas, onde a energia elétrica será transmitida sem fios por bobinas instaladas ao longo de toda a rodovia, abaixo do asfalto. O que irá possibilitar rodar com carros elétricos sem nenhuma preocupação de recarregar as baterias.
“Você poderá até mesmo ter mais energia nas baterias no final da sua viagem do que quando você saiu de casa,” disse Richard Sassoon, membro da equipe que desenvolveu o novo princípio de recarregamento sem fio de baterias, ao portal Inovações Tecnológicas.
A transferência de eletricidade sem fios é baseada em uma técnica chamada de acoplamento magnético ressonante, no qual duas bobinas de cobre são ajustadas para entrar em ressonância naturalmente, de forma parecida ao que acontece a duas taças de cristal, que vibram harmonicamente quando uma nota é tocada.
Os pesquisadores demonstraram a transferência de 10 kilowatts de energia a uma distância de praticamente dois metros. Segundo eles, isso seria o suficiente para alimentar inteiramente um carro elétrico, deixando suas baterias apenas como reserva, ou para uma exigência extra no caso de uma aceleração ou uma subida mais íngreme.
A eficiência da transferência de energia é de 97% quando os veículos trafegam a uma velocidade de 90 km/h.
O grande problema dessa abordagem segundo os estudiosos, é que para a alimentação de veículos elétricos seria necessário reconstruir todas as rodovias, para instalação do aparato elétrico subterrâneo.
A nova tecnologia
A ideia é parecida com o que está sendo utilizada em experimentos com autobondes elétricos na Coreia do Sul, no qual as baterias dos veículos são recarregadas na própria estrada.
Desde que cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) demonstraram a transmissão de eletricidade sem fios em 2007, o princípio vem sendo explorado em inúmeros campos, que vai desde o recarregamento das baterias de implantes cardíacos até a alimentação de lentes de contato biônicas.
Na área automotiva, o movimento dos pneus transformado em eletricidade também já foi utilizada como auxiliar para o recarregamento das baterias dos carros elétricos.
Fonte: EcoDesenvolvimento.org
Foto: Neusa Cadore
Quem sou eu
- Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana PT-SP
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Estudo destaca características do BRT em 12 cidades brasileiras
|
Ferroviário Sustentabilidade Ambiental
Apresentar e relacionar as características do sistema de ônibus de trânsito rápido (BRT, na sigla em inglês) em 12 cidades brasileiras são os objetivos da publicação Estudos de BRT no Brasil, desenvolvido pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
A NTU defende no texto de introdução do estudo que a opção pelo BRT justifica-se por se tratar de uma alternativa de transporte de massa adequada a todo porte de cidade, destacando-se pelo baixo custo e menor tempo de implantação em relação a outros modais.
“Trata-se de um sistema em que os ônibus circulam em uma rede de canaletas exclusivas com atributos especiais, como múltiplas posições de paradas nas estações, possibilidade de ultrapassagem, embarque em nível, acessibilidade universal, veículo articulado, pagamento e controle fora do ônibus, bons espaços nas estações e sistema de informações aos usuários”, destaca Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da diretoria executiva da NTU.
“Seus benefícios se refletem na fluidez e agilidade do deslocamento e, por consequência, na qualidade de vida do usuário, que passa a contar com um modal mais confortável, eficiente e seguro também do ponto de vista ambiental”, acrescenta Filho.
Segundo o estudo, os projetos de BRT no Brasil estão em estágios diferentes de desenvolvimento. “Em alguns casos, alcançou-se uma etapa avançada em termos da concepção, da implantação e das perspectivas futuras dos sistemas. Por exemplo, algumas cidades os conceberam como parte de estratégias de desenvolvimento urbano em longo prazo, que vão muito além daquelas diretrizes impostas por planos diretores. Dessa forma, são utilizados não só para atender as demandas existentes, mas também direcionar o crescimento urbano em áreas de interesse.”
Por outro lado, outras cidades demonstraram certa incipiência no processo de adoção do conceito BRT, de acordo com o levantamento.
“Vários são os casos em que as iniciativas se resumem à criação de corredores B à operação de veículos de alta capacidade. É claro que benefícios significativos serão obtidos com essas iniciativas, mas existe a constatação de que muito mais poderia ser alcançado. Em particular, seria recomendável que esforços fossem realizados para viabilizar sistemas completamente integrados e criar corredores em áreas com demanda de passageiros já consolidada em diversos serviços fragmentados”, sugere o trabalho.
As cidades cujos projetos foram analisados são: Belo Horizonte, Uberlândia (MG), Brasília, Campo Grande, Cascavel (PR), Curitiba, Maringá (PR), Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Goiânia e Vitória.
Aeromóvel é mais viável, segundo engenheiro
Menos entusiasmado com a implantação do BRT é o engenheiro Fernando Mac Dowell, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para quem o aeromóvel seria uma alternativa mais viável, sobretudo no que diz respeito às cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, conforme noticiou o EcoD em maio de 2011.
Responsável pela elaboração do plano B das Olimpíadas para o governo federal, o professor da UFRJ fez um estudo sobre as possibilidades de recursos por meio de parcerias público privadas (PPPs) e levou em consideração as tecnologias disponíveis: aeromóvel, monotrilho, trem de levitação magnética, BRT, metrô e veículo leve sobre trilhos (VLT).
O aeromóvel é um transporte urbano automatizado, movido a ar, de concepção brasileira, que está sendo implantado em Porto Alegre (RS), para ligação entre o Aeroporto Salgado Filho e as estações da Empresa de Trens Urbanos da capital gaúcha (Trensurb). “Com a vantagem de ser um sistema nacional, sem necessidade de pagar royalties”, salientou o engenheiro, à época.
De acordo com Mac Dowell, um carro do monotrilho, com 12,5 metros de comprimento, custa US$ 2,4 milhões, enquanto que o aeromóvel tem custo de R$ 1,4 milhão e possui 25 metros.
“Nós estamos perdendo uma grande oportunidade, em quase todas as capitais, que optaram pelo BRT”, apontou o especialista. Segundo ele, o custo de um BRT é de R$ 1,5 bilhão. Na concepção do professor, “fica claro que houve mais partidarismo nessas escolhas, do que estudo”.
Fonte: EcoDesenvolvimento.org
Fotos: Reprodução e Divulgação/Trensurb (RS)
Ferroviário Sustentabilidade Ambiental
Apresentar e relacionar as características do sistema de ônibus de trânsito rápido (BRT, na sigla em inglês) em 12 cidades brasileiras são os objetivos da publicação Estudos de BRT no Brasil, desenvolvido pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
A NTU defende no texto de introdução do estudo que a opção pelo BRT justifica-se por se tratar de uma alternativa de transporte de massa adequada a todo porte de cidade, destacando-se pelo baixo custo e menor tempo de implantação em relação a outros modais.
“Trata-se de um sistema em que os ônibus circulam em uma rede de canaletas exclusivas com atributos especiais, como múltiplas posições de paradas nas estações, possibilidade de ultrapassagem, embarque em nível, acessibilidade universal, veículo articulado, pagamento e controle fora do ônibus, bons espaços nas estações e sistema de informações aos usuários”, destaca Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da diretoria executiva da NTU.
“Seus benefícios se refletem na fluidez e agilidade do deslocamento e, por consequência, na qualidade de vida do usuário, que passa a contar com um modal mais confortável, eficiente e seguro também do ponto de vista ambiental”, acrescenta Filho.
Segundo o estudo, os projetos de BRT no Brasil estão em estágios diferentes de desenvolvimento. “Em alguns casos, alcançou-se uma etapa avançada em termos da concepção, da implantação e das perspectivas futuras dos sistemas. Por exemplo, algumas cidades os conceberam como parte de estratégias de desenvolvimento urbano em longo prazo, que vão muito além daquelas diretrizes impostas por planos diretores. Dessa forma, são utilizados não só para atender as demandas existentes, mas também direcionar o crescimento urbano em áreas de interesse.”
Por outro lado, outras cidades demonstraram certa incipiência no processo de adoção do conceito BRT, de acordo com o levantamento.
“Vários são os casos em que as iniciativas se resumem à criação de corredores B à operação de veículos de alta capacidade. É claro que benefícios significativos serão obtidos com essas iniciativas, mas existe a constatação de que muito mais poderia ser alcançado. Em particular, seria recomendável que esforços fossem realizados para viabilizar sistemas completamente integrados e criar corredores em áreas com demanda de passageiros já consolidada em diversos serviços fragmentados”, sugere o trabalho.
As cidades cujos projetos foram analisados são: Belo Horizonte, Uberlândia (MG), Brasília, Campo Grande, Cascavel (PR), Curitiba, Maringá (PR), Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Goiânia e Vitória.
Aeromóvel é mais viável, segundo engenheiro
Menos entusiasmado com a implantação do BRT é o engenheiro Fernando Mac Dowell, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para quem o aeromóvel seria uma alternativa mais viável, sobretudo no que diz respeito às cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, conforme noticiou o EcoD em maio de 2011.
Responsável pela elaboração do plano B das Olimpíadas para o governo federal, o professor da UFRJ fez um estudo sobre as possibilidades de recursos por meio de parcerias público privadas (PPPs) e levou em consideração as tecnologias disponíveis: aeromóvel, monotrilho, trem de levitação magnética, BRT, metrô e veículo leve sobre trilhos (VLT).
O aeromóvel é um transporte urbano automatizado, movido a ar, de concepção brasileira, que está sendo implantado em Porto Alegre (RS), para ligação entre o Aeroporto Salgado Filho e as estações da Empresa de Trens Urbanos da capital gaúcha (Trensurb). “Com a vantagem de ser um sistema nacional, sem necessidade de pagar royalties”, salientou o engenheiro, à época.
De acordo com Mac Dowell, um carro do monotrilho, com 12,5 metros de comprimento, custa US$ 2,4 milhões, enquanto que o aeromóvel tem custo de R$ 1,4 milhão e possui 25 metros.
“Nós estamos perdendo uma grande oportunidade, em quase todas as capitais, que optaram pelo BRT”, apontou o especialista. Segundo ele, o custo de um BRT é de R$ 1,5 bilhão. Na concepção do professor, “fica claro que houve mais partidarismo nessas escolhas, do que estudo”.
Fonte: EcoDesenvolvimento.org
Fotos: Reprodução e Divulgação/Trensurb (RS)
RJ: Chineses apresentam menor preço para trens da Supervia
|
Ferroviário Mobilidade Urbana Tecnologia
A Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro informou que encerrou ontem o processo de recebimento de propostas para a licitação de mais 60 trens para o sistema ferroviário urbano da região metropolitana da capital fluminense.
Os chineses do consórcio CMC-CNR-CRC apresentaram o menor preço de venda, de R$ 543.171.084,49, ficando à frente de outros quatro concorrentes.
Também foram habilitadas para a concorrência as empresas Consortium MPE-CSR, Hyundai Rotem Company, Alstom Brasil Energia e Transporte e CAF.
A Secretaria de Transportes informou que, para encerrar o processo e anunciar o vencedor, a comissão responsável pela licitação tem um prazo de aproximadamente 30 dias para analisar todo o conteúdo técnico das propostas.
Segundo a Secretaria, cada trem novo vai custar pouco mais de R$ 9 milhões, cerca de 6% abaixo da licitação de 2009. O grupo chinês é o mesmo que venceu a licitação das 30 composições compradas pelo governo do Estado em 2009 e que já começaram a ser entregues para testes de operação nos ramais da Supervia, a concessionária de trens urbanos do Rio de Janeiro.
Os 60 novos trens vão ser comprados por meio de financiamento do Banco Mundial (Bird). A partir da assinatura do contrato com a empresa vencedora, a expectativa é de que os trens comecem a ser entregues em 18 meses, segundo a nota divulgada pela Secretaria.
Até 2015, todos os trens estarão em operação, o que vai permitir uma grande renovação no sistema, já que a idade média da frota operada pela Supervia vai passar dos atuais 35 anos para 16 anos, disse a Secretaria.
Todas as composições serão equipadas com ar-condicionado, painéis de informações de LED, comunicação direta entre o trem e o centro de controle, câmeras de monitoramento interno, bagageiros e televisores de plasma.
Segundo o secretário de Transportes do Estado, Júlio Lopes, citado no comunicado, os novos trens serão responsáveis por um novo padrão de operação do sistema ferroviário, com intervalos menores, maior agilidade e conforto aos usuários.
Fonte: Valor Econômico
Foto: Marcelo Horn
Ferroviário Mobilidade Urbana Tecnologia
A Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro informou que encerrou ontem o processo de recebimento de propostas para a licitação de mais 60 trens para o sistema ferroviário urbano da região metropolitana da capital fluminense.
Os chineses do consórcio CMC-CNR-CRC apresentaram o menor preço de venda, de R$ 543.171.084,49, ficando à frente de outros quatro concorrentes.
Também foram habilitadas para a concorrência as empresas Consortium MPE-CSR, Hyundai Rotem Company, Alstom Brasil Energia e Transporte e CAF.
A Secretaria de Transportes informou que, para encerrar o processo e anunciar o vencedor, a comissão responsável pela licitação tem um prazo de aproximadamente 30 dias para analisar todo o conteúdo técnico das propostas.
Segundo a Secretaria, cada trem novo vai custar pouco mais de R$ 9 milhões, cerca de 6% abaixo da licitação de 2009. O grupo chinês é o mesmo que venceu a licitação das 30 composições compradas pelo governo do Estado em 2009 e que já começaram a ser entregues para testes de operação nos ramais da Supervia, a concessionária de trens urbanos do Rio de Janeiro.
Os 60 novos trens vão ser comprados por meio de financiamento do Banco Mundial (Bird). A partir da assinatura do contrato com a empresa vencedora, a expectativa é de que os trens comecem a ser entregues em 18 meses, segundo a nota divulgada pela Secretaria.
Até 2015, todos os trens estarão em operação, o que vai permitir uma grande renovação no sistema, já que a idade média da frota operada pela Supervia vai passar dos atuais 35 anos para 16 anos, disse a Secretaria.
Todas as composições serão equipadas com ar-condicionado, painéis de informações de LED, comunicação direta entre o trem e o centro de controle, câmeras de monitoramento interno, bagageiros e televisores de plasma.
Segundo o secretário de Transportes do Estado, Júlio Lopes, citado no comunicado, os novos trens serão responsáveis por um novo padrão de operação do sistema ferroviário, com intervalos menores, maior agilidade e conforto aos usuários.
Fonte: Valor Econômico
Foto: Marcelo Horn
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Porto de Fortaleza deve ter dragagem concluída ainda este mês
Profundidade passará de 10 metros para 14 metros
A dragagem do Porto de Fortaleza deve ser concluída ainda neste mês, de acordo com Leônidas Cristino, titular da Secretaria de Portos.
Com isso, o complexo passará a ter 14 metros de profundidade, e não dez metros, como era anteriormente.
A licitação da construção do Terminal de Passageiros do Porto de Fortaleza foi concluída e o contrato da obra também já foi assinado.
Assim, as obras devem começar no início de março.
O objetivo é que esse terminal seja totalmente finalizado em dezembro de 2013.
Com o investimento, o Porto de Fortaleza deverá ampliar suas condições de receber transatlânticos de grande porte, especialmente os que irão para a cidade para servirem de hotel flutuante aos turistas que estarão no País por conta dos jogos da Copa.
Fonte: Guia Marítimo
Metroviários de SP anunciam paralisação no dia 29
Os trabalhadores metroviários em São Paulo poderão paralisar suas atividades na próxima quarta-feira, após a assembleia que será realizada no dia anterior, de acordo com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo. A categoria protesta contra a proposta de redução de até 7,21% na Participação nos Resultados (PR) da empresa.
O motivo alegado pela empresa para cortar a PR é o resultado de uma pesquisa de satisfação feita com usuários do Metrô, segundo a qual houve queda de 84% para 74% no número de usuários que consideram o serviço excelente ou bom.
Para Altino de Melo, presidente do sindicato, a insatisfação dos usuários decorre da superlotação dos trens, aumentos das tarifas e número reduzido de linhas. “Os responsáveis pelo descontentamento dos usuários são o governo estadual e a direção da Metrô, que não investem na expansão do sistema metroferroviário”.
Os metroviários calculam hoje a PR a partir de uma parcela fixa de R$ 3.062,21, que é somada a 40% do salário nominal de cada trabalhador. Inicialmente, o Metrô propôs corte de 7,21%.
Nesta quinta-feira, a empresa enviou nova proposta ao Sindicato dos Metroviários de São Paulo, propondo o pagamento do valor mínimo de R$ 3.900 como PR. No entanto, a participação nos resultados dos trabalhadores que recebem mais que o salário mínimo continuaria sendo reduzida em 7,21%.
A proposta patronal foi rejeitada em assembleia. A categoria agora pede que a parcela fixa seja mantida no valor mínimo de R$ 3.900 e que apenas a parte variável da PR (40% do salário nominal) sofra a redução de 7,21%.
Fonte: Valor Online, Por Carlos Giffoni
Foto: Divulgação
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
JUSTIÇA NA COBRANÇA DE PEDÁGIOS É INADIÁVEL EM SÃO PAULO
Uma das questões mais inadiáveis em São Paulo, para que o estado efetivamente possa ser reconhecido como um território com qualidade de vida e justiça social, é com relação ao sistema de pedágios cobrados da população. O atual sistema é sabidamente injusto, antidemocrático e gerador de enormes prejuízos para a população em geral e para a própria economia, pois diminui a competitividade do estado.
O atual sistema paulista de pedágios é injusto, entre outros motivos, porque representou uma nítida transferência de gestão de patrimônio público para benefício de grandes empresas. As rodovias paulistas foram construídas com dinheiro público, já estavam prontas quando a iniciativa privada assumiu a sua gestão. E foi depois de muita cobrança de pedágio é que começaram os investimentos para manter as rodovias, que estão entre as melhores do Brasil mas à custa de altos pedágios cobrados da população.
Em segundo lugar, o sistema paulista de pedágios é antidemocrático porque, ao contrário de outros países, não dá alternativas de fato para o motorista que não deseja pagar pelos pedágios. E o atual sistema paulista de pedágios é antieconômico porque onera demais o custo do transporte de cargas, além de pesar muito no bolso dos usuários em geral. Com o custo do frete mais elevado, o repasse é feito para o usuário das rodovias e para o consumidor em geral.
O Brasil é o país com maiores extensões de rodovias pedagiadas no mundo, superando até os Estados Unidos. Mais de 12 mil quilômetros de rodovias já são pedagiados no Brasil, e o estado de São Paulo é o líder absoluto do ranking nacional, com mais de cinco mil quilômetros de rodovias estaduais nessa condição.
É uma questão ética a revisão de todo o sistema de concessões de pedágios em São Paulo, que tem provocado uma série de consequências para o usuário e cidadão paulista em geral. São caminhões que procuram rotas de fuga, o que gera múltiplos impactos nas rodovias vicinais; são pequenos e médios agricultores que têm o escoamento de suas produções dificultado pelo alto preço dos fretes; é o custo dos fretes que aumenta muito, com efeitos diretos para o consumidor em geral.
São Paulo merece um sistema de pedágios transparente, com efetiva participação da sociedade nas decisões, que considere as prioridades e necessidades da população, no marco de um plano estadual de mobilidade balizado por indicadores ambientais, sociais e econômicos, e não apenas o interesse pelo lucro das concessionárias.
A sociedade está aumentando a sua indignação e reação contra as injustiças do sistema de pedágios praticado em São Paulo. Mas é preciso muito mais, a começar pela geração e difusão de maiores informações sobre como funciona o sistema. Uma sociedade com mais informações estará melhor preparada para enfrentar a arquitetura iníqua do sistema paulista de pedágios, uma mancha no cotidiano do estado mais rico e populoso do Brasil.
Ana Perugini é deputada estadual, da bancada do Partido dos Trabalhadores.
Integração gratuita: Diadema aguarda reunião com o Estado
A Prefeitura de Diadema tenta agendar nova reunião com o governo do Estado, para definir a situação da integração gratuita entre as linhas municipais e os trólebus nos terminais de Diadema e Piraporinha.
O convênio entre a cidade e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que garante a gratuidade nas baldeações, foi mantido até o dia 10 de abril pela Vara da Fazenda Pública de Diadema, que acatou em primeira instância pedido da Promotoria de Cidadania da cidade. A decisão fez com que o calendário de reuniões entre as partes fosse alterado, e não há previsão para novos encontros.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a reunião do prefeito Mário Reali com representantes do governo estadual, marcada para a próxima segunda-feira (27), foi adiada a pedido do próprio Estado, reiterando que isso não alterará a postura de lutar pela manutenção do acordo que já dura mais de 20 anos e de tentar novos encontros.
Ainda na mesma nota, a administração municipal relatou que reuniões realizadas nos dias 25 de outubro de 2011 e 14 de fevereiro deste ano, com o secretário Estadual de Transportes, Jurandir Fernandes, e o presidente da EMTU, Joaquim Lopes, não trouxeram resultados práticos na intenção de demover o Estado de sua intenção inicial de cobrar pelas baldeações. A EMTU afirmou ter conhecimento da decisão da Justiça, mas não ter sido notificada formalmente.
O caso - Em novembro de 2011, a EMTU/SP encaminhou à Prefeitura de Diadema proposta de alteração do convênio, requerendo do município o repasse de R$ 1 para toda transferência realizada pelo sistema municipal de Diadema para a rede metropolitana de trólebus, no trajeto que liga aos bairros de São Mateus e Jabaquara, em São Paulo. Atualmente, a tarifa é cobrada apenas no sistema em que o usuário ingressa em primeiro lugar (metropolitano ou municipal), sendo gratuita a viagem no outro sistema. No sistema municipal, a tarifa é de R$ 2,80; e no metropolitano é de R$ 3,10.
A decisão de manter as integrações gratuitas teve base em uma das cláusulas do próprio convênio, assinado em 1991, que determina a necessidade da intenção de cancelamento ser entregue por escrito com antecedência mínima de 90 dias.O descumprimento acarretará multa diária de R$248 mil.
Fonte: Diário Regional
Assinar:
Postagens (Atom)






