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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.

domingo, 25 de março de 2012

SP: ‘Rodovia da morte’, Faria Lima só terá obra concluída em 2013



Ações e Obras
Rodoviário

Em 2011, 22 morreram no ‘trecho da morte’; obras começam só em maio. Problemas na licitação atrasaram obra; já as melhorias na Candido Portinari vão começar apenas em 2013.


Foto: Edson Silva/Folhapress/RIBEIRAO PRETO/SP

As obras na estrada Brigadeiro Faria Lima, entre os municípios de Colômbia e Barretos (São Paulo), trecho conhecido como “rodovia da morte” -22 pessoas morreram em 2011-, nem começaram e só devem terminar em 2013.

A demora motiva protestos na cidade. Ontem à tarde, o Comitê pela Duplicação da Faria Lima promete expor três carros retorcidos, vítimas de acidentes no trecho, como manifestação pelo atraso.

“É um choque, sim [a exposição dos veículos]. É para pressionar o início das obras. O prazo para licitação acabou há 15 dias e até agora nada”, disse Nilton Vieira, coordenador do comitê.

A demora ocorreu por atrasos na licitação, segundo o superintendente do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) Clodoaldo Pelissioni. A assinatura do contrato deve ocorrer em abril e o início das obras, em maio.

Enquanto isso, moradores do trecho convivem com a precariedade da estrada. Há desníveis entre pista e acostamento, buracos e falhas na via, que tem tráfego intenso de caminhões.

Serão duplicados cinco quilômetros. Outros 36 permanecem com pista simples, mas serão recapeados. “Pelo fluxo grande de caminhões vindos de Minas e Goiás, deveria ser duplicado tudo”, disse o prefeito de Barretos, Emanoel Carvalho (PTB).

Outra obra ainda sem início é na Candido Portinari -a duplicação entre Franca e Jeriquara (15 km) e a recuperação da pista entre Jeriquara e Rifaina (42 km). O projeto será feito ao longo do ano e a licitação sai até o fim de 2012. As obras se estendem até 2014.

Enquanto isso, as más condições afetam cidades do entorno. “Somos um local turístico, que recebe 5.000 pessoas por fim de semana. Está ruim a rodovia, com muito buraco, remendo, e o tráfego de caminhões é grande”, disse o prefeito de Rifaina Hugo Lourenço (PMDB).

Acidentes na Faria Lima

22 foram os mortos no trecho em 2011

211 foram os acidentes no ano passado


Fonte: Folha de S. Paulo, Por Juliana Coissi

COMENTÁRIO SETORIAL

E os tucanos em São Paulo falam que as rodovias paulistas são de primeiro mundo. São mesmo? Elas tem pedágios que muitas vezes são mais caros do que as rodovias de primeiro mundo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Maiores Metrôs do Mundo



Por RES em 29 de Março de 2011. Tags: metro de xangai, metro de londres, metro de nova iorque, metro de toquio, metro de moscou, metro de pequim, metro de seul, metro de madri, maior rede de metro do mundo, metro mais extenso do mundo, metro mais movimentado do mundo Visualizações: 2325


O metrô de Londres não é o mais extenso do mundo. Ele já foi ultrapassado pelo metrô de Xangai, na China, com os seus 420 km de extensão.

Quando o assunto é metrô, os países asiáticos saem na frente. Hoje, as cidades que mais investem na construção de novas linhas de metrô são Xangai e Pequim, ambas na China. O ritmo é intenso, tanto que Pequim tem a ambição de chegar em 2020 com 1.000 quilômetros de extensão de rede de metrô. Confira abaixo as maiores redes de metrô do mundo.

Metrô de Xangai

Atualmente, a cidade de Xangai, na China, conta com a maior rede de metrô do mundo, com cerca de 420 km de extensão, apesar de ser um dos metropolitanos mais novos do mundo, tendo sido inaugurado somente em 1995. Já foram construídas 162 estações e criadas 8 linhas. O sistema metroviário de Xangai é hoje um dos que mais crescem no mundo. Muitas linhas estão em construção e outras ainda em fase de planejamento. A previsão é de que o metrô seja ampliado dos 420 km para 877 km até 2020.

Metrô de Londres

Durante muitos anos, o metrô de Londres foi o mais extenso do mundo. Hoje, ele possui 408 km de extensão, 270 estações e 11 linhas. A estação mais utilizada de todo o sistema de metropolitano é a Estação de King´s Cross St Pancras. Até 2025 estão previstos grandes investimentos no sistema metropolitano londrino, entre os quais destacam-se a construção de uma nova linha, a expansão de outras e a reabilitação da maior parte da infra-estrutura do metrô. A frota de veículos também será totalmente substituída, tornando, assim, o metropolitano de Londres um dos mais modernos do mundo, em termos de conforto, segurança, serviços, etc.

Metrô de Nova Iorque

É um dos mais velhos e extensos sistemas de transporte público do mundo. A inauguração oficial da primeira linha do metrô de Nova Iorque ocorreu em 27 de Outubro de 1904. São 369 km de extensão, 468 estações em operação e 24 linhas.

Metrô de Pequim

Assim como ocorre com a economia que não para de crescer na China, o metrô de Pequim está em rápida expansão. Na década de 90, existiam somente duas linhas, mas hoje, o metrô cresce em média 4,5 quilômetros por mês. Já são 14 linhas em 336 km de extensão. A previsão é que, em 2015, o metrô de Pequim se torne o mais extenso do mundo, com 561 km. E a ambição de crescimento não para por aí. O governo municipal de Pequim espera chegar aos 1.000 quilômetros de extensão da rede do metrô em 2020.

Metrô de Tóquio

O metrô de Tóquio é considerado o mais movimentado do mundo, com uma média de mais de 6 milhões de passageiros por dia. Na hora do rush, então, as pessoas costumam ir esprimidas dentro dos vagões. O metrô tem 328,8 km de extensão, 13 linhas e 283 estações.

Metrô de Moscou

Construído durante o governo de Joseph Stálin, em 1935, o metrô de Moscou é um dos mais freqüentados do mundo (cerca de 9,2 milhões de pessoas sobem e descem dos vagões por dia). Algumas estações construídas durante a Segunda Guerra Mundial ou que passam sob o rio Moscou são profundas e foram planejadas para serem abrigos seguros em caso de bombardeio. Há 182 estações, distribuídas por 12 linhas através de 298,2 km.

Metrô de Seul

O metrô de Seul estende-se por Seul, capital da Coreia do Sul, e se une a cidade de Incheon. Inaugurado em 1974, ele tem 287 km e 10 linhas. Ao todo, são 266 estações. Internacionalizado, todas as estações possuem o nome das estações e placas de indicações tanto em coreano como em inglês e chinês.

Metrô de Madri

O metrô de Madri possui uma extensão de 283,8 km. Estão em operação 281 estações em 13 linhas mais um ramal, além de 3 linhas operadas com veículo leve sobre trilhos (VLT), que contam com outras 38 estações, e são identificadas como “Metro Ligero de Madrid”.

PAC mobilidade urbana terá R$ 30 bi para melhorar o transporte

quinta-feira, 22 de março de 2012

A saga do paulistano - Do Escrivinhador

Metrô de SP é o mais lotado do mundo



No ano passado, foram transportados 11,5 milhões de passageiros a cada quilômetro de linha, um aumento de 15% em relação a 2008
- O Estado de S.Paulo
JORNAL DA TARDE


Paulo Pinto/AE-25/3/2011Recorde. Enquanto o número de passageiros aumentou em 2010, a satisfação de quem usa o sistema diminuiu
O Metrô de São Paulo atingiu no ano passado a marca de 11,5 milhões de passageiros transportados a cada quilômetro de linha. O número é 15% maior do que em 2008, quando 10 milhões de usuários foram levados por quilômetro. É a maior concentração de pessoas em um único sistema de transporte no mundo, segundo a própria companhia.

Também em 2008, o metrô de Moscou, na Rússia, transportou 8,6 milhões de pessoas para cada quilômetro de trilhos. O de Xangai, na China, levou 7 milhões, segundo dados da Comunidade de Metrôs (Comet, sigla em inglês), organização que reúne representantes dos 12 maiores sistemas de metrô do mundo. Os dados do ano passado ainda não foram divulgados pela Comet.

A cada dia útil do ano passado, 2,56 milhões de pessoas passaram pelas catracas de metrô da capital, em média. Se forem levadas em conta as baldeações, esses passageiros fizeram cerca de 3,5 milhões de viagens por dia, segundo balanço que consta no "Relatório da Administração de 2010", divulgado ontem com o balanço patrimonial da empresa. O número de entradas nas estações foi 6,8% maior do que o registrado em 2009.

Enquanto o total de passageiros aumentou, a satisfação de quem usa o sistema diminuiu. A pesquisa "O Metrô segundo seu usuário: uma avaliação do serviço" do ano passado mostrou que 60% dos entrevistados classificaram o meio de transporte como "muito bom" e "bom". Em 2009, as notas positivas eram 67%. A pesquisa é feita desde 1974.

No relatório, o Metrô diz que "podem creditar-se tais resultados à crescente demanda de usuários, que aumenta a complexidade de operação do serviço e uso do sistema, principalmente nos horários de pico".

"Não imaginava que fosse o mais cheio do mundo, mas o metrô de São Paulo está cada vez mais insuportável", diz a analista de sistemas Vanessa Brito, de 32 anos, que reclama da lotação nas Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, que usa diariamente para ir da Barra Funda, onde mora, para a Consolação, onde trabalha.

"É uma falta de respeito com o usuário", afirma o metalúrgico Jailton Zeferino, de 24, que diz não conseguir mais encontrar assentos livres quando entra no metrô, na Estação Bresser, no horário de pico da manhã, como acontecia há dois anos.

Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô do Estado de São Paulo (Aeamesp), José Geraldo Baião acredita que serão necessários alguns anos para que o passageiro note melhorias. "O governo está investindo em sistemas de sinalização mais modernos, que vão permitir um intervalo menor entre os trens. Também é preciso pensar na expansão da rede", acredita Baião.

Já o presidente do sindicato dos metroviários, Altino de Melo, acredita que a expansão do Metrô está "décadas atrasada". "O desconforto é inevitável. Não só pela lotação, mas também pelo calor nos trens." Para Melo, o Estado deve investir em mais conexões entre as linhas. / COLABOROU CRISTIANE BOMFIM


PARA LEMBRAR

De mais cheio para 11º mais movimentado

Quando a comparação com outros metrôs no mundo diz respeito à movimentação, São Paulo ocupa a 11.ª posição, com 975 milhões de viagens de passageiros por ano.

São Paulo é o único representante sul-americano da lista de 15 metrôs, que tem o de Tóquio (Japão) em primeiro lugar, com 3,16 bilhões de viagens de passageiros/ano, o de Moscou (Rússia) em segundo (com 2,4 bilhões) e o de Seoul (Coreia do Sul) em terceiro (2,04 bilhões). O metrô da Cidade do México também aparece na relação, em 7.º lugar (1,4 bilhões).

Os dados são da Comunidade de Metrôs (CoMET, na sigla em inglês).

quarta-feira, 21 de março de 2012

Os trens metropolitanos de São Paulo e a dança dos discursos (artigo)


Do Blog São Paulo Trem Jeito


Com a mais completa saturação do trânsito em São Paulo e demais regiões metropolitanas paulistas, e a consequente grita geral por mais meios de transportes de pessoas sobre trilhos, Metrô e CPTM estão no centro das atenções.


Essa discussão teve, em boa parte, origem nas falhas e acidentes na CPTM, inicialmente atribuídas – pelo governo, CPTM e “especialistas” a serviço do governo e CPTM – a fatores humanos. Aos mortos em acidentes foram atribuídas responsabilidades pelas próprias mortes, ferroviários foram demitidos por justa causa, etc.


Esses argumentos perderam eficácia, principalmente quando, em um mesmo dia, Metrô e CPTM apresentaram falhas. Pior, para a estratégia escapista adotada até aquele momento por governo, CPTM e “especialistas”, pois, no dia do duplo “apagão”, não havia a quem culpar.


Passaram, sob a batuta aparentemente insuspeita de “especialistas”, a reconhecer “certos limites” no sistema metroferroviário, devido dificuldade de operar e manter o tal “sistema” ao mesmo tempo. A solução foi fechar a circulação de trens da linha 9 em certos horários nos finais de semana. Se ocorrer outra falha ou acidente nessa linha, resta a explicação que os trabalhos da via não estão concluídos. Bem, só no dia de hoje ocorreram duas falhas, sendo uma na linha 8 e outra na linha 9.


Agora, os especialistas apareceram com uma novidade, a ser repetida por governo e gestores da CPTM: a de que serão necessários 10 anos para que o “sistema” funcione a contento.


A nova estratégia chega a ser cômica, pois reside em dizer à opinião pública, e sempre, que “estamos trabalhando, mas precisamos de mais 10 anos para concluir”.


O pior é que esse rosário de desculpas tende a funcionar, não fosse nossa insistência em participar do ping-pong, como uma mosca que pousa na sopa deles.


Pergunta aos doutos e insuspeitos especialistas: a CPTM precisa de mais 10 anos para atender adequadamente a demanda atual, ou a demanda de 2022? Para complicar de vez a vida desses abnegados especialistas: qual será a demanda da CPTM em 2022, já que apontam para aquela data?


O secretário dos Transportes Metropolitanos reclama, e com razão, que os municípios (prefeitos) não fazem a parte deles, pois trens e metrô não atendem as capilaridades, sugerindo que invistam em corredores “de ônibus”. Quanto a isso fazemos também a nossa parte, perguntando aos possíveis pré-candidatos a prefeitura de São Paulo o que pretendem fazer, com recursos do município, para o aumento de oferta de transporte de pessoas “sobre trilhos”. Até o momento apenas dois deles responderam.


Enquanto la nave va, estamos colecionando todos os argumentos empregados por representantes do governo, CPTM e especialistas, para posterior publicação de um dicionário de argumentos em torno de problemas da CPTM. Está ficando instigante.

Éverson Paulo dos Santos Craveiro – Presidente do Sindicato dos Ferroviários de Trens de Passageiros da Sorocabana (SINFERP)