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O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Rio de Janeiro quer aumentar o uso da bicicleta no transporte urbano



Sustentabilidade Ambiental



O governo do Rio de Janeiro firmou hoje (26) acordos para estimular o uso de bicicletas como meio de transporte. O secretário estadual de Transportes do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, disse que a meta do governo é passar dos atuais 3% para 10% o deslocamento por bicicleta.

“O que é importante nesse programa não é o que estamos fazendo e sim o que nós induzimos que seja feito. Que os prefeitos, os secretários municipais de transportes, a população em geral, passe a ver a bicicleta como uma opção modal importante para contribuição da sustentabilidade e para qualidade de sua vida”, disse Lopes.

A assinatura ocorreu na semana que antecede o World Bike Tour, passeio ciclístico do próximo domingo (1), que ocorrerá pela primeira vez no Rio de Janeiro.

Segundo o relações públicas do evento, José Luiz Costa, a exemplo do que houve em São Paulo, o Rio poderá melhorar a estrutura das ciclovias e ciclofaixas. “Em São Paulo, quando o evento chegou em 2009, as ciclofaixas e ciclovias tinham uma extensão muito reduzida. Hoje elas crescem a cada dia. Mais de 50 mil pessoas pedalam nas ciclofaixas de São Paulo aos domingos”.

O passeio terá o percurso de 11 quilômetros. A largada será na Praia de Copacabana e a chegada no Aterro do Flamengo. Seis mil pessoas foram sorteadas para participar da corrida, que teve 50 mil inscritos. Os participantes irão receber um kit com capacete, camiseta e uma bicicleta.

O World Bike Tour teve início em 2006 e já ocorreu em Lisboa e Porto, em Portugal, Madri, na Espanha e São Paulo. Esta será a 19ª edição do evento.


Fonte: Agência Brasil

Foto: blog da tribo

O sagrado direito dos bêbados de ferir e matar no trânsito



Editorial

Pelo apertado placar de 5 x 4, a Terceira Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que imagens e relatos de testemunhas, incluindo o de policiais, não poderão mais ser aceitos para fundamentar processo criminal contra o motorista que dirige embriagado.

A decisão esvazia a Lei Seca, já que o teste do bafômetro ou o exame de sangue não são obrigatórios, já que ninguém pode ser coagido a produzir prova contra si.

Por via indireta, o STJ decidiu que o bafômetro deixa de ser um instrumento para salvar vidas e, com isso, deixa à vontade os infratores bêbados para aleijar e matar terceiros – ou a si mesmos(as) – nas vias urbanas e rodovias.

Na rotina do trânsito, morrem cerca de cem pessoas/dia e ficam feridas gravemente mais que o dobro disso. Trata-se de carnificina anunciada. Boa parte desses acidentes são causados por condutores(as) sob influência do álcool.

A Lei Seca em vigor permitiu uma sensível queda nesses números, principalmente, pelas blitz realizadas em todos os quadrantes do país. Essa lei exige uma fiscalização que coíba nível de álcool no sangue acima de determinado índice. Há algumas formas de detectar se esses níveis foram ultrapassados: com bafômetro, via exame de sangue ou visualmente.

Não sou especialista em direito, mas penso ter bom senso. Assim, defendo a tese de que tanto o bafômetro como o exame de sangue são importantes instrumentos para produzir prova A FAVOR – e não contra – os(as) condutores(as) de veículos que seguem as regras de civilidade. Já para quem se recusa a fazer um desses testes, que provariam sua inocência, restam as evidências oferecidas por testemunhas e por policiais.

Para aqueles que dizem que, se isso for possível, os policiais corruptos terão a faca e o queijo na mão para extorquir motoristas, eu digo: bobagem! Basta o condutor se submeter ao bafômetro ou ao exame de sangue para derrubar a tese do policial.

Os que não respeitam a lei têm que ser punidos, é óbvio. Nos países desenvolvidos, a punição amparada por lei é um importante instrumento de educação, por mais estranho que essa frase possa parecer. Mas como punir os(as) alcoolizados(as) ao volante, se eles se recusarem a produzir provas contra si?

Alguém acredita que, após esse resultado no STJ, e até que o recurso à essa decisão seja julgado pelo STF, algum(a) bêbado(a) será punido?

Eu penso que não. Graças à de maioria apertada do STJ, eles continuarão com o seu direito de ferir/matar intocável, num retrocesso civilizatório inaceitável!

Espero que o STF reverta essa decisão o mais rápido possível, e que o Congresso aumente o rigor da Lei Seca, para garantir o nosso direito de não ser ferido ou morto por bêbados ao volante!

José Augusto Valente – Diretor Executivo do portal T1 e da TVT1

Bombardier inicia fabricação de monotrilhos em abril02



Ferroviário Mobilidade Urbana

A Bombardier irá iniciar a produção dos monotrilhos que atenderão a Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo neste mês. De acordo com André Guyvarch, presidente da Bombardier no Brasil, a empresa realizará uma solenidade no dia 14/04 para inaugurar a fábrica de monotrilhos, em Hortolândia, no interior de São Paulo. O evento contará com a presença do governador do estado, Geraldo Alckmin.

Para instalar o centro de tecnologia para a produção de monotrilhos, a fabricante canadense expandiu sua fábrica em Hortolândia, e até o final de 2012 deverá duplicar o número de funcionários na filial brasileira, chegando a 600 pessoas.

O contrato com o Metrô de São Paulo prevê o fornecimento de 54 trens de sete carros, sendo que 27 irão operar no trecho entre Vila Prudente e São Matheus e os outros 27 no trecho entre São Mateus e Cidade Tiradentes, na zona leste da cidade.

Com velocidade média comercial de 35 km/h, 90 segundos de intervalo entre trens e capacidade para transportar 1.000 passageiros por veículo, o monotrilho da Linha 2-Verde deverá atender a uma demanda diária de 550 mil passageiros por dia.

Fonte: Revista Ferroviária

Foto: Divulgação

Vídeo: Campanha sobre segurança nas vias e rodovias

SP: Restrição de caminhões não reduz lentidão na marginal Pinheiros


Ações e Obras Rodoviário

Após prefeitura limitar circulação de caminhões na marginal em setembro de 2010, trânsito até piorou no pico da manhã. Gestão Gilberto Kassab estendeu neste ano as restrições à marginal Tietê, mas ainda não há avaliação do resultado.

Como demonstramos no artigo publicado neste Portal T1, com o título “O vilão do trânsito em São Paulo é o automóvel e não o caminhão!” (clique aqui para ler na íntegra), as restrições à circulação de caminhões não só não melhoraram a fluidez do trânsito em São Paulo, como pioraram na parte da manhã, que é a mais crítica.

Isso por um motivo muito simples: é que o que causa o apagão diário no trânsito em SP é o grande número de automóveis em circulação, e não os caminhões!

Leia o que diz matéria de Cristina Moreno de Castro, publicada hoje na Folha de São Paulo:

“No ano seguinte à implementação da restrição de caminhões na marginal Pinheiros, ocorrida em setembro de 2010, o trânsito da via mudou pouco. Na média, os congestionamentos até aumentaram no rush da manhã. No da tarde, houve só ligeira melhora.

É o que mostra levantamento feito pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) a pedido da Folha.

Desde o dia 5 de março deste ano, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) também restringiu a circulação de caminhões na marginal Tietê sob o argumento de que a medida vai melhorar o trânsito.

Até o momento, não houve balanço oficial da CET sobre melhora ou piora dos congestionamentos na Tietê.

Percepção

Os números obtidos pela Folha sobre os congestionamentos na marginal Pinheiros confirmam percepção de taxistas que trabalham na região. “No começo deu uma aliviada, mas depois o trânsito aumentou de novo”, diz José Moura de Santana, 31, taxista há cinco anos no Brooklin.

“Agora está pior. Tira um caminhão e entram seis carros pequenos no lugar”, diz Vitor Vieira Pinto, 52, taxista há 20 anos no Morumbi.

Essa é justamente a explicação dada por quatro especialistas ouvidos pela Folha : vias que antes eram evitadas pelos motoristas por causa dos congestionamentos acabam ocupadas toda vez que surge um alívio temporário.

“O problema vai se repetir na marginal Tietê”, afirmou Ulysses Carraro, integrante da comissão de trânsito da Associação Nacional dos Transportes Públicos.

Segundo ele, uma melhora inicial ocorre porque, sem caminhões, uma via tem menos chance de ter acidentes.

Até agora, foram aplicadas 138.300 multas a caminhões que desrespeitaram a restrição na marginal Pinheiros.

Na avenida dos Bandeirantes, onde a restrição a caminhões começou juntamente com a da marginal Pinheiros, o trânsito no pico da manhã se manteve praticamente estável no ano seguinte à medida. À tarde, porém, houve uma melhora significativa.

Juntando as médias da marginal Pinheiros e da avenida dos Bandeirantes, a média de congestionamentos no período de pico da tarde teve melhora de 19%. Já no rush da manhã a piora ficou em 5,8%.

Parciais

A CET também dispõe de médias de trânsito no período que vai de setembro do ano passado a março deste ano. A própria companhia de tráfego, no entanto, só usa períodos iguais para fazer comparações de trânsito isso porque a comparação de médias de anos inteiros com a média obtida em um semestre pode acabar distorcida por causa da sazonalidade.

Fonte: Folha de S. Paulo, Por Cristina Moreno de Castro”

Propaganda enganosa - Vídeo sobre o Plano Expansão que deveria ficar pronto em 2010

Em 10 anos, 25% da carga transportada no país será feita por hidrovias



Aquaviário

Diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, prevê crescimento no transporte hidroviário. Atualmente, o modal representa 13% da matriz de transportes no país.

O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, afirmou que em 10 anos, 25% das cargas transportadas no país serão feitas por hidrovias. Atualmente apenas 13% do total de cargas é feita pelo transpote fluvial. A informação foi dada no II Seminário Brasil-Bélgica, realizado hoje (2), em Brasília (DF).

Segundo o diretor, é inaceitável que 66% das cargas sejam transportadas em rodovias. “Precisamos mudar esse percentual e integrar todo o país”. Mais de 85% dos produtos produzidos na Zona Franca de Manaus – Amazonas, são enviados para os grandes centros urbanos por caminhões. “Estamos desenvolvendo junto com a Secretaria de Portos ações que incentivem a cabotagem no país e, consequentemente, descentralizem as cargas do transporte rodoviário”. Ele, também, citou o Porto de Santos como exemplo de estrangulamento na logística do Brasil. “O Porto de Santos recebe diariamente 15 mil caminhões com cargas provenientes de todo o país, o que representa 80% de todos os caminhões que circulam no país.”

Conforme o representante da Antaq, o governo tem desenvolvido muitas ações para fomentar o transporte fluvial no país. As matrizes do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT); o Plano Nacional de Integração Hidroviária (PNIH), que identifica as produções econômicas relevantes nas regiões e os investimentos previstos; e o Plano Geral de Outorgas (PGO) das hidrovias, para mapear as principais bacias e transformá-las em eclusas.

Experiência Belga


Referência de transporte e logística em toda a Europa, a Bélgica possui uma malha hidroviária de 1,4 mil Km nos seus 30,5 quilômetros quadrados de extensão. O Porto de Atuérpia, talvez o mais importante do país, possui um cais de 150Km de extensão e uma malha ferroviária dentro do próprio porto de 1mil Km.

O embaixador da Bélgica, Claude Misson, afirmou que há séculos o país investe em vias hidroviárias. Nas últimas décadas, o país europeu se tornou um dos principais centros logísticos da Europa, principalmente por conta dos investimentos na navegação interior. “A indústria precisa do transporte aquaviário para se desenvolver”, disse.

O superintendente da Navegação Interior da Antaq, Adalberto Tokarsi, afirmou que é possível o país se espelhar na experiência da Bélgica com ações inteligentes, na elaboração de projetos que contemplem a construção de eclusas juntamente com as hidrelétricas e com soluções ambientalmente adequadas para garantir a navegabilidade dos rios.

“Hoje temos apenas 13mil km de vias, economicamente, navegáveis. O Brasil é o país que tem a maior estrutura para ampliar para a navegação interior, são 29 mil Km naturalmente disponíveis. Além do crescimento gradual do volume de cargas no transporte de hidrovias.”

Agência T1, Por Bruna Yunes.

Foto: Divulgação