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São Paulo, São Paulo, Brazil
O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ponte aérea faz Viracopos crescer acima da média nacional no semestre


Aeroporto teve 22,87% a mais de passageiros de janeiro a junho deste ano.Usuários reclamam de atrasos nos voos e falta de praça de alimentação.


Do G1 Campinas e Região

A facilidade de ponte aérea é o principal motivo apontado para o crescimento acima da média nacional em número de passageiros no Aeroporto de Viracopos de Campinas (SP), segundo a Infraero. No primeiro semestre deste ano, segundo registro do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), a alta foi de 22,87%, em relação ao mesmo período do ano passado, e chegou a 4,28 milhões de passageiros.
Saguão de embarque do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP) (Foto: Reprodução EPTV)Aeroporto de Viracopos (Foto: Reprodução EPTV)
O crescimento é referente ao movimento de voos domésticos e mostra os aeroportos do Galeão no Rio de Janeiro (RJ) e Confins, em Belo Horizonte (MG) em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Já o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), aparece em quarto lugar, com 13,6%.
A facilidade de locomoção atrai para Viracopos profissionais da região que viajam a trabalho, como a gerente de contas Nathália Berto Jardim, de Piracicaba (SP). Ela passa pelo aeroporto com frequência e diz que economiza tempo viajando quando embarca ou desembarca em Campinas.
ProblemasFacilidade por um lado, problemas por outro. "O aeroporto conta apenas com um único restaurante de grande porte e o viajante que decide comer ali acaba enfrentando filas imensas", afirma Nathália. Os frequentes atrasos nos voos e falta de informação também prejudicam os passageiros, segundo ela.
DestinosO principal destino de quem decola em Viracopos é o Rio de Janeiro (RJ), segundo a Azul Linhas Aereas, que tem a maior operação no aeroporto. De acordo com a empresa, quem mora no interior encontra maior facilidade para fazer a ponte aérea, sem a necessidade de se deslocar até os aeroportos de São Paulo (SP), para compromissos profissionais ou para turismo. Em segundo lugar, aparece Belo Horizonte (MG) como destino mais procurado, seguida por Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).
De acordo com dados da Infraero, passaram 780 mil pessoas a mais por Viracopos entre janeiro a junho deste ano, comparado com o primeiro semestre de 2011. O número de embarques e desembarques são equilibrados - a média de junho foi de 144 pousos e 144 decolagens por dia. Durante esse período, quase 10 mil aeronaves passaram por Viracopos, entre cargueiras e de passageiros.
Ampliação
A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, que venceu a concorrência pública para administrar o aeroporto, informou que as obras de ampliação devem começar ainda no mês de agosto. A concessionária aguarda licença ambiental expedida pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) para o início das obras. Segundo a assessoria de imprensa da concessionária, o processo está em fase final. No início deste ano, a companhia ambiental já havia emitido uma licença prévia que confirmava que o projeto era ambientalmente viável.
O consórcio, formado pela operadora francesa Egis, Triunfo e UTC, aguarda autorização do plano de transferência emitida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para assumir a administração do aeroporto. A expectativa é que o plano seja autorizado ainda este mês, e então a concessionária tem um prazo de 90 dias para assumir.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Trem da CPTM apresenta defeito e afeta circulação na Linha 9 em SP


Problema foi registrado às 8h33 e situação foi normalizada por volta das 9h. Mais cedo, falha em porta de Metrô causou lotação em plataformas.


Do G1 SP
Uma composição da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) apresentou um defeito quando trafegava pela Linha 9 - Esmeralda, por volta das 8h33 desta quarta-feira (8). A falha de tração no trem ocorreu na Estação Morumbi no sentido Osasco. A situação foi normalizada por volta das 8h50, mas às 9h a plataforma ainda estava lotada.
De acordo com a CPTM, ao apresentar problema de tração, o trem teve que ser esvaziado. Usuários precisaram aguardar pelo próximo trem, mas o defeito na composição foi resolvido já na Estação Berrini, pelo próprio maquinista, segundo a Companhia.
Mais cedo, na Linha 1 - Azul do Metrô, passageiros também enfrentaram problemas. Uma falha no sistema de portas em um trem na Estação Tiradentes, sentido Jabaquara, causou a interrupção na circulação na linha entre 7h37 e 7h43. A situação já foi normalizada, segundo o Metrô.
Às 9h, Estação Morumbi da CPTM ainda tinha plataforma lotada (Foto: Nathália Duarte/G1)Às 9h, Estação Morumbi da CPTM ainda tinha plataforma lotada (Foto: Nathália Duarte/G1)

SP: usuários do trem e metrô enfrentam transtornos nesta manhã


Passageiros das linhas 1-Azul, do Metrô, e da 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), passaram por transtornos na manhã desta quarta-feira, devido a falhas nos veículos.
Uma composição da Linha 9 apresentou avaria de freios por volta das 8h30, e o trem teve de ser esvaziado na estação do Morumbi. A situação foi normalizada cerca de 20 minutos depois. A composição seguiu vazia para embarcar usuários em Berrini. O trem seguia para Osasco.
Mais cedo, duas falhas aconteceram na Linha 1 do Metrô. Segundo a empresa, elas foram pontuais, a primeira foi das 7h às 7h08, e a seguinte, das 7h37 às 7h44. A companhia informa que os passageiros foram alertados pelo site do Metrô e pelo sistema de som das estações e trens. A situação foi reparada por volta das 8h30.

Transporte clandestino funciona perto do metrô


A poucos metros da Estação Armênia, vans e carros de passeio oferecem viagens para cidades vizinhas de SPFERNANDO GRANATO
fernando.granato@diariosp.com.br
Van clandestina pega passageiros nas proximidades da Estação Armênia do MetrôRicardo Oliveira/Diário SPVan clandestina pega passageiros nas proximidades da Estação Armênia do Metrô
Na calçada de uma pacata rua, a poucos metros da Estação Armênia do Metrô, na região central de São Paulo, funciona um miniterminal pirata de transporte clandestino. Ali, vans e carros de passeio encostam para levar passageiros para municípios vizinhos à capital como Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos. 
Os passageiros fazem fila e uma mulher, com um telefone celular, chama o carro quando a lotação está completa. Enquanto isso, outro homem fiscaliza as ruas em volta, com uma moto, para certificar de que não há fiscalização por perto. 

O movimento começa perto das 17h e vai até as 20h. Grupinhos vão se formando e carros param a todo o instante.  “Isso aqui virou um terminal pirata a céu aberto”, disse Joilson Dias, que trabalha em um depósito de materiais de construção próximo ao “ponto”.

José Martins, que utiliza os serviços mesmo sabendo da ilegalidade, afirma que essa é a única opção de transporte para onde vai, Mogi das Cruzes. “Eles trabalham de maneira correta. Sem  os clandestinos a gente não teria ônibus para viajar”, afirma. Na verdade, há serviços regulares de ônibus para Mogi na Rodoviária do Tietê, no Brás e na própria Armênia, além dos  trens da CPTM. 

A Prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Transportes, por meio do DTP (Departamento de Transportes Públicos) e da SPTrans,  realiza constantes fiscalizações com o objetivo de coibir o transporte irregular de passageiros por veículos clandestinos. “De janeiro a abril de 2012, o trabalho de fiscalização a veículos das modalidades escolar, fretamento, táxi e lotação resultou em 35.523 fiscalizações, sendo apreendidos 336 clandestinos”, diz a nota.

O principal risco para o usuário desse tipo de transporte é a falta de segurança. Como o motorista não possui qualquer registro ou autorização pública para transportar passageiros, não é possível identificá-lo para prestar  queixas, além de colaborar com uma pessoa que está burlando o sistema. O outro problema pesa no bolso do consumidor, uma vez que o transporte clandestino não possuiu o validador do Bilhete Único, que permite a integração em até quatro ônibus pagando somente uma passagem e a integração com a rede metroferroviária. 

Vans foram legalizadas
A partir de 2003, o serviço de “lotação”, antes clandestino, passou a ser feito por cooperativas que participaram de uma  licitação  e viraram permissionárias do sistema de transporte coletivo. Agora elas atendem as linhas locais com micro-ônibus.
Para aumentar a oferta de lugares, a partir de 2008 as cooperativas  trocaram os veículos menores por mini e micro-ônibus, que têm maior capacidade de transporte. Na periferia da cidade eles fazem a ligação entre os bairros mais distantes e os terminais de ônibus.
Izabel Gabriel, que é diarista, viaja todos os dias duas horas na linha Terminal Bandeira/Terminal Varginha, na Zona Sul. Quando chega, pega um micro-ônibus, que vai deixá-la 25 minutos depois onde mora, no Jardim São Norberto.
“Se não fosse o micro-ônibus, teria de ir a pé”, disse ela, enquanto esperava uma pequena multidão entrar no veículo .

terça-feira, 7 de agosto de 2012

ANTT fixa regras para transporte rodoviário de deficientes


Procedimentos se relacionam a embarque e desembarque e atendimento.
Entre exigências está disponibilidade de cadeira de rodas.



A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou no “Diário Oficial da União” desta terça-feira (7) a resolução nº 3.871, que estabelece procedimentos que devem ser adotados pelas empresas transportadoras para assegurar condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida na utilização dos serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. A resolução entra em vigor 30 dias após a publicação.
De acordo com a resolução, os passageiros com deficiência ou com mobilidade reduzida têm direito a receber tratamento prioritário e diferenciado nos serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros, sem que haja cobrança de valores, tarifas ou acréscimos relacionados ao cumprimento da norma.
As prestadoras de serviço de transporte rodoviário deverão adotar as providências necessárias para assegurar instalações e serviços acessíveis; providenciar os recursos materiais e pessoal qualificado para prestar atendimento prioritário; divulgar, em local de fácil visualização, o direito a atendimento prioritário de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida; proceder à adequação de todos os sistemas de informações destinados ao atendimento de pessoas com deficiência, inclusive auditiva ou visual, garantindo-lhes condições de acessibilidade; dispor de veículos equipados com dispositivos sonoros ou visuais, facilmente identificáveis e acessíveis, em todos os assentos reservados preferencialmente a passageiros com deficiência ou com mobilidade reduzida, que permitam a sinalização de necessidade de atendimento ao condutor do veículo.
A frota total de veículos das transportadoras deverá ser fabricada ou adaptada de acordo com as normas. Até 2 de dezembro de 2014, as condições de acessibilidade para veículos utilizados exclusivamente para o serviço de fretamento serão exigidas somente daqueles fabricados a partir de 2008. Após a data estipulada, as condições de acessibilidade serão exigidas da totalidade da frota.
As transportadoras deverão atualizar o cadastro de veículos no sistema informatizado da ANTT, indicando as especificações de acessibilidade existentes e o respectivo equipamento utilizado para o embarque e desembarque, no prazo de 180 dias a contar da data de publicação da resolução.
Embarque e desembarque
As transportadoras deverão garantir o embarque e desembarque dispondo de pelo menos um dos seguintes dispositivos: passagem em nível da plataforma de embarque e desembarque do terminal (ou ponto de parada) para o salão de passageiros; dispositivo de acesso instalado no veículo, interligando-o com a plataforma; dispositivo de acesso instalado na plataforma de embarque, interligando-a ao veículo; rampa móvel colocada entre veículo e plataforma; plataforma elevatória; ou cadeira de transbordo.
Os passageiros portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida deverão ainda ter acesso aos seus equipamentos e ajuda técnica nos locais de embarque e desembarque de passageiros e em todos os pontos intermediários de parada, entre a origem e o destino das viagens.
Para o embarque ou desembarque, os veículos deverão ter piso baixo; ou piso alto com acesso realizado por plataforma de embarque/desembarque; ou piso alto equipado com plataforma elevatória veicular.
Os passageiros com deficiência ou com mobilidade reduzida deverão comparecer, por seus próprios meios de locomoção, ao local de embarque designado pela transportadora, bem como providenciar o seu deslocamento, após o desembarque.
O embarque será preferencial em relação aos demais passageiros, e no destino final, o desembarque deverá ser posterior ao dos demais passageiros, exceto os casos de passageiros com cão-guia, quando essa prioridade poderá ser invertida.
O passageiro com deficiência visual poderá ingressar e permanecer no veículo com o cão-guia, que será transportado gratuitamente, no piso do veículo, perto do portador de deficiência. O acesso do animal se dará por meio de identificação de cão-guia, carteira de vacinação atualizada e equipamentos (coleira, guia e arreio com alça), dispensado o uso de focinheira.
Informações
As transportadoras deverão informar aos passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida, quando solicitadas, por meio de dispositivo sonoro, visual e tátil, obrigatoriamente nos terminais e pontos de seção, sobre os seguintes aspectos: atendimento preferencial; aquisição e pagamento de bilhete ou de créditos de viagem; identificação de linha; categoria do veículo; itinerário; tarifa; tempo de viagem; locais de embarque e desembarque; serviços de auxílio para embarque e desembarque; locais de parada; tempo de parada; serviço de transporte de bagagens; serviço de transporte de tecnologia assistida: cadeira de rodas, muletas, andador e outros; acesso e transporte de cão-guia; e procedimentos em situações de emergência. Além disso, o nome ou marco referencial do próximo ponto de parada serão informados, simultaneamente, de forma sonora (locução) e visual (texto ou símbolo).
As transportadoras terão em todos os pontos de venda, próprios ou terceirizados, localizados ou não em terminais rodoviários, pelo menos um balcão de atendimento adequado às normas técnicas de acessibilidade.
A pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida deverá indicar eventuais necessidades de atendimento especial durante a viagem com antecedência mínima de 3 horas do horário de partida do ponto inicial do serviço. Assim, é recomendável que o passageiro se apresente com antecedência mínima de 30 minutos do horário de partida da sua viagem no local designado pela transportadora.
Caso o passageiro com deficiência ou mobilidade reduzida precise utilizar o sanitário durante a viagem, deverá comunicar à tripulação, para que, caso necessário, possa utilizar as
instalações do posto de serviços mais próximo.
Cadeiras de rodas
As transportadoras devem disponibilizar, em local de fácil acesso, cadeira de transbordo a quem utiliza cadeira de rodas nos terminais de embarque e desembarque de passageiros e em todos os pontos intermediários de parada, entre a origem e o destino das viagens. Esse equipamento deverá ser providenciado pela transportadora isoladamente ou em conjunto com as demais empresas que operem na localidade, em quantidade suficiente para atender com o devido conforto a todos os usuários. Em caso de pane do veículo, deverá haver cadeira de transbordo disponível para a transferência.
Somente poderá ser utilizada a cadeira de rodas do próprio passageiro para a realização da viagem quando o veículo possuir os equipamentos necessários que garantam a sua segurança e comodidade.
Assentos reservados
Os ônibus de características urbanas deverão ter 10% dos assentos disponíveis para uso das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, sendo garantido o mínimo de 2 assentos, preferencialmente localizados próximos à porta de acesso, identificados e sinalizados conforme normas técnicas de acessibilidade da ABNT.
Se os assentos identificados forem ocupados por passageiros com deficiência pagantes, a transportadora deverá disponibilizar outros assentos para atender ao beneficiário do Passe Livre. Os assentos reservados somente poderão ser oferecidos aos demais passageiros quando não restarem outros assentos disponíveis.
Equipamentos
Todos os equipamentos e ajuda técnica de uso dos passageiros com deficiência ou com mobilidade reduzida não serão considerados bagagem, sendo obrigatório, gratuito e prioritário o seu transporte, mesmo que excedam os limites máximos de peso e dimensões de bagagem.
Equipamentos que extrapolem as dimensões e pesos especificados em resolução da ANTT e que necessitem de cuidados especiais para o transporte devem ser informados à transportadora com antecedência mínima de 24 horas do horário de partida do ponto inicial do serviço.

Na hipótese de equipamento não ser compatível com o bagageiro, o passageiro deverá providenciar o seu transporte, arcando com as despesas decorrentes.

DIA DECISIVO PARA O CASO BUSSCAR


Busscar
Linha de Produção está em atividade na Busscar, mas com uma quantidade ainda baixa de veículos. Desde outubro do ano passado, quando foi apresentado um plano de recuperação pela empresa, cerca de 250 ônibus foram feitos. A Busscar tinha previsto para este ano, 1,8 mil carrocerias. Nesta terça-feira, Assembléia Geral de Credores pode decidir a decretação ou não da falência de uma das mais tradicionais fabricantes do setor no Brasil. Foto: RBS.
Dia decisivo para o Caso Busscar
Assembleia de credores vai determinar se encarroçadora terá ou não a falência decretada pela Justiça
ADAMO BAZANI – CBN
Esta terça-feira, dia 07 de agosto de 2012, será um dia decisivo para o caso Busscar e também para a história dos transportes no Brasil.
Será realizada no Centreventos Cau Hense, a Assembléia Geral de Credores que vai analisar o último plano de recuperação da empresa que foi uma das maiores encarroçadoras de ônibus do País.
Se os credores rejeitarem as propostas, o juiz titular da 5ª Vara Cível, Maurício Cavalazzi Povoas, pode decretar a falência da fabricante de carrocerias.
Já é a terceira versão de um plano de recuperação da Busscar.
A decisão poderia ser tomada no dia 22 de maio, data da última assembleia, que foi suspensa pelo juiz por conta do tumulto na hora da votação e da apresentação de interessados pela compra da empresa. A suspensão serviu para dar mais uma oportunidade para a companhia.
A Busscar já acumula mais de 26 meses de salários e direitos trabalhistas atrasados. A empresa que tinha cerca de 5 mil funcionários tem agora aproximadamente 900 empregados, dos quais os operários que ainda são ligados à empresa recebem semanalmente pelos serviços que fazem.
Todos os cerca de 5 mil trabalhadores, entre os que se desligaram e os atuais, têm algo a receber da Busscar, mesmo que proporcionalmente ao tempo entre quando a Busscar deixou de pagar e suas datas de desligamento da companhia.
As dívidas da Busscar ultrapassam R$ 800 milhões, entre bancos, credores e fornecedores. Se somados débitos tributários, a Busscar deve cerca de R$ 1,3 bilhão.
As projeções de produção e receita da Busscar no novo plano de recuperação, protocolado na semana passada e que será votado a partir das 15 horas desta terça-feira, são basicamente as mesmas.
A Busscar prevê para este ano uma produção de 1,8 mil carrocerias com receita de R$ 335,6 milhões.
Mas as estimativas são contestadas. Em pleno mês de agosto, a encarroçcadora produziu apenas aproximadamente 250 carrocerias desde o início da recuperação judicial em outubro do ano passado. A Busscar diz que conta com um financiamento de exportações de ônibus para a Guatemala, que o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social liberaria. Mas não há data para o plano se tornar concreto.
O que mudou no plano foi em relação ao pagamento dos débitos trabalhistas. A empresa propõe pagar parte das dívidas com ações da companhia.
A proposta não foi bem recebida pelo Sindicato dos Mecânicos de Joinville, representante dos trabalhadores.
A entidade contesta o fato de as ações não serem bem vistas e não terem valor no mercado por conta da situação da Busscar.
Além disso, a forma de pagamento das ações também não teria agradado os sindicalistas.
Inicialmente, a Busscar propunha pagar as dívidas trabalhistas em até 36 meses, o que fere a Lei de Recuperação Judicial. Agora, a Busscar apresenta a possibilidade de pagar metade das dívidas num prazo de carência de seis meses e outra metade em forma de ações. O trabalhador pode revender as ações para a Busscar. Mas com isso, deixa de haver uma relação trabalhista, que passa a ser de mercado e aí, a Busscar terá os mesmos 36 meses para pagar os valores referentes às ações.
O Sindicato dos Mecânicos deve votar contra.
Está no processo uma Proposta de Modificação e Consolidação ao Plano assinada pelas credoras RR, Prata (dos tios de Cláudio Nielson, não tendo nenhuma relação com a Expresso de Prata) , Garytrans e Icomabra.
As empresas propõem a venda da Busscar em até 120 dias. Passado este prazo a Busscar iria para leilão de acordo com estas propostas.
Os débitos com os trabalhadores seriam pagos à vista, mas seriam mantidos os descontos previstos pela proposta oficial da Busscar.
Possíveis compradores interessados pela encarroçadora não faltam. Entre eles, o grupo chinês Shandong Heavy Machinery Group.
A família Nielson, fundadora e proprietária até hoje da Busscar, não quer vender a empresa inicialmente e diz que acredita na recuperação da encarroçadora.
A Asssembleia a ser comandada pelo administrador judicial, Rainoldo Uessler, deve ser mais organizada que a de 22 de maio, porém deve durar horas.
Isso porque até a decisão final haverá várias etapas a ser seguidas.
As deliberações já foram apresentadas em maio, mas a empresa e os credores (que são muitos) terão 15 minutos cada para se pronunciarem.
Dependendo das dúvidas e sugestões dos credores, a empresa pode se manifestar de novo.
A votação será por uma espécie de urna eletrônica, com as opções SIM e NÃO. O voto SIM aprova a Proposta da Busscar e o NÃO aprova a decretação da falência.
Haverá dois telões que darão o resultado, inclusive o parcial, em tempo real.
Pela quantidade de credores, o que deve incluir centenas de trabalhadores na Assembleia, só as votações devem durar mais de quatro horas.
As dificuldades na Busscar começaram em 2008. A empresa alega que sentiu a crise econômica mundial, que teve origem nos papéis imobiliários nos Estados Unidos e provocou restrição de créditos e financiamentos em todo o mundo.
Já os críticos da Busscar afirmam que a empresa foi mal administrada e que a crise de 2008 foi reflexo de uma crise anterior, entre 2001 e 2003, da qual a empresa não teria se recuperado plenamente e por isso sentiu mais fortemente as instabilidades econômicas mundiais.
Nesta terça-feira pode ser escrito capítulo final do Caso Busscar.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Acidente fere dois e bloqueia faixa de via no Ipiranga, em SP


Duas pessoas ficaram feridas na manhã desta segunda-feira em um acidente que envolvei dois carros na rua dos Patriotas, na região do Ipiranga, na zona sul de São Paulo. Por volta das 10h30, uma faixa da via permanecia interditada na altura da rua Cipriano Barata, sentido único.
Veja as condições do trânsito em tempo real
Apesar do bloqueio na via, o maior trecho de congestionamento registrado na cidade estava na avenida Washington Luís, no sentido centro. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), as filas estavam concentradas entre a rua Sócrates e o viaduto João Julião da Costa Aguiar.
Outras vias com trechos de lentidão no horário eram a marginal Pinheiros (sentido Interlagos), a avenida dos Bandeirantes (sentido marginal) e o corredor norte-sul (sentido aeroporto).
Em toda a cidade de São Paulo havia 58 km de congestionamento, o que corresponde a 6,7% dos 868 km de vias monitoradas. O índice estava abaixo da média do horário, que é de 9,4%. A pior região era de 26 km de lentidão.
Segundo o serviço da empresa MapLink, usado pela Folha, a cidade tinha 301 km de filas.