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- Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana PT-SP
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- O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Consórcio Intermunicipal Grande ABC e CPTM convidada para audiência pública
Segunda-feira (27/02) o Consórcio Intermunicipal Grande ABC e a CPTM fazem audiência pública a partir das 18 horas.
O Consórcio Intermunicipal Grande ABC convidada para a audiência pública com a CPTM para debater a alteração da parada final da linha 10 – Turquesa da Estação da Luz para estação do Brás.
Serviço:
Data: 27/02 (segunda)
Horário: a partir das 18 horas
Local: Câmara Municipal de Santo André – Praça IV Centenário –Centro.
Carlos Grana faz campanha pelo bilhete único metropolitano
Campanha que apoia projeto de integração no transporte vai de Santo André para outras cidades.
A campanha do deputado estadual e pré-candidato a prefeito pelo PT de Santo André, Carlos Grana, pela criação do Bilhete Único Metropolitano já conta com 3 mil assinaturas de moradores. A proposta, de autoria do petista, tramita na Assembleia Legislativa desde abril do ano passado, e envolve a integração de linhas de ônibus, metrô e trens em toda a Região Metropolitana.
A campanha com o abaixo-assinado iniciou por Santo André, mas será estendida aos demais municípios da Grande São Paulo. Em Santo André, quatro tendas foram montadas. Uma delas fica na rua Coronel Oliveira Lima, principal centro comercial da cidade.
Grana disse estar otimista com o trâmite da proposta, que está na Comissão de Transportes da Assembleia. “Na última semana, tive uma audiência com secretário estadual Transportes (Jurandir Fernandes) e saí bastante otimista com relação ao conceito que a Secretaria do Estado está trabalhando, que é criar as condições de ter o bilhete único metropolitano, que integre todo sistema com metrô, ônibus e trem”, afirmou.
O deputado estadual até citou a recente criação do Cartão BOM (Bilhete Ônibus Metropolitano), que possibilita ao usuário do trólebus o acesso a toda a rede de transporte que envolve mais de 5 mil ônibus intermunicipais em circulação diária, além de linhas CPTM e do metrô.
Desde 31 de janeiro, os passageiros do corredor ABD de trólebus, que liga os terminais São Mateus ao Jabaquara, passando por São Bernardo, Santo André, Mauá e Diadema, podem fazer o cadastramento do cartão BOM.
O deputado disse ser importante que cada cidade implemente seu bilhete único. De acordo ele, alguns municípios têm avançado na questão e citou Mauá, São Caetano e Diadema. “Infelizmente, Santo André ainda não tomou nenhuma medida”, afirmou.
Deputado diz que Sto.André está parada - Para o deputado estadual Carlos Grana, o município de Santo André está paralisado com relação à integração no transporte. “A cidade parou de crescer. A cidade parou de ser protagonista de políticas públicas como foi nos governos de Celso Daniel e João Avamileno. Na área de transporte urbano, não apresentou nada e isso é o símbolo de um governo paralisado”, criticou Grana.
A administração do prefeito Aidan Ravin (PTB) foi procurada para rebater as críticas, mas até o fechamento dessa edição não havia dado retorno para se posicionar sobre o assunto.
Quanto ao bilhete único, o prefeito ainda disse, em outubro do ano passado, que iniciaria negociação com os donos de empresas de ônibus da cidade. De acordo com o prefeito, a intenção é que os empresários recebam subsídios para evitar o aumento no valor da passagem e eventual colapso no transporte.
Aidan informou, na ocasião, que nos últimos anos houve um acréscimo de 600% no número de pessoas beneficiadas pela gratuidade no transporte e citou entre elas 91,6 mil idosos acima de 60 anos. O chefe do Executivo disse que a cada ano, são 9 mil pessoas a mais que se beneficiam da gratuidade.
Fonte: Jornal ABCD Maior
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
No Rio, VLT será o principal transporte da Região do Porto
Integrar diversos modais de transportes – como trens, metrô e barcas – e reduzir gradativamente a quantidade de itinerários de ônibus nas ruas do Porto estão entre os principais objetivos das seis linhas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que a Prefeitura do Rio irá implantar na região até 2016.
O projeto, ainda em fase de estudos, prevê a ligação por bondes modernizados entre pontos-chave como a Rodoviária Novo Rio, a Central do Brasil, a estação da Praça 15 e o Aeroporto Santos Dumont. Todas as composições terão ar condicionado e acessibilidade para pessoas com deficiência nas paradas.
– No futuro nós teremos um Porto sem ônibus, com os ônibus chegando em terminais: os que vêm da Zona Norte em um, os que vêm da Zona Sul em outro; e na região, um trajeto feito pelo VLT, de bicicletas, de carro ou a pé. A ideia é que haja uma extinção da linhas de ônibus no futuro. Claro que isso será feito de maneira gradativa e estruturada – planeja Jorge Arraes, presidente da CDURP (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto), ambicionando um futuro sem os engarrafamentos hoje comuns no local.
A capacidade vai variar de acordo com a demanda, mas os trens terão um limite de 450 passageiros em cada composição. A malha do VLT terá 52 km, com 42 estações – sendo três principais, maiores e fechadas, para fazer as ligações com outros modais. As demais estações serão pontos de parada, abertos e com entrada livre, com a validação dos bilhetes feita dentro das composições.
– A previsão é que a implantação seja feita em três fases. Nós vamos construir na primeira fase uma linha-teste que ligará a futura Vila de Mídia, a Rodoviária e o Santo Cristo. Uma outra linha, essa operacional, sairá do Campo de Santana até as barcas, via Rua 7 de Setembro – explica Luiz Lobo, diretor operacional da CDURP.
Dessa forma, algumas localidades do Centro do Rio, além do Porto, também serão beneficiadas, como a Praça Tiradentes e a Cinelândia – esta, favorecida pelas linhas que passarão ao longo da Avenida Rio Branco. O projeto foi organizado de forma a ter duas linhas funcionando até a Copa do Mundo de 2014; quatro até 2015 e 100% do trajeto até as Olimpíadas de 2016.
O VLT vai reurbanizar áreas até então degradadas e esquecidas da Região do Porto, como a Rua Pedro Ernesto, onde fica o Centro Cultural José Bonifácio (em fase de reformas), e o antigo Túnel da Providência, que será utilizado para a passagem de uma das linhas dos modernos bondes. Em alguns trechos, o VLT dividirá espaço com outros veículos, o que Arraes não acredita ser um problema.
– Trata-se de um processo de adaptação cultural. O Rio de Janeiro tem uma tradição do uso do bonde, e o VLT nada mais é do que um bonde. Anda em baixa velocidade e terá uma sinalização bem adequada para isso. Nos trechos onde ele necessariamente terá de conviver com os veículos, essa sinalização será maior – detalha Arraes, descrevendo o VLT como um veículo moderno carregando as tradições do passado.
Fonte: Cidade Olimpica
Governo de São Paulo anuncia mais 4,5 km de obras na Linha 2-Verde do Metrô
O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira o início de mais obras de extensão da Linha 2-Verde. O trecho a ser construído tem cerca de 4,5 km e vai da estação Oratório até o cruzamento com a avenida Sapopemba, na região sudeste da capital paulista.
O plano total de extensão da linha prevê a ligação da estação Vila Prudente ao bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste - uma extensão de 24,5 km - e tem prazo final de entrega para 2016. O empreendimento é orçado em R$ 4,9 bilhões, incluindo as obras civis, equipamento elétrico e trens. O primeiro trecho, Vila Prudente-Oratório, de 2,9 km, já está em implantação. Posteriormente, a obra seguirá de Oratório a São Mateus, com extensão de 10,1 km e oito estações. O trecho final, de São Mateus a Hospital Cidade Tiradentes, terá sete estações e 11,4 km de extensão.
O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), durante a inspeção das obras da estação e do pátio Oratório, que também fazem parte da extensão da Linha 2-Verde, em monotrilho. Segundo o governo, no dia 10 de janeiro, o Metrô recebeu a Licença Ambiental de Instalação para a construção.
"Nós vamos entregar o ano que vem Oratório: estação e pátio. Aliás, duas estações: estação Vila Prudente e a estação Oratório. Depois, 2014, mais oito estações. Chegaremos a São Mateus. Então, já temos aí 10 estações. E ficam mais sete pra 2016", afirmou Alckmin após a vistoria.
A inauguração do primeiro trecho do monotrilho da Linha 2-Verde, em construção entre Vila Prudente e Oratório, está prevista para 2013. O segundo trecho, até São Mateus, deverá iniciar funcionamento em 2014 e a chegada à Cidade Tiradentes, em 2015. Segundo o governo, quando o monotrilho estiver em operação, os moradores da zona leste poderão ir de Cidade Tiradentes a Vila Prudente em 50 minutos - atualmente, o percurso de transporte público leva cerca de duas horas.
As obras da estação Oratório, que terá 5 mil m² de área construída, tiveram início em abril de 2010. Atualmente, 139 operários executam as lajes da plataforma e mezanino. O governo estima que mais de 9 mil passageiros por dia passem pela estação, que terá dois acessos e um bicicletário com 50 vagas para cada um.
Monotrilho
A ligação entre Vila Prudente e Tiradentes será feita por monotrilho - veículos sobre rodas que circulam em via elevada entre 12 m e 15 m de altura. O Metrô justificou a opção pelo sistema, em detrimento do transporte subterrâneo, porque o monotrilho tem menor tempo de implantação, minimiza a necessidade de desapropriações e sua capacidade (transportar 48 mil passageiros por hora em cada sentido) é compatível com a demanda.
A extensão da Linha 2-Verde avançará ao longo das avenidas Luiz Inácio de Anhaia Mello, Sapopemba, Metalúrgicos e estrada do Iguatemi.
A velocidade do monotrilho, segundo o governo, é semelhante ao metrô convencional (máxima de 80 km/h e média operacional de 36 km/h). O sistema funciona por energia elétrica e, como o veículo roda sobre pneus, faz menos barulho em relação ao metrô.
Fonte: Terra
TCU libera edital de licitação para trecho norte do Rodoanel
O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou o edital de licitação para a construção do trecho norte do Rodoanel paulista.
O projeto estava bloqueado desde o mês passado devido a questionamentos feitos por empresas interessadas na obra.
As queixas também haviam sido acatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que decidiu liberar o processo na quarta-feira.
Com aproximadamente 44 quilômetros de extensão, o trecho norte do Rodoanel foi dividido em seis lotes.
O custo das obras é estimado em R$ 4,85 bilhões, com parte do valor financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de orçamentos dos governos estadual e federal.
O projeto, que faz parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deverá receber R$ 594 milhões neste ano por meio de recursos federais.
Em análise preliminar, o TCU decidiu suspender o edital de pré-qualificação para a licitação por entender que havia riscos de o texto apresentar exigências que poderiam restringir a competitividade da concorrência pública.
Entre as reclamações está a necessidade de os interessados comprovarem as exigências de capacidade financeira pelo prazo de cinco anos.
O pedido de suspensão foi apresentado pela construtora Equipav. No caso do TCE, o pleito foi assinado pelas empresas Galvão Engenharia e Toniolo, Busnello.
“No que concerne à necessidade de se comprovar os critérios de capacidade financeira por um período de cinco anos, não nos parece descabida tal iniciativa, uma vez que, tradicionalmente o BID exige o período de cinco anos, podendo ser reduzido a um mínimo de três anos, sob circunstâncias especiais. Portanto, não estaria a restringir a competitividade do certame”, disse o ministro-relator do processo, Raimundo Carreiro.
A liberação do TCU foi condicionada à exigência para que a estatal Desenvolvimento Rodoviário (Dersa) disponibilize, imediatamente, o projeto básico integral da obra, estudo que terá de incluir o orçamento-base da empreitada.
O trecho norte do Rodoanel vai cruzar os municípios de Guarulhos, Mairiporã, Franco da Rocha, Caieiras e São Paulo.
O trecho sul, que interliga as rodovias Anchieta e Imigrantes com o trecho oeste, em Embu, está em operação desde 2002 e faz conexão com as rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Bandeirantes e Anhanguera.
Quando estiver totalmente concluído até 2014, o traçado alcançará uma extensão total de 176 quilômetros.
Fonte: Valor Econômico
Foto: Reprodução/TV Band
Tarifa-teto de ônibus deve cair com leilão
As novas regras de operação para os ônibus interestaduais, previstas para entrar em vigor após leilão a ser realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), devem baratear as passagens em 11% em média, segundo o órgão do governo.
No entanto, nove dos 60 lotes com linhas que serão ofertadas às empresas apresentam previsão de aumento de 3%, com todos eles passando por Estados do Sul e Sudeste do país, onde há maior concentração de passageiros.
O leilão, previsto para acontecer em abril, após a definição do edital de licitação, vai dividir os lotes em 18 grupos.
A separação, segundo a ANTT, vai ajudar a baratear o custo da tarifa-teto por quilômetro rodado, que hoje é de R$ 0,12 e vale para todo o país. A ideia do novo modelo para o preço das passagens é dar peso regional às tarifas.
Os custos com mão de obra, combustível, manutenção de equipamentos e inflação serão computados com base na cesta da região da linha ao invés de dados nacionais, como é praticado atualmente.
A descentralização do cálculo explica os lotes com previsão de aumentos. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro possuem dois grupos que somam nove lotes com a estimativa de 3% de acréscimo, enquanto Minas Gerais e Espírito Santo contam um grupo em que passam cinco lotes.
Esses Estados têm custos mais altos quem impactam a tarifa. Amazonas, Sergipe e Roraima, por exemplo, têm a maior previsão de queda: 17%.
As estimativas foram feitas antes do término das consultas públicas, previsto para o início de março.
Para a superintendente da ANTT, Sonia Haddad, além do novo cálculo, a economia de escala garantida pelo novo modelo de concessão de licenças vai ajudar a baratear e melhorar o serviço como um todo.
“Como a operação vai ser por lote, vão poder planejar melhor o custos. Além da racionalização e do novo coeficiente tarifário, haverá mais segurança jurídica”, disse, antes de audiência publicada realizada em São Paulo.
As empresas que quiserem participar do leilão terão que se enquadrar nos requisitos mínimos impostos pela ANTT, como frota com mínimo de 30 ônibus.
Vai poder operar no lote a empresa que oferecer o maior desconto médio na tarifa-teto. “Os preços vão partir do cálculo que fizemos.”
A divisão dos lotes não agradou as grandes empresas que operam no mercado. Claudio Nelson Abreu, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), presente à audiência pública, afirmou que a nova configuração vai dificultar a adaptação das vencedoras.
“Muitas operam com linhas que passam por três, quatro lotes. Você pode concorrer a todos, mas só levar um. Então você para de operar no resto e fecha as outras garagens? Isso vai desmontar toda a economia de escala com que elas trabalham.”
Uma vez assinado o contrato de concessão, a empresa ou o consórcio vencedor vai ter até seis meses para se adequar às novas regras, como frota com idade média de cinco anos e idade máxima de dez anos para cada ônibus.
Pela nova divisão, as empresas que operarem em linhas mais rentáveis vão ter que apresentar o mesmo nível de serviço em outras, com fluxo menor de passageiros.
Fonte: Valor Econômico
Trem São Paulo-Campinas já está em fase de estudo
Muito antes de o trem-bala se tornar realidade, são grandes as chances de Campinas se ligar a São Paulo por meio de trens de média velocidade.
Teve início nesta semana uma pesquisa para medir detalhadamente se há demanda para implantação de um trem regional que passe a operar entre as cidades de Campinas, Jundiaí e São Paulo.
O estudo encomendado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai durar 11 meses e será feito pela empresa Oficina Engenheiros Consultores Associados.
Com esse levantamento, o governo paulista vai cruzar informações sobre os diferentes tipos de deslocamentos realizados pela população, o tempo de viagem em cada tipo de transporte, principais distâncias percorridas, pontos de origem e destino, frequência e volume de pessoas.
O projeto para construir um ramal ferroviário nos 100 quilômetros que separam a capital paulista e Campinas é um projeto antigo, mas que ganhou mais evidência com a concessão de Viracopos.
O aeroporto, que recebeu 7,5 milhões de passageiros no ano passado, terá sua demanda aumentada para 9,5 milhões de pessoas até 2014, segundo a Infraero. Inevitavelmente, a ambição do governo federal de transformar Viracopos na principal estrutura do sistema aéreo nacional passa diretamente pela implantação de uma ligação ferroviária.
Especialistas e profissionais do transporte ferroviário não criticam a decisão de se implementar o trem-bala na região, mas acreditam que há espaço para uma estrutura paralela de trem.
“Com R$ 1,5 bilhão e três anos de trabalho, é possível colocar para rodar um trem de média velocidade (até 160km/h) na malha ferroviária que já existe entre Campinas, Jundiaí e São Paulo”, diz Francisco Aparecido Felício, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas (Sindpaulista).
A estrutura que atualmente liga Campinas a Jundiaí foi concedida à América Latina Logística (ALL) e apenas parte dela é usada para carga.
Para receber um trem de média velocidade, o traçado teria de passar por adaptações. Pesa ainda a favor de um trem de média velocidade o fato de o país já deter uma indústria local capaz de atender à empreitada.
Para o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, o trem regional não atrapalharia em nada o projeto do trem-bala, tanto que a agência se comprometeu a liberar até 2015 diversas linhas de carga do Estado paulista para o transporte de passageiros, como os trechos São Paulo-Jundiaí, São Paulo-Santos e São Paulo-Sorocaba.
“Não vejo problemas em ter um trem regional até Campinas. Esses trens regionais são projetos paralelos, que não concorrem com o trem de alta velocidade.”
A prefeitura de Campinas, responsável pelo pedido de estudo levado à CPTM, informou apenas que aguarda uma definição do governo federal sobre o futuro do trem-bala.
A CPTM informou que o projeto não tem possibilidade de ser um ramal competitivo de ligação entre Viracopos e São Paulo, porque a proposta é que ele se limite a um trem metropolitano, com paradas previstas em Valinhos, Vinhedo, Louveira e Jundiaí, para então chegar a São Paulo.
No plano da CPTM estaria, na realidade, a operação de trem de até 100 km/hora, o que significaria cerca de três horas de viagem para chegar à capital paulista.
“Acredito que um trem de média velocidade nesse trecho seria realmente o projeto ideal”, comenta Luciano Amadio, presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop).
“Se olharmos para o futuro de São Paulo e Rio de Janeiro, concluímos que o trem-bala será totalmente necessário, mas podemos ter também uma solução de médio prazo, e não só daqui a dez anos.”
Se tudo der certo no cronograma previsto pela União, o trem de alta velocidade ficará pronto só em meados de 2019.
“É preciso se ater ao senso da urgência. Não podemos nos dar ao luxo de demorar tanto com as coisas. Acredito que há espaço para mais de um tipo de solução”, comenta Arlindo Fernandes, sócio-diretor da Oficina Engenheiros Consultores Associados, companhia que fará os estudos de demanda da região.
Em 2005, o governo paulista chegou a concluir os estudos para criação do chamado “Trem Bandeirante”, que ligaria São Paulo a Campinas.
O projeto foi estimado em R$ 2,7 bilhões e seria realizado por meio de uma parceria público-privada (PPP). O trem levaria aproximadamente 50 minutos para fazer o trajeto, a uma velocidade máxima de 160 Km.
À época, a ligação com o aeroporto de Viracopos já estava no radar. O plano foi parar na gaveta, após a decisão da União em bancar o trem de alta velocidade.
Fonte: Valor Econômico, Por André Borges
COMENTÁRIO SETORIAL
Tenho minhas dúvidas de que esse trem entre na linha. No PPA 2004-2007 do governo Alckmin estava previsto a implantação do Trem Bandeirantes, mas que não saiu do papel. O governo paulista vive prometendo, a linha 4 - Amarela estava planejada pelo Metrô para começar a funcionar em 2000 e só 11 anos depois é que de fato aconteceu a operação da linha. E depois os jornais não cobram, assim é fácil.
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