(do Portal Terra)
Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde de São Paulo revela que nove ciclistas são internados diariamente em hospitais públicos do Estado, vítimas de acidentes de trânsito. E desses nove, pelo menos um deles acaba morrendo.
"Muitas vezes os ciclistas são atingidos por automóveis ou mesmo por ônibus, o que torna comum a ocorrência de politraumatismo", explica Jorge dos Santos Silva, chefe do setor de trauma ortopédico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o médico, as lesões mais frequentes são os traumatismos cranianos e da coluna vertebral, além das fraturas da bacia, dos ossos do antebraço, do fêmur e da tíbia.
Em 2011 foram 3,4 mil pessoas internadas, gerando um custo de R$ 3,25 milhões ao Sistema Único de Saúde para tratar esses pacientes.
Quem sou eu
- Setorial de Transportes e Mobilidade Urbana PT-SP
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- O Setorial de Transportes do PT nasceu junto com o Partido dos Trabalhadores. O objetivo sempre foi o de fomentar políticas públicas para o transporte coletivo e logística para distribuição de mercadorias. Estamos abrindo esse espaço para ampliar a discussão sobre o tema.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
CUT protesta em São Paulo contra falta de investimento em transporte público
Do Portal Rede Brasil Atual
Sindicalistas ligados à CUT de São Paulo protestam na sexta-feira (29) contra o descaso e a falta de investimentos do governo estadual em mobilidade urbana. A concentração será no vão do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 10h. Em seguida, os trabalhadores caminham até o centro da capital paulista.
"A paciência dos trabalhadores e trabalhadoras já se esgotou", afirmou o presidente da CUT paulista, Adi dos Santos Lima, em nota. "Está passando da hora de haver uma reação por parte da população." Segundo Adi, em todo o estado os trabalhadores enfrentam serviços de transporte de má qualidade e altas tarifas.
"Os trabalhadores e trabalhadoras, que perdem longas horas em ônibus, trens do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), têm sofrido impacto direto tanto pela má qualidade do serviço, quanto pelos custos da tarifa", afirmaa CUT.
Segundo a instância paulista da central, as panes no metrô e nos trens refletem a falta de investimentos e de prioridade ao transporte público. Nos últimos cinco anos, a CUT lista a ocorrência de 99 panes no Metrô. Nos trens da CPTM, foram 124 falhas até maio deste ano. No período entre 1999 e 2011, levantamento da central aponta que o governo estadual deixou de investir R$ 10,34 bilhões, quase metade do valor previsto para o período – R$ 22,85 bilhões.
Outro problema é a expansão lenta do modal metro-ferroviário no estado de São Paulo. Desde 1995, foram construídos 1,93 quilômetros por ano. "Aumento insuficiente para os mais de 4 milhões de passageiros transportados diariamente", citou a nota da CUT. Os sindicalistas também chamam atenção para o mau uso do dinheiro público. Em São Paulo, o custo do quilômetro de metrô construído chega a R$ 400 milhões, ante os US$ 42 milhões - cerca de R$ 85 milhões -, investidos para realização do mesmo trecho em Madri, na Espanha.
Quanto aos ônibus, a crítica diz respeito ao valor das tarifas e a má qualidade do serviço prestado. "Nos ônibus, o alto valor das tarifas pesa no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras, que pagam por um serviço de má qualidade não só na capital, mas em todo o estado. Entre as capitais brasileiras, São Paulo é a que tem a tarifa mais cara, a R$ 3."
Sindicalistas ligados à CUT de São Paulo protestam na sexta-feira (29) contra o descaso e a falta de investimentos do governo estadual em mobilidade urbana. A concentração será no vão do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 10h. Em seguida, os trabalhadores caminham até o centro da capital paulista.
"A paciência dos trabalhadores e trabalhadoras já se esgotou", afirmou o presidente da CUT paulista, Adi dos Santos Lima, em nota. "Está passando da hora de haver uma reação por parte da população." Segundo Adi, em todo o estado os trabalhadores enfrentam serviços de transporte de má qualidade e altas tarifas.
"Os trabalhadores e trabalhadoras, que perdem longas horas em ônibus, trens do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), têm sofrido impacto direto tanto pela má qualidade do serviço, quanto pelos custos da tarifa", afirmaa CUT.
Segundo a instância paulista da central, as panes no metrô e nos trens refletem a falta de investimentos e de prioridade ao transporte público. Nos últimos cinco anos, a CUT lista a ocorrência de 99 panes no Metrô. Nos trens da CPTM, foram 124 falhas até maio deste ano. No período entre 1999 e 2011, levantamento da central aponta que o governo estadual deixou de investir R$ 10,34 bilhões, quase metade do valor previsto para o período – R$ 22,85 bilhões.
Outro problema é a expansão lenta do modal metro-ferroviário no estado de São Paulo. Desde 1995, foram construídos 1,93 quilômetros por ano. "Aumento insuficiente para os mais de 4 milhões de passageiros transportados diariamente", citou a nota da CUT. Os sindicalistas também chamam atenção para o mau uso do dinheiro público. Em São Paulo, o custo do quilômetro de metrô construído chega a R$ 400 milhões, ante os US$ 42 milhões - cerca de R$ 85 milhões -, investidos para realização do mesmo trecho em Madri, na Espanha.
Quanto aos ônibus, a crítica diz respeito ao valor das tarifas e a má qualidade do serviço prestado. "Nos ônibus, o alto valor das tarifas pesa no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras, que pagam por um serviço de má qualidade não só na capital, mas em todo o estado. Entre as capitais brasileiras, São Paulo é a que tem a tarifa mais cara, a R$ 3."
quarta-feira, 27 de junho de 2012
CPTM registra sete atropelamentos em seis meses
Desde novembro de 2011, sete pessoas que trabalhavam para a CPTM foram atingidas por trens no sistema (do jornal O Estado de S.Paulo)
O total de pessoas em serviço mortas nas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) chegou a sete em um período de apenas seis meses. O caso mais recente é de um funcionário terceirizado que morreu atropelado por uma composição no último dia 23 de maio. A ocorrência veio à tona mais de um mês depois, com uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias em Transporte de Passageiros da Zona Sorocabana (Sinferp).
O ajudante Michel Barbosa Ferreira da Silva, de 20 anos, trabalhava em uma obra de revestimento de um bueiro na Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato), no trecho entre as estações Baltazar Fidélis e Francisco Morato. Ele era contratado do consórcio ICS, formado pelas empresas Iesa, Consbem e Serveng, responsável pela intervenção. Por volta das 14h45 daquele dia, Silva foi atingido por um trem que seguia no sentido Francisco Morato.
A CPTM alega que o funcionário "desrespeitou as normas de segurança", atravessou a área delimitada de serviço sem avisar o centro de controle e entrou na via férrea. Segundo a empresa, o local no qual ele estava trabalhando ficava a cerca de 20 metros dos trilhos. O sindicato, por sua vez, afirma que "mais uma vez faltou fiscalização por parte da CPTM". O consórcio ICS afirma que a responsável por supervisionar esse tipo de trabalho é a CPTM.
Questionada sobre o motivo de o acidente não ter sido divulgado, a CPTM informou apenas que o boletim de ocorrência policial do caso, registrado na Delegacia de Francisco Morato, "é público".
Desde novembro de 2011, outras seis pessoas que estavam trabalhando para a CPTM, algumas de forma terceirizada, morreram atropeladas por trens no sistema. Em 27 de novembro, uma composição na Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) atingiu quatro técnicos que se deslocavam pela via, entre as estações Tatuapé e Brás. Três delas morreram. No dia 5 do mês seguinte, dois empregados que inspecionavam a via permanente foram atropelados e mortos por um trem na Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi), perto da Estação Barueri.
Em fevereiro, um segurança terceirizado morreu ao ser atropelado por um trem de carga da MRS Logística na região de Suzano, na Grande São Paulo. Houve outros casos de atropelamentos de pessoas que não trabalhavam na CPTM. Um homem, inclusive, morreu em março ao ser atingido por um trem em São Miguel Paulista.
Sobre o caso de Francisco Morato, a CPTM informou que uma sindicância foi aberta pelo consórcio ICS para investigar as causas do acidente. De acordo com o consórcio, a apuração revelou que "o funcionário afastou-se de sua frente de serviço" e entrou na via "sem autorização".
O total de pessoas em serviço mortas nas linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) chegou a sete em um período de apenas seis meses. O caso mais recente é de um funcionário terceirizado que morreu atropelado por uma composição no último dia 23 de maio. A ocorrência veio à tona mais de um mês depois, com uma denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias em Transporte de Passageiros da Zona Sorocabana (Sinferp).
O ajudante Michel Barbosa Ferreira da Silva, de 20 anos, trabalhava em uma obra de revestimento de um bueiro na Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato), no trecho entre as estações Baltazar Fidélis e Francisco Morato. Ele era contratado do consórcio ICS, formado pelas empresas Iesa, Consbem e Serveng, responsável pela intervenção. Por volta das 14h45 daquele dia, Silva foi atingido por um trem que seguia no sentido Francisco Morato.
A CPTM alega que o funcionário "desrespeitou as normas de segurança", atravessou a área delimitada de serviço sem avisar o centro de controle e entrou na via férrea. Segundo a empresa, o local no qual ele estava trabalhando ficava a cerca de 20 metros dos trilhos. O sindicato, por sua vez, afirma que "mais uma vez faltou fiscalização por parte da CPTM". O consórcio ICS afirma que a responsável por supervisionar esse tipo de trabalho é a CPTM.
Questionada sobre o motivo de o acidente não ter sido divulgado, a CPTM informou apenas que o boletim de ocorrência policial do caso, registrado na Delegacia de Francisco Morato, "é público".
Desde novembro de 2011, outras seis pessoas que estavam trabalhando para a CPTM, algumas de forma terceirizada, morreram atropeladas por trens no sistema. Em 27 de novembro, uma composição na Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) atingiu quatro técnicos que se deslocavam pela via, entre as estações Tatuapé e Brás. Três delas morreram. No dia 5 do mês seguinte, dois empregados que inspecionavam a via permanente foram atropelados e mortos por um trem na Linha 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi), perto da Estação Barueri.
Em fevereiro, um segurança terceirizado morreu ao ser atropelado por um trem de carga da MRS Logística na região de Suzano, na Grande São Paulo. Houve outros casos de atropelamentos de pessoas que não trabalhavam na CPTM. Um homem, inclusive, morreu em março ao ser atingido por um trem em São Miguel Paulista.
Sobre o caso de Francisco Morato, a CPTM informou que uma sindicância foi aberta pelo consórcio ICS para investigar as causas do acidente. De acordo com o consórcio, a apuração revelou que "o funcionário afastou-se de sua frente de serviço" e entrou na via "sem autorização".
Mobilidade urbana será tema de debate em São Sebastião
Imprensa PT Alesp
O deputado do PT Marco Aurélio coordena no próximo dia 28, às 19h, na Câmara Municipal de São Sebastião (Praça Antonio Argino, 84, Centro), a audiência sobre “Mobilidade urbana e transportes públicos no Estado de São Paulo”, com a participação de especialistas no assunto.
Em São Sebastião, entre os assuntos discutidos estão a duplicação da rodovia dos Tamoios, com ênfase no contorno que liga Caraguatatuba a São Sebastião, e a ampliação do porto de São Sebastião.
Esta atividade faz parte do ciclo de debates sobre mobilidade urbana realizado no Estado São Paulo com o apoio da Liderança do PT. O primeiro ocorreu em 28/5, na Assembleia, e apresentou um diagnóstico realizado pela Bancada petista que aponta que não há prioridade do governo do Estado para a mobilidade urbana, além da incapacidade de planejamento, gestão e execução nas obras, principalmente do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
O levantamento mostra que entre 1997 e 2011, os seguidos governos do PSDB em São Paulo deixaram de repassar R$ 7,2 bilhões do Orçamento do Estado ao Metrô e entre 2003 e 2011, mais de R$ 1,1 bilhão para a CPTM.
O deputado do PT Marco Aurélio coordena no próximo dia 28, às 19h, na Câmara Municipal de São Sebastião (Praça Antonio Argino, 84, Centro), a audiência sobre “Mobilidade urbana e transportes públicos no Estado de São Paulo”, com a participação de especialistas no assunto.
Em São Sebastião, entre os assuntos discutidos estão a duplicação da rodovia dos Tamoios, com ênfase no contorno que liga Caraguatatuba a São Sebastião, e a ampliação do porto de São Sebastião.
Esta atividade faz parte do ciclo de debates sobre mobilidade urbana realizado no Estado São Paulo com o apoio da Liderança do PT. O primeiro ocorreu em 28/5, na Assembleia, e apresentou um diagnóstico realizado pela Bancada petista que aponta que não há prioridade do governo do Estado para a mobilidade urbana, além da incapacidade de planejamento, gestão e execução nas obras, principalmente do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).
O levantamento mostra que entre 1997 e 2011, os seguidos governos do PSDB em São Paulo deixaram de repassar R$ 7,2 bilhões do Orçamento do Estado ao Metrô e entre 2003 e 2011, mais de R$ 1,1 bilhão para a CPTM.
terça-feira, 26 de junho de 2012
CUT/SP realizará ato pela mobilidade urbana em São Paulo
A CUT/SP realizará no próximo dia 29 (sexta-feira), a partir das 10h, um ato pela mobilidade urbana com o objetivo de alertar para o descaso e a falta de investimentos no transporte público em todo o estado de São Paulo, que tantos transtornos têm causado à população. A concentração será no MASP, na Avenida Paulista, e os manifestantes seguirão até a região central paulistana
Os trabalhadores e trabalhadoras, que perdem longas horas em ônibus, trens do metrô e da CPTM, têm sofrido impacto direto tanto pela má qualidade do serviço, quanto pelos custos da tarifa. “A paciência dos trabalhadores e trabalhadoras já se esgotou. Está passando da hora de haver uma reação por parte da população”, afirma Adi dos Santos Lima, presidente da CUT/SP.
De acordo com o dirigente, “não é de hoje que estamos falando do alto preço dos pedágios, da falta de qualidade dos transportes coletivos. Independente de ser ano eleitoral ou não, temos que fazer uma mobilização forte no estado, principalmente na região metropolitana”, ressaltou.
A mobilização terá participação das subsedes, federações e sindicatos filiados em todo o estado, além dos movimentos sociais e do apoio da bancada do Partido dos Trabalhadores em São Paulo.
Panes constantes, falta de investimentos e tarifas caras: é tudo o que se pode esperar?
No Metrô, 99 panes de 2007 até maio deste ano. E nos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foram 124 panes de 2010 até maio passado. É este o resultado da falta de investimentos e de prioridade ao transporte público, sem contar os acidentes já ocorridos e a falta de segurança quem mantêm em risco os passageiros e funcionários.
Desde que assumiu o governo estadual em 1995, o PSDB construiu 1,93 km de metrô por ano (eram 43,4 km e somente 30,9 km foram construídos em 16 anos), aumento da rede insuficiente para os mais de 4 milhões de passageiros transportados diariamente.
Só no Metrô, o governo estadual deixou de investir R$ 10,34 bilhões entre 1999 e 2011, de um total de R$ 22,85 bilhões previstos. E quando investe, o governo estadual gasta mal o dinheiro público – o custo do quilômetro construído chega a R$ 400 milhões, enquanto em Madri, na Espanha, o mesmo trecho é construído por US$ 42 milhões (pouco mais de R$ 85 milhões – câmbio de 21/06).
Outro exemplo é a reforma de trens das Linhas 1 – Azul e 3-Vermelha do Metrô, onde os serviços têm custo final equivalente a 86% do valor de um trem novo. A “modernização” totaliza R$ 1,75 bilhão e, após denúncias, o Ministério Público de São Paulo informou que vai abrir inquérito para investigar os contratos.
Na CPTM, o quadro não é muito diferente porque entre 2003 e 2011 o governo estadual deixou de investir R$ 1,1 bilhão de um total de R$ 6,35 bilhões previstos. Os trens estão velhos, as estações abandonadas e a falta de segurança já provocaram três colisões com 54 feridos, além de um descarrilamento e cinco funcionários mortos.
Nos ônibus, o alto valor das tarifas pesa no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras, que pagam por um serviço de má qualidade não só na capital, mas em todo o estado. Entre as capitais brasileiras, São Paulo é a que tem a tarifa mais cara, a R$ 3. E nas regiões metropolitanas os valores são ainda maiores, sem que exista sequer a integração com os trens do Metrô e da CPTM porque falta vontade política para ampliar a implantação do Bilhete Único.
Vale ressaltar que na capital são 6,5 milhões de passageiros transportados por ônibus (ou 10 milhões de viagens/dia útil com integração). E nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista, os ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) transportam em média 2,1 milhões de passageiros diariamente.
Pedágios subiram 168% acima da inflação
Mais um grave problema que pesa no bolso dos cidadãos são as centenas de pedágios espalhados por todo o estado que inviabilizam a locomoção pelas estradas. Em 14 anos, cerca de 20 empresas se tornaram concessionárias e assumiram nada menos que 5.315 km de estradas, segundo a Agência de Transporte do Estado (Artesp) e, em menos de duas décadas, o aumento dos pedágios foi de 168% acima da inflação – uma média de R$ 12,76 (a cada 100 Km).
Os valores abusivos prejudicam não só os motoristas de veículos de passeio, mas também tem grande impacto no custo final dos produtos transportados nas rodovias e nas tarifas dos ônibus. Com a privatização do serviço pelo governo estadual do PSDB, houve um salto no número de praças de pedágio: eram 40 em 1997 e, treze anos depois, foi para 227, uma média de criação de um novo posto a cada 40 dias durante o ano de 2010.
Os investimentos nas estradas são bem vindos e necessários, mas os custos não podem sair do boldo dos trabalhadores e trabalhadoras, que pagam mais caro o alimento, a passagem de ônibus e a viagem de carro.
Os trabalhadores e trabalhadoras, que perdem longas horas em ônibus, trens do metrô e da CPTM, têm sofrido impacto direto tanto pela má qualidade do serviço, quanto pelos custos da tarifa. “A paciência dos trabalhadores e trabalhadoras já se esgotou. Está passando da hora de haver uma reação por parte da população”, afirma Adi dos Santos Lima, presidente da CUT/SP.
De acordo com o dirigente, “não é de hoje que estamos falando do alto preço dos pedágios, da falta de qualidade dos transportes coletivos. Independente de ser ano eleitoral ou não, temos que fazer uma mobilização forte no estado, principalmente na região metropolitana”, ressaltou.
A mobilização terá participação das subsedes, federações e sindicatos filiados em todo o estado, além dos movimentos sociais e do apoio da bancada do Partido dos Trabalhadores em São Paulo.
Panes constantes, falta de investimentos e tarifas caras: é tudo o que se pode esperar?
No Metrô, 99 panes de 2007 até maio deste ano. E nos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foram 124 panes de 2010 até maio passado. É este o resultado da falta de investimentos e de prioridade ao transporte público, sem contar os acidentes já ocorridos e a falta de segurança quem mantêm em risco os passageiros e funcionários.
Desde que assumiu o governo estadual em 1995, o PSDB construiu 1,93 km de metrô por ano (eram 43,4 km e somente 30,9 km foram construídos em 16 anos), aumento da rede insuficiente para os mais de 4 milhões de passageiros transportados diariamente.
Só no Metrô, o governo estadual deixou de investir R$ 10,34 bilhões entre 1999 e 2011, de um total de R$ 22,85 bilhões previstos. E quando investe, o governo estadual gasta mal o dinheiro público – o custo do quilômetro construído chega a R$ 400 milhões, enquanto em Madri, na Espanha, o mesmo trecho é construído por US$ 42 milhões (pouco mais de R$ 85 milhões – câmbio de 21/06).
Outro exemplo é a reforma de trens das Linhas 1 – Azul e 3-Vermelha do Metrô, onde os serviços têm custo final equivalente a 86% do valor de um trem novo. A “modernização” totaliza R$ 1,75 bilhão e, após denúncias, o Ministério Público de São Paulo informou que vai abrir inquérito para investigar os contratos.
Na CPTM, o quadro não é muito diferente porque entre 2003 e 2011 o governo estadual deixou de investir R$ 1,1 bilhão de um total de R$ 6,35 bilhões previstos. Os trens estão velhos, as estações abandonadas e a falta de segurança já provocaram três colisões com 54 feridos, além de um descarrilamento e cinco funcionários mortos.
Nos ônibus, o alto valor das tarifas pesa no bolso dos trabalhadores e trabalhadoras, que pagam por um serviço de má qualidade não só na capital, mas em todo o estado. Entre as capitais brasileiras, São Paulo é a que tem a tarifa mais cara, a R$ 3. E nas regiões metropolitanas os valores são ainda maiores, sem que exista sequer a integração com os trens do Metrô e da CPTM porque falta vontade política para ampliar a implantação do Bilhete Único.
Vale ressaltar que na capital são 6,5 milhões de passageiros transportados por ônibus (ou 10 milhões de viagens/dia útil com integração). E nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista, os ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) transportam em média 2,1 milhões de passageiros diariamente.
Pedágios subiram 168% acima da inflação
Mais um grave problema que pesa no bolso dos cidadãos são as centenas de pedágios espalhados por todo o estado que inviabilizam a locomoção pelas estradas. Em 14 anos, cerca de 20 empresas se tornaram concessionárias e assumiram nada menos que 5.315 km de estradas, segundo a Agência de Transporte do Estado (Artesp) e, em menos de duas décadas, o aumento dos pedágios foi de 168% acima da inflação – uma média de R$ 12,76 (a cada 100 Km).
Os valores abusivos prejudicam não só os motoristas de veículos de passeio, mas também tem grande impacto no custo final dos produtos transportados nas rodovias e nas tarifas dos ônibus. Com a privatização do serviço pelo governo estadual do PSDB, houve um salto no número de praças de pedágio: eram 40 em 1997 e, treze anos depois, foi para 227, uma média de criação de um novo posto a cada 40 dias durante o ano de 2010.
Os investimentos nas estradas são bem vindos e necessários, mas os custos não podem sair do boldo dos trabalhadores e trabalhadoras, que pagam mais caro o alimento, a passagem de ônibus e a viagem de carro.
Seminário Mobilidade Urbana: Guarulhos recebe o penúltimo debate sobre transporte público no Estado
A bancada do PT já promoveu sete das oito audiências do ciclo de debates sobre mobilidade urbana em São Paulo, que terá conclusão na próxima quinta-feira (28), na cidade de São Sebastião. (do Portal Linha Direta)
O penúltimo debate sobre o tema “Mobilidade Urbana na Capital e na Região Metropolitana de São Paulo: Diagnóstico, Desafios e Perspectivas” ocorreu na noite dessa segunda-feira (25), em Guarulhos.
A cidade que há tempos clama pelo transporte ferroviário; que tem o maior aeroporto da América Latina; que tem o oitavo maior PIB do país; e que não possui uma linha de Metrô que ligue a cidade com a capital vive das promessas dos governadores tucanos. Ontem ela foi a anfitriã do penúltimo debate sobre o tema.
O líder da bancada petista, deputado Alencar Santana Braga, abriu os trabalhos. O parlamentar, que tem como bandeira a defesa do transporte público, dedica parte de suas ações na Casa às denuncias e fiscalização do descaso por parte do Governo do Estado nesse setor.
Para Alencar, o ciclo tem como objetivo expor as problemáticas do transporte público e propor alternativas para a mobilidade urbana do Estado. “Metrô super lotado, trens da CPTM em panes, acidentes nas linhas são algumas das problemáticas que o trabalhador está vivenciando diariamente no transporte de São Paulo. Um descaso do Governo do Estado que não planeja e menos ainda executa”, ressaltou o deputado.
O prefeito de Guarulhos Sebastião Almeida participou do debate e afirmou que a discussão é de extrema importância. “O Metrô de São Paulo carece de mais discussões como essa, a exemplo Guarulhos, cidade tão grande e que não possui linha de Metrô nem trem. Não existe cidade no mundo, que tenha um aeroporto com o porte do nosso e que não seja ligado com o Metrô”, disse o prefeito.
“Avançamos com o Bilhete Único na cidade e agora queremos o Bilhete Único Metropolitano, nosso sistema está pronto para essa integração, o que falta é vontade política e competência do Governo do Estado”, completou.
O deputado estadual João Antônio coordenou a mesa durante a atividade e afirmou que os problemas de grandes metrópoles como São Paulo devem ter soluções articulada, projetando o futuro numa região integrada.
O debate foi enriquecido pelas explanações em slides do deputado estadual Gerson Bittencourt e do deputado federal José de Filippi. Ambos trouxeram informações relevantes da real situação do transporte no Estado.
“Mais de seis anos de promessa e não existe nenhum movimento do governador para a integração metropolitana”, disse Bittencourt.
“Com essa política de descaso do PSDB, estamos longe de um projeto que satisfaça os paulistanos”, acrescentou Filippi.
O deputado federal Carlos Zarattini também participou da atividade e lembrou que o Metrô de São Paulo está parado. “Há quase 20 anos de PSDB em São Paulo e a média de crescimento do Metrô é de 2km por ano”, afirmou o deputado.
“A Região Metropolitana de São Paulo precisa recuperar toda a gestão perdida na área de transporte, com mais vontade e planejamento. Se o Governo do Estado fizesse a lição de casa, teríamos a mobilidade urbana bem melhor”, finalizou o líder Alencar Santana.
No total, já foram realizados cinco seminários nas regiões metropolitanas do Estado. O ciclo percorreu a região de Santos, Santo André, Sorocaba e Guarulhos, além da abertura que aconteceu na capital em 28 de maio. O último debate será nesta quinta-feira (28), em São Sebastião.
O penúltimo debate sobre o tema “Mobilidade Urbana na Capital e na Região Metropolitana de São Paulo: Diagnóstico, Desafios e Perspectivas” ocorreu na noite dessa segunda-feira (25), em Guarulhos.
A cidade que há tempos clama pelo transporte ferroviário; que tem o maior aeroporto da América Latina; que tem o oitavo maior PIB do país; e que não possui uma linha de Metrô que ligue a cidade com a capital vive das promessas dos governadores tucanos. Ontem ela foi a anfitriã do penúltimo debate sobre o tema.
O líder da bancada petista, deputado Alencar Santana Braga, abriu os trabalhos. O parlamentar, que tem como bandeira a defesa do transporte público, dedica parte de suas ações na Casa às denuncias e fiscalização do descaso por parte do Governo do Estado nesse setor.
Para Alencar, o ciclo tem como objetivo expor as problemáticas do transporte público e propor alternativas para a mobilidade urbana do Estado. “Metrô super lotado, trens da CPTM em panes, acidentes nas linhas são algumas das problemáticas que o trabalhador está vivenciando diariamente no transporte de São Paulo. Um descaso do Governo do Estado que não planeja e menos ainda executa”, ressaltou o deputado.
O prefeito de Guarulhos Sebastião Almeida participou do debate e afirmou que a discussão é de extrema importância. “O Metrô de São Paulo carece de mais discussões como essa, a exemplo Guarulhos, cidade tão grande e que não possui linha de Metrô nem trem. Não existe cidade no mundo, que tenha um aeroporto com o porte do nosso e que não seja ligado com o Metrô”, disse o prefeito.
“Avançamos com o Bilhete Único na cidade e agora queremos o Bilhete Único Metropolitano, nosso sistema está pronto para essa integração, o que falta é vontade política e competência do Governo do Estado”, completou.
O deputado estadual João Antônio coordenou a mesa durante a atividade e afirmou que os problemas de grandes metrópoles como São Paulo devem ter soluções articulada, projetando o futuro numa região integrada.
O debate foi enriquecido pelas explanações em slides do deputado estadual Gerson Bittencourt e do deputado federal José de Filippi. Ambos trouxeram informações relevantes da real situação do transporte no Estado.
“Mais de seis anos de promessa e não existe nenhum movimento do governador para a integração metropolitana”, disse Bittencourt.
“Com essa política de descaso do PSDB, estamos longe de um projeto que satisfaça os paulistanos”, acrescentou Filippi.
O deputado federal Carlos Zarattini também participou da atividade e lembrou que o Metrô de São Paulo está parado. “Há quase 20 anos de PSDB em São Paulo e a média de crescimento do Metrô é de 2km por ano”, afirmou o deputado.
“A Região Metropolitana de São Paulo precisa recuperar toda a gestão perdida na área de transporte, com mais vontade e planejamento. Se o Governo do Estado fizesse a lição de casa, teríamos a mobilidade urbana bem melhor”, finalizou o líder Alencar Santana.
No total, já foram realizados cinco seminários nas regiões metropolitanas do Estado. O ciclo percorreu a região de Santos, Santo André, Sorocaba e Guarulhos, além da abertura que aconteceu na capital em 28 de maio. O último debate será nesta quinta-feira (28), em São Sebastião.
Pistas expressas da Via Dutra ganham faixa adicional entre SP e Guarulhos
Acesso à pista local ocorre a partir do km 209 e retorno somente após o pedágio de Arujá (do jornal O Estado de S.Paulo)
A partir de agora o motorista que estiver no sentido Ayrton Senna da Marginal do Tietê e pretende chegar à Rodovia Hélio Smidt - que leva até o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos - e às vias internas da cidade de Guarulhos deve se manter na pista local da Marginal já nas proximidades da Avenida Salim Farah Maluf, região do Tatuapé, na zona leste, para entrar diretamente na pista local da Rodovia Presidente Dutra, pois a pista expressa não terá mais acesso à via local antes do quilômetro 209.
Caso contrário, o veículo que estiver na pista expressa da Marginal irá cair na expressa da Rodovia Presidente Dutra e será obrigado a trafegar por ela desde o quilômetro 230, no início, na região da Vila Maria, zona norte, até o quilômetro 209, onde há o primeiro acesso à pista local da rodovia, porém já depois do trevo de Bonsucesso, o que permitirá o usuário da rodovia fazer o retorno somente após o pedágio de Arujá, localizado no quilômetro 204 e cujo valor é de R$ 2,30 (para veículos de passeio).
Esse cuidado deve ser tomado pelos motoristas pois, desde as 17 horas desta segunda-feira, 25, a concessionária NovaDutra liberou a faixa adicional em cada sentido da rodovia, somente nas pistas expressas, ampliando-as, justamente para melhorar a fluidez do tráfego e beneficiar quem realiza viagens de longa distância, entre elas a que leva até a cidade do Rio de Janeiro. A faixa adicional no sentido Rio tem início no quilômetro 230, na capital paulista, e se estende até o quilômetro 211, em Guarulhos. Já no sentido São Paulo, a faixa adicional começa no quilômetro 215, em Guarulhos, e segue até a chegada à capital paulista, no quilômetro 230.
A concessionária NovaDutra informou que as placas de sinalização e orientação ao motorista foram colocadas na Marginal para evitar que o usuário que pretende utilizar a pista local da rodovia não acesse a via expressa da estrada e aí seja obrigado a seguir até Arujá, tendo que pagar o pedágio, para poder fazer o retorno e somente assim acessar a região interna de Guarulhos e a rodovia Hélio Smidt, que leva até o Aeroporto Internacional.
A partir de agora o motorista que estiver no sentido Ayrton Senna da Marginal do Tietê e pretende chegar à Rodovia Hélio Smidt - que leva até o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos - e às vias internas da cidade de Guarulhos deve se manter na pista local da Marginal já nas proximidades da Avenida Salim Farah Maluf, região do Tatuapé, na zona leste, para entrar diretamente na pista local da Rodovia Presidente Dutra, pois a pista expressa não terá mais acesso à via local antes do quilômetro 209.
Caso contrário, o veículo que estiver na pista expressa da Marginal irá cair na expressa da Rodovia Presidente Dutra e será obrigado a trafegar por ela desde o quilômetro 230, no início, na região da Vila Maria, zona norte, até o quilômetro 209, onde há o primeiro acesso à pista local da rodovia, porém já depois do trevo de Bonsucesso, o que permitirá o usuário da rodovia fazer o retorno somente após o pedágio de Arujá, localizado no quilômetro 204 e cujo valor é de R$ 2,30 (para veículos de passeio).
Esse cuidado deve ser tomado pelos motoristas pois, desde as 17 horas desta segunda-feira, 25, a concessionária NovaDutra liberou a faixa adicional em cada sentido da rodovia, somente nas pistas expressas, ampliando-as, justamente para melhorar a fluidez do tráfego e beneficiar quem realiza viagens de longa distância, entre elas a que leva até a cidade do Rio de Janeiro. A faixa adicional no sentido Rio tem início no quilômetro 230, na capital paulista, e se estende até o quilômetro 211, em Guarulhos. Já no sentido São Paulo, a faixa adicional começa no quilômetro 215, em Guarulhos, e segue até a chegada à capital paulista, no quilômetro 230.
A concessionária NovaDutra informou que as placas de sinalização e orientação ao motorista foram colocadas na Marginal para evitar que o usuário que pretende utilizar a pista local da rodovia não acesse a via expressa da estrada e aí seja obrigado a seguir até Arujá, tendo que pagar o pedágio, para poder fazer o retorno e somente assim acessar a região interna de Guarulhos e a rodovia Hélio Smidt, que leva até o Aeroporto Internacional.
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